Pedro Augusto Pinho*
Poderíamos pensar que o governo de Donald J. Trump (Nova Iorque, 1946), empresário e personalidade televisiva, é um problema dos estadunidenses. Mas a influência dos Estados Unidos da América (EUA) pelo mundo e, principalmente, no Brasil, onde tem um candidato a candidato para presidente da República e diversos candidatos a deputado federal e senador, nos obriga a refletir sobre seu significado e o real perigo para o nosso País.
Sua fala, em 8/julho, após o encerramento da reunião dos chefes de governo dos Estados-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), 39ª Reunião de Cúpula da OTAN, foi um verdadeiro acinte aos jornalistas presentes e a todos que, pelo mundo, tiveram que a assistir. A absoluta falta de compromisso com a verdade levou-o a afirmar que “o mundo já não ri dos EUA como ria há dois anos”, como se a vitória eleitoral sobre a vice de Joe Biden, estivesse marcada por dúvidas. No mínimo mostrou falta de compostura ao agredir ausentes.
Hoje, sim, os EUA já não tem a confiança da Europa, como este encontro da cúpula da OTAN demonstrou. Trump reclamou da falta de apoio europeu no conflito contra o Irã e classificou o atual caminho com a OTAN como “ridículo e unilateral”. Então o que foi fazer ali?