Olá,
Chegamos à segunda edição do nosso Hoje na História Socioambiental!
Desta vez, voltamos no tempo até o dia 05 de maio de 2016, data que marcou a inauguração da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, localizada no Rio Xingu, no Pará.
A usina se tornou a terceira maior hidrelétrica do mundo em capacidade instalada. Mas, do outro lado dessa moeda, consolidou-se também como um dos maiores símbolos de destruição ambiental e violação de direitos da história recente do Brasil.
O barramento do Xingu custou o alagamento de solos sagrados, o deslocamento forçado de famílias ribeirinhas, a dispersão social e o empobrecimento de comunidades locais. Na região da Volta Grande do Xingu, a alteração da vazão da água continua causando, ano após ano, a morte de milhões de peixes em locais que deveriam ser berçários naturais.
O projeto de Belo Monte começou a ser desenhado ainda nos anos 1970, durante a ditadura militar. Desde então, enfrentou a resistência feroz de pesquisadores, organizações e, principalmente, das populações tradicionais.
Como esquecer o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em 1989, quando Tuíre Kayapó encostou seu facão no rosto do presidente da Eletronorte, rompendo o silêncio imposto às vozes indígenas?