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(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

O que o apagão do Amapá diz sobre a privatização do setor elétrico no Brasil

Quinta, 12 de novembro de 2020

Do Brasil de Fato

Empresa privada não tinha transformador reserva e foi socorrida pela Eletrobras, estatal que Bolsonaro quer vender

Brasil de Fato | Brasília (DF) |

Amapá enfrenta desabastecimento de energia elétrica desde 3 de novembro, quando incêndio em subestação gerou um apagão em 14 dos 16 municípios do estado, incluindo a capital Macapá - Divulgação/Ministério das Minas e Energia


A crise de abastecimento elétrico que se arrasta no estado do Amapá desde o último dia 3 fortaleceu, no país, o debate contrário à privatização do setor. A Gemini Energy, empresa estrangeira que atua nos 14 municípios amapaenses atingidos pelo apagão, é alvo de críticas de diferentes lados por conta da falta de equipamentos para solucionar prontamente o problema, surgido a partir de um incêndio que atingiu a subestação de Macapá.

Leia também: Amapá completa 8 dias de caos: falha no rodízio de energia, protestos e insegurança

Diante das emergências do momento, a estatal Eletrobras foi convocada para socorrer o estado por meio da Eletronorte, subsidiária que contratou unidades termoelétricas para reabastecer o estado. O cenário acabou dando musculatura ao movimento antiprivatista no país, que ganhou um reforço com as iniciativas do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), diante do caos energético no Amapá.