Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 7 de maio de 2017

A dívida privada na era capitalista

Domingo, 7 de maio de 2017
Do Esquerda.Net
O endividamento das classes populares faz parte do processo de acumulação primitiva que permitiu ao capitalismo impor-se como modo de produção dominante, primeiro na Europa e depois no resto do Mundo. Por Eric Toussaint. 
7 de Maio, 2017

Esta é a segunda parte de três do artigo dedicado à dívida. A primeira parte está disponível aqui.

Na Europa, do século XVI ao século XVIII, o endividamento privado das classes populares e a repressão do não pagamento das dívidas contribuiu para constituir uma massa de proletários: penas de prisão, mutilações, abertura de cadeias obrigaram as populações empobrecidas a aceitar trabalho nas fábricas. Tudo isto faz parte do processo de acumulação primitiva que permitiu ao capitalismo impor-se como modo de produção dominante, primeiro na Europa e depois no resto do Mundo |1[4]|.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Que fazer com os bancos?

Terça, 19 de abril de 2016
A longa lista de fraudes e falências de bancos desde a crise de 2008 mostra o que valiam as promessas então feitas por banqueiros e políticos. Este artigo assinado por David Harvey, Francisco Louçã, Michel Husson, Costas Lapavisas, Éric Toussaint, entre outros, apresenta propostas concretas para restruturar o setor financeiro.
 
19 de Abril, 2016


Do Esquerda.Net
Nove anos após o início da crise financeira, que continua a produzir efeitos nocivos através de políticas de austeridade impostas às populações, é tempo de recordar os compromissos assumidos nessa época pelos banqueiros, financeiros, políticos e organismos reguladores. Estes quatro atores, que falharam em toda a linha, prometiam à época a moralização do sistema bancário, a separação entre bancos comerciais e bancos de investimento, o fim dos bônus e remunerações exorbitantes e o financiamento da economia real. Não acreditámos então nessas promessas e confirma-se hoje que tínhamos razão. Em vez da moralização do sistema bancário, deparamo-nos com uma longa lista de fraudes trazidas à luz do dia por falências sucessivas, após a falência do Lehman Brothers a 15 de setembro de 2008. Se ficarmos pela lista de resgates depois de 2012, encontramos: Dexia na Bélgica e em França (2012, 3.º resgate), Bankia em Espanha (2012), Espírito Santo (2014) e Banif (2015) em Portugal, Laïki e Bank of Cyprus no Chipre (2013), Monte dei Paschi, Banca delle Marche, Banca Popolare dell’Etruria e del Lazio, Carife na Itália (2014-2015), NKBM na Eslovénia (2012), SNS Reaal na Holanda (2013), Hypo Alpe Adriana Áustria (2014-2015), para mencionar apenas alguns.

O mais grave é que os poderes públicos decidiram dar cobertura às tropelias desses bancos, fazendo as populações pagar as consequências dos actos abusivos dos dirigentes bancários e dos acionistas. No que diz respeito às remunerações dos banqueiros, o estabelecimento de um teto para a parte variável, conforme decisão do Parlamento europeu em 16/abril/2013, teve como consequência … um aumento da parte fixa das remunerações e o recurso a uma cláusula de exceção prevista na lei. Finalmente, quanto ao financiamento da economia real, as medidas adotadas até hoje pelos bancos centrais, nomeadamente o Banco Central Europeu (BCE), revelaram-se incapazes de despoletar a retoma da economia.

Como nós pensamos, especialmente tendo em conta a experiência grega, que os bancos são um fator essencial em qualquer projeto de mudança social, propomos um conjunto de medidas imediatas a tomar para atingir os seguintes objetivos:

domingo, 20 de setembro de 2015

Eslovénia: Mais um passo em direção ao lançamento duma auditoria cidadã da dívida

Domingo, 20 de setembro de 2015
Numa conferência em Liubliana, apoiada pelas duas principais confederações sindicais da Eslovénia, Eric Toussaint desenvolveu os pontos de vista do CADTM sobre as relações de dominação Centro/Periferia na UE e a ofensiva generalizada à escala europeia que utiliza a dívida como um dos pretextos principais. Por Lucien Perpette, do CADTM
A situação da juventude e a crise social que atravessa a Eslovénia tornam necessária uma visão clara e a compreensão dos pretextos da política austeritária em curso.
A situação da juventude e a crise social que atravessa a Eslovénia tornam necessária uma visão clara e a compreensão dos pretextos da política austeritária em curso.
 
Recordemos que a Eslovénia se separou da Jugoslávia e adquiriu a independência a 25 de junho 1991. Tem dois milhões de habitantes, é membro da União Europeia desde 1 de março de 2004 e aderiu à zona euro e depois ao espaço Schengen em 2007.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Auditoria: “FMI sabia que o memorando ia aumentar a dívida”

Sexta, 12 de junho de 2015
Eric Toussaint e Zoe Konstantopoulou divulgaram ontem a existência de um documento do Fundo Monetário Internacional antes do primeiro memorando da troika, onde estava previsto que as medidas iriam aumentar a dívida.
A Comissão para a Auditoria e Verdade da Dívida Grega tem na sua posse um documento do FMI, datado de março de 2010, onde detalha a programação das medidas do memorando da troika. O documento nunca foi apresentado ao parlamento grego nem aos parlamentos dos 14 países europeus que emprestaram dinheiro à Grécia.

domingo, 22 de março de 2015

Por que se deve realizar uma auditoria da dívida na Grécia?

Domingo, 22 de março de 2015
Do ESQUERDA.NET
Artigo de Éric Toussaint*
A auditoria demonstrará que uma parte muito grande da dívida grega contraída tanto no período precedente à intervenção da Troika como no posterior é ilegítima, ilegal, odiosa e insustentável. Por Eric Toussaint.