“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

CORRUPÇÃO, PREVENÇÃO E DESIGUALDADE. PARTE I — O SENTIDO COLOQUIAL DE CORRUPÇÃO

 Sexta, 4 de novembro de 2022

CORRUPÇÃO, PREVENÇÃO E DESIGUALDADE
PARTE I — O SENTIDO COLOQUIAL DE CORRUPÇÃO



Aldemario Araujo Castro
Advogado
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Brasília, 4 de novembro de 2022

Nesta série de textos abordarei, de forma sucinta, vários temas relacionados com um dos mais relevantes problemas da realidade brasileira: a corrupção sistêmica. Não é o maior dos nossos problemas (a extrema desigualdade socioeconômica ocupa esse posto). Também não é momentâneo ou transitório (está presente em todos os governos, sem exceção, desde que Cabral chegou por aqui). Não está circunscrito a um partido ou grupamento político (manifesta-se de forma ampla no espectro político-partidário). Não está presente somente no espaço público (a corrupção na seara privada é igualmente significativa). Não será extinta ou reduzida a níveis mínimos com cruzadas morais ou foco exclusivo na repressão (será preciso uma ação planejada, organizada e institucional em torno de uma série de medidas preventivas). Não obstante esses traços característicos, tenho uma forte convicção. A construção de uma sociedade democrática, justa, solidária e sustentável, centrada na dignidade da pessoa humana em suas múltiplas facetas e manifestações, exige um combate firme, consistente e eficiente a essa relevantíssima mazela do perverso cenário tupiniquim.  

O uso coloquial, sem rigor técnico, do vocábulo corrupção estende o conceito de forma tão ampla que abarca praticamente todos os tipos de malversações com a coisa pública, incluindo a corrupção propriamente dita, a improbidade administrativa e toda e qualquer conduta em que alguém obtém alguma vantagem, pecuniária ou não, de forma ilícita ou indevida. São figuras com nomenclaturas jurídicas diversas e tratamentos legais específicos.

O termo corrupção possui um sentido técnico-jurídico bem delineado. Segundo o art. 317 do Código Penal caracteriza-se como corrupção passiva: “solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem”.

O crime de corrupção passiva é realizado só, e somente só, pelo funcionário público. Essa expressão é tomada em sentido amplo. Nos termos do art. 327 do mesmo Código Penal, “considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública”.

Eis um exemplo hipotético para ilustrar as previsões legais genéricas e abstratas (como deve mesmo ser formulada a lei). O servidor público X pede, ao dirigente de uma certa empresa, uma determinada quantia em dinheiro (“propina”) para atestar a regularidade da prestação de um serviço contratado quando ele efetivamente não foi realizado.

Por outro lado, a corrupção ativa, conforme o art. 333 do Código Penal, figura entre os crimes praticados por particular contra a Administração Pública quando alguém “oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício”.

O art. 316 do Código Penal prevê um crime similar ao de corrupção passiva. Trata-se da concussão. A corrupção passiva comporta as ações de solicitar, receber ou aceitar uma vantagem indevida. Já a concussão importa em “exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”.

Uma das infrações administrativo-disciplinares previstas na Lei n. 8.112, de 1990, é o chamado “valimento do cargo público”. Segundo o art. 117, inciso IX, do diploma legal que trata do regime jurídico dos servidores públicos federais, é proibido “valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública”. A violação desse dever enseja a aplicação da punição de demissão. É possível afirmar, em certo sentido, que o ilícito de “valimento do cargo” corresponde ao “tipo” penal da corrupção na órbita de responsabilização disciplinar. Entretanto, é importante destacar que essa infração é bem mais ampla que a corrupção.   Afinal, no valimento, não existe a necessidade de solicitar ou exigir de alguém algum proveito indevido. A caracterização da ilicitude pode se dar somente com a prática de atos administrativo que geram prejuízos para a Administração Pública e vantagens para o servidor.

Além dos crimes e das infrações disciplinares, merecem destaque os ilícitos identificados como improbidades administrativas. Previstos no art. 37, parágrafo quarto, da Constituição, estão elencados majoritariamente nos arts. 9o, 10 e 11 da Lei n. 8.429, de 1992, com a redação dada pela Lei n. 14.230, de 2021. Reclamando a presença de dolo específico (art. 1o, parágrafos primeiro a terceiro), um entre os inúmeros retrocessos efetivados pelas modificações de 2021, podem ser arrolados os seguintes exemplos de atos ímprobos: a) adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, de cargo, de emprego ou de função pública, e em razão deles, bens de qualquer natureza, decorrentes dos atos descritos no caput deste artigo, cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público, assegurada a demonstração pelo agente da licitude da origem dessa evolução; b) facilitar ou concorrer, por qualquer forma, para a indevida incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, de rendas, de verbas ou de valores integrantes do acervo patrimonial das entidades públicas e c) deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde que disponha das condições para isso, com vistas a ocultar irregularidades.


RASPANDO O CAIXA —Petrobras vai pagar mais de R$ 217 bi a acionistas em último ano de governo Bolsonaro

Sexta, 4 de novembro de 2022

Petrobras vira a maior pagadora de dividendos do mundo enquanto reduz investimentos — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Petroleiros questionam na Justiça os dividendos bilionários e o investimento baixo da estatal

Vinicius Konchinski
Brasil de Fato | Curitiba (PR) | 03 de Novembro de 2022 às 18:21

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (3) que vai pagar mais R$ 43,7 bilhões em dividendos a seus acionistas neste ano. Levando esse valor em consideração, a estatal distribuirá ao todo R$ 217 bilhões a seus investidores só em 2022.

O valor é mais do que o dobro pago referente aos resultados da empresa em 2021: R$ 101,3 bilhões – até aquele momento o maior dividendo da história da companhia. É também cerca de 40 vezes o valor da média de dividendos pagos por ano pela Petrobras de 1995 a 2020: cerca de R$ 5 bilhões em valores nominais (sem correção). Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Dividendos são parte do lucro que empresas distribuem a acionistas.


No caso da Petrobras, a empresa já havia anunciado dois pagamentos de dividendos neste ano: R$ 48,5 bilhões no final do primeiro trimestre, mais R$ 87,8 bilhões no final do segundo trimestre. Com o valor anunciado hoje, chega-se à marca dos R$ 180 bilhões.

Dividendos que Petrobras vai pagar dariam para finalizar Comperj e outras refinarias

Sexta, 4 de novembro de 2022
Estatal aprova adiantamento de mais de R$ 40 bilhões

Publicado em 3 de novembro de 2022

O Conselho de Administração da Petrobras, em reunião realizada nesta quinta-feira, aprovou o pagamento de distribuição de dividendos no valor de R$ 3,3489 por ação preferencial e ordinária em circulação. O volume de dividendos chega a R$ 43,7 bilhões, ou cerca de US$ 8,6 bilhões, relativos à antecipação da distribuição dos resultados do terceiro trimestre.

A Federarão Única dos Petroleiros (FUP) e a Anapetro – associação que representa os petroleiros acionistas minoritários da Petrobras – anunciaram que vão entrar com ação judicial contra a gestão da empresa e seus conselheiros.

Segundo a FUP, o total de dividendos do ano chegará a quase R$ 180 bilhões, enquanto os investimentos realizados pela estatal em 2022, até junho, somam apenas R$ 17 bilhões, conforme relatórios financeiros da empresa.

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

STF determina reativação do Fundo Amazônia no prazo de 60 dias

Quinta, 3 de novembro de 2022


O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou à União que adote, no prazo de 60 dias, as providências administrativas necessárias para a reativação do Fundo Amazônia, sem novas paralisações. A maioria dos ministros concluiu pela inconstitucionalidade dos decretos que alteraram o formato do fundo e impediram o financiamento de novos projetos, manifestando-se também no sentido da retomada do modelo anterior.

A Corte avaliou que as alterações promovidas no formato do fundo, desde 2019, com a extinção unilateral de comitês e sem a criação de outro órgão administrativo, impediram o financiamento de novos projetos, o que configura omissão do governo em seu dever de preservação da Amazônia.

A matéria foi analisada na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 59, ajuizada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), cujo julgamento foi finalizado nesta quinta-feira (3) com os votos da ministra Cármen Lúcia e dos ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes (decano). No mérito, eles se uniram à maioria já formada e acompanharam o voto da relatora, ministra Rosa Weber, para invalidar os decretos questionados na ação.

Votos

Segundo a ministra Cármen Lúcia, o tema é relevante para as gerações presentes e futuras do país. Ela observou que alguns parceiros internacionais, principalmente a Noruega e a Alemanha, sinalizaram que, para que haja a recomposição do fundo, é necessária a adoção das providências e de tratativas, bem como a retomada de projetos. “O Supremo está determinando que se retirem as travas para que se tenha o pleno emprego dos valores e dos recursos depositados naquele fundo”, afirmou.

O ministro Gilmar Mendes ressaltou a importância que o texto constitucional conferiu à questão da proteção ambiental, da Floresta Amazônica, e de seu financiamento. De acordo com ele, os governos dispõem de poder para estabelecer políticas públicas, mas essas devem estar em consonância com a Constituição.

No julgamento, ficou vencido o ministro Nunes Marques, que votou pela improcedência dos pedidos. Já o ministro André Mendonça ficou vencido apenas no ponto referente à determinação para que a União não mais paralise o funcionamento do Fundo Amazônia.

Leia mais:


Processo relacionado: ADO 59

MPF instaura inquérito civil para apurar punição contra militar da reserva por críticas à atuação das Forças Armadas nas eleições

Quinta, 3 de novembro de 2022


PRDC-RJ [Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão] aponta possível desvio de finalidade na sanção disciplinar, com violação à liberdade de expressão do militar inativo

Do MPF
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil após representação de contra-almirante reformado da Marinha por possível punição ilegal após ter concedido entrevista a um programa televisivo.

O inquérito busca compreender se houve o devido processo administrativo e se há fundamento na aplicação, pelo Comando do 1º Distrito Naval, de penalidade disciplinar a militar inativo pelo exercício da liberdade de expressão e as eventuais razões para a proibição dessa manifestação. O inquérito pretende analisar o cabimento do enquadramento da penalidade “censura a superior” no caso, além da observância de garantias no processo disciplinar. A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro (PRDC-RJ), que atua no caso, questiona também se há outros processos disciplinares semelhantes.

Mesmo sendo militar reformado, o militar sofreu um processo disciplinar no Comando do 1º Distrito Naval por criticar na entrevista o posicionamento do Ministério da Defesa como “fiscal das eleições” e a partidarização das Forças Armadas. No dia 22 de julho, ele recebeu correspondência da Marinha informando sobre o início do seu processo disciplinar, sob o enquadramento de “censura a superior”, conduta prevista no regulamento daquela força.

REPORTAGEM —Passageiros são coagidos a assinar petição de intervenção federal para liberação de ônibus

Quinta, 3 de novembro de 2022


Vídeo que mostra o crime foi obtido pela nossa reportagem; situação ocorreu em Vilhena (RO) nesta quarta-feira



Thiago Domenici
Publicado originalmente na Pública no dia 2/11/2022

Vídeo obtido pela Agência Pública e o depoimento de uma fonte mostra um ônibus de passageiros na região de Vilhena, município de Rondônia, sendo obrigado a parar em um bloqueio que pede intervenção militar por não aceitarem a derrota de Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a lei 14.197/2021, atentar contra as instituições democráticas é crime e pode levar de 4 a 12 anos de reclusão. 

Luiz Henrique Fernandes Junior, enfermeiro, contou à Agência Pública que, ainda dentro do ônibus, ao cruzar o município de Vilhena na BR-364, em Rondônia, seu ônibus foi parado no início da tarde. “Pararam o ônibus e obrigaram todos os passageiros a assinar uma petição pedindo “intervenção federal”. Segundo ele, “Se não assinássemos não poderíamos passar com o ônibus”. 

Vídeo obtido pela reportagem da Pública mostra coação de passageiros, o que é crime

No vídeo gravado por ele, um homem não identificado diz: “Quem foi que não quis assinar, aí?”. Diante da negativa de um casal, ele responde: “Então o ônibus vai ficar seis horas fechado, tá?”. Alguém diz: “Não, aí vocês estão coagindo todo mundo”. É possível ouvir o choro de algumas crianças que estão no veículo. “Ficamos algumas horas parados até eles liberarem a gente”, afirma Luiz. 

No momento da coação haviam 35 passageiros, alguns adultos, crianças e idosos. Na sequência, perguntaram o nome de uma mulher, também não identificada, que ajudou a coagir os passageiros dizendo que o que ela estava fazendo era um crime. Ela respondeu: “Meu nome é povo”. O enfermeiro ainda questiona a mulher: “Ridículo isso que você está fazendo”. Ela responde: “Ridículo o que você está fazendo”. Ele retruca: “O que eu estou fazendo? Eu não tô fechando BR, impedindo as pessoas de passarem, tô querendo ir trabalhar, minha querida”. 

“Eles diziam como argumento sobre a intervenção federal que eles já tinham provas de que houve fraude no primeiro turno”, conta Luiz. Outro rapaz, também não identificado, fala no vídeo: “era pro Bolsonaro ter ganhado já no primeiro turno, aquilo foi fraude. No segundo turno agora o exército não teve acesso as urnas”.

Luiz conta ainda que pediram CPF, RG, e nome completo de todos. Eram três homens e uma mulher no comando, ele diz. Ainda segundo Luiz, a Polícia Rodoviária Federal, que apareceu durante a paralisação do ônibus, nada fez para ajudá-los.

Segundo o enfermeiro, só depois de obrigarem todos os passageiros a assinar a “petição” é que liberaram o ônibus. “Alguns chegaram a mostrar armas que estavam na cintura, insinuando uma ameaça”, diz Luiz, que assinou o documento com nome, CPF e RG errados. “Muitos fizeram isso”. Mas para alguns, no entanto, “eles estavam pedindo o próprio documento para confirmar a informação da “petição” que não tem nenhum valor legal.

“Quando o ônibus foi liberado fomos vaiados e chutaram o ônibus, deram soco também”, relata. O ônibus da companhia Eucatur tem como destino Cuiabá. Segundo Luiz, a companhia seria a única da região a vender passagens mesmo correndo o risco da viagem não ser concluída por conta dos bloqueios. 

Até o fechamento deste texto os bloqueios pelo país não haviam sido totalmente debelados pelas autoridades. Havia 126 pontos pelo país, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Em Rondônia, são 11 bloqueios.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro já havia pedido aos manifestantes a liberação das rodovias.  

Precisamos te contar uma coisa: Investigar uma reportagem como essa dá muito trabalho e custa caro. Temos que contratar repórteres, editores, fotógrafos, ilustradores, profissionais de redes sociais, advogados… e muitas vezes nossa equipe passa meses mergulhada em uma mesma história para documentar crimes ou abusos de poder e te informar sobre eles. 

Agora, pense bem: quanto vale saber as coisas que a Pública revela? Alguma reportagem nossa já te revoltou? É fundamental que a gente continue denunciando o que está errado em nosso país? 

Assim como você, milhares de leitores da Pública acreditam no valor do nosso trabalho e, por isso, doam mensalmente para fortalecer nossas investigações.

Apoie a Pública hoje e dê a sua contribuição para o jornalismo valente e independente que fazemos todos os dias!

apoie agora!


Reflexões para Teoria do Estado Nacional: o Estado, a crítica

Quinta, 3 de novembro de 2022



Reflexões para Teoria do Estado Nacional: o Estado, a crítica

Por Felipe Quintas e Pedro Augusto Pinho.*



Fundamentado em ideologia desenvolvida por pensadores brasileiros

Conceituar o Estado é inicialmente colocá-lo dentro de um corpo teórico. A que grupo de ciências devemos atribuir o estudo do Estado? Onde se verifica a existência do Estado?

O grande mestre António Manuel Hespanha (1945–2019), em uma de suas últimas obras — Caleidoscópio do Direito — O Direito e a Justiça nos dias e no mundo de hoje (Edições Almedina, Coimbra, 2007) — com fino humor, nos descreveu: “O mundo está cheio — cada vez mais cheio — de senso comum, de imagens feitas, de ideias recebidas e repetidas acriticamente, de uma ditadura doce dos meios de comunicação social que, além de confundir simplicidade com simplificação, torna automaticamente aceites os pontos de vista mais problemáticos.”

E recomenda este professor em Portugal, na França e membro do Instituto Histórico-Geográfico do Rio de Janeiro, “é necessário ver para além das aparências”.

O mundo foi tomado pelo economicismo desde o início da Idade Moderna, quando surge o capitalismo, e se aguça há dois séculos quando “bancos passaram a controlar grandes empresas estadunidenses e europeias. Os financistas passaram a dominar as empresas, e os industriais foram transformados em diretores assalariados, delegados dos verdadeiros proprietários. O capitalismo financeiro ou monopolista apresentou modelos fundamentais, o domínio da indústria pelas inversões bancárias; a formação das grandes reservas de capitais; a distinção entre a propriedade particular dos dirigentes da empresa e o patrimônio e a responsabilidade econômica da organização. Mas a maior característica do capitalismo financeiro ou monopolista foi a expansão Imperialista” (Lilian Aguiar, “O Capitalismo Financeiro”, em brasilescola.uol.com.br/historiag/o-capitalismo-financeiro.htm, acesso em 13/9/2022).

Nesta série de artigos, que hoje inicia sua quarta e última parte, foram examinadas, nas páginas do Monitor Mercantil, na perspectiva histórica da filosofia e da ciência política, as transformações do Estado e os conceitos que lhe são usualmente aplicados. Parte específica foi dedicada ao Brasil.

Seguindo a recomendação do mestre Hespanha, devemos proporcionar consistência à proposta do Estado Nacional, contemporâneo, participativo, e colocá-lo, onde se devem encontrar as definições, no campo das ciências da sociedade: da política, da ordem jurídica e da administração.

Primeiro, porque o Estado é uma criação da sociedade humana e porque esta sociedade se estrutura, se define, por regras positivas de convívio e organização. Segundo, porque as principais funções do Estado Nacional devem estar explícitas em sua estrutura orgânica.

O que seja o Estado Democrático gera debate inconclusivo e tende a ser utilizado para múltiplas formas de gestão.

Duo Guerra-Correia une música popular e erudita em espetáculo nesta sexta (4); será na Casa Thomas Jefferson em Brasília

Quinta, 3 de novembro de 2022
Ana Clara Guerra e Déverson Correia encantam com repertório que ressalta a brasilidade do violino e do violoncelo. Apresentação será na Casa Thomas Jefferson da Asa Sul

As infinitas possibilidades sonoras e de timbres do violão e do violoncelo estarão no palco do CTJ Hall, no espetáculo desta semana do projeto Sextas Musicais. O Duo Guerra-Correia, composto pela violonista Ana Clara Guerra e pelo violoncelista Déverson Correia, será a atração desta sexta-feira (4), às 20h, na Casa Thomas Jefferson da SEP Sul 706/906. A entrada é gratuita.

A apresentação também terá transmissão ao vivo pelo YouTube da Casa Thomas Jefferson, que conta com o apoio da Embaixada dos EUA na realização de seus eventos culturais. Dessa forma, esse patrimônio de belas apresentações musicais permanecerá disponível online.

O Duo Guerra-Correia é fruto de um trabalho de pesquisa no âmbito da música de câmara brasileira. Com um repertório originalmente composto para essa formação ou por meio de arranjos que busquem ressaltar a brasilidade destes dois instrumentos, as canções buscam uma unidade a partir do diálogo entre a música popular e a música erudita.

O DISCURSO DO PRESIDENTE ELEITO E AS COMMODITIES

Quinta, 3 de novembro de 2022



O DISCURSO DO PRESIDENTE ELEITO E AS COMMODITIES

Do Política Econômica do Petróleo
Wladmir Coelho

Um aspecto pouco explorado pela imprensa “livre” (que tenta a todo custo retirar do povo a vitória e repassá-la a senadora Simone Tebet) foi a referência do presidente eleito ao fato superação da condição brasileira de exportador de commodities. Este ponto é muito importante e vou destacar destas commodities o PETRÓLEO e o MINÉRIO DE FERRO ambos estratégicos.

Um e outro carregam a condição de matéria-prima e por isso mesmo guardam em si a base de um trabalho futuro. Tradicionalmente o Brasil — como qualquer outro exportador de commodities — realiza os trabalhos primários, ou seja, a extração recebendo, por isso mesmo, o valor relativo a este tipo de atividade.

A imprensa “livre” sempre bate na tecla da geração de empregos e renda como justificativa para o aprofundamento desta atividade. Este fato é mentira? Não. Realmente as atividades primárias geram empregos e renda, mas SOMENTE O NECESSÁRIO PARA ESTE FIM. Emprego em maior escala vamos observar nos países que importam a matéria-prima transformada em aço, ferro, diferentes tipos de combustíveis, produtos químicos diversos necessários a todo tipo de indústria. EM SUMA: EXPORTAR MATÉRIA-PRIMA (COMMODITIES) SIGNIFICA EXPORTAR EMPREGOS QUE SERIAM DOS TRABALHADORES BRASILEIROS.

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

MPF: Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) afirma que bloqueio de rodovias com o intuito de contestar as eleições é antidemocrático e criminoso

Quarta, 2 de novembro de 2022

Arte: Canva/AsscoInf

PFDC afirma [afirmou hoje, 2 de novembro] que bloqueio de rodovias com o intuito de contestar as eleições é antidemocrático e criminoso

Do MPF 
2 DE NOVEMBRO DE 2022 ÀS 15H30

Na nota pública divulgada nesta quarta-feira (2), a PFDC diz que é inaceitável que tais protestos tenham por objetivo alterar vontade popular apresentada pelas urnas em 30 de outubro

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) emitiu nota pública nesta quarta-feira (2), na qual afirma que estímulos à continuidade dos bloqueios de vias e rodovias públicas são tão criminosos quanto os bloqueios que impedem o fluxo de pessoas e mercadorias pelo país. "A PFDC entende que manifestações pacíficas são instrumentos importantes no regime democrático, sendo aceitáveis mesmo para exibir expectativas frustradas. Contudo, é incabível que tais manifestações interfiram nos direitos fundamentais do restante de nossa população. É inaceitável também que tais protestos tenham por objetivo alterar vontade popular apresentada pelas urnas em 30 de outubro".

A nota destaca a legitimidade do processo eleitoral, reconhecido por lideranças nacionais e internacionais. Esclarece que as obstruções em vias públicas trazem insegurança à população bem como prejuízos com os atrasos na chegada de insumos médicos, alimentares e de combustíveis, cancelamento de viagens terrestres e aéreas.

O órgão vinculado ao Ministério Público Federal (MPF) pontua que a democracia é o melhor regime de governo e que a defesa dos direitos humanos não é bandeira política de grupos específicos, mas de todos. Em seguida, cita pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, ocorrido nessa terça-feira (1º), quando reconheceu o resultado das urnas. A PFDC alerta aos que compreenderam a mensagem como incentivo à continuidade das manifestações, que esses atos são antidemocráticos e ilegais. "Estímulos à continuidade dessa mobilização – inclusive por meio de áudios e vídeos com o uso imagens de crianças e pessoas idosas, como alguns que chegaram ao conhecimento da PFDC, ou pelo seu financiamento ou omissão do dever de ação de agentes públicos – são tão criminosos quanto os bloqueios que impedem o fluxo de pessoas e mercadorias pelo país".

A nota esclarece ainda que qualquer policial ou representante do Estado tem direito a predileção política, que não pode interferir no dever que esses agentes têm de assegurar a proteção aos direitos fundamentais da população brasileira. "Seu compromisso deve ser sempre com o Estado e o povo, jamais com o governante da vez", pontua o documento ao se referir ao papel dos agentes de segurança pública, que, segundo a PFDC, têm de ser responsabilizados, caso fique provado que permitiram o bloqueio das vias por ação ou omissão.

O documento é assinado pelo procurador federal dos Direitos do Cidadão, Carlos Alberto Vilhena, e pelo coordenador do Grupo de Trabalho Liberdades: Consciência, Crença e Expressão, da PFDC, procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas.

ÌDÒWÚ E FELA IN MOTION em Brasilia será dia 18 de novembro; Evento no Mês da consciência negra

Quarta, 2 de novembro de 2022

ÌDÒWÚ E FELA IN MOTION em Brasilia


Celebrando nossa ancestralidade no mês da consciência negra, chega em Brasília IDOWU & FELA IN MOTION, a segunda edição do tributo ao Fela Kuti fazendo a conexão Brasil- África. 

 

Em novembro comemoramos o mês da consciência negra em memória a Zumbi dos Palmares, grande símbolo da luta e resistência dos povos negros. Para celebrar em grande estilo receberemos a segunda edição  do tributo Fela in motion, com atração internacional do mestre multi instrumentista nigeriano ÌDÒWÚ AKÍNRÚLÍ em homenagem à Fela Kuti. Fela, criador do Afrobeat, revolucionou o mundo  com suas músicas, nos envolvendo em ritmo, swing e letras de protesto em defesa do povo negro! 

Vindo da Nigéria, do povo Yorubá, ÌDÒWÚ AKÍNRÚLÍ, roda pelo Brasil oferecendo formações, regendo e promovendo essa experiência inesquecível em um espetáculo vibrante de quem conhece bem esse repertório e já tocou com a família do mestre Anikulapo! 


https://youtu.be/y8HY1dzwOts


Abrindo os trabalhos teremos Gã Stars, diretamente do Gana, com Francis Ang, pertencente ao povo Gã, celebrando ritmos como Highlife, Afrobeat entre outros de seus povos, em uma fusão de tradicional e contemporâneo. 


Na pista, a brilhante pesquisadora DJ ODARA faz uma tour dançante e atemporal pelo que há de mais rico na música black. 


Venha com seu charme e elegância curtir uma noite que reverencia  o respeito, o amor e a cultura negra.






Serviço:

ÌDÒWÚ e FELA IN MOTION, Segunda edição do TRIBUTO AO FELA KUTI, Banda GÃ STAR e DJ ODARA

Data: Sábado 18/11/2022

Hora: 22:00h às 04:00h

Local: Outro Calaf — Setor Bancário Sul, Quadra 02, Bl Q - Brasília-DF

Mais informações: (61) 981100355/ Julia Carvalho 

Gabriela Onanga (61) 982753422


Realização: Obadeyí produções e Iluakín produções

Apoio: Restaurante Simbaz, Estúdio Vetorial e Instituto Afrolatinas

terça-feira, 1 de novembro de 2022

O trem está chegando, mas não vai entrar em Brasília

Terça, 1º de novembro de 2022

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
Três novas ferrovias privadas estão em fase de execução nas proximidades do Distrito Federal. Duas delas contornarão municípios goianos doo Entorno Sul e Oeste, mas não adentrarão o território do DF. A terceira, que terá destino final no Espirito Santo deve ter seu ponto de partida na regional de Santa Maria, provavelmente no Porto Seco, pertinho da divisa com Valáraiso de Goias. Todas as ferrovias focarão apenas o transporte de cargas.

Chico Sant’Anna

Ói, ói o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem.

As linhas férreas estão chegando ao Planalto Central, pertinho de Brasília, mas quem quiser “oiá” o trem passando, como recomendou Raul Seixas, em Trem das 7, vai ter que ir até o Entorno. Três novas ferrovias estão surgindo, vão passar pertinho, mas pelo menos duas delas não vão entrar no Distrito Federal, a terceira entra, mas pouco. Só até a divisa do DF com Goiás. Todas as três se destinarão exclusivamente ao transporte de cargas.

Todas elas são de responsabilidade de um grupo econômico, denominado Petrocity, que deseja interligar a região produtora de grãos do Centro-Oeste ao norte capixaba, para ali ser exportada. O grupo econômico se vale do novo marco ferroviário, pelo qual a iniciativa privada define um trajeto desejado para uma nova ferrovia e pede a autorização ao governo para executá-lo.


Ramal Corumbá de Goiás – Anápolis

A autorização de ferrovia mais recente é a que interligará Corumbá de Goiás – distante 124 km de Brasília – a Anápolis, cruzando o município de Abadiânia.

STF forma maioria para referendar determinação de desbloqueio de rodovias

Terça, 1º de novembro de 2022


Na decisão submetida a referendo, o ministro Alexandre de Moraes destacou que os bloqueios são antidemocráticos e visam, ilicitamente, contestar o resultado das eleições.

Do STF
01/11/2022 às 13h30

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a imediata desobstrução de rodovias e vias públicas que estejam com o trânsito interrompido ilicitamente. A decisão, proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 519, foi submetida a referendo do colegiado em sessão virtual extraordinária que termina às 23h59 desta terça-feira (1º).

Além do relator, os ministros Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin e Luiz Fux e as ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber (presidente) referendaram a decisão.

SUMIU —Com risco de prisão, diretor-geral não comparece em entrevista da PRF sobre bloqueios

Terça, 1º de novembro de 2022

Silvinei Vasques foi nomeado diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal em abril de 2021, durante governo Bolsonaro - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Comandante da corporação foi o único dos diretores a não responder à imprensa durante entrevista coletiva em Brasília

Paulo Motoryn
Brasil de Fato | Brasília (DF) | 01 de Novembro de 2022

O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, não compareceu a uma entrevista coletiva convocada pela corporação para anunciar quais iniciativas foram tomadas para desmobilizar os bloqueios nas estradas brasileiros promovidos por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).

Inicialmente, a PRF informou que a entrevista coletiva, concedida na sede do órgão em Brasília, na manhã desta terça-feira (1º), teria a presença de Vasques. No entanto, no início do pronunciamento, os diretores presentes afirmaram que o diretor-geral não compareceria por estar em reunião com o ministro da Justiça, Anderson Torres.

Na coletiva, a PRF anunciou que há 267 pontos de interdição que seguem ativos nas estradas federais de todo o país. A corporação informou que o estado com mais interdições é Santa Catarina, seguido por Pará e Mato Grosso. Os servidores apontaram ainda que que os agentes que foram identificados tendo condutas inadequadas já tiveram procedimento administrativo instaurado.


Diretores da PRF concedem entrevista coletiva na sede da corpração, em Brasília (DF) / Reprodução/PRF TV

Diversas rodovias pelo Brasil estão ocupadas por grupos golpistas que protestam contra resultado da eleição, que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os servidores da PRF que estiveram na entrevista coletiva listaram ações que estariam sendo realizadas em função dos bloqueios nas rodovias e estradas.

Diante da "omissão e inércia da PRF", o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou multa de R$ 100 mil por hora e de caráter pessoal para Silvinei Vasques a partir desta terça-feira (1º), e, "se for o caso", seu afastamento e prisão em flagrante por crime de desobediência.


Vasques virou protagonista do noticiário político no domingo (30), durante o segundo turno da eleição presidencial, ao descumprir determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e comandar operações da PRF, preferencialmente, em redutos eleitorais petistas.

As operações da PRF nos estados, que estariam atrapalhando a viagem dos eleitores aos locais de votação no país neste domingo (30), teriam sido articuladas inicialmente no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Conforme mostrou o colunista do jornal O Globo Lauro Jardim, na noite de 19 de outubro o núcleo duro da campanha do Bolsonaro teria se reunido e traçado as ações.

Edição: Nicolau Soares

Ministro Alexandre de Moraes determina que PMs atuem nos estados para desbloquear rodovias. Multa de R$ 100 mil por hora e prisão em flagrante aos envolvidos em bloqueios ilegais

Terça, 1º de novembro de 2022

Em nova decisão, o ministro impõe multa de R$ 100 mil por hora e prisão em flagrante aos envolvidos em bloqueios ilegais.

Do STF
Em nova decisão nesta terça-feira (1º), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que as Polícias Militares dos Estados atuem para desobstruir as rodovias - inclusive vias federais - bloqueadas por manifestantes contrários ao resultado das eleições de domingo. A decisão foi tomada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 519.

O ministro impôs multa de R$ 100 mil por hora e prisão em flagrante delito ao que estiverem cometendo crimes contra o Estado Democrático de Direito e a soberania nacional, previstos na Lei 14.197/2021.

Na decisão, o ministro afirmou que a medida tem o objetivo de garantir o “resguardo da ordem no entorno e, principalmente, à segurança dos pedestres, motoristas, passageiros e dos próprios participantes do movimento ilegal que porventura venham a se posicionar em locais inapropriados nas rodovias do país”.

Alexandre de Moraes lembrou que as Polícias Militares estaduais possuem “plenas atribuições constitucionais e legais” para adotarem as medidas necessárias para garantir o tráfego em rodovias que estão com o trânsito bloqueado, garantindo a “total trafegabilidade” em todo o país. O ministro ainda determinou que a Polícia Militar identifique eventuais caminhões que estejam sendo utilizados para bloqueios de rodovias.

Na segunda-feira (31/10), a pedido da Confederação Nacional dos Transportes, o ministro havia determinado à Polícia Rodoviária Federal (PRF) adotar todas as providências para o desbloqueio das vias, sob pena de multa de R$ 100 mil em caráter pessoal ao diretor-geral da PRF, a contar de meia-noite de 1º de novembro, além da possibilidade de afastamento de suas funções e até prisão em flagrante de crime de desobediência caso seja necessário.

Confira a integra.

Hoje, 1º de novembro, grande Bandeiraço da Vitória no Gama. Será a partir das 16h30 na entrada da cidade. Bora bora!!! Vai ser bonito!

Terça, 1º de novembro de 2022

Se os bandeiraços diários eram lindos, imagine como será o de hoje (1º/11), que é o Bandeiraço da Vitória sobre a barbárie, sobre o entreguismo da nossa Pátria (Digo Pátria, Pátria. Não é a "pátria" dos traidores do nosso povo). O Bandeiraço da Vitória contra o lado que odeia os pobres, discrimina as mulheres, despreza os índios, é racista, odeia a conservação das nossas matas, rios, mares, natureza. Contra o lado que é contra vacina, pois prefere cloroquina —até pra Ema. Bandeiraço contra os negacionistas, os terraplanistas, os que odeiam a escola —principalmente se for escola pública. É o Bandeiraço da Vitória contra aquela banda podre que é inimiga do SUS, da Saúde Pública, mas que ama as milícias.

Então, vamos hoje à tarde pro Bandeiraço da Vitória. Ramoquerramo, como falamos nós os meus conterrâneos baianos, povo do Nordeste. E ser nordestino hoje, depois desse processo eleitoral, deve ser considerado não apenas quem, como eu, nasceu no Nordeste. Mas também todo brasileiro e brasileira que cravou 13 nas urna eletrônica contra a estupidez do bolsonarismo.

Rambora!!!

Cuidado com os bichos

Cuidado com os bichos

Em 1986, o mal da vaca louca golpeou os britânicos, e mais de dois milhões de vacas, suspeitas de contagiosa demência, foram castigadas com a pena capital.
Em 1997, a gripe do frango, difundida a partir de Hong Kong, semeou o pânico e condenou um milhão e meio de aves à morte precoce.
No ano de 2009, explodiu no México e nos Estados Unidos a febre porcina, e o planeta inteiro precisou se mascarar contra a peste.
Milhões de porcos, não se sabe quantos, foram sacrificados por tossir ou espirrar.
Quem tem a culpa pelas pestes humanas? Os animais.
Simples assim.
Em compensação, estão livres de qualquer suspeita os gigantes do agronegócio mundial, esses aprendizes de feiticeiros que transformam os alimentos em bombas químicas de alta periculosidade.

Eduardo Galeano no livro ‘Os filhos dos dias’,
2ª edição, página 347, L&PM Editores

domingo, 30 de outubro de 2022

Carlos Pial, reconhecido como um dos maiores percussionistas do Brasil, lança novo trabalho no Clube do Choro esta semana, na quinta (3/10)

Domingo, 30 de outubro de2022

Se por um lado a pandemia trouxe mazelas e dor imensuráveis, para Carlos Pial também representou um período fértil para criação artística. O percussionista encontrou força e determinação nos dias difíceis e compôs Manzuá: um EP com cinco faixas autorais em que homenageia amigos e familiares. Um super show na próxima quinta feira, 03 de novembro, às 21 horas no Clube do Choro celebra o lançamento do produto em todas as plataformas digitais. A apresentação tem tudo para marcar a agenda da consagrada casa como um das mais diferenciadas dos últimos tempos no campo da música instrumental.

O batuque refinado – marca registrada de Carlos Pial – sobe ao palco de mãos dadas com as belas melodias das novas composições deste EP as quais se somam às canções mais conhecidas do músico que integram seu DVD Alquimia dos Sons, gravado em 2015. A fusão de gêneros dos dois trabalhos compõem o repertório deste show inédito que carrega na essência a destacada e característica performática do instrumentista.

Com quase 30 anos de profissão, Pial possui 4 CDs e dois DVDs gravados (sendo um deles didático e direcionado para alunos de percussão). O maranhense, residente em Brasília há mais de uma década, considerado referência no país, é bastante requisitado para shows com artistas de renome e para gravações. Já se apresentou em turnês em vários países da Europa bem como em dezenas de festivais conceituados em diversas cidades brasileiras. Foi vencedor de alguns prêmios de destaque como melhor percussionista.

No show de lançamento do Manzuá nesta quinta-feira (3/10), Carlos Pial vai contar com uma banda formada pelos músicos Misael Sivestre no teclado, Hamilton Pinheiro no baixo acústico, Henrique Ferreira na guitarra, Pedro Almeida na bateria e Marcos Santos no trompete. Além deste time de primeiríssima linha, algumas participações especiais dão um toque especial à noite: Márcio Bezerra, Moisés Alves e Adil Silva nos metais e Agilson Alcântara no violão.



SERVIÇO:

SHOW CARLOS PIAL

LANÇAMENTO EP MANZUÁ

DIA 03 DE NOVEMBRO ÀS 21 HORAS

CLUBE DO CHORO

INGRESSOS DISPONÍVEIS NA BILHETERIA DIGITAL

https://www.bilheteriadigital.com/carlos-pial-03-de-novembro


TITA LYRA – 61.99984 8445

@lyratita

 

 crédito da foto: Valéria Carvalho