“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Texto ELE NÃO – PARTE I (EM PLENA “GUERRA RELIGIOSA”)

Sexta, 7 de outubro de 2022

ELE NÃO – PARTE I
(EM PLENA “GUERRA RELIGIOSA”)

Aldemario  Araujo Castro
Advogado
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Brasília, 7 de outubro de 2022

“Após momentos de hesitação sobre que tom adotar nesta retomada da campanha presidencial, militantes de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) partiram para a mais pura baixaria no embate nas redes sociais e transformaram a corrida eleitoral em um campo minado de montagens, desinformação e notícias falsas, na tentativa de colar no adversário o carimbo de satanista./Apesar de a campanha à reeleição de Bolsonaro ter apostado, desde o início, em um forte teor religioso, a troca de ofensas satanistas que marca o pós-1° turno está partindo principalmente da militância espontânea – e deixando as campanhas oficiais em alerta e com muitas dúvidas sobre como reagir” (fonte: metropoles.com).

Na primeira semana de campanha para o segundo turno da eleição presidencial de 2022 o cenário político foi tomado por uma “guerra religiosa”, no mínimo, insólita. Circularam, notadamente nas redes sociais, “notícias”: a) associando o candidato Lula ao satanismo; b) vinculando o candidato Bolsonaro à Maçonaria; c) dando conta de que teremos um embate entre o bem e o mal, com o fechamento ou abertura de templos religiosos e d) de promessas de punições severas para os pastores evangélicos que defenderem o candidato Lula. Em curso, também, uma espécie de torneio para identificar quem é o mais religioso (cristão) entre os postulantes.

Esse Brasil da “guerra religiosa” é o mesmo em que são registrados e “convenientemente esquecidos”, entre outros: a) as maiores taxas de juros do mundo e um impressionante nível de endividamento do Poder Público, empresas e famílias que viabilizam a transferência anual de cerca de 1,5 trilhão de reais para o rentismo, com o consequente travamento da atividade econômica; b) um modelo macroeconômico excludente que concentra renda numa minúscula parte da população; c) as ameaças constantes ao regime democrático; c) o alarmante crescimento da fome que atinge dezenas de milhões de brasileiros; d) os índices altos de desemprego e altíssimos de subemprego; e) a imensa destruição ambiental; f) a corrupção sistêmica persistente, na forma do orçamento secreto, como já foi do mensalão, “movimentando” praticamente a mesma base parlamentar; g) os subsídios bilionários; h) os benefícios fiscais também bilionários; i) a sonegação fiscal em patamares praticamente iguais ao da arrecadação tributária; j) a tributação regressiva, concentrada no consumo de bens e serviços; k) as remessas de bilhões de reais para paraísos fiscais; l) a formação e nível excessivo das reservas monetárias; m) o modelo agrícola exportador e o) a necessidade de democratização econômica dos meios de comunicação.

Assim, os grandes problemas nacionais e os enormes entraves à construção de uma sociedade democrática, justa, solidária e sustentável são lembrados de forma secundária no processo eleitoral. A absurda desigualdade socioeconômica, a profunda deficiência na efetividade dos direitos sociais, a superação das opressões, discriminações e preconceitos e a emergência climática recebem, quando recebem, uma baixa atenção dos candidatos e do conjunto da sociedade.

É inacreditável que terços, rezas e templos (sem demérito da importância desses itens no plano da espiritualidade) substituam a discussão sobre os planos e políticas públicas, prioridades de gastos orçamentários, decisões governamentais e medidas legislativas que apontem para a superação das mais significativas mazelas socioeconômicas do Brasil.

Obviamente, esse absurdo cenário favorece o candidato Jair Bolsonaro. A falta de um projeto consistente de caráter popular e democrático, o desastroso (des)governo realizado nos últimos quatro anos e uma personalidade promotora dos piores valores civilizatórios são vertentes fundamentais que conseguem escapar, em função do desvio da atenção para questões absolutamente secundárias ou irracionais, do centro do debate político.

A candidatura de Lula da Silva perde tempo e energia, com notas e desmentidos, que deveriam estar voltados para mostrar sua maior sensibilidade social e compromisso com o ambiente democrático como substrato inafastável para a formulação e implementação das políticas públicas voltadas para a superação das grandes dificuldades nacionais.

Existem problemas seriíssimos na postulação do candidato Lula da Silva. O “programa” (a rigor, diretrizes para o programa) é limitado e excessivamente vago em pontos fundamentais. A amplitude do arco de alianças políticas, inclusive por imperativos eleitorais, cobra um preço alto na medida que faltam propostas que ataquem as dificuldades de forma estrutural. Também são insatisfatórias as proposições para enfrentar a corrupção sistêmica que assola o governo atual, se fez presente em todos os anteriores e estará instalado no próximo.

A solução Lula é o caminho eleitoral, por exclusão, para manutenção de um ambiente democrático que permita uma atuação ou pressão política mais consequente em favor das causas populares mais relevantes. Mesmo para ser oposição, é melhor fazer contraponto ao governo Lula, mais plural e mais permeável às questões sociais. A oposição ao governo Bolsonaro, insensível, algumas vezes, refratário, na maioria das vezes, aos avanços socioeconômicos num contexto democrático é bem mais difícil e menos produtiva.

Em suma, o segundo turno das eleições presidenciais opõe dois projetos socioeconômicos bem distintos. As questões religiosas ou espirituais merecem ficar circunscritas aos templos e as convicções e práticas pessoais. Afinal, elas pouco, ou muito pouco, influem nos caminhos a serem trilhados pela nação brasileira para superação de seus problemas mais importantes. A decisão a ser tomada contrapõe um projeto mais próximo das aspirações populares e um caminho mais próximo da manutenção e aprofundamento das posições privilegiadas de uma parcela mínima da sociedade brasileira. 

A vitória parcial e os desafios postos


Sexta, 7 de outubro de 2022

A vitória parcial e os desafios postos
 
Roberto Amaral*
 
Os percalços hoje vividos pelo país (que voltou a temer o futuro) em muito remontam à persistente dificuldade de a esquerda brasileira interpretar o processo social, mais precisamente aquele movimento que, segundo entendo, se anunciou em 2013 como a ponta de um iceberg de base imperscrutável. O que a quase todos parecia, naquela altura, um sopro na superfície de lago sereno, seria revelado, mais tarde, como algo similar à movimentação de placas tectônicas, apenas percebível quando as explosões chegam à superfície. Poucos viram, então (e Gilberto Carvalho foi um deles, granjeando o mau humor de diversos companheiros), uma mudança qualitativa no processo político-social, que a esquerda, notadamente o politiburo petista, continuou imaginando congelado — mesmo após os percalços eleitorais de 2014, e o massacre a que nosso governo foi submetido em 2015.

Nos duros idos do esforço coletivo por salvar o mandato de Dilma Rousseff, fui muito mal compreendido por nomeados líderes do nosso campo, quando, numa plenária da Frente Brasil Popular, que ajudara João Pedro Stédile a organizar, trouxe para discussão as dificuldades que nossas organizações enfrentavam na mobilização popular. Continuávamos presos às aparências, confundindo o carisma de Lula com a ascensão do pensamento progressista. E hoje, ainda, após a deposição de Dilma, dos feitos e efeitos da Lava Jato, da prisão de Lula, da eleição de Jair Bolsonaro e do governo do grande capital, dos militares e dos milicianos, chegamos a 2022 convencidos de que iríamos simplesmente enfrentar mais um pleito, pois se trataria, como antes, de uma eleição “normal”. Descartávamos o papel das transformações sociais na política.

MPF recomenda a interrupção da distribuição de materiais religiosos e devocionais de qualquer matriz religiosa a servidores da PRF e a órgãos do sistema de Segurança Pública

Sexta, 7 de outubro de 2022

Foto: PRF

Em agosto passado, as procuradorias regionais dos Direitos do Cidadão no RS e no RJ instauraram procedimento solicitando informações ao diretor-geral da PRF

MPF
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao secretário Nacional de Segurança Pública e ao diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que interrompam a distribuição de bíblias ou qualquer outro material de cunho religioso, inclusive de livros, contendo mensagens devocionais, de qualquer orientação religiosa, a servidores e servidoras da PRF ou de quaisquer órgãos do sistema de Segurança Pública.

As duas recomendações, assinadas pelas procuradorias regionais dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, se deram a partir de uma investigação instaurada nesses estados, nas quais foi possível apurar a indevida distribuição, pela Polícia Rodoviária Federal e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), de uma cartilha “com orientações e sugestões de ‘assistência espiritual’ e leitura da bíblia”, para seus servidores e servidoras.

Suspensa lei de Roraima que proíbe destruição de bens apreendidos em operações ambientais

Sexta, 7 de outubro de 2022

O ministro Luís Roberto Barroso atendeu ao pedido de liminar do procurador-geral da República.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu lei do Estado de Roraima que proíbe aos órgãos ambientais de fiscalização e à Polícia Militar destruírem e inutilizarem bens particulares apreendidos em operações ambientais no estado. O relator deferiu liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7204.

Do STF
A ação foi ajuizada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, contra a Lei estadual 1.701/2022.

Bolsonaro mentiu de novo, os Yanomami não têm o canibalismo como prática

Sexta, 7 de outubro de 2022




Rubens Valente

@rubensvalente

6 de de outubro 

Bolsonaro mentiu de novo,  os Yanomami não têm o canibalismo como prática

Yanomami Junior Hekurari desmente Bolsonaro: "Coloca aí na sua matéria: ‘Presidente candidato mentiroso’.”

O vídeo que viralizou nas redes sociais nesta semana no qual Jair Bolsonaro aparece dizendo a um jornalista que quase “comeu um índio” que teria sido “cozido” pelos indígenas contém mentiras e desinformações sobre o povo Yanomami, de Roraima. O yanomami Junior Hekurari, presidente do Condisi (Conselho do Distrito Sanitário Indígena) Yanomami, disse que ficou indignado quando assistiu à gravação.

“Nós, Yanomami do Surucucu, não somos canibais, nunca tivemos isso. Não tem um relato [sobre isso]. Nem relatos ancestrais nem atuais. Esse presidente não tem respeito com o ser humano. Ele inventa da cabeça, porque não tem preocupação com o Brasil. No Sucurucu tem pelotão do Exército e tem parceria boa com os Yanomami. Isso de ‘comer indígena’, isso não existe.”

Hekurari disse ter conhecimento de que um grupo indígena Yanomami, já localizado na Venezuela e conhecido como Xamathari, pratica o ritual fúnebre de cremar o corpo, o que pode durar dias ou semanas, triturar e pulverizar os ossos e, por fim, misturar as cinzas, já bastante pulverizadas e em pequenas quantidades, como se fosse sal ou pimenta, a um caldo de banana, que somente então é consumido pelos familiares do morto. Mas esse ritual não prevê o consumo da carne humana e só ocorre eventualmente, “com algumas pessoas, geralmente pessoas muito importantes na comunidade”. Nos rituais fúnebres realizados na região de Surucucu, de acordo com Hekurari, as cinzas são enterradas, e não consumidas com a banana.

A antropóloga Alcida Rita Ramos, doutora em Antropologia pela Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), que participou do processo de demarcação da Terra Indígena Yanomami e é professora emérita da UnB (Universidade de Brasília), no final dos anos 1960 e início dos anos 1970 viveu mais de dois anos nas comunidades Yanomami. Ela explicou à Agência Pública — em um pequeno texto que intitulou “Canibais são os outros” — o passo a passo do ritual funerário Yanomami.

“Com pequenas variações regionais dentro da Terra Indígena Yanomami, o ritual funerário de um parente começa com pranto coletivo, seguido da cremação do cadáver, momento em que os componentes imateriais da pessoa se libertam do corpo físico. O pranto acompanha esse processo e se repete todas as tardinhas por dias ou semanas. Os ossos carbonizados são recolhidos, triturados e cuidadosamente guardados em cabaças seladas com cera. Algum tempo depois, começam os preparativos para a grande cerimônia em homenagem ao morto. Congregando várias comunidades vizinhas e até mesmo distantes, anfitriões e convidados desempenham as diversas fases da cerimônia que dura mais de uma semana, incluindo cantos, danças, sessões xamanísticas e o que chamamos de diálogos cerimoniais. No último dia, o mais solene, os ossos do morto são pulverizados, adicionados a mingau de banana e ingeridos pelos parentes mais próximos.”

Alcida Ramos faz um paralelo entre o ritual Yanomami e a comunhão nas missas da Igreja Católica. “Todas as semanas milhares e milhares de fiéis católicos ingerem grandes quantidades de hóstias, bolachas de pão sacralizadas para representar o corpo de Jesus Cristo. É um ritual de incorporação de quem está morto, não importa há quanto tempo. Quem ousaria chamar essa prática de canibalismo? Em que ela difere do rito funerário Yanomami? […] Assim como a hóstia cristã incorpora a memória do Cristo entre os vivos e os torna mais cristãos, também as cinzas do parente Yanomami transmitem a sua essência aos vivos e os tornam mais fortes. É a manifestação máxima de solidariedade humana, capaz de superar a própria morte quando une um morto aos seus parentes vivos. Ao mesmo tempo, a incorporação material do morto libera seus componentes imateriais para seguirem o seu próprio destino pós-morte, desprendendo-o definitivamente do mundo dos vivos.”

A professora disse que “a sutileza, o respeito e a grandeza dos ritos mortuários dos Yanomami contrastam cruamente com as tolices perversas e constrangedoras que circulam nas redes sociais, escancarando a palermice e a má-fé que ninguém merece ver, muito menos os povos indígenas e o Brasil como país pluriétnico que é”.

O vídeo que viralizou nesta semana nas redes sociais foi gravado em 2016 e foi extraído de um vídeo mais longo postado naquele mesmo ano pelo próprio Bolsonaro em seu canal no YouTube. Trata-se, segundo Bolsonaro, de uma entrevista ao jornal “The New York Times”.


Seja aliada da Pública
Investigar as ameaças à democracia é nossa forma de protegê-la.

No vídeo, Bolsonaro aparece se gabando de ter coragem de quase ter “comido um índio”. Segundo ele, o fato se passou em Surucucu. Embora Bolsonaro não explique, trata-se de uma das principais comunidades da Terra Indígena Yanomami. Equipada com uma boa pista de pouso asfaltada, a comunidade costuma receber comitivas de autoridades vindas de Brasília, o que parece ter sido o caso relatado por Bolsonaro.

Ele diz que em certo ponto da visita notou uma movimentação de indígenas carregando bananas e um indígena “palitando os dentes” e, por isso, ele quis saber o que estava acontecendo. “O que aconteceu? [Alguém respondeu] ‘Morreu um índio e ele tão cozinhando.’ Eles cozinham o índio, é a cultura deles. O corpo”, disse Bolsonaro.

O jornalista manifestou descrença: “Mas não é para comer…”. “É pra comer”, reiterou Bolsonaro. Ele explica como seria: “Cozinha por dois, três dias, e come com banana. E daí eu queria ver o índio sendo cozinhado. Daí o cara: ‘Se for, tem que comer’. Aí falei ‘Eu como’. Daí a comitiva, ninguém quis ir. ‘Vamo comigo lá’. Ninguém quis ir. Daí como a comitiva não quis ir, que tinha que comer o índio, eu, não queriam me levar sozinho lá. Aí não fui. Senão eu comeria o índio sem problema nenhum. É a cultura deles. E eu me submeti àquilo, talquei?”.

Para Junior Hekurari, que vive em Surucucu, toda a história contada por Bolsonaro no vídeo “é mentira”. “É sem cabeça, eu fiquei muito chateado. Coloca aí na sua matéria: ‘Presidente candidato mentiroso’.” Nossa cobertura eleitoral é financiada por leitores como você. Ajude doando mensalmente ou faça um pix para contato@apublica.org.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

#Urbanismo: Em meio às eleições, GDF avança nas alterações de uso do Setor Comercial

Quinta, 6 de outubro de 2022

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Sob a justificativa de que 30% dos imóveis do SCS estariam ociosos, há muito, o GDF tenta alterar o uso do Setor, previamente definido pelo urbanista Lucio Costa e, portanto, tombado como patrimônio histórico da humanidade. Ao todo, serão 318 atividades autorizadas nos campos da Indústria, Comércio, Serviços e Institucional. Uma das grandes mudanças é a inclusão de estabelecimentos educacionais no SCS.

Por Chico Sant’Anna

Em pleno processo eleitoral, a poucos dias do brasiliense ir às urnas, o Diário Oficial do DF trouxe, em 27/9, edital de convocação de audiência pública, que está deixando muita gente apreensiva. Ela visa a análise do projeto de Lei Complementar que alterará os usos e atividades econômicas no Setor Comercial Sul (SCS). Assim como o fez com o Setor de Indústrias Gráficas, o GDF decidiu não esperar a análise integral do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub), que trata de toda a área do Plano Piloto, e do Plano de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (Pdot). A audiência, presencial, está marcada para o dia 7 de novembro.

A convocação foi considerada açodada pelos principais urbanistas da cidade. “Como sempre, os interesses nada públicos persistem, ‘passando a boiada’” – comenta a especialista em planejamento e legislação urbanística, Tânia Battella. “Trata-se de expediente arbitrário, baseado no puro arbítrio do governante e não em estudos diagnósticos integrados à preservação do conjunto urbanístico de Brasília; implica em mais uma séria exceção no ordenamento da cidade e na preservação do patrimônio cultural da humanidade” avalia o professor de arquitetura e urbanismo da UnB, Frederico Flósculo. “É um contrassenso técnico e metodológico alterar o uso do solo no SCS em pleno processo de elaboração do Ppcub. Este fica irremediavelmente comprometido por ações açodadas do próprio executivo” – complementa o professor Benny Schvarsberg, da mesma faculdade.

130 MIL VOTOS —Quem é Carol Dartora, a primeira mulher negra eleita deputada federal pelo Paraná

Quinta, 6 de outubro de 2026

Carol Dartora: 1ª vereadora negra eleita em Curitiba, em 2020, e 1ª deputada federal eleita pelo Paraná, em 2022 - Foto: Joka Madruga

Eleição é resultado de "luta histórica" e "resistência ancestral", diz Carol Dartora

Redação Paraná
Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 06 de Outubro de 2022

O Paraná quebrou uma tradição de votar em deputados brancos e conservadores nestas eleições e elegeu para Câmara dos Deputados um rosto novo: Carol Dartora (PT), primeira mulher negra eleita para deputada federal no Paraná. Em 2020, Dartora havia sido também a primeira mulher negra eleita vereadora em Curitiba.

Segunda candidata do campo progressista com maior número de votos, Dartora foi eleita por 130.654 pessoas. Para ela, o eleitorado atendeu a um chamado: “A gente propôs uma nova cultura política, representatividade, e as pessoas abraçaram essa candidatura.”

Dartora também afirma que sua candidatura e eleição é uma resposta de luta e resistência do movimento negro e de mulheres. “Desde que saímos da escravidão a gente vem lutando pela inclusão da população negra na sociedade brasileira. E o estado do Paraná, infelizmente, ficou atrasado por ter um racismo institucional muito grande e por ter inviabilizado a população negra por muito tempo. Acredito que esse resultado é por causa dessa luta histórica, dessa trajetória, dessa resistência ancestral”, afirma.

Necessidade de avanço

A candidata eleita, que representará o eleitorado paranaense em Brasília, a partir de 2023, aponta que é o momento de levar pautas progressistas ao centro do poder do país.

“Este é o momento em que a classe trabalhadora (diversa, homens, mulheres, negros, pobres) sentiu necessidade de avanço, é preciso avançar em condições de vida, direitos básicos. A população paranaense entendeu essa necessidade e na nossa proposta essa condição, por isso essa votação que eu tive”, analisa.

Após terminada a campanha para sua eleição, Dartora afirma que irá continuar trabalhando para eleger Lula presidente no segundo turno (30 de outubro). Na avaliação da candidata eleita, o líder petista responde aos anseios da classe trabalhadora. "As pessoas não querem mais passar fome, as pessoas não aguentam mais estar desempregadas. O projeto do Partido dos Trabalhadores representa a superação de tudo isso”, diz Dartora.


Edição: Frédi Vasconcelos e Lia Bianchini

VÍTIMA DE RACISMO —Renato Freitas é eleito deputado estadual e promete combater “coronéis” no Paraná

Quinta, 6 de outubro de 2022
2022 para Renato Freitas: de vereador cassado a deputado estadual - Foto: Giorgia Prates

Após reviravolta em processo de cassação, candidato do PT foi eleito com quase 58 mil votos

Lia Bianchini
Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 06 de Outubro de 2022

“Sejamos realistas, exijamos o impossível.” Com a frase símbolo das revoltas de 1968, Renato Freitas (PT) encerrou sua entrevista ao Brasil de Fato Paraná, poucos dias antes do primeiro turno das eleições.

No domingo (2), Freitas foi eleito para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), com quase 58 mil votos. Algo que parecia impossível semanas antes: cassado na Câmara de Curitiba, em agosto, o petista estava com seus direitos políticos suspensos por 10 anos. Até que, no final de setembro, uma liminar do Supremo Tribunal Federal restituiu seu mandato e o permitiu concorrer e ser eleito no pleito de 2022.

“Impossível” também é a palavra que repele dos espaços de poder muitas pessoas como Renato Brasil adentro: negro, pobre e da periferia. Como ele mesmo diz “um neguinho sem pai e sem herança, do fundão da periferia, filho da imigrante nordestina, que todo mundo achou que ia virar ladrão e morrer antes dos 20.”

Nesta sexta (7/9) tem BREGA NO QUINTAL. No Quintal do Nego, que fica bem ali no Setor Sul do Gama. Vista-se de brega e 'ramboralá'

Quinta, 6 de outubro de 2022


BREGA NO QUINTAL

Local— Quintal do Nego
Qd.12 Conj A cs 28 Setor Sul do Gama DF
Data— 07 de outubro, sexta-feira.
Hora— 20 horas
Entrada- R$ 15

Atrações:
🎙️Negodai
🎙️Lalu
🎙️Douradinho
🎙️Thallyo Mendes
🎙️Lucélia Lima e César Brasil

Compre sua pulseira:
Chácara Sanfona de Ouro
Quintal do Nego
ou no WhatsApp  (61) 99291 48 83

Quintal do Nego —Qd.12 Conjunto A,  cs. 28 Setor Sul Gama /DF
https://maps.app.goo.gl/DhoSmhFqoUMSpagd8

Show dançante ao som de releituras de bregas antigos e atuais.

O Quintal irá se encher de exageros e cores criando uma atmosfera brega em traços e contornos.

Vista-se de brega, exagere nas cores e adornos. Caia na brincadeira!

A melhor caracterização brega ganhará prêmio.

       PRODUÇÃO
Realização
Negodai Produções
Roadie Produções

Divulgação
Markaoviber Produções
Linaldo Produções

O novo ataque de Bolsonaro à Petrobrás

Quinta, 6 de outubro de 2022
Intelbras

O novo ataque de Bolsonaro à Petrobrás 

Governo quer vender 8 mil km de fibra óptica da estatal, que acompanha gasodutos da empresa e é estratégica para sua comunicação

AEPET*
Na surdina, em pleno final de gestão, o governo antinacional de Bolsonaro continua fatiando e vendendo a Petrobrás. Na sexta-feira (30), a empresa divulgou comunicado ao mercado informando que iniciou a etapa de teaser (oportunidades) de venda de sua rede de fibra óptica onshore, que conta com uma extensão de 8 mil quilômetros.

Não satisfeito em entregar a Amazônia para o bilionário americano Elon Musk, Bolsonaro quer que os estrangeiros controlem também a Petrobras.

A rede de fibra óptica da estatal é estratégica e é composta por cabos enterrados, sendo que sua grande maioria tem capacidade de 36 fibras ópticas cada, acondicionados em tubos de polietileno de alta densidade PEAD (bi tubo) para maior proteção e versatilidade de manutenção. Elas estão distribuídas nacionalmente seguindo as faixas de gasodutos e oleodutos do Nordeste ao Sul, além de um trecho na região Norte. A intenção de Bolsonaro é que grupos estrangeiros controlem toda a rede de comunicações da empresa.

Segundo o professor Ildo Sauer, titular do Instituto de Energia da USP e ex-diretor da Petrobrás, “a venda da rede de fibras ópticas vai criar uma dependência permanente da Petrobrás, com custos permanentes, como os da rede de gasodutos, para operar suas redes e as comunicações internas da empresa entre suas instalações e escritórios”. “É mais um ataque contra sua integridade e eficiência econômica”, acrescenta o especialista.

Ildo Sauer comparou a venda dos cabos para empresas estrangeiras com a venda da rede de gasodutos construída pela Petrobrás durante o governo Lula. Ele diz que é como uma pessoa que vende a sua casa e passa a morar em sua própria casa, só que pagando aluguel. É exatamente isso o que ocorreu com a rede de gasodutos vendida. A Petrobras era a dona da rede e, agora, paga para empresas estrangeiras pelo uso de seus próprios gasodutos.

A consultoria Ernst & Young já foi contratada pela Petrobrás como assessor financeiro para conduzir a venda e explorar o potencial da transação, ficando responsável por eventuais comunicações, solicitações ou consultas de interessados.

No comunicado, o governo justifica a operação como parte do desmonte de tudo o que foi construído pelos brasileiros nas últimas décadas. Segundo a direção da empresa a decisão está de acordo “com o regime especial de desinvestimento de ativos”. Traduzindo, Bolsonaro está torrando todo o patrimônio da empresa. Já vendeu as refinarias, obrigando o Brasil a importar diesel e, agora, quer os estrangeiros controlando também as linhas de comunicação da empresa.

Sextas Musicais apresenta homenagem a Elenice Maranesi

Quinta, 6 de outubro de 2022

Conhecida como a arquiteta da música, a pianista, arranjadora e compositora será celebrada por vários artistas e também participará do espetáculo nesta sexta-feira (7) na Casa Thomas Jefferson

O projeto Sextas Musicais apresenta, nesta semana, o concerto em homenagem à trajetória da pianista, arranjadora, compositora e mestre Elenice Maranesi na Música Popular Brasileira. O espetáculo, com entrada gratuita, será nesta sexta-feira (7), às 20h, no CTJ Hall, na Casa Thomas Jefferson da SEP Sul 706/906. O show será uma pequena amostra das obras de Elenice como compositora e arranjadora e o público será presenteado com sua participação em duas músicas.

A apresentação também terá transmissão ao vivo pelo YouTube da Casa Thomas Jefferson, que conta com o apoio da Embaixada dos EUA na realização de seus eventos culturais. Dessa forma, esse patrimônio de belas apresentações musicais permanecerá disponível online.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Ideias para adiar o fim do mundo: Defesa dos Direitos

Quarta, 5 de outubro de 2022

Publicado em 05/10/2022
Escrito por Pedro Pinho
 Jean-Jacques Chevalier, jurista e historiador francês, escreveu que o objeto primordial da política é o Estado

(“As grandes obras políticas de Maquiavel e nossos dias”, Livraria Agir Editora, RJ, 1957). Seria o Estado um bem econômico, a ser valorado e transacionado? Muitas concepções, inclusive a marxista, têm esta ideia, para explicar a mudança da concepção religiosa para a moderna, e as distintas formas de propriedade.

Buscam-se com frequência respostas globais, totalizantes, quando o homem é fruto do meio; seu próprio aspecto físico já indica, em grande parte, sua procedência continental ou subcontinental. E nestas não se vê as variadíssimas influências culturais. O cientista, médico, professor e acadêmico, Antônio da Silva Mello é categórico, em seu “A Superioridade do Homem Tropical” (Editora Civilização Brasileira, RJ, 1965), que foram “os povos morenos mais primitivos”, habitantes da faixa que se distende da Espanha à Índia, de cultura neolítica, os pioneiros da civilização. “Isso pode ser aceito com tanto maior segurança quanto todas as criações dessa cultura são idênticas, por assim dizer homogêneas, qualquer que seja o lugar em que são encontradas”.

As Constituições constituem a expressão nacional dos Estados, e, assim, das políticas, ou seja, das compreensões particulares da cultura em determinado lugar.

Busca-se, desde a bipolaridade política do pós-guerra (1945), reinventar os territórios, no sentido de impor ideologias colonizadoras ao mundo. As Organização das Nações Unidas (ONU), os tratados de aliança — OTAN, SEATO, Pacto de Varsóvia – ou comerciais – NAFTA, Mercosul – ou políticos — União Europeia, Schengen, podem ser exemplos deste interesse de dominação política, econômica, ideológica.

Escreve o constitucionalista português, José Joaquim Gomes Canotilho (“Brancosos” e Interconstitucionalidade - Itinerários dos discursos sobre a historicidade constitucional”, Edições Almedina, Coimbra, 2008): “numa formulação mais chã, diz-se que o estado é vítima de seu sucesso. O estado hegeliano vê-se, agora, confrontado coma a secularização da política e a contingência da ordem social”.

O que seria o “estado hegeliano”? Inicialmente, para Hegel, toda a obra da ciência consiste em descobrir as leis subjacentes aos fenômenos, e penetrar até a ideia que é a essência das coisas. Logo o “Estado é”, e não “o que deve ser”, como está na maioria dos tratadistas. A dialética hegeliana não se opõe à origem histórica do Estado, ou melhor, dos diferentes Estados.

Porém, o Estado, segundo Hegel, existe para si em virtude de necessidade natural, que ele chama divina. O Estado não tem pois necessidade, para se fundar, do consentimento dos indivíduos, nem de qualquer contrato. Ao contrário, em lugar do Estado existir para e pelos indivíduos, são os indivíduos que existem para e pelo Estado. As pessoas seriam colocadas no mundo por acaso? O que explicaria diferentes organizações decorrentes das Constituições?

Examinando os clássicos, apenas dois poderes são, além do divino, amplamente aceitos: o parlamento e o militar ou da força. Sendo o primeiro qualificado de democrático.

Ao tratarmos da Defesa dos Direitos, como elemento da Cidadania, procuramos dotar o Estado do poder que se origine da opção popular, que resulte da participação explícita dos cidadãos.

O Poder vem sendo estudado, sob diversas perspectivas, ao longo da história humana, o que fez Adolf Augustus Berle, autor do clássico “Power” (Harcourt, Brace & World, NY, 1969) afirmar que “com o amor é um dos mais velhos fenômenos das emoções humanas”.

Poder será aqui compreendido, como a relação entre humanos e suas instituições com capacidade de produzir efeitos ou resultados. Ele é único e indivisível, manifestando-se por expressões, sendo a política uma delas.

Por conseguinte, a definição de lei como aquela norma que se impõe coercitivamente à sociedade, já demonstra a filiação do poder à força. Nosso entendimento é da progressão participativa, que vai formando a compreensão do sentido, cada vez mais aprofundado, do poder e de sua aplicação.

A Constituição da República Popular da China (RPCh), com a mais recente alteração de 2018, estipula ser um Estado Unitário multinacional, socialista, onde todo poder pertence ao povo, que o exerce pelos Congressos Locais e pelo Congresso Nacional, que por diversos canais e várias formas administra todos os assuntos do Estado. No preâmbulo está estabelecido que a RPCh é um Estado Socialista com particularidades chinesas.

Muito nos envaidece saber que, em 1982, a China adotou a “razão sociológica” do gênio baiano negro Alberto Guerreiro Ramos, apresentado no livro “A Redução Sociológica”, editado em 1958 pelo Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), do Ministério da Educação e Cultura (MEC), no Rio de Janeiro.

DESMONTE —Governo Bolsonaro bloqueia mais R$ 1 bilhão da educação e pode paralisar universidades

Quarta, 5 de outubro de 2022

Com o novo bloqueio, contingenciamento na educação chega a R$ 2,4 bilhões em 2022 - Helena Dias/Brasil de Fato PE

Ao todo, o governo já contingenciou R$ 2,4 bilhões do orçamento previsto para o MEC em 2022

Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 05 de Outubro de 2022

O governo federal anunciou um novo bloqueio de mais de R$ 1 bilhão nas verbas de custeio da educação superior do país. Com isso, universidades públicas estão novamente em risco de não ter dinheiro para pagar funcionários e custos de operação.

O contingenciamento (bloqueio temporário de verba até que o governo decida se o corte será ou não definitivo) foi anunciado na última sexta-feira (30), às vésperas do primeiro turno das eleições, por meio do Decreto 11.216, que altera o Decreto nº 10.961, referente à execução do orçamento do MEC para este ano. Somado aos bloqueios de R$ 1,34 bilhão anunciados entre julho e agosto, o contingenciamento na educação chega a R$ 2,4 bilhões.

PESQUISA —Ipec: Lula tem 51% contra 43% de Bolsonaro na primeira pesquisa do 2º turno

Quarta, 5 de outubro de 2022
Ex-presidente segue em vantagem em relação a Bolsonaro, de acordo com a pesquisa - Ricardo Stuckert

Levantamento mostra petista com oito pontos de vantagem na disputa do 2º turno da eleição presidencial

Redação
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 05 de Outubro de 2022 às 18:08

O primeiro levantamento feito pelo Ipec (antigo Ibope) no segundo turno, sob encomenda da TV Globo, divulgado na noite desta quarta-feira (5), coloca o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pela presidência da República, com 51% dos votos totais. O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 43%.

O percentual de indecisos ficou em 2%. Os entrevistados que não sabem ou não responderam foram 4%.

O resultado daria a vitória a Lula, que seria eleito no dia 30 o próximo presidente da República. Em votos válidos, o resultado do Ipec é 54,2% a 45,8% a favor de Lula.

As entrevistas foram feitas de segunda (3) a quarta-feira (5). Foram ouvidas 2 mil pessoas em todos os estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. O levantamento foi registrado no TSE com o número BR-02736/2022.

Justiça Federal aceita denúncia do MPF por crime de racismo contra o povo indígena Gueguê de Uruçuí (PI)

Quarta, 5 de outubro de 2022

Réu é acusado por ofender a honra e a identidade dessa etnia durante telejornais da TV Tropical

Arte: Secom/MPF

A Justiça Federal Subseção Judiciária de Floriano (PI) recebeu a denúncia contra Wellington Francisco Raulino, pela prática do crime previsto no art. 20,§2° da Lei 7.716/89, ocorrido nos dias 7 e 8 de junho de 2021, por ter induzido e incitado discriminação contra indígenas da etnia Gueguê, situados no município de Uruçuí, ofendendo a honra e a identidade desse povo, durante a exibição nos telejornais Jornal da Noite e Jornal da Tropical, ambos da TV Tropical, transmitidos para as cidades de Floriano e Barão de Grajaú.

A denúncia tem como base o procedimento investigatório criminal instaurado para apurar os documentos encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF) pela Funai, bem como da representação feita pela Associação dos Povos Pró-Índio do Sangue (Apisu). Segundo os documentos, representantes da emissora noticiaram diversos fatos inverídicos sobre a comunidade indígena Gueguê, ofendendo a honra e a identidade desses indígenas.

Uma carta para Lula e Bolsonaro

 Quarta, 5 de outubro de 2022

Queridos amigos e amigas,
Milhares de cristãos já denunciaram: pastores e líderes religiosos têm confundido fé e religião, fazendo uso da sua posição para orientar o voto em seu candidato, em um claro desrespeito ao livre arbítrio e ao voto livre no país.

Durante o primeiro turno, os evangélicos foram vítimas de diversos tipos de desinformação e fake news. Boatos sobre fechamento de igrejas, satanismo e maçonaria foram alguns dos tópicos manipulados - prejudicando ou beneficiando candidatos que pouco se preocupam com a fé alheia.

Por isso, líderes evangélicos criaram uma Carta Aberta dos Evangélicos em defesa do Brasil e da nossa democracia e pedem o nosso apoio para que isso chegue ao maior número de pessoas possível.

Quando a carta atingir assinaturas suficientes, entregaremos às duas campanhas presidenciais, apresentando a demanda de milhares de brasileiros aos presidenciáveis por eleições limpas, livres e para todos. Assine e compartilhe com todo mundo:

Carta Aberta de Evangélicas e Evangélicos pelo Brasil

Nesse momento atual, de muitos desafios para o nosso país, como a fome, o desemprego e subemprego que causam sofrimento a tantas famílias; nesse tempo de tantas divisões e conflitos entre muitos lares e igrejas; e de muitas mentiras que circulam em redes sociais, nos unimos a irmãos e irmãs - cristãos de diversas igrejas em todas as partes do Brasil para juntar nossas forças, orar e agir em defesa do bem estar para todos, da democracia brasileira, do processo eleitoral e do respeito ao resultado das urnas.

Passados mais de 200 anos da chegada dos primeiros protestantes em nossa terra, percebemos que temos nos distanciado dos valores humanos e evangélicos que eles nos deixaram, ideias de liberdade, democracia e dignidade humana. 

Trazendo na bagagem a fé evangélica, eles não vieram para promover ódio e intolerância religiosa. Tinham a esperança de ajudar a construir um país abençoado, onde pessoas diversas pudessem conviver em paz.

Lamentamos profundamente que a política esteja contaminando esta fé com a mentira, as fake news, os discursos raivosos e um autoritarismo que não tem nada a ver com a mensagem libertadora de Cristo.

Oramos por nosso país e clamamos a Deus por democracia, direitos, justiça e paz. Somos um pela democracia, porque somos um pelo pão, pela verdade, pelo respeito, pela justiça, pela paz.

Somos um pelo pão de cada dia. Oramos e defendemos que os mais pobres do Brasil deixem de passar fome e tenham alimento digno pois Deus é amor e nos ensina a compartilhar e amar o bem comum. (Mateus 6.11; Marcos 6.30-37; 2 Coríntios 8.14, 15; 1 João 3.16, 17).

Somos um pela verdade e contra notícias falsas e discurso agressivo que tem dividido famílias e separado amigos e irmãos. Oramos pelo seguimento à orientação dos apóstolos de não se deixar levar pela “esperteza dos homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor” (Efésios 4.14-16).

Somos um pelo respeito. Defendemos e oramos por diálogo sem ódio e sem violência, mas com coragem de manifestar o amor mesmo quando discordamos, lembrando sempre do mandamento de Jesus: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei." (João 13.34)

Somos um pela justiça. Defendemos as instituições democráticas que, mesmo imperfeitas, garantem nossos direitos. Oramos para que seus princípios sejam respeitados, seguindo a orientação bíblica de  "Dar a César o que é de César, e a Deus, o que é de Deus.” (Mateus 22.21; 5.20; 6.33) 

Somos um pela paz. Defendemos e oramos por eleições pacíficas, sem armas e ameaças. Pois "a mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz". (Romanos 8.6; 12.17-21)

Como Jesus  nos fez um, sejamos um pelos princípios que ele nos ensinou a amar.

Que Deus abençoe o nosso país, para que “a justiça corra como um rio perene” (Amós 5.24). 

Amém!
ASSINE A CARTA AGORA!
Essa campanha é uma parceria com o movimento "Somos Um pela Democracia, Somos Todos Pelo Brasil". O coletivo reúne evangélicos e evangélicas de várias denominações e igrejas que se levantam, mais uma vez, em união, para defender a democracia, a justiça e a paz, assumindo sua responsabilidade histórica de manter o compromisso cristão com a dignidade humana e a Constituição. Junte-se agora!
Com esperança,

Líderes Evangélicos e todo o time da Avaaz.

AÇÃO —Projeto realizado por indígenas da Paraíba recupera rio que estava há 40 anos sem vida

Quarta, 5 de outubro de 2022
Os Potiguaras foram à ação e criaram o Projeto Águas Potiguara - Reprodução/Instagram

Agora, a população que plantava às margens do Rio do Aterro poderá recuperar suas origens graças à revitalização

Rodolfo Rodrigo
Brasil de Fato | Recife (PE) 

Todos os sábados, desde janeiro de 2021, membros das aldeias Alto do Tambá e Forte, na Paraíba, se reúnem para uma missão ancestral: recuperar o Rio do Aterro. Esse rio, que já foi a única fonte de água do Povo Indígena Potiguara, sofreu com assoreamento ao longo dos anos e ficou sem vida. Assista.


O assoreamento ocorre quando há um acúmulo de materiais dentro do rio, impactando o leito e impedindo o fluxo da água. Como as promessas da revitalização do manancial não foram cumpridas, os Potiguaras foram à ação e criaram o Projeto Águas Potiguara.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

TCDF cobra do GDF cumprimento da Promoção da Saúde Menstrual

Terça, 4 de novembro de 2022

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Segundo o Unicef, em todo o Brasil, 713 mil meninas vivem sem acesso a banheiro ou chuveiro em casa e mais de 4 milhões sem acesso aos itens mínimos de cuidados menstruais nas escolas. Na ausência de produtos adequados, pessoas que menstruam utilizam pedaços de tecido, meia, miolo de pão, jornal, papel higiênico e outros materiais. Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, em vigor desde março; determina que estudantes dos ensinos fundamental e médio, mulheres em situação de vulnerabilidade e presidiárias recebam, de forma gratuita, absorventes para sua higiene pessoal.


Por Chico Sant’Anna

O Tribunal de Contas do Distrito Federal cobra da secretaria de Saúde do DF (SES) que cumpra Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Paism), Lei DF nº 6.569/20, no tocante à disponibilização de absorventes higiênicos e coletores menstruais a mulheres em situação de vulnerabilidade. A decisão ocorreu em sessão plenária do dia 28 de setembro. Segundo o Ministério Público junto ao TCDF (MPjTCDF), a SES não cumpre a lei.

Honda Política: Bolsonaristas atacam nordestinos após 1º turno; Datafolha diz que voto útil foi para Bolsonaro

Terça, 4 de outubro de 2022A

Perfis de apoiadores do presidente praticaram xenofobia contra nordestinos após vitória de Lula na região

Caroline Oliveira
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 04 de Outubro de 2022

O bolsonarista Rodrigo Constantino foi um dos que publicaram comentários preconceituosos contra nordestinos - Foto: Reprodução

Perfis de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) destilaram comentários preconceituosos contra os nordestinos nas redes sociais, depois que o adversário do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), saiu vitorioso em todos os estados da região no primeiro turno deste domingo (2). A pena para quem comete discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é de três a cinco anos de prisão e multa.


O bolsonarista Rodrigo Constantino publicou em seu perfil no Twitter uma imagem do mapa do Brasil com o Nordeste pintado de vermelho sendo a "Cuba do Sul". Na legenda, o comentarista escreveu: "Temos uma conclusão clara nessas eleições: a parte do país que mais recebe assistencialismo decide sobre a parte do país que mais produz para o PIB".

No Instagram, uma seguidora de Bolsonaro afirmou que nordestinos são "burros" e que por isso sempre serão "miseráveis" ao destacar a vitória do ex-presidente Lula no Nordeste. Em outra publicação, um bolsonarista diz: "Por isso é onde existe mais miséria, mais fome, menos saúde e educação. Me perdoem os bons nordestinos, mas por essas que passam pelo que passam e merecem (apesar de quem Minas não ficou muito atrás em burrice eleitoral). Por ser pobre precisa ser burro tbm?".

MP Eleitoral requisita à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para apurar a ocorrência de eventual crime eleitoral praticado pelos gestores do Frigorífico Goiás

Terça, 4 de outubro de 2022

(Imagem: Secom/MPF)

Com a promoção “picanha 22”, houve, em tese, propaganda eleitoral análoga à de boca de urna, além da divulgação de partido e de candidato

O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) requisitou à Polícia Federal, nesta segunda-feira (3), a instauração de inquérito policial para apuração de eventual crime eleitoral praticado pelos gestores da empresa Frigorífico Goiás.

Conforme amplamente divulgado pela imprensa, no dia das eleições, uma loja da empresa em Goiânia atraiu centenas de pessoas com uma ação promocional em que ofertou peças de picanha por R$ 22 o quilo ao consumidor que estivesse trajando a camisa da seleção brasileira. A promoção, conhecida como “picanha mito”, que usava o número e a imagem de um candidato à presidência da República, gerou tumulto pela grande quantidade de pessoas que tentavam entrar no local ao mesmo tempo. Os fatos levaram a crer, em tese, tratar-se de propaganda eleitoral análoga à de boca de urna com arregimentação de eleitores; divulgação de propaganda de partido político ou de seu candidato; e a publicação de conteúdos nas aplicações de internet no dia das eleições.

Instrumentistas internacionais se unem no Clube do Choro nesta quarta (5/10) e quinta-feira (6/10). Manassés de Sousa e Cainã Cavalcante: 25 anos de música e amizade

Terça, 4 de outubro de 2022


Manassés de Sousa e Cainã Cavalcante: 25 anos de música e amizade

            Cainã Cavalcante ainda usava calças curtas quando teve seu primeiro encontro musical com o mestre Manassés de Sousa. Os trinta e seis anos que separavam as realidades dos dois violonistas não intimidaram aquele garoto que aos sete, dominava o instrumento com a maestria e desenvoltura de quem possui décadas de experiência. O tempo passou e, para celebrar estas bodas de prata de musicalidade, a dupla se encontra no palco do Clube do Choro, nos próximos dias 05 e 06 de outubro com uma banda de exímios instrumentistas somada a participações especialíssimas.

            Os dois violonistas vão estar acompanhados pelo baixista icônico Oswaldo Amorim e pelo reconhecido percussionista Carlos Pial . Na quarta-feira, dia 05, o público vai contar com a participação especial de Larissa Umaytá no pandeiro e percussão e com a flautista Thanise Silva para abrilhantar as canções. Já na noite seguinte, 06 de outubro, dois grandes nomes da música surgem no palco trazendo outras questões identitárias com o trabalho musical: o violonista Paulo André Tavares e a cantora Indiana Nomma.  Segundo Manassés, eles resolveram dividir o encontro em dois shows por várias razões sendo uma delas não tornar o show muito extenso. “É uma honra contar com todas estas participações especiais e, como são trabalhos distintos que muito se identificam com o nosso, decidimos por duas apresentações diferentes”, esclarece o instrumentista internacional.