Quinta, 23 de maio de maio de 2024

Estudantes em protesto na Alesp foram agredidos pela polícia e alguns chegaram a ser detidos, mas foram liberados nesta quarta-feira (22) - Foto: Lucas Martins
Andréa Werner diz que PL não deve melhorar ensino e critica agressão da PM aos estudantes que protestaram contra medida
Redação
São Paulo (SP) | 22 de maio de 2024
O projeto de lei (PL) das escolas cívico-militares, aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nesta terça-feira (21) preocupa professores, estudantes, famílias e parlamentares contrários à medida. A aprovação do PL foi marcada pela repressão da Polícia Militar contra estudantes que se manifestavam e queriam acompanhar a votação da matéria. O placar ficou com 54 votos a favor e 21 contra.
Uma das deputadas que rechaça a ideia e votou contra a conversão de escolas públicas estaduais e municipais para o modelo cívico-militar é Andréa Werner (PSB), que diz ter feito uma análise técnica da proposta.
"A gente não tem coisas boas vindo desse projeto quando a gente olha os números. No Paraná, por exemplo, que implantou as escolas cívico-militares, a média do Ideb foi 4,6. A média no Brasil, o geral das escolas públicas, é 4,9. No estado de São Paulo é 5,3", expõe, citando dados do Índice de Desenvolvimento de Educação Básica, indicador do governo federal para medir a qualidade de ensino.
"As escolas cívico-militares custam o dobro, mais ou menos, por aluno, mas elas não entregam o dobro dos resultados. A gente não vai ter notas muito melhores por causa disso. Tem alguma pequena melhora na questão da frequência e na questão da evasão escolar, mas o estado de São Paulo está na média que é considerada adequada para evasão escolar", explica a deputada.
