Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 27 de maio de 2026

🌎🌿 No Dia da Mata Atlântica, conheça uma resposta quilombola à crise climática

Quarta, 27 de maio de 2026


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No Dia Nacional da Mata Atlântica, te convidamos a celebrar o Vale do Ribeira, região entre São Paulo e Paraná que abriga o maior remanescente contínuo desse bioma, hoje reduzido a cerca de 10% de sua cobertura original.

É nesse território que comunidades quilombolas, parceiras do ISA há quase 30 anos, protegem florestas, nascentes, biodiversidade e modos de vida que ajudam a regular o clima e a água. Mesmo diante de ameaças, violações de direitos e maior vulnerabilidade aos eventos extremos, essas comunidades seguem produzindo respostas concretas para a crise climática.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

🌳👩🏽‍🏫Hoje na História Socioambiental: leve a Semana do Extrativismo para as salas de aula

Segunda, 25 de maio de 2026




Taciano,

Em maio de 2014, a primeira Semana do Extrativismo reunia cerca de 30 participantes no Gabiroto, polo central da Reserva Extrativista Rio Xingu, no Pará. Entre extrativistas, organizações da sociedade civil, empresas e instituições públicas, nascia ali um espaço de diálogo sobre economia da sociobiodiversidade, proteção territorial e políticas adequadas à realidade da Terra do Meio.

Durante três dias, o grupo avaliou experiências iniciadas desde 2008 e debateu caminhos para fortalecer arranjos produtivos, tecnologias locais, comercialização e políticas públicas. Na pauta estavam produtos como borracha, castanha, óleos de babaçu, andiroba e copaíba, farinhas, frutas e sementes florestais.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

🏹 Dia dos Povos Indígenas: Demarcar Territórios é Resposta Real à Crise Climática

Sexta, 17 de abril de 2026

Olá,

“Seguimos afirmando que a demarcação das Terras Indígenas é a base de qualquer resposta real à crise climática. Não existe transição justa para uma economia sustentável construída sobre a destruição dos nossos territórios. Não existe política ambiental séria sem garantir nossos direitos. O que defendemos não é apenas para os povos indígenas. É para toda a humanidade”.

Este trecho da carta de encerramento do Acampamento Terra Livre ( ATL) 2026, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), evidencia a luta dos povos indígenas pela defesa de seus territórios e direitos, para o bem de todos.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Ciências indígenas contra desinformação climática

Segunda, 23 de março de 2026







Ciências indígenas contra desinformação climática

Fortalecimento da Lei 11.645, de 2008, fornece subsídios para construção de rotas de fuga da crise climática

Luma Ribeiro Prado - Educadora e pesquisadora no ISA

Rosenilda Luciano - Do povo Sateré-Mawé, integrante do FNEEI e da ANMIGA


Conhecimento tradicional
Patrimônio
Política e Direito
Políticas públicas

*Artigo originalmente publicado no Mídia Ninja, no dia 17/03/2006

Em um cenário de emergência climática e disputa de narrativas acirrada pela polarização política e fundamentalismo religioso, a escola – lugar estratégico na formação de novas gerações – tem sido palco de desinformação sobre o tema, como apontou a agência Aos Fatos.

Integrantes da Fneei pedem o reconhecimento das histórias, saberes e territórios indígenas nos currículos escolares, durante o ATL 2025 📷 Oziel Ticuna/FNEEI

De um lado, a organização De Olho no Material Escolar (DONME) que, desde 2021, tem unido esforços para interferir na representação do agronegócio nos materiais didáticos, exercendo pressão sobre as principais editoras do Brasil para construir uma imagem ainda mais positiva do “agro”.

Assim, o lobby do DONME opera para a continuidade de um modo de vida no planeta que contribui para a situação de crise que vivemos: omitindo danos deste grupo econômico, como o desmatamento e as queimadas.

Do outro lado, o movimento indígena e socioambientalista, desde a década de 1970, vem trabalhando por uma educação que reconheça as ciências indígenas na promoção de práticas sustentáveis alinhadas à preservação do ecossistema e da biodiversidade, e represente a sociodiversidade brasileira de forma justa.

Uma conquista é a Lei 11.645/2008, que há 18 anos tornou obrigatório o ensino de histórias e culturas indígenas e afro-brasileiras em todas as escolas do país. Medida de reparação histórica, justiça curricular e que está em consonância com a urgência ambiental do século XXI, a Lei, no entanto, tem tido baixa implementação, como demonstrou o Diagnóstico Equidade, do Ministério da Educação.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

🌾🍯Dia Mundial da Alimentação: conheça a força da diversidade do Xingu!

Sexta, 17 de outubro de 2025



Olá,

Celebrado em 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação e de Luta pela Soberania Alimentar reforça a importância do acesso a alimentos saudáveis, produzidos com respeito à natureza e às culturas locais.

No Xingu, essa visão se transforma em prática todos os dias e foi amplamente celebrada na 2ª ExpoTIX - Feira e Exposição dos Produtos do Território Indígena do Xingu, realizada de 16 a 19 de setembro pela ATIX e parceiros.

O evento reuniu 16 povos indígenas e cerca de 700 participantes na Aldeia Khikatxi (TI Wawi), em um festival de alimentos, arte e saberes tradicionais.

Entre os produtos expostos estavam o

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

🌱✨ Redário e Rede de Sementes do Xingu agora são Comunidade Campeã da Década da ONU

Sexta, 19 de setembro de 2025




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No próximo domingo (21/09) é o Dia da Árvore e podemos juntos celebrar essa data com mais uma conquista: a Rede de Sementes do Xingu (ARSX) e o Redário foram selecionados como uma Comunidade Campeã da Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas!

Esta premiação é pelo estabelecimento e gestão de atividades geradoras de renda relacionadas à restauração. Esse é o âmbito da Iniciativa 3 do Plano de Ação de Capacitação, Conhecimento e Aprendizagem (CKLAP) da Década da ONU para a Restauração de Ecossistemas.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

🌎📖 Para Engajar e Emocionar - Entre na Trilha da Comunicação do ISA

Segunda, 8 de setembro de 2025



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A luta por direitos de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais no Brasil passa pela força da comunicação.

Por isso, a equipe do ISA busca diariamente caminhos criativos, com base na credibilidade de dados e informações, para levar para você as belezas, soluções e desafios a serem enfrentados por um futuro melhor para todos nós.

Mas a tarefa não é fácil.

Agimos nas redes sociais, na TV, no rádio, nos jornais, nos cinemas, nas livrarias e nas ruas. Fazemos reportagens, podcasts, filmes, exposições e publicações. Estamos nos territórios e nas cidades, com parceiros, celebridades e influenciadores.


              Queremos engajar e emocionar. E contamos com você!


Gravação do processo de coleta da castanha durante a V Semana do Extrativismo, realizada na Terra Indígena Xipaya, no Pará. Foto: Lilo Clareto/ISA

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

🌱📚 Uma Enciclopédia nos Trópicos vence Prêmio Jabuti Acadêmico

Segunda, 18 de agosto de 2025



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Queremos compartilhar uma grande conquista com você!

O livro Uma Enciclopédia nos Trópicos: memórias de um socioambientalista, de Beto Ricardo e Ricardo Arnt, venceu o Prêmio Jabuti Acadêmico 2025 na categoria Antropologia, Sociologia, Demografia, Ciência Política e Relações Internacionais.

Lançada em 2024, a obra retrata episódios marcantes da vida do antropólogo e fundador do ISA, assim como momentos decisivos na defesa dos povos indígenas e na construção do movimento socioambiental brasileiro.

São memórias, documentos raros, fotos e mapas que revelam os bastidores de ações importantes lideradas por Beto Ricardo, como a criação do programa Povos Indígenas no Brasil, que deu origem à enciclopédia de mesmo nome, e a parceria com o músico Milton Nascimento, que, inspirado por uma visita com ele ao território Ashaninka, em 1989, gravou o célebre disco “Txai”.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

🏹 Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil, do ISA, é destaque na USP

Sexta 4 de julho de 2025



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No dia 29 de maio, a Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil foi destaque durante a mesa-redonda Enciclopédias digitais em ação, na Universidade de São Paulo.

O encontro marcou os 10 anos da Enciclopédia de Antropologia da USP e reuniu iniciativas que constroem pontes entre tecnologia e conhecimento, como as enciclopédias Bérose, Wikipedia e Itaú Cultural e abordou temas como autoria coletiva, uso de inteligência artificial e produção de conteúdos acessíveis.

Primeira versão do site Povos Indígenas no Brasil que foi ao ar em 1997. Fonte: Acervo ISA

Durante o evento a antropóloga Tatiane Klein, editora da Enciclopédia do ISA, relembrou que entre o fim da ditadura e a redemocratização havia pouca informação disponível sobre os povos indígenas e seus territórios. Para preencher essa lacuna, Fany e Beto Ricardo organizaram uma rede de colaboradores.

Esse material, reunido pelo Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), deu origem a publicações que apresentavam os povos indígenas por áreas culturais e depois continuadas pelo ISA com a série Povos Indígenas no Brasil.

Atualmente contendo mais de 220 verbetes, com autoria indígena e não indígena, a Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil mantém viva essa rede de colaboração iniciada há mais de 40 anos.

“De certa forma, esse projeto de pesquisa tão longevo articula a academia, a sociedade civil, organizações indígenas, movimento indígena e hoje pesquisadores indígenas que estão na universidade, num grande objetivo de ‘colocar os povos indígenas no mapa’”, afirmou Tatiane Klein, citando a frase cunhada por Beto Ricardo nos anos 1980.

Em 2027 o site da Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil completará 30 anos. Com seu apoio, podemos continuar escrevendo essa história.

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Moreno Saraiva

Instituto Socioambiental (ISA)



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Fonte: ISA

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

✊🏿Dia Internacional dos Direitos Humanos: A luta quilombola por reconhecimento e justiça

Quarta, 11 de dezembro de 2024

Olá,

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, destacamos uma luta urgente que simboliza os princípios dessa data: o direito dos quilombolas à terra, à dignidade e à preservação de sua cultura e modo de vida.

Na última semana, cerca de 200 quilombolas se reuniram na Assembleia Legislativa de São Paulo para exigir que seus direitos sejam respeitados. Com o tema "Regularização Fundiária Quilombola: Semear o futuro com planejamento e reparação histórica", o evento trouxe à tona a morosidade no avanço da titulação dos territórios quilombolas, um direito garantido pela Constituição de 1988, mas ainda distante da realidade.

Hoje, 36 anos após a promulgação da Constituição e no aniversário de 27 da Lei paulista nº 9.757/1997, apenas dois territórios quilombolas foram titulados integralmente em São Paulo, enquanto 54 aguardam solução. No ritmo atual, seriam necessários 150 anos para titular todas as comunidades restantes.

Esse atraso é mais do que uma questão burocrática: é uma ameaça direta ao modo de vida quilombola, que depende de suas terras para preservar sua identidade cultural e garantir direitos fundamentais, como saúde, educação, infraestrutura e justiça climática.

Colheita de inhame para distribuição de comida orgânica, produzida pelos quilombolas do Vale do Ribeira, para famílias do Jardim São Remo, favela na zona oeste de São Paulo. Manoela Meyer / ISA

Os quilombolas são guardiões de um serviço socioambiental essencial — a preservação da floresta em pé. Suas práticas e conhecimentos tradicionais são fundamentais para enfrentar as emergências climáticas que todos enfrentamos. Contudo, sem a garantia de seus territórios, esses direitos e saberes continuam sob risco.

A luta por direitos humanos é coletiva e inadiável. Reforçamos nosso compromisso de apoiar os quilombolas e outras comunidades tradicionais em suas batalhas por dignidade e justiça.

Seu apoio pode fortalecer a luta pelos direitos dos quilombolas. Apoie!

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Fernando Prioste
Instituto Socioambiental (ISA)

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sexta-feira, 13 de setembro de 2024

✊🏿 Mãe Bernadete: Legado de Inspiração, Resistência e Esperança no Quilombo Pitanga dos Palmares

Sexta, 13 de setembro de 2024


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Há muitos anos, o Quilombo de Pitanga dos Palmares lida com graves conflitos de terras, intensificados pela crescente especulação imobiliária e pela construção de projetos públicos e privados, que ameaçam sua existência.

A comunidade, no entanto, segue firme na luta por justiça e pelos direitos dos quilombolas, impulsionada pelo legado de Mãe Bernadete Pacífico, liderança quilombola e defensora dos direitos humanos que foi assassinada em casa, com 22 tiros, sendo 12 no rosto, onde cuidava dos três netos, em agosto de 2023 - mesmo estando sob proteção do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos (PPDDH).

No primeiro aniversário desta trágica perda, sua memória e sua luta se tornaram ainda mais inabaláveis, inspirando as novas gerações na defesa dos territórios quilombolas e contra a violência que ainda ameaça suas comunidades.

De acordo com um estudo da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), estamos presenciando um aumento alarmante de execuções de quilombolas, com 46 assassinatos registrados nos últimos cinco anos.

Um ano após o assassinato de Mãe Bernadete, a casa onde ela viveu, no QuilomboPitanga dos Palmares (BA), grita por justiça Ester Cezar/ISA

Celebrando a sua trajetória, foi realizado em agosto de 2024 o 7º Festival de Arte e Cultura Quilombola — Fé, Cultura e Resistência, reunindo sete comunidades quilombolas e lideranças de todo o país, com uma programação rica e intensa.

Jurandir Pacífico, filho de Mãe Bernadete, falou emocionado sobre a continuidade do legado de sua mãe:

“Esse festival retrata a história de luta, resistência e ancestralidade de Mãe Bernadete. Era tudo que ela fazia quando estava aqui entre nós, e eu tô dando continuidade a esse legado tão corajoso e maravilhoso.”

Durante o festival também foi inaugurado o Museu Rústico Mãe Bernadete, um espaço simbólico e de preservação da memória de sua luta, construído com a ajuda da comunidade. O museu também presta homenagem a seu filho, Binho do Quilombo, assassinado em 2017.

Museu Rústico de Mãe Bernadete lembra um santuário, com objetos, roupas, fotos e artigos religiosos Ester Cezar/ISA

A ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, exaltou a importância do museu:

“O museu traz a preservação da memória e da história das pessoas que lutam. Ali tem a memória do Binho, tem a memória da Mãe Bernadete e a perspectiva de que a gente não perca essas histórias.”

Walisson Braga/Conaq

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

🌎🏹 Dia Internacional dos Povos Indígenas: assista ao documentário “Nosso modo de lutar”, realizado por mulheres indígenas cineastas



Sexta, 9 de agosto de 2024
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Neste Dia Internacional dos Povos Indígenas, o ISA e a Rede Katahirine celebram a sociodiversidade indígena com o lançamento do documentário “Nosso modo de lutar”. Realizado pelas cineastas Francy Baniwa, Kerexu Martim e Vanuzia Pataxó, o vídeo enfoca os muitos modos indígenas de existir e de resistir aos ataques a seus direitos, em um dos principais espaços de mobilização da atualidade: o Acampamento Terra Livre (ATL), que chegou a sua 20º edição em 2024.


“Nós mulheres podemos perceber muitas coisas que ninguém percebe” — Vanuzia Pataxó, cineasta indígena.


A partir dos olhares e das vozes das cineastas, você é convidado a entender por que enfeites corporais, alimentos tradicionais, instrumentos musicais, cantos e danças coletivas, entre outros, não são apenas elementos para mostrar as culturas de cada povo, mas têm usos e potências próprias, capacidades de comunicação e transformação da realidade.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

✊🏽🏹Dia dos Povos Indígenas: “Sempre Estivemos Aqui”

Sexta, 19 de abril de 2024



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Hoje é dia 19 de abril, dia em que celebramos a vida, as culturas, os saberes, a pluralidade e a resistência dos Povos Indígenas!

Os povos que protegem as Florestas e o nosso futuro continuam resistindo às constantes ameaças contra seus direitos, vida e territórios.

Atualmente o “Marco Temporal”, como é conhecida a Lei 14.701/2023, é uma das mais devastadoras ações contra os direitos dos povos indígenas no Brasil.

A Lei do Marco Temporal prevê que os povos indígenas só teriam direito às terras onde estivessem fisicamente até 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição. Porém, ela ignora o histórico de violências, expulsões e remoções forçadas, colocando em risco o direito fundamental dos povos originários, que é o território.

No Dia dos Povos Indígenas de 2024, o ISA faz ecoar as vozes de nossos parceiros históricos através do grito da Apib:

“Nosso marco é ancestral. Sempre estivemos aqui.”
Indígenas acompanham o julgamento do marco temporal no STF em setembro de 2023. Carlos Moura/SCO/STF

Há 30 anos lutamos ao lado dos Povos Indígenas na defesa de seus territórios, e vamos seguir em resistência!

“Que nosso dia seja de conquistas e de reafirmação de direitos. Nossa história não começou em 1988. Nossa LUTA é contínua e de muita RESISTÊNCIA!” Joenia Wapichana.

ISA 30 Anos. Socioambiental se escreve junto.




Juliana Batista
Instituto Socioambiental - ISA


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segunda-feira, 5 de setembro de 2022

O Futuro é Indígena

Segunda, 5 de setembro de 2022

Esperança na renovação: lideranças indígenas formam a frase “o futuro é indígena”, na aldeia Xihopi, Terra Indígena Yanomami. Crédito: Christian Braga/ISA

Olá!
A homologação da Terra Indígena Yanomami, assinada em 25 de maio de 1992 após muita luta, foi celebrada durante o 3º Fórum de Lideranças Yanomami e Ye’kwana, conduzido por Davi Kopenawa, xamã e grande liderança Yanomami, com a presença de 500 participantes, entre lideranças de outras regiões do território e aliados históricos.

Depois de anos de luta dentro e fora do Brasil, em 1992 Davi apontava que a conquista do direito constitucional dos indígenas — assediados na época pela invasão de mais de 40 mil garimpeiros — não acabava ali. Era o início de um novo ciclo da luta permanente pelo direito à existência. O futuro é indígena! Quer descobrir como? Clique aqui.

Assim como há três décadas, a terra, a alma e a própria existência Yanomami estão gravemente ameaçadas pela presença do garimpo ilegal. "O Estado tem que cumprir com suas obrigações — protegendo a legalidade, os Yanomami e outros povos indígenas, expulsando o garimpo das Terras Indígenas, como ocorrido em 1992" disse Jan Jarab, representante do Escritório da ONU de Direitos Humanos para a América do Sul que esteve presente no evento.