Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 17 de julho de 2016

Mais podridão no governo do DF? Áudio: ex-secretário da Saúde, Gondim diz que há “meio podre” na pasta

Domingo, 17 de julho de 2016
Do Portal Metrópoles
SindSaúde/Divulgação

Áudio: ex-secretário da Saúde, Gondim diz que há “meio podre” na pasta

Em diálogo entre o ex-secretário da Saúde Fábio Gondim e a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, os dois acusam integrantes do segundo escalão de Rollemberg de participar de esquema de corrupção no GDF. Gravação — a segunda divulgada em dois dias — amplia a crise no setor


Por Suzano Almeida


Novas gravações obtidas pelo Metrópoles reforçam a denúncia de que um grande esquema de corrupção tem corroído a saúde pública do Distrito Federal. Na noite de sexta-feira (15/7), a reportagem divulgou o áudio de uma conversa em que o vice-governador do Distrito Federal, Renato Santana (PSD), e a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, falam sobre supostos pagamentos de propina no GDF, com percentuais que giram entre 10% e 30% nos contratos. Agora, em um novo áudio, Marli e o ex-secretário de Saúde Fábio Gondim dizem que há um “meio podre” infiltrado na pasta, composto por pessoas indicadas pelo próprio governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ministério Público de Contas do DF denuncia sobrepreço de 40% em obras de creches

Sexta, 15 de julho de 2016
Irregularidades no credenciamento de entidades responsáveis por administrar os centros educacionais também estão na mira de órgãos de fiscalização
Do Metrópoles
Por Mirelle Pinheiro

As creches construídas no Distrito Federal estão na mira dos órgãos de fiscalização. O Ministério Público de Contas (MPC-DF) denunciou que as obras estão superfaturadas em cerca de 40%, com relação às que foram erguidas em outros estados. Agora, Tribunal de Contas (TCDF) abriu uma auditoria para investigar os processos referentes à contratação das empresas para construção das unidades.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

MP investiga propina em consultoria para obra do Centro Administrativo

Sexta, 1º de julho de 2016
Do Metrópoles

Uma das sócias no empreendimento, a Via Engenharia contratou empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef para a elaboração de consultoria, mas investigadores da Lava Jato reuniram evidências de que o serviço é fajuto

Leia aqui a íntegra da matéria de Guilherme Waltenberg e Lilia Tahan

domingo, 26 de junho de 2016

Templo do padre Moacir pode ser demolido por irregularidades

Domingo, 26 de junho de 2016
Deu no Metrópoles
Por Guilherme Waltenberg
O padre Moacir Anastácio, famoso por organizar a maior festa de Pentecostes do Brasil e citado na Operação Lava Jato por ter recebido R$ 950 mil de empreiteiras – doações supostamente intermediadas pelo ex-senador Gim Argello – pode ver um novo problema bater à sua porta muito em breve. O maior templo do Centro-Oeste, o Centro de Evangelização da Comunidade Renascidos em Pentecostes – idealizado por ele e em fase de construção – enfrenta uma série de questionamentos do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) que, caso não sejam esclarecidos, podem levar à demolição do prédio.

Entre as pendências identificadas, há registro de questões de ordem ambiental, sanitária e de inconformidade entre o projeto aprovado e o que de fato foi construído. As irregularidades são descritas no Parecer Técnico nº 44/2014, da Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb), repassado em 2 de julho de 2015 aos órgãos responsáveis por tomar medidas para corrigir essas irregularidades . Desde então, fontes do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) afirmam ainda não ter recebido novas informações sobre o caso . Continue lendo

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Privataria na saúde: Quase metade das OSs que querem atuar no DF tem problemas na Justiça

Segunda, 20 de junho de 2016
Do Metrópoles 
Quase metade das OSs que querem atuar no DF tem problemas na Justiça
 
Duas organizações sociais candidatas a operar o sistema de saúde do Distrito Federal enfrentam denúncias de má gestão nos estados onde já atuam

Por Suzano Almeida

Duas das cinco organizações sociais (OSs) que pretedem atuar nas unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de saúde básica (UBS) do Distrito Federal têm pendências na Justiça nas cidades em que já atuam. A ideia que conta com muitos críticos ganha agora mais uma polêmica.

O Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp), já qualificado, foi alvo de denúncia da Câmara Municipal de Avaré (SP), em outubro de 2014, acusado de não cumprir com o especificado na licitação. Na concorrência, a empresa deveria fornecer mão de obra.

Em Bom Jesus dos Perdões (SP), o principal hospital público costumava sofrer com a falta de médicos para atender os pacientes. A solução encontrada pela prefeitura foi a contratação do Gamp, que deveria atender a essa demanda. O atendimento, no entanto, não foi normalizado apesar das escalas de 36 horas dos médicos contratados pela organização social.

O Metrópoles procurou a Gamp no telefone que consta na página da empresa na internet, mas não conseguiu contato.

Outro nome que aparece entre as candidatas a assumirem o plano de ampliação da saúde básica do DF, elaborado pela Secretaria de Saúde, é o Instituto Novo Caminho, que atua em Manaus (AM). A organização social protocolou, ainda em novembro de 2015, o pedido de qualificação para operar também na capital federal.

Investigação

Em Manaus, a OS Novo Caminho foi investigada pelo Ministério Público do Amazonas por contrato de R$ 80,2 milhões com o governo do estado. Os procuradores questionaram, à época, se a organização, que se dizia sem fins lucrativos, não seria apenas uma “mera recebedora de dinheiro público e intermediária para a contratação direta de bens e serviços” e se ela tinha condições financeiras de manter a prestação dos serviços.

Tanto o governo quanto o Novo Caminho responderam estar de acordo com as exigências prescritas no edital.