Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Privataria na Saúde do DF: MP de Contas aponta que secretaria pagou empresa sem condições de prestar atendimento a doentes cardíacos

Quarta, 20 de julho de 2016
"Trata-se de mais um caso de terceirização ilícita de serviços, que poderiam estar sendo prestados pela rede pública de saúde, mas que acabaram entregues a empresas, de propriedade de servidores da própria secretaria de Saúde do DF"
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Do Ministério de Contas do DF 
Em liminar concedida, Justiça suspendeu contratos e bloqueou bens dos réus. Ação conjunta contou com apoio do MPDFT e da DECAP 
20/07/2016 18h54




Mp de Contas aponta irregularidades em contratação de empresa que terceirizou serviço de exames cardíacos. Crédito da foto: Gabriel Jabur|Agência Brasília

O Ministério Público de Contas (MPC/DF) entrou com representação junto ao Tribunal de Contas (TCDF) para pedir a responsabilização de gestores da secretaria de Saúde (SES) e de empresas contratadas para a prestação de serviços de tratamento de doenças cardíacas. De acordo com a investigação, houve celebração de contrato, execução e pagamentos irregulares, com ofensa à legalidade, à impessoalidade e à moralidade administrativa, bem como à economicidade e à legitimidade da despesa pública. A ação teve a parceria do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (DECAP).

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ministério Público de Contas do DF denuncia sobrepreço de 40% em obras de creches

Sexta, 15 de julho de 2016
Irregularidades no credenciamento de entidades responsáveis por administrar os centros educacionais também estão na mira de órgãos de fiscalização
Do Metrópoles
Por Mirelle Pinheiro

As creches construídas no Distrito Federal estão na mira dos órgãos de fiscalização. O Ministério Público de Contas (MPC-DF) denunciou que as obras estão superfaturadas em cerca de 40%, com relação às que foram erguidas em outros estados. Agora, Tribunal de Contas (TCDF) abriu uma auditoria para investigar os processos referentes à contratação das empresas para construção das unidades.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Da pintura de meios-fios, eu abro mão. Quero é saúde de alto padrão. Governo do DF precisa correr e implantar logo a UPA do Gama. Ou não tem competência sequer para trotar? [Republicação]

Segunda, 11 de julho de 2016
Postagem publicada originalmente às 20h54 deste domingo, 10 de julho.

Governos desastrosos!

As fotos abaixo foram tiradas pelo Gama Livre neste sábado (9/7) entre às 10 e 11 horas. 
 
UPA, uma unidade de pronto atendimento que os moradores do Gama esperam desde meados de 2014 (o contrato foi de dezembro de 2013) parece mais um esqueleto insepulto, jogado sobre a terra. Apodrecendo junto com o dinheiro do povo. 

Evidências de superfaturamento, direcionamento para determinada empreiteira e ausência do projeto básico são apontadas pelo TCDF e já resultou em processo na Justiça do DF, que chegou a bloquear a grana já paga ao 'fornecedor'. 

Quanto ao descaso dos governos do DF, não é apenas evidência. É fato!

Enquanto isso, o governo acha que nos engana. Como? Pintando meios-fios das principais vias da cidade do Gama e, quando muito, mais uns 10 ou no máximo 30 metros de algumas poucas ruas secundárias. Você, que é da cidade, observe na primeira foto abaixo o meio-fio pintado e, com tristeza, veja o estado atual do que deveria ser uma UPA em pleno funcionamento, pois prometida para o primeiro semestre de 2014. E você que não é da cidade, pode se indignar também, pois pedaço do imposto que você paga está 'empurrado/enterrado' nessa desastrosa obra. 

No período das 10 horas até às 11 horas do sábado, várias pessoas pararam e externaram suas indignações (e raiva. Sim, também raiva) pelo que estava ali sendo feito com o dinheiro público. Não houve governador que tenha ficado fora dos comentários, nada abonadores, das pessoas. Especialmente os dois últimos governantes. Pessoalmente acho que foram comentários procedentes. Mesmo que eu quisesse citar os comentários, alguns seriam impublicáveis. Mas...entendeu?
Governos desastrosos!

Clique nas imagens para ampliá-las e observar melhor o que estão fazendo com os nossos impostos e a saúde do povo.

Da pintura de meios-fios, eu abro mão. Quero é saúde padrão!

Um esqueleto deitado eternamente em berço esplêndido no sagrado chão do Gama?

No local que existia o tapume da obra...agora apenas cinzas.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) deveria estar em pleno funcionamento, mas na foto abaixo vemos apenas a falta de vergonha de nossos governantes. Afinal, nenhum deles recorre mesmo aos serviços públicos de saúde, né? Se preocupar para quê?
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Leia também:

domingo, 10 de julho de 2016

Da pintura de meios-fios, eu abro mão. Quero é saúde de alto padrão. Governo do DF precisa correr e implantar logo a UPA do Gama. Ou não tem competência sequer para trotar?

Domingo, 10 de julho de 2016

Governos desastrosos!

As fotos abaixo foram tiradas pelo Gama Livre neste sábado (9/7) entre às 10 e 11 horas. 
 
UPA, uma unidade de pronto atendimento que os moradores do Gama esperam desde meados de 2014 (o contrato foi de dezembro de 2013) parece mais um esqueleto insepulto, jogado sobre a terra. Apodrecendo junto com o dinheiro do povo. 

Evidências de superfaturamento, direcionamento para determinada empreiteira e ausência do projeto básico são apontadas pelo TCDF e já resultou em processo na Justiça do DF, que chegou a bloquear a grana já paga ao 'fornecedor'. 

Quanto ao descaso dos governos do DF, não é apenas evidência. É fato!

Enquanto isso, o governo acha que nos engana. Como? Pintando meios-fios das principais vias da cidade do Gama e, quando muito, mais uns 10 ou no máximo 30 metros de algumas poucas ruas secundárias. Você, que é da cidade, observe na primeira foto abaixo o meio-fio pintado e, com tristeza, veja o estado atual do que deveria ser uma UPA em pleno funcionamento, pois prometida para o primeiro semestre de 2014. E você que não é da cidade, pode se indignar também, pois pedaço do imposto que você paga está 'empurrado/enterrado' nessa desastrosa obra. 

No período das 10 horas até às 11 horas do sábado, várias pessoas pararam e externaram suas indignações (e raiva. Sim, também raiva) pelo que estava ali sendo feito com o dinheiro público. Não houve governador que tenha ficado fora dos comentários, nada abonadores, das pessoas. Especialmente os dois últimos governantes. Pessoalmente acho que foram comentários procedentes. Mesmo que eu quisesse citar os comentários, alguns seriam impublicáveis. Mas...entendeu?

Governos desastrosos!

Clique nas imagens para ampliá-las e observar melhor o que estão fazendo com os nossos impostos e a saúde do povo.

Da pintura de meios-fios, eu abro mão. Quero é saúde padrão!


Um esqueleto deitado eternamente em berço esplêndido no sagrado chão do Gama?

No local que existia o tapume da obra...agora apenas cinzas.

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas) deveria estar em pleno funcionamento, mas na foto abaixo vemos apenas a falta de vergonha de nossos governantes. Afinal, nenhum deles recorre mesmo aos serviços públicos de saúde, né? Se preocupar para quê?

quinta-feira, 10 de março de 2016

Transporte público: MPDFT denuncia seis pessoas por fraude em licitação

Quinta, 10 de março de 2016
Do MPDF
Para o MP, envolvidos agiram em conluio criminoso para fraudar e frustrar o caráter competitivo da concorrência de transporte público. Três ex-gestores estão entre os denunciados
As Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) apresentaram denúncia, em 8 de março, contra seis pessoas envolvidas em atos criminosos para a contratação de serviços de transporte público coletivo no Distrito Federal. O processo tramita na 2ª Vara Criminal de Brasília e trata da Concorrência Pública nº 1/2011 da Secretaria de Transportes. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão fraude à competitividade da licitação, previsto no artigo 90 da Lei 8.666/96, advocacia administrativa em licitações e usurpação da função pública.
Foram denunciados Marco Antônio Gulin e Délfio José Glin, gestores da Viação Marechal, Sacha Breckenfeld Reck, José Walter Vazquez Filho, José Augusto Pinto Júnior e Galeno Furtado Monte. Os quatro últimos já respondem por ato de improbidade administrativa por irregularidade em licitação de transporte coletivo no DF. Segundo a investigação criminal, os denunciados agiram em conluio criminoso para fraudar e frustrar o caráter competitivo da concorrência pública, realizada em 2011.
Investigações – Apurou-se que, o advogado Sacha Reck, consciente e voluntariamente, contando com a participação de gestores públicos atuou na elaboração do edital da concorrência, com a fixação de todos os parâmetros necessários para atender aos benefícios de sua clientela, em especial da empresa Viação Marechal. Para tanto, ele contou com o auxílio do ex-secretário de Transportes José Walter Vazquez Filho, do ex-coordenador da Unidade de Gerenciamento do Programa de Transportes Urbanos José Augusto Pinto Júnior e do então presidente da Comissão Especial de Licitação Galeno Monte.
Além disso, a investigação criminal comprovou a advocacia administrativa na licitação, em que os denunciados Sacha Reck, José Walter Vazquez Filho, José Augusto Pinto Júnior e Galeno Monte, agindo em concurso de pessoas, patrocinaram, direta e indiretamente, interesse privado perante a Administração Pública. O processo de licitação foi invalidado pela 1ª Vara da Fazenda Pública do DF (Ação Popular nº 2013011092892-0). Os quatro ainda vão responder por usurpação de função pública qualificada. O primeiro prestou consultoria e representação judicial diretamente ao Distrito Federal, ao apoderar-se ilegalmente de funções típicas de Estado, ou seja, funções da Procuradoria-Geral do Distrito Federal.
Processo: 2015011008018-8
Leia mais

Ministério Público do DF denuncia seis por licitação de ônibus em 2011

Quinta, 10 de março de 2016
Do G1 DF
O Ministério Público do Distrito Federal ofereceu denúncia contra seis pessoas envolvidas na licitação que renovou a frota de ônibus da capital, a partir de 2011, incluindo três ex-gestores públicos que atuaram no processo. A concorrência é investigada por uma CPI na Câmara Legislativa e foi anulada por uma decisão judicial, em janeiro.

Segundo informações da TV Globo, foram denunciados o ex-secretário de Transportes e atual diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa), José Walter Vazquez, e o ex-coordenador de projetos da licitação, José Augusto Pinto Júnior, e o ex-presidente da comissão de licitação, Galeano Furtado Monte.

Leia a íntegra em:

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2016/03/ministerio-publico-do-df-denuncia-seis-por-licitacao-de-onibus-em-2011.html

sábado, 9 de janeiro de 2016

Tribunal de Contas aponta irregularidades em contratação do GDF de R$ 11,8 milhões denunciada pelo Correio

Sábado, 9 de janeiro de 2016
Do Correio Braziliense
Em março, o GDF firmou um contrato de R$ 11,8 milhões com a empresa Ticket para manutenção de veículos e gerenciamento compartilhado da frota de carros do governo. Em junho, o Correio denunciou irregularidades no processo e, agora, o Tribunal de Contas do DF aponta as mesmas incongruências: não houve pesquisa de preço e a contratação foi “possivelmente” direcionada à companhia específica.
Leia a íntegra em:
http://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/2016/01/08/tribunal-de-contas-aponta-irregularidades-em-contratacao-do-gdf-de-r-118-milhoes-denunciada-pelo-correio

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Força-tarefa do MPDF: gestores públicos vão responder por superfaturamento na aquisição dos gramados do Estádio Nacional; contrato é de 2012

Segunda, 21 de setembro de 2015
Do MPDF
MP estima prejuízo mínimo de R$ 1,6 milhão. Arena foi a mais cara da Copa do Mundo 2014 e está entre as três mais onerosas do mundo
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou, nesta sexta-feira, 18/9, ação de improbidade administrativa contra ex-gestores da Companhia Urbanizadora da Capital (Novacap) e contra a empresa Greenleaf Projetos e Serviços S/A por irregularidades no Contrato nº 669/2012, referente a implantação, drenagem, irrigação automatizada e manutenção, por quatro meses, do gramado do Estádio Nacional de Brasília. Durante o processo licitatório, foram realizadas diversas alterações qualitativas e quantitativas após a contratação da empresa, que culminaram na quebra da isonomia da licitação e elevaram o custo do contrato de R$ 5,9 milhões para R$ 6,6 milhões.
Segundo apurou o Ministério Público, foram alterados elementos fundamentais da contratação, como o tipo de plantio (de semeadura para plantio por rolo) e a espécie de grama, o que gerou um acréscimo de 663% no valor do serviço. A grama plantada passou de R$ 12,44/m² para R$ 82,60/m². Sem contar que as mudanças ocorreram em desacordo com as orientações da Fifa. Além disso, o serviço mais caro do contrato refere-se ao aluguel do equipamento de iluminação suplementar artificial que, conforme consta na ação, foi cedido à Greenleaf pelo Clube Botafogo pelo custo de R$ 36 mil mensais e repassado à Administração Pública por R$ 219 mil mensais, num custo total de mais de R$ 1 milhão.
Foram identificados, ainda, jogos de planilhas relativos a supressões de quantitativos de serviços e a ilegal antecipação de pagamentos por material posto na obra. Além disso, foram constatadas a falta de planejamento e a gestão ineficiente da Novacap no que tange aos diversos contratos relativos ao Estádio e a falta de capacitação de seus funcionários para a manutenção do gramado.
Na ação, os promotores de Justiça destacam estudo comparativo desenvolvido pelos auditores do Tribunal de Contas do DF (TCDF) que aponta a disparidade entre os valores pactuados no Contrato nº 669/2012 e aqueles firmados pela empresa Greenleaf nas demais arenas construídas para a Copa do Mundo com recursos públicos. O estudo demonstra que os preços praticados na arena da Amazônia (Amazonas) e no Maracanã (Rio de janeiro) correspondem, respectivamente, a 58% e 69%, do preço praticado em Brasília.
De acordo com a ação, o valor mínimo estimado do prejuízo aos cofres públicos é de R$ 1,6 milhão, uma vez que o total sequer pode ser aferido, pois não se limitou ao contrato, estendendo-se até os dias atuais. A forma de plantio, a espécie de grama do campo de futebol e a ausência de quadro de pessoal próprio da Novacap para a realização de manutenção repercutem até hoje.
Fonte: Divisão de Jornalismo / Secretaria de Comunicação
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Quem são os réus na ação:
NILSON MARTORELLI
MARUSKA LIMA DE SOUSA HOLANDA  
EVANDRO DE SOUZA MACHADO  
LUIZ ROGERIO PINTO GONCALVES
JOSIMAR FERREIRA EVANGELISTA
GREENLEAF PROJETOS E SERVICOS SA

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Membro de licitação diz à CPI que alertou Secretaria de Transporte do DF sobre tarifas em dobro

Sexta, 7 de agosto de2015
Da CLDF
O economista da Codeplan Umberto Rafael de Menezes Filho, que estava lotado na Secretaria de Transportes e participou da primeira fase da licitação para a renovação da frota de ônibus do transporte coletivo do DF, confirmou aos membros da CPI, nesta quinta-feira (6), que havia alertado o ex-subsecretário Luiz Fernando Messina, por meio de um documento entregue em mãos, de que a proposta aprovada iria "dobrar o valor das tarifas técnicas" (valor que é pago pelo governo às empresas, complementando a tarifa paga pelo usuário). A alteração ocorreu após retificação no edital da licitação, que anteriormente previa uma valor de R$ 1,50.
O servidor, que ainda atua como especialista na área de tarifas, também lamentou o fato de ter sido "orientado" a pedir afastamento provisório da CPI, depois de ter feito o documento, com seu parecer técnico. Disse também que o combinado informalmente era que ele poderia retornar à CPI depois de viagem a serviço ao Japão, o que não ocorreu. Segundo explicou, os valores da tarifa que constavam do projeto básico da licitação era bem inferiores ao que foi adotado na licitação. Afirmou ainda que os estudos técnicos sobre as tarifas ficaram a cargo da empresa consultora Logit, contratada pela Secretaria.
O presidente da CPI, Renato Andrade (PR), e o relator Raimundo Ribeiro (PSDB) criticaram o fato de o secretário de Transportes da época, José Walter, não ter dado seguimento à apuração da denúncia feita pelo membro da comissão de licitação. Segundo o depoente, o documento que apresentou foi até carimbado como "confidencial" para não representar problemas de continuidade da licitação, de interesse do governo. E acabou sendo arquivado.
Convocação - Em virtude de considerarem  "grave" o fato de o DF estar hoje praticando tarifas técnicas a preços reais bem acima do que a tarifa cobrada dos usuários (confirmando o que fora previsto pelo depoente), os membros da CPI decidiram aprovar a convocação do atual secretário de Mobilidade do DF, Carlos Tomé, para depor na próxima segunda-feira (10), às 16h. A convocação visa esclarecer os deputados sobre a necessidade de aprovação de um pedido de suplementação orçamentária por parte do governo que destina recursos para subsidiar as tarifas do transporte coletivo. "Sem os devidos esclarecimentos, não podemos votar mais nenhuma proposta desse tipo, senão vira um saco sem fundo", criticou Ribeiro.
Ao final do depoimento, o deputado Rafael Prudente (PMDB) criticou o fato de os membros daquela comissão de licitação terem sido designados, "sem terem conhecimento técnico sobre o assunto e sem jamais terem participado de outras licitações".
Antes do economista, a CPI ouviu o depoimento de outro membro daquela comissão de licitação, João Ferreira de Pádua, policial civil lotado na Secretaria de Transportes. Ele negou que tenha recebido pressão para favorecer qualquer grupo empresarial. Mas confirmou que o advogado Sacha Rech é quem dava todas as recomendações técnicas sobre as questões jurídicas, conforme determinação do Secretário de Transportes. 
Novos Depoimentos - A CPI também aprovou a convocação, em data a ser determinada, a convocação do presidente do DFTrans, Léo Carlos Cruz, e de mais dois servidores: Raquel Araújo Portela (Secretaria de Transportes) e Samuel Barbosa dos Santos (DFTrans). Foi adiado para a próxima quinta-feira (13), às 10h, o depoimento que estava previsto para hoje do advogado da Associação das Cooperativas de Transporte Coletivo do DF, Wagner Pereira da Silva.
Zildenor Ferreira Dourado - Coordenadoria de Comunicação Social

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Pagamento de painéis eletrônicos alugados pelo Detran é suspenso por sobrepreço

Quarta, 22 de abril de 2015
Do TCDF
Também foram encontradas outras supostas ilegalidades, como direcionamento da licitação

O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou a suspensão dos pagamentos e da execução do contrato de locação de Painéis de Mensagens Variáveis Móveis (PMV-M), celebrado entre o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran/DF) e a empresa Shempo Indústria e Comércio de Eletroeletrônicos e Serviços Ltda.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Leia a decisão da Justiça que determinou ao governo do DF suspender pagamentos de serviços do programa 'Carreta da Visão' por indício de superfaturamento

Terça, 2 de dezembro de 2014
Escreveu o juiz em trecho da sentença: "Seremos todos nós, mesmo, tão crédulos para acreditar na impossibilidade de se construir, com este montante de dinheiro Público - R$ 54.314.735,56 (cinqüenta e quatro milhões, trezentos e quatorze mil, setecentos e trinta e cinco reais e cinqüenta e seis centavos), nada, simplesmente nada, de bens duráveis de caráter permanente na área Oftamológica da Rede Pública de Saúde, objeto desta lide?"

O Juiz determinou "que o DF suspenda o pagamento de qualquer parcela referente ao contrato nº 209/2014, firmado entre a Secretaria de Estado de Saúde - SES/DF e o Instituto de Olhos Fábio Vieira S/A. Na decisão, foi determinado ainda que os serviços oftalmológicos contratados e já pagos ao mesmo instituto, relativo ao contrato nº 73/2014, devem ser prestados até o final do prazo acordado, ou seja, março de 2015. O pedido foi feito pelo MPDFT na ação civil pública que apura indícios de superfaturamento no programa do Governo “Carreta da Visão”. 

Segundo o MPDFT, além de várias irregularidades existentes nos contratos, os valores pagos foram acima do ajustado previamente, incluindo o termo de aditamento firmado pelas partes durante o prazo de vigência dos serviços.


Saiba mais sobre o problema clicando aqui

Tombou a carreta da visão do governo do DF

Terça, 2 de dezembro de 2014
Do G1 DF

Juiz manda DF suspender Carreta da Visão por indício de superfaturamento

Contrato era de R$ 12,5 milhões, mas repasse feito foi de R$ 29 milhões.

Acordo foi feito sem licitação; demanda estimada era de 3 mil pacientes.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal mandou a Secretaria de Saúde suspender o pagamento ao programa Carreta da Visão por suspeita de superfaturamento e malversação de dinheiro público. O contrato com o hospital particular responsável pelas cirurgias de catarata havia sido firmado até setembro do ano que vem. A TV Globo procurou a Secretaria de Saúde e o instituto, que não se posicionaram a respeito até a publicação desta reportagem.

Leia a íntegra em:
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/12/juiz-manda-df-suspender-carreta-da-visao-por-indicio-de-superfaturamento.html 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

DF deve limitar pagamento de contratos para construção das Unidades Modulares de Assistência à Cidadania (UMACs) por suspeita de superfaturamento


Sexta, 30 de maio de 2014
Do TJDF
Os contratos (161/12 e 173/13) foram firmados com a empresa Metalúrgica Valença Indústria e Comércio Ltda e estão sendo questionados pelo MPDFT
O desembargador da 3ª Turma Cível do TJDFT, relator do recurso impetrado pelo DF contra liminar do juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, determinou que o GDF limite o pagamento à empresa Metalúrgica Valença Indústria e Comércio Ltda em até 75% do valor contratado, tão somente em relação às obras em andamento.
Os contratos firmados entre a Secretaria de Estado de Saúde - SES e a empresa, para construção das UMACs - Unidades Modulares de Assistência à Cidadania, estão sendo questionados pelo MPDFT, por suspeita de superfaturamento, em Ação Civil Pública que tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública do DF. Na ação, o órgão ministerial conseguiu liminar determinando que metade do montante dos contratos (nºs 161/12 e 173/13) fosse depositado em Juízo, como forma de resguardar o erário público do DF, até o julgamento do mérito.
Segundo argumentou o MP, em 2012, o GDF lançou edital do Pregão Eletrônico 170/2012 – SES/DF para construção das unidades pré-moldulares UMACs, cujo valor atingiria R$ 167 milhões. A empresa que venceu o pregão foi a Metalúrgica Valença, a mesma contratada em 2009 para construir as UPAS – Unidades de Pronto Atendimento, que teve o contrato à época (103/2009) questionado por denúncia de irregularidades.
Com a decisão do desembargador da 3ª Turma Cível, o DF poderá pagar à empresa apenas pelas obras em andamento e até 75% do valor contratado, bem como deverá  apresentar ao juiz de 1ª Instância o cronograma físico financeiro respectivo.
Processo: 2014011003576-9

sábado, 5 de abril de 2014

TCDF: Pregão para contratar agência de viagens é suspenso por sobrepreço e outras falhas

Sábado, 5 de abril de 2014 
Do TCDF
Licitação que deverá atender 2.000 participantes do Programa Brasília sem Fronteiras tem custos de serviços elevados e supostos erros no edital

   O Tribunal de Contas do Distrito Federal suspendeu o Edital do Pregão Eletrônico nº 1/2014, lançado pela Secretaria de Estado, Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal – SECTI/DF, para contratar a empresa que fará o agenciamento de viagens dos participantes do Programa Brasília sem Fronteiras. A agência vencedora seria responsável pela reserva, emissão, remarcação e cancelamento de passagens aéreas internacionais, bem como seguro saúde, emissão de passaporte e visto. A licitação, com valor estimado de R$ 11.365.660, tinha data de abertura prevista para esta sexta-feira, dia 04 de abril de 2014.
   Ao avaliar o edital, o corpo técnico do TCDF encontrou indícios de sobrepreço. Um exemplo é o custo da emissão do seguro de saúde que está cotado em R$ 157,33, quando deveria ser a mesma taxa para a emissão de passagens, ou seja, de R$ 0,01 até, no máximo, R$ 44,86. “No caso da emissão do seguro saúde, não identificamos razão para custo tão elevado, uma vez que qualquer pessoa pode adquirir, sem nenhum embaraço, o seguro diretamente na internet, tanto para si como para outrem”, aponta o relatório. Além disso, os auditores lembraram que as agências recebem comissão das seguradoras ao fazer esse serviço. Assim sendo, o Tribunal determinou que a SECTI/DF adote um novo parâmetro para a aceitação de propostas.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

TCDF: Compra de livros pela Secretaria de Educação do GDF no valor de R$34 milhões é suspensa por indícios de direcionamento e sobrepreço

Quinta, 3 de abril de 2014

A suspeita é de que a licitação beneficiaria apenas uma editora e obra teria valor mais caro do que o preço praticado no varejo

Do TCDF
   O Tribunal de Contas do Distrito Federal suspendeu o Pregão Eletrônico nº 2/2014, lançado pela Secretaria de Estado de Educação, para a aquisição e distribuição de obras pedagógicas. Foram encontrados indícios de direcionamento para um único fornecedor e suspeita de sobrepreço. A licitação, estimada em R$ 34.128.698,59, tinha data de abertura prevista para o dia 28 de março de 2014.
   A compra englobaria livros de arte, teatro, música, história e cultura afro-brasileira e indígena, que seriam utilizados por professores e estudantes do Ensino Fundamental e Médio da rede pública de ensino. Ao analisar o edital, o corpo técnico do TCDF não constatou os critérios adotados para a seleção das obras, cuja amostra apresentou-se limitada. Para os temas de arte e música (itens 3, 4, 5, 6 e 7 do edital), por exemplo, foram analisadas apenas obras da editora HTC.
   Segundo os auditores do Tribunal, deveria haver uma ampla pesquisa junto aos possíveis interessados, acompanhada da devida publicidade. Para eles, além da limitação do universo da amostra, a metodologia utilizada na avaliação das obras analisadas – que resultou na escolha integral dos livros da editora HTC – não está clara.
   Isso porque o objeto da licitação está subdividido em assuntos distintos, não havendo vinculação entre os temas das publicações, de forma a justificar uma padronização. “Há indício de direcionamento do objeto da licitação para apenas um fornecedor, no caso a editora HTC, detentora dos direitos das obras listadas no Termo de Referência”, aponta o relatório.
   Para verificar a regularidade dos valores estimados, o corpo técnico entrou em contato com a editora HTC para obter os preços dos livros. Na análise, o item 1 do edital apontou indício de sobrepreço de 23% em relação ao valor pesquisado, isso sem levar em conta o ganho de escala (ou seja, o desconto pela compra no atacado). O livro foi cotado em R$ 64, enquanto o preço de varejo é de R$ 49. O valor estimado para esse item corresponde a 27% do valor total a ser licitado.
   A Secretaria de Educação tem um prazo de 15 dias para apresentar justificativas.
   Processo nº 5837/2014

domingo, 16 de março de 2014

Mané Garrinhca: Relatório traz dados atualizados da auditoria realizada na arena de Brasília


Domingo, 16 de março de 2014
O Tribunal de Contas do Distrito Federal tem atuado para evitar prejuízos financeiros nas Obras da Copa de 2014. O TCDF faz uma auditoria permanente nas obras relacionadas ao Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, desde o lançamento dos editais de licitação. O acompanhamento é realizado pelo Núcleo de Fiscalização de Obras e pela Secretaria de Auditoria do Tribunal.
No relatório mais recente da Auditoria Permanente realizada na arena, o corpo técnico do TCDF avaliou os últimos aditivos aos contratos relacionados à obra.
Confira os dados clicando aqui. 
Fonte: TCDF 
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Leia também: Obra de estádio teve superfaturamento de R$431 milhões

sábado, 15 de março de 2014

Justiça chama licitação do governo do DF de 'absurda'

Sábado, 15 de março de 2014 
Em liminar, juiz considerou que a licitação de R$ 10 bilhões favoreceria o fundador da companhia aérea Gol, Nenê Constantino
 
Marcela Mattos, de Brasília
Da Revista Veja — 15/3/2014
Governador de Brasília, Agnelo Queiroz chega para o sorteio da Copa do Mundo de 2014
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (Jefferson Bernardes)

A Justiça Federal acatou pedido do Ministério Público e suspendeu, em decisão liminar, uma licitação bilionária conduzida pelo governo do petista Agnelo Queiroz para substituir as empresas de ônibus que controlam todo o transporte do Distrito Federal (DF). O juiz Antônio Cláudio Macedo da Silva, titular da 8ª Vara, suspendeu os repasses de recursos do BNDES e do Finame - Agência Especial de Financiamento Industrial – a contratos que beneficiaram a Viação Piracicabana e a Viação Marechal. As ações serviam para favorecer o fundador da companhia aérea Gol e dono de grupo de transportes coletivos, Nenê Constantino. A sentença foi proferida na última sexta-feira. Ao todo, foram licitadas cinco bacias, com a previsão de troca de toda a frota de ônibus. O negócio renderia aos empresários do setor quase 10 bilhões de reais em dez anos.

A suspensão foi baseada na participação do escritório dos advogados Guilherme Gonçalves e Sacha Reck no processo, responsáveis por elaborar os julgamentos de habilitação e classificação em nome da Comissão de Licitação ao mesmo tempo em que advogavam para empresas participantes – e vitoriosas – do edital. A Justiça Federal acatou denúncia que afirmava que a atividade de consultoria do escritório na licitação “ultrapassou a função de mera consultoria, atuando como efetivos julgadores dos atos relacionados ao processo licitatório” e concluiu que o advogado Sacha Reck participou na elaboração da ata de apresentação dos envelopes.

Além disso, a empresa que iniciou os trabalhos de elaboração do edital, a Logitrans, tem entre seus diretores o pai do advogado Sacha Reck, Garrone  Reck. A atuação dos dois já era conhecida: por ato idêntico ao praticado no DF, os dois tiveram os bens bloqueados a pedido do Tribunal de Justiça do Paraná e estão sendo investigados no Estado por improbidade administrativa e fraudes em licitação.

Além do direcionamento do edital, ficou constatado o superfaturamento das tarifas em razão da ausência de competitividade. O parecer aponta ainda que documentos essenciais para o processo licitatório foram sonegados dos órgãos fiscalizadores. Na contestação, o governo do Distrito Federal alegou que as propostas vencedoras eram vantajosas e considerou irrelevantes as ações contra Sacha e Garrone Reck.

Na decisão, o juiz Antônio Cláudio da Silva fez duras críticas à condução da licitação. “Com efeito, são inúmeras irregularidades que comparecem no processo licitatório. E a primeira pergunta que se impõe é: qual tipo de administração pública queremos? Transparente ou patrimonialista?”, disse em seu parecer. “No Brasil que já promoveu o impeachment de um presidente da República sem abalar as instituições políticas do Estado Democrático de Direito na carta de 1988; que já trocou de padrão monetário diversas vezes, mas alcançou a dignidade da cidadania monetária, venho repetindo o absurdo de um processo licitatório que não pode ocorrer no coração da República”, continuou.

O conflito de interesses está demonstrado e só vem a confirmar a fragilidade dessa licitação. O pior de tudo é que a promessa de melhoria de transporte não acontece. O edital beneficia os empresários, mas não a população”, afirmou a deputada distrital Celina Leão (PDT-DF), autora da ação civil pública contra o processo licitatório.

sexta-feira, 7 de março de 2014

TCDF encontra possível sobrepreço em licitação para Copa do Mundo; problema é na compra de ônibus hibridos para a copa (para a copa, para a copa!)

Sexta, 7 de março de 2014
Além disso, objeto do contrato corre risco de ser entregue depois dos jogos

Do TCDF
   O Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou que a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) condicione a aquisição de 18 ônibus híbridos à comprovação de que o preço estabelecido no pregão está de acordo com o praticado pelo mercado. Segundo a TCB, os veículos servirão para atender a demanda turística originada pela a Copa do Mundo de 2014. No entanto, ao analisar o edital de compra, o corpo técnico do TCDF encontrou sobrepreço.
   O valor estimado do certame é cerca de 170% superior ao de um contrato similar realizado em Curitiba. Além disso, o prazo concedido à ganhadora pode fazer com que os veículos estejam disponíveis só depois do torneio. Pelo previsto, a entrega seria em 28 de junho de 2014, sendo que a Copa do Mundo tem abertura marcada para o dia 12 de junho.
   A única licitante que atendeu à solicitação de cotação foi a Volvo. A empresa estimou o preço do chassi híbrido em R$ 745.000 e o da carroceria com ar condicionado em R$ 431.340, totalizando R$ 1.176.340 por unidade. Os 18 ônibus híbridos ficaram cotados, portanto, em R$ 21.174.120. Valor muito maior do que será pago por Curitiba, que investirá R$ 26 milhões para adquirir 60 veículos semelhantes.
   O ônibus híbrido é considerado ecológico por funcionar à base de biodiesel e ter motor elétrico. O veículo funciona com um sistema de geração de energia sinérgica. O motor elétrico do ônibus acumula a energia gerada nas frenagens para ser usada quando o veículo é acelerado. Cada veículo tem capacidade para transportar de 35 a 40 passageiros, incluindo pessoas com deficiência.
   O TCDF ainda decidiu alertar a TCB sobre outras falhas observadas no procedimento licitatório, tais como ausência de descrição acerca do tempo de vida útil da nova tecnologia na frota em comparação à frota tradicional.
   Processo nº 3.249/2014

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TCDF aponta sobrepreço de mais de R$8 milhões em concorrência da Codhab (GDF) para obras de infraestrutura no Riacho Fundo II; licitação foi suspensa

Terça, 18 de fevereiro de 2014
Prejuízo poderia chegar a quase 13% do valor total da obra

O Tribunal de Contas do Distrito Federal suspendeu cautelarmente a Concorrência nº 001/2014 da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB-DF) para contratar a execução das obras de infraestrutura nas áreas externas dos conjuntos residenciais da 5ª etapa da expansão do Riacho Fundo II.

A análise feita pelo Núcleo de Fiscalização de Obras do TCDF no edital da licitação aponta que vários itens se encontram com preços acima dos valores de referência, o que pode causar um prejuízo de R$ 8,77 milhões. Estimada em R$ 67.786.728,82, a concorrência abrange os serviços de terraplanagem, drenagem, pavimentação, sistema de abastecimento de água, sistema de esgotamento sanitário, rede de distribuição urbana de energia elétrica de alta e baixa tensão no empreendimento denominado Residencial Parque do Riacho. A data da abertura das propostas estava prevista para essa segunda-feira, dia 17 de fevereiro de 2014.

Na Decisão Nº 599/2014, o Tribunal determinou que a CODHAB/DF providencie as correções das falhas apontadas ou apresente justificativas pertinentes. O TCDF ainda determinou que a CODHAB estabeleça o prazo de execução dos serviços previstos na licitação.
Processo Nº 300/2014
Fonte: TCDF