Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

No ano em que o GDF desenhava o Instituto, Hospital de Base teve queda de 11% nos atendimentos

Quinta, 25 de janeiro de 2018
Cardiologia é o caso mais grave com redução de 57% nos atendimentos


25/01/2018 
Por SindSaúde DF
Imagens: Peter Neylon 

O histórico dos últimos três anos no atendimento do Hospital de Base do Distrito é muito preocupante. O número de pacientes atendidos seguiu em queda e, de 2016 para 2017, caiu 11%. O caso mais preocupante é na Cardiologia, onde a queda de atendimentos foi de 57%.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

SindSaúde: Diretora é instrumento do Buriti para transformar Hospital de Base em OSs

Segunda, 22 de janeiro de 2018


Por SindSaúde
Está claro que a gestão de Rodrigo Rollemberg e secretário Humberto Fonseca quer entregar a saúde pública do Distrito Federal para a iniciativa privada. E as Organizações Sociais não estão descartadas para atuar. Esse tipo de gestão é defendido por uma diretora do Hospital de Base (IHBDF), que acaba de ser institucionalizado.
Em artigo publicado e apresentado em maio de 2015, num Congresso sobre gestão pública, com outros dois autores (veja aqui), a vice-presidente do IHBDF, Dulcilene Claudia Xavier afirma que a OS tem flexibilidade de gestão e, assim, poderia alcançar melhores resultados.
Enquanto se defende a flexibilidade das OSs, os órgãos de fiscalização vêm seguindo rastros de corrupção desse modelo de gestão. No Rio de janeiro, por exemplo, uma investigação do Tribunal de Contas local apontou que das dez organizações sociais (OSs) que administram 108 das 248 unidades de saúde da prefeitura do Rio, oito eram investigadas em procedimentos no Ministério Público (MP) estadual e em ações no Tribunal de Justiça (TJ) do Rio por suspeitas de irregularidades. Entre as irregularidades estão desvio de recursos.
Na gestão Rollemberg
O assunto de OSs sempre foi negado por gestores da saúde durante a gestão de Rodrigo Rollemberg. Todos que passaram pela Secretaria de Saúde, ou se esquivavam, ou diziam que isso não ocorreria no DF. Mas em julho de 2016, o governo fez um chamamento público para qualificar OSs, pavimentando assim, o caminho suspeito de uma possível implantação dessas entidades.
CLDF abre as porteiras
Em dezembro passado, uma ação do deputado distrital Ricardo Vale (PT) passou batido pela imprensa, mas não pelo SindSaúde. Ele retirou de pauta uma proposta de emenda à Lei Orgânica que pretendia proibir o Poder Público do DF de firmar contrato de gestão com entidade qualificada como organização social (OS).
Essa retirada ocorreu depois que quatro deputados recuaram do voto. Ricardo Vale retirou a proposta da pauta quando percebeu que não teria os votos suficientes para aprovação. A previsão é que volte a ser debatida em fevereiro de 2018.
“A tropa é a cara do comando. Não é de se espantar que os gestores de Rollemberg sigam sua linha de pensamento. Desde o início deste governo está clara a intenção de vender e terceirizar os serviços de saúde para favorecer os padrinhos políticos. O Executivo não desistirá e agora que conseguiu colocar em prática o instituto, o cenário está estabelecido. Rollemberg colocou pessoas no HBDF para no futuro transformá-lo em OSs. O SindSaúde não compactua e segue combatendo essas práticas”, garante a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues.
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Leia também: 

Nominando as falcatruas das OSs. Abre o olho, Rollemberg

Para quem ainda tinha dúvidas sobre o malefício das OSs na Saúde: Documento 'Contra Fatos não há argumentos que sustentem as Organizações Sociais no Brasil'

Rollemberg mente? Ou quem mente para o governador sobre Organizações Sociais (OSs)?

Rollemberg em São Paulo, no lançamento de um tal Ibross, elogia OS de Brasília. Mas importante mesmo é ouvir o áudio da fala da promotora Marisa Izar no encontro realizado no último dia 18/11 e que discutiu OSs na Saúde.

Custos de OSs em Goiás variam até 1.000% (MIL por cento)

Rombo de OSs no Rio chegam a R$ 1 bilhão na Saúde

OSs burlam obrigatoriedade de concurso e Lei de Licitações

Rede de Médicas e Médicos Populares/DF adverte: Organizações Sociais na gestão fazem mal à saúde!!!

Armações a favor de OSs na saúde pública do DF são desmascaradas pelo SindMédico. Veja vídeo

GDF suspende qualificação de duas OSs suspeitas de irregularidades

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O novo modelo de Saúde Pública no DF é a privatização?

Sexta, 12 de janeiro de 2018
Foto: Rogério Lopes

Falar de novo modelo de atenção à saúde, começando pela privatização do primeiro Hospital criado no Distrito Federal, exige de nós, profissionais da saúde, esclarecer à população, algumas questões não ditas.

Primeiro, não é dito que as rígidas normas da administração direta do Estado brasileiro, que circunscrevem as licitações, compra de produtos, contratação de pessoas, entre outros, não podem ser creditadas como problemas de gerenciamento do Sistema Único de Saúde. Se não, de uma ausência de Reforma Administrativa, onde o Estado assume seu dever de proteger, nesse particular, o direito à saúde da população. Para isto, paga-se impostos. Ou seja, o povo delega aos seus governantes a tarefa de administrar seus bens. Ao invés de gerenciar, com competência, criatividade, respeito, e humanização, tomam-se atalhos para defender interesses de diferentes naturezas, sobretudo, com alianças entre partidos, grupos políticos, cujas moedas de trocas, das mais perversas,  custam as vidas daqueles que deveriam proteger.

Segundo, não é dito o histórico e grave problema do subfinanciamento, desde o embate na Assembleia Nacional Constituinte, até os dias atuais, que também não pode ser motivo para transferir à iniciativa privada, e/ou subdelegar ao denominado terceiro setor (Organizações Sociais, Institutos, e outros), as responsabilidades político-econômicas e sócio sanitárias de priorizar a saúde como um bem inalienável da população de Brasília. O que se vê, a olhos públicos, é a falta de decisão política de investir nesse setor, desde os ditos governos de direita, aos de centro esquerda. Governos após governos, o que se vê é a indisposição, acomodação, e a ausência de coragem para pensarem outras formas de investir na saúde pública e de qualidade na capital da República, essa que deveria ser exemplo para o Brasil.

Terceiro, os discursos sobre a falta de agilidade nas compras de medicamentos, equipamentos, e outros insumos de apoio diagnóstico/terapêutico, além das dificuldades nas contratações de novos servidores, e a diminuição da oferta de ações e serviços de qualidade, reforçam o imaginário coletivo que esses são problemas do SUS, e, por consequência, não vale a pena lutar por ele. Desse modo, os governos contribuem para a inviabilidade do Sistema, quebrando-o por dentro. Dito de outra forma, assim nascem as justificativas à terceirização, à contratação de prestação direta de serviços por entidades privadas, ainda que ditas sem fins lucrativos, e, com isso, fragmentam e fragilizam os rumos da construção de um “Novo Modelo de Atenção e Gestão de um Sistema Universal, Integral, Equânime e de Qualidade”.

Quarto, usam do argumento de base constitucional, citando em suas justificativas o art. 199/CF/88, que diz: “A assistência à saúde é livre à iniciativa privada”. Entretanto, não mencionam a dura luta na Assembleia Nacional Constituinte entre as forças progressistas do movimento sanitário brasileiro e o “Centrão”, este representando os interesses do setor privado, melhor, dos seus financiadores de campanha.

Muito menos falam em suas peças justificatórias, que a iniciativa privada somente pode atuar na saúde em áreas assistenciais, desde que regulada pelo Estado. Desde lá seguimo-nos indagando, afinal o que é saúde? A prevista no art. 196 tem ampla compreensão, e, por isso, devemos tratá-la em sua complexidade. Incluir o direito à saúde como resultante tão somente da garantia do acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde, desprovidos dos seus determinantes e condicionantes políticos, sociais, econômicos, ambientais, culturais, geracionais, de gênero, raça e cor ... reduzem e impõem o desenho de um arcabouço jurídico-político de um modelo de atenção e gestão voltados para o complexo médico industrial, cujas bases mercadológicas são as doenças e seus aparatos sustentadores.

Qualidade de saúde e vida?  Disso, não se fala. E, ao não se falar, o Estado Brasileiro segue financiando, à luz do dia, as cooperativas médicas, as organizações sociais, os institutos, logo, o setor privado; a tão falada Saúde Suplementar. Não é por acaso, que 70% da capacidade hospitalar do SUS são comprados através de contratos e convênios de hospitais privados e filantrópicos, além dos incentivos aos planos de saúde. Todos são, a bem da verdade, financiados, subsidiados pelo Estado Brasileiro. Melhor, descontados em seus impostos de renda em pessoas física ou jurídica.

Enfim, por que não explicam à população o que está por trás da decisão política, sem evidências econômicas e técnicas, todavia, com base em interesses os mais diversos, a exemplo dos apoios dos partidos da velha política que, desde sempre, defendem a ausência ou diminuição da presença do Estado nos investimentos dos bens e serviços de natureza pública. Incluindo aí o apoio dos partidos ditos “progressistas” que, ao longo das últimas décadas, vem reproduzindo os males que, historicamente, desde o início do século XX,  vimos combatendo. Assim, não podemos dar um só passo atrás.

Nossa proposta é clara. Construir um novo modelo de atenção e gestão balizado nas condições dos processos saúde-doença-cuidado, nos territórios onde vivem, moram, trabalham, e sonham cada indivíduo, famílias e comunidades, em suas expectativas de saúde e não de doenças. Esse modelo nasceu, vem sobrevivendo para substituir o tradicional, focado no mercado e em seus lucros perversos, degradantes, medicalizantes, hospitalizantes, e, seguramente, caros. Há dez décadas, sabemos disso. O resto é conduta de políticos e governantes que trabalham de costas para a população. 

*Diretora da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Suspeita de irregularidades: TCDF mantém suspensa licitação para concessão do Centro de Convenções

Quarta, 2 de agosto de 2017
TCDF mantém suspensa licitação para concessão do Centro de Convenções
Procedimento já estava embargado desde outubro do ano passado, por suspeita de irregularidades

Por Pedro Alves/Metrópoles/
Foto: Tony Winston/Agência Brasília
e Blog do Sombra


O desejo do Governo do DF de repassar a gestão de equipamentos públicos à iniciativa privada continua a esbarrar nos órgãos de controle. O Tribunal de Contas do DF (TCDF) decidiu, por unanimidade, manter suspensa a licitação que selecionaria uma empresa para gerir o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no Eixo Monumental. Segundo a Corte, há indícios de irregularidades no edital lançado em setembro do ano passado.
 
A seleção, na modalidade Parceria Público-Privada (PPP), já estava embargada desde outubro de 2016, após auditoria realizada pelo TCDF. Além de ter suspendido o processo até decisão final sobre o tema, o tribunal também ordenou à Secretaria de Fazenda que apresente justificativas ou promova alterações no edital da licitação para sanar as irregularidades apontadas. Com a nova decisão do tribunal, o processo de concessão continua sem previsão para ser finalizado.
 
Entre os problemas apontados pela auditoria do TCDF, está o valor que deve ser pago pelo consórcio vencedor ao GDF. O edital prevê repasse anual de R$ 1,5 milhão como contraproposta ao poder público. De acordo com o Tribunal de Contas, no entanto, esse valor deveria ser de, no mínimo, R$ 3,2 milhões ao ano.
O TCDF também questiona o valor previsto em edital para a manutenção do Centro de Convenções. O projeto de PPP determinava que, ao longo dos 20 anos da concessão, o vencedor da licitação investisse apenas R$ 2,3 milhões em reparos e R$ 1,6 milhão na revitalização da Praça dos Namorados, que fica em frente ao complexo. Para o tribunal, os valores são irrisórios, uma vez que seriam diluídos ao longo de duas décadas.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

CLDF adia novamente apreciação do projeto que cria o prejudicial Instituto Hospital de Base do DF

Quarta, 19 de abril de 2017

Da CLDF
A Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) da Câmara Legislativa se reuniu na manhã de hoje (19) para apreciar várias proposições de sua pauta, com especial destaque para o PL nº 1.486/2017, do Poder Executivo, que cria o Instituto Hospital de Base do DF. Com a presença dos deputados Wasny de Roure (PT), Reginaldo Veras (PDT) e Raimundo Ribeiro (PPS), além de dezenas de servidores do maior hospital do DF, havia a expectativa de que o projeto, cujo parecer deveria ter sido votado na reunião anterior, fosse apreciado hoje. A tramitação, porém, foi novamente adiada.

A postergação da análise do projeto se deu porque o relator da matéria na CESC, deputado Juarezão (PSB), não compareceu à reunião. "A exemplo da última reunião, o relator não compareceu. Quero esclarecer que esta é a única comissão da Casa em que a matéria ainda não foi votada. Minha decisão, enquanto presidente da comissão, é de levar a matéria para votação na próxima reunião, esteja o relator presente ou não", afirmou o presidente Wasny de Roure.

O deputado Raimundo Ribeiro (PPS) advertiu que há possibilidade de votação do parecer da comissão em plenário e chegou a propor a retirada do projeto da pauta até que o relator esteja presente para votação de seu parecer, mas a proposta foi rejeitada pelo presidente da CESC. "A tramitação na comissão é extremamente importante, pois é aqui que temos a oportunidade de debater a matéria em detalhes, inclusive com a participação dos interessados. Não abro mão da votação deste projeto na comissão, e levarei essa posição ao presidente da Casa", garantiu Wasny de Roure. 


Éder Wen - Coordenadoria de Comunicação Social

terça-feira, 25 de outubro de 2016

TCDF: Licitação do Centro de Convenções é suspensa por sobrepreço e outro caminhão de irregularidades

Terça, 25 de outubro de 2016
Do TCDF
Na sessão ordinária desta terça-feira, dia 25 de outubro de 2016, o Tribunal de Contas do Distrito Federal decidiu, por unanimidade, ratificar o despacho singular do Conselheiro Márcio Michel, que suspendeu a licitação para a concessão de outorga do Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Processo 17013/2016. O Governo do DF considerou um pagamento anual de R$ 1,5 milhão a ser feito pela empresa vencedora em troca do direito de explorar o local. Mas, ao fazer o cálculo do fluxo de caixa, o corpo técnico do TCDF apontou que o valor a ser pago pelo parceiro privado deveria ser de, no mínimo, R$ 3.276.585,14 por ano. Isso representa mais que o dobro do valor estimado.

No modelo de negócio proposto pelo GDF, além do pagamento pelo direito de exploração, o parceiro privado tem de investir em reforma e modernização das instalações. Em troca, pode lucrar com as receitas advindas da operação do CCUG. O problema é que, apesar de ter optado pelo instituto da Concessão de Obra Pública, as obras ficaram em segundo plano. Isso porque a vencedora deverá investir apenas R$ 2.388.810,14 em manutenção e somente R$ 1.601.278,95 na revitalização da Praça dos Namorados, ao longo de duas décadas de concessão. O entendimento do corpo técnico do TCDF é que esse desequilíbrio resulta em irregularidades sob os aspectos jurídico, técnico e econômico.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Conselho de Saúde do DF vai apresentar projeto contra as OSs

Sexta, 26 de agosto de 2016
Do Correio Braziliense
O Conselho de Saúde do DF finalizou um projeto de lei de reestruturação da atenção primária sem utilização de organizações sociais (OSs) na gestão das unidades. A intenção do órgão é frear a ideia do governador Rodrgo Rollemberg (PSB) de alterar o modelo de administração. O documento é dividido em três blocos e seria inicialmente apresentado à Câmara Legislativa na última quarta-feira (24/8). Entretanto, a instabilidade política da Casa, provocada por um suposto esquema de cobrança de propina sobre o pagamento de dívidas do governo com serviços de UTI, adiou os planos do Conselho.

sábado, 30 de julho de 2016

SindMédico: OS é enganação. Participe do ato público e da ação solidária em Ceilândia

Sábado, 30 de julho de 2016
Do SindMédico
2016 07 29 banner site mobilização OS

O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) convoca para ato conjunto em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e contra a entrega da gestão às Organizações Sociais (OSs), na terça-feira, dia 2 de agosto, na Unidade de Pronto Atendimento [UPA] de Ceilândia. A concentração começa às 9h.

Amanhã, dia 30, a partir das 9h, o Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor (MOPOCEM) promoverá uma Ação Solidária pela Saúde Pública, com atividades culturais e ações de saúde. O SindMédico-DF e demais sindicatos de servidores da Saúde apoiam o evento, que será realizado na Feira Central de Ceilândia.

terça-feira, 26 de julho de 2016

SindMédico-DF pediu suspensão de qualificações de OSs; representação foi entregue ao Ministério Público de Contas do DF

Terça, 26 de julho de 2016

A representação foi endereçada à procuradora-geral do MP de Contas Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira

Do SindMédico 
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O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) entrou com uma representação no Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPCDF) pedindo a imediata suspensão do processo de Chamamento Público para qualificação de Organizações Sociais no âmbito do Distrito Federal.

O efeito suspensivo pedido pelo sindicato se estende até que haja o efetivo cumprimento de todos os requisitos legais e recomendações formuladas pelos órgãos de controle e fiscalização, bem como pelas entidades de representação dos servidores públicos atingidos e pela sociedade civil.

A representação foi endereçada à procuradora-geral do MP de Contas Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

MP de Contas e MPDFT requisitaram ao GDF cópias dos processos de qualificação e contratação de OSs. A contratação dessas organizações ofende a lei e a Constituição e configura hipótese, ainda, de terceirização ilícita de atividade-fim; prazo vence hoje às 17h44

Quarta, 13 de julho de 2016
Do Site do Ministério Público de Contas do DF

Ofício conjunto foi entregue ontem à SEPLAG [Secretaria de Estado de Planejamento Orçamento e Gestão]. Prazo, com pedido de urgência, é de 48 horas para que as informações sejam prestadas

[Clique na imagem para ampliá-la]



GDF tem 48 horas, em caráter de urgência, para responder ofício conjunto entregue ontem (11), às 17h44. 

O Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC/DF) e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) enviaram ontem (11) um ofício à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAG). No documento, são requisitadas cópias de todos os processos relativos à qualificação/contratação de Organizações Sociais (OS) pelo GDF. O ofício foi entregue às 17h44 desta segunda-feira e a SEPLAG tem, a partir disso, 48 horas – em caráter de urgência – para responder. A medida foi tomada depois que o edital de chamamento público 01/2016 foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial (DODF).

Na semana passada, MP de Contas, MPDFT e o Ministério Público do Trabalho (MPT) entregaram uma recomendação conjunta ao GDF para que não fossem firmados contratos de gestão com Organizações Sociais (OS). As três instituições recomendaram que o governador, os secretários de Saúde e de Planejamento, Orçamento e Gestão, a subsecretária de Administração Geral e o diretor do Fundo de Saúde se abstivessem de autorizar, celebrar, reconhecer, ordenar e pagar despesas, relacionadas a contratos de gestão com OSs na área da saúde pública, em ofensa à lei e à Constituição Federal, por configurar hipótese, ainda, de terceirização ilícita de atividade-fim.
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Leia também:

Ação conjunta recomenda que GDF não firme contratos de gestão com Organizações Sociais na área da saúde pública



Veja vídeo sobre um caso típico de OS:
 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Caos na saúde: Das 51 promessas de campanha Rollemberg não conseguiu implementar 50

Terça, 12 de julho de 2016 
Promessas só no papel
Fontes: Por Manuela Rolim e Francisco Dutra, do Jornal de Brasília / Blog do Sombra
Para conquistar os votos dos eleitores em 2014, o plano de governo proposto pela chapa encabeçada pelo candidato e atual governador Rodrigo Rollemberg apresentou 51 promessas para a Saúde Pública do Distrito Federal. Segundo um levantamento produzido neste ano pelo PSB, partido do governador, o Executivo ainda não conseguiu implementar 50 compromissos de campanha. Conforme o estudo, somente um foi parcialmente implementado. ...

No começo neste ano, tendo consciência da baixa aprovação do governo Rollemberg, o PSB começou uma ampla revisita ao programa de governo. A proposta era mapear os pontos positivos e negativos da gestão para propor correções de estratégia e novos projetos. O relatório apontando a baixa execução das promessas de campanha ficou consolidado no ofício 070/2016 do diretório regional da legenda. No dia 10 de junho, às 11h46, o partido entregou o documento diretamente para a chefia de gabinete da Secretaria de Saúde. Na época, as considerações ficaram apenas no papel.

Internamente, filiados da sigla estão incomodados com a postura do GDF, especialmente pelo fato do governo apostar na polêmica estratégia de contratação de Organizações Sociais (OSs) para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e na Atenção Primária em Ceilândia. Pedindo para não serem identificados, os próprios filiados questionam como o governo pode apostar em uma promessa deste porte, se encontra dificuldades em honrar os compromissos de campanha.

Sem mudanças

O primeiro item do relatório é justamente o fortalecimento da Atenção Primária nas áreas urbanas e rurais, por meio do programa Saúde da Família. Em resumo este serviço foca na prevenção e educação a partir do trabalho de equipes multidisciplinares que visitam diretamente os lares da população. O estudo do PSB detectou falhas nas ações de governo, incluindo desconexão com a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

O relatório aponta também que até o momento não foi cumprida a promessa de entrega em domicílio de medicamentos para pacientes idosos, com deficiência ou doenças graves. Outro compromisso não cumprido foi a devolução dos impostos distritais sobre medicamentos. Neste caso, há uma sugestão: a adoção da restituição em alguns remédios específicos, nos quais a situação fiscal fosse mais simples.

De acordo com o levantamento, a única promessa com sinais claros de implementação é o redesenho do sistema hospitalar. Mesmo assim, o trabalho apresenta graves inconsistências.
 
Ponto de vista
 
Segundo o presidente do Conselho de Saúde do DF, Helvécio Ferreira, o colegiado está muito atento à promessas feitas. “Nossa principal preocupação é com a descentralização e regionalização da rede. Se o governador cumprir isso, deixará um grande legado.
 
Por enquanto, parece que ele quer cumpri-la”, comentou. Por outro lado, Ferreira não esconde sérias ressalvas quanto a intenção de contratação de OSs. Para o conselheiro, não há espaço para contratos na Atenção Primária. “Temos uma resolução que estabelece que ela deve ficar sob os cuidados da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)”, afirmou.
 
Quanto às UPAs, Ferreira admite que a discussão é válida, desde que as instituições participantes seja sérias e reconhecidas publicamente.
 
Longe da realidade
 
Aumento do número de agentes e equipes do Programa Saúde da Família;

Ampliação de Unidades Básicas de Saúde, UPAs e Núcleos de Apoio ao Saúde da Família;

Ampliação do quadro de profissionais da Atenção Básica;

Melhora no acesso aos serviços de Saúde;

Entrega em domicílio de remédios para idosos, pessoas com deficiência ou doenças graves;

Devolução dos impostos distritais sobre remédios, via Nota Legal;

Reestruturação da Vigilância em Saúde;
Ampliação, modernização e qualificação da infraestrutura hospitalar de Brasília;

Criação de um complexo hospitalar de alta tecnologia;

Implantação de Policlínicas Odontológicas em todas as regiões do DF;

Construção de novos hospitais regionais no Recanto das Emas e São Sebastião;

Ampliação e revitalização dos hospitais regionais existentes;

Construção de duas farmácias de alto custo, uma no Gama outra em Sobradinho;

Expansão do número de leitos materno-infantil, internação-adulto e UTI-adulto;

Expansão e otimização do SAMU;

Aperfeiçoamento do serviço de classificação de risco;
Convênios com instituições filantrópicas para atendimento de dependentes químicos;

Acompanhamento domiciliar para pacientes crônicos;
Secretaria diz que medidas foram tomadas
 
“As críticas deste documento não procedem. As políticas de saúde estão sendo implementadas”, rebateu a Secretaria de Saúde em nota. Segundo a pasta, o relatório redigido pelo PSB está incorreto e o governo está tomando providências concretas para honrar os compromissos estabelecidos em 2014.

Segundo a secretaria, o reforço da Atenção Primária está sendo feito a partir de dois eixos. O primeiro é o Brasília Saudável, cujo foco é transformar o Saúde da Família na porta de entrada, sendo que um dos pilares do projeto é a contração de OSs para Ceilândia. Em 30 de junho, a pasta assinou um convênio com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) para a capacitação de profissionais para a formação de equipes do programa.

“No caso das seis UPAs, a ideia da parceria está relacionada ao fato delas terem sido criadas sem pessoal próprio, tendo funcionado até aqui com contratos temporários e pagamento de horas extras”, argumentou a pasta.

A secretaria garantiu que atualmente existem 30 obras nas Unidades Básicas de Saúde, a exemplos da construção do Hospital do Câncer e a ampliação do Hospital da Criança. A pasta ainda argumentou que está honrando as promessas de campanhas educativas, de prevenção e também vem construindo parcerias com o Governo Federal, municípios da Região Metropolitana, faculdades e demais instituições.

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Rápido (?) comentário do Gama Livre

“As críticas deste documento [do PSB, partido do governador] não procedem. As políticas de saúde estão sendo implementadas”, diz a Secretaria de Saúde. Isso mostra que a 'Direção' da Pasta continua voando. O que não procede é tentar convencer que as ações (ou, melhor, falta de) contribuem para a solução do caos na saúde do DF.

Por falar em Direção da Secretaria de Saúde, isso parece até brincadeira. Uma direção que não sabemos se amanhã será a mesma, de tantas vezes que os secretários têm caído. Já lá se vão, acho, para quase meia dúzia de secretários em apenas um ano e meio de governo (???) Rollemberg.

Entendo até que o relatório do PSB sobre o desastre que é a condução da saúde pública no DF acerta quando diz: '...a única promessa com sinais claros de implementação é o redesenho do sistema hospitalar. Mesmo assim, o trabalho apresenta graves inconsistências.' 

Desenhar e redesenhar qualquer um faz, mesmo que não tenha méritos para isso. Que seja até mesmo uma criança. O que se está chamando de redesenho é uma coisa horrorosa. Ineficiente. Que se sair do papel como os 'redesenhistas' estão fazendo será o caos absoluto, o aumento dos buracos de vazamento de recursos públicos para determinadas pessoas. Tanto jurídicas como físicas.

Melhor que nunca saia do papel este tal de redesenho. Que permaneça apenas como uma brincadeirinha a mais de desenho. Que nunca saia das pranchetas (ou dos computadores). 

Cheira a beirar os limites do ridículo querer justificar a entrega das UPAs às pseudos OSs pelo fato de que as Unidades de Pronto Atendimento foram construídas e não há pessoal em quantidade para atuar. O governo já atingiu um ano e meio —dos quatro que tem e quase nada de eficaz fez para suprir, pelo menos, boa parte da carência de pessoal na rede de atendimento médico.

Mas como dizia, não sei que personagem de novela ou de programa de humor ou sei lá que diacho era: 'Faz parte!' Sim, isso faz parte da estratégia de privatizar os serviços de atendimento médico, entregando de bandeja nas mãos das OSs. Todos nós sabemos como funcionam essas OSs. A cretinice é que alguns dizem que são organizações sociais sem fins lucrativos. Elas são, sim. Fins lucrativos têm os seus donos. E algumas dessas OSs possuem como 'sócios' fundos soberanos internacionais, especialmente asiáticos. Coisa de Cingapura, entendeu? Mas tem bancos e fundos americanos também. Uma das OSs que está querendo pegar a boquinha na Saúde do DF lembra até aquela poesia "Quadrilha" (olha só o nome!) de Carlos Drummond de Andrade, mas com alguma adaptação. Horrível adaptação.
 
Horrorosa adaptação, é verdade. Mas...lá vai:
Quadrilha 


A OS1 amava o hospitasl que amava e era submissa a uma dor que amava ao cingapuriano, mas que também amava um americano que não amava ninguém

Parte da OS1 acaba indo para os Estados Unidos, outro para o convento em Cingapura.

Paciente brasiliense morreu, não foi de desastre, foi de falta de UTI

Saúde suicidou-se e OSs casaram com cofre público que entrou de gaiato na história

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Na contramão, GDF insiste em entregar a educação pública para as OSs

Segunda, 11 de julho de 2016
Do Sinpro/DF
Ao contrário do que vinha apregoando, o GDF quer mesmo entregar a educação e outros serviços públicos essenciais à iniciativa privada, precarizando o trabalho e seus trabalhadores.

Edital publicado no Diário Oficial do DF, nesta segunda-feira (11/7), faz um chamamento público para que entidades da iniciativa privada se qualifiquem como Organização Social (OS), dirigidas ao ensino, à cultura, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico e à saúde.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

CLDF: Distritais podem, sim, proibir a contratação de OSs para a gestão da saúde

Quinta, 7 de julho de 2016
Do Blog do Sombra

É constitucional proibi-las

Gabinete do deputado Chico Vigilante - PT/DF
Os deputados distritais podem, sim, proibir a contratação de Organizações Sociais, as OSs, para a gestão da saúde pública do DF por meio de legislação específica. A afirmação é do deputado Chico Vigilante (PT) feita com base em minucioso estudo realizado sobre as legislações vigentes e as interpretações feitas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema.

A Câmara Legislativa discute Projeto de Lei nº 1192/20169, assinado por diversos parlamentares que pretende revogar a lei 4081/2008, que regulamenta o funcionamento de organizações sociais no DF. As discussões deverão ser retomadas em agosto. 
 
Para Vigilante, os deputados podem formar maioria para proibir que serviços públicos, como a gestão da Saúde Pública seja terceirizada. ...
“É perfeitamente plausível defender que os Deputados Distritais – eleitos que foram para elaborar as leis distritais – podem formar uma maioria política para proibir que serviços públicos sejam prestados pela iniciativa privada, na forma de contrato de gestão com organizações sociais”, afirma o estudo.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Sindicatos se reuniram nesta terça (5/7) para debater OSs; SindSaúde acusa: 'O que estão fazendo é um aborto do SUS'

Quarta, 6 de julho de 2016
Uma assembleia geral será realizava no estacionamento da UPA de Ceilândia (HRC), em 2/8, às 9 horas
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Do SindSaúde
Sindicatos se reúnem para debater OSs
O repúdio à implantação das organizações sociais é unanimidade entre as entidades sindicais ligadas à Saúde. Diretores de diversos sindicatos reuniram-se na tarde desta terça-feira (5) para traçar estratégias contra as OSs. Os sindicalistas esperam conscientizar servidores e população sobre a ineficácia do modelo, que coleciona péssimos exemplos de mau funcionamento e, nos casos mais graves, desvio de recursos públicos nos demais estados do país onde foram instaladas.

Cobrança de fatura
A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, alertou os demais diretores que é preciso analisar o que está por trás da implantação. “O grande viés é qual a intenção de se entregar a Saúde às OSs. Isso não passa de pagamento de uma dívida. Temos que defender o serviço público e não um cabide de empregos”, disse. A falta de investimento na atenção primária, que será a porta de entrada das organizações sociais, foi amplamente criticada. “Nunca foi investido e propositadamente. Não adianta se mudar para uma casa que está com menos de 30%  de área construída. O mesmo ocorre com a atenção primária.  Não dá pra condenar um modelo que não foi implementado em sua totalidade”, avaliou.

Para Marli é necessário destrinchar todas as justificativas do governo e apresentar as reais condições. “Usam o Hospital da Criança como exemplo, mas lá estão os que já foram acolhidos. Infelizmente não são todos que entram. Temos que falar é dos excluídos. O que estão fazendo é um aborto do SUS”, lamentou.

Definições
Ao fim da reunião, foram definidas cinco comissões, Financeira, Jurídica, de Comunicação, de Frente Parlamentar e de Frente Popular, para tratar dos próximos passos do movimento unificado.

Na quinta-feira (7), às 15h, a Comissão de Frente Parlamentar se reunirá com a presidente da Câmara Legislativa (CLDF), Celina Leão, para entregar uma proposta unificada. As demais comissões se reunirão nos sindicatos. Na próxima semana, o grupo todo tem novo encontro.

Uma assembleia geral será realizava no estacionamento da UPA de Ceilândia (HRC), em 2/8, às 9h.

GDF admite que não assegura educação para todos e oferece vale creche

Quarta, 6 de julho de 2016

Cadeiras escolares2 

Por Luiz Araújo*, publicado originalmente sob o título Voucher no Distrito Federal

O Governo do Distrito Federal anunciou nesta semana que não deu conta de cumprir a norma constitucional prevista no artigo 208, a qual obriga que todos os brasileiros de quatro a dezessete anos estejam na escola. Era um resultado esperado perante a morosidade da incorporação de crianças na pré-escola nos últimos anos. Dados de 2013 mostravam que a capital federal estava com apenas 76,5% de cobertura (contra 81,4% de média nacional), amargando uma taxa de crescimento inferior ao esforço feito pelos demais entes federados.

Utilizando como parâmetro para aferir crianças fora da escola na faixa de quatro e cinco anos a manifestação expressa pelos pais no serviço de matricula telefônica (156), o GDF admitiu que 2741 crianças não foram incorporadas à rede pública ou conveniada e, portanto, encontram-se fora da escola.

O surpreendente é que, ao admitir o não cumprimento da obrigação constitucional, o GDF decidiu aprofundar os caminhos tortuosos que vem seguindo em contínuos governos. Anunciou a concessão de um voucher, no valor de 456,00 reais, para que os pais busquem matricular seus filhos em escolas particulares.

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