Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 27 de maio de 2026

🌎🌿 No Dia da Mata Atlântica, conheça uma resposta quilombola à crise climática

Quarta, 27 de maio de 2026


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No Dia Nacional da Mata Atlântica, te convidamos a celebrar o Vale do Ribeira, região entre São Paulo e Paraná que abriga o maior remanescente contínuo desse bioma, hoje reduzido a cerca de 10% de sua cobertura original.

É nesse território que comunidades quilombolas, parceiras do ISA há quase 30 anos, protegem florestas, nascentes, biodiversidade e modos de vida que ajudam a regular o clima e a água. Mesmo diante de ameaças, violações de direitos e maior vulnerabilidade aos eventos extremos, essas comunidades seguem produzindo respostas concretas para a crise climática.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Você ajuda a gente a fazer história ao lado dos quilombolas. Obrigado!

Terça, 7 de outubro de 2025



Olá,

A tradicional Feira de Sementes do Vale do Ribeira ocorreu em agosto na cidade de Eldorado (SP) e foi um sucesso! Este e-mail é para compartilhar com você os bastidores para colocar na rua um evento desse porte.

Com a presença de mais de 500 pessoas, as discussões giraram em torno da educação quilombola; território, cultura alimentar e saúde; juventudes e memória; e integração entre saberes tradicionais e academia.

Tudo rodeado por apresentações culturais, reencontros, trocas de sementes e refeições fartas com alimentos direto da roça.

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Novembro Quilombola: ação coordenada do MPF busca agilizar julgamento de mais de 350 ações envolvendo direitos quilombolas

Sexta, 1º de novembro de 2024

Objetivo é mobilizar procuradores regionais da República e desembargadores para o julgamento de processos em curso nos seis TRFs do país

Arte: Comunicação/MPF
Do MPF
O Ministério Público Federal (MPF) realiza, neste mês de novembro, a ação coordenada Novembro Quilombola, que pretende acelerar o julgamento de ações relacionadas a direitos fundamentais de comunidades quilombolas do Brasil que tramitam em segundo grau de jurisdição. Para isso, fez o levantamento dos casos atualmente em curso nos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs) do país, identificando mais de 350 processos pendentes de análise.

As ações abordam questões territoriais, ambientais, previdenciárias, de acesso à saúde, educação e políticas públicas em geral, assim como o respeito à consulta prévia, prevista na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), incorporada à legislação nacional pelo Decreto nº 5.051/2004. A partir do diagnóstico, o esforço visa sensibilizar e mobilizar a Justiça para que os casos sejam incluídos nas pautas de julgamento do mês que celebra o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (20 de novembro).

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Incra reconhece terras de quilombo de mãe Bernadete

Segunda, 8 de abril de 2024
© Arte sobre foto de Walisson Braga/Conaq

Liderança baiana foi assassinada em agosto de 2023

Por Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil - Brasília - Publicado em 08/04/2024

​Quase oito meses após o assassinato da ialorixá e ex-secretária de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho na Bahia, Mãe Bernadete, e mais de seis anos depois da execução de seu filho Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, a Comunidade Pitanga dos Palmares teve suas terras reconhecidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A declaração que delimita o território quilombola foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (8).

Localizada nos municípios de Simões Filho e Candeias, na região metropolitana de Salvador, a comunidade teve reconhecida uma área que soma quase 647 hectares, onde vivem 162 pessoas, sendo150 delas declaradas quilombolas, de acordo com o Censo 2022 (IBGE).
Casa da Mãe Bernadete, liderança do Quilombo Pitanga dos Palmares, assassinada na Bahia. Foto Janaína Neri.

Embora a Comunidade Pitanga dos Palmares fosse reconhecida pela Fundação Cultural Palmares, como remanescente de quilombo desde 2004, a população que se estabeleceu ainda no século 19 na fazenda Mucambo, após resistir ao regime escravagista, enfrenta conflitos territoriais desde a década de 1940 com a criação de oleodutos para transporte de petróleo na região.

Outros empreendimentos públicos e privados instalados na região também afetaram a comunidade que se manteve ao longo dos anos de atividades sustentáveis como agricultura familiar, pesca artesanal e manejo da piaçava. Polos industriais, rodovias, ferrovias e a construção da Colônia Penal de Simões Filho atingiram drasticamente o modo de vida da população, que passou a sofrer com a especulação imobiliária.

Um primeiro Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (Rtid) das terras quilombolas foi publicado pelo Incra em 2017, e em 2020, passou por uma retificação com a identificação de novos invasores.

Violência

No dia 19 de setembro de 2017, Binho do Quilombo foi assassinado a tiros dentro de seu carro, em frente à Escola Municipal de Pitanga de Palmares. Mãe Bernardete foi executada também a tiros, quase seis anos depois, na noite de 17 de agosto de 2023.

O filho de Mãe Bernardete, Jurandir Wellington Pacífico, atribui as mortes do irmão e a da mãe aos interessados na posse do território tradicionalmente ocupado pelos quilombolas.

Edição: Aécio Amado

sexta-feira, 4 de março de 2022

Comunidades quilombolas contaminadas por agrotóxicos lutam pela preservação da ancestralidade

Sexta, 4 de março de 2022

As comunidades de Chumbo e Jejum se encontram no município dePoconé, no estado do Mato Grosso - Rafael Oliveira



Pesquisa realizada encontrou oito tipos de agrotóxicos nas águas que abastecem as comunidades

Por Rafael Oliveira*

Há quase um ano, em março de 2021, uma estranha tempestade de poeira invadiu as comunidades quilombolas Chumbo e Jejum, em Poconé (MT), município pantaneiro localizado a 100 km da capital Cuiabá. Nos dias seguintes a esse episódio, dezenas de pessoas - entre elas crianças, mulheres grávidas e idosos - começaram a sentir alguns sintomas, como forte irritação na pele, náuseas, dor de cabeça e nos olhos.

O que aquelas pessoas estavam sentindo, inicialmente, poderia ser confundido com enfermidades triviais, como enxaqueca ou resfriado, mas, na verdade, era intoxicação por agrotóxicos. "As famílias das comunidades Chumbo e Jejum estão cercadas pelos latifúndios de soja e pecuária, que a cada ano vão invadindo mais seus territórios. O fazendeiro aplicou o veneno na soja, passou uns três dias e foi fazer a colheita. A partir desse manejo e com a força do vento, o resíduo daquela poeira envenenada contaminou as famílias", relata Francileia Paula, engenheira agrônoma e educadora da ONG Fase (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional) no Mato Grosso.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

MPF apura desmatamento ilegal em território quilombola no município de Cavalcante (GO)

Sexta, 12 de junho de 2020
Quase mil hectares do território quilombola Sítio Histórico do Patrimônio Cultural Kalunga, em Cavalcante (GO), foi desmatado
Arte retangular sobre a foto de uma mão de pessoa preta segurando flores sempre viva. está escrito à direita comunidades tradicionais na cor bege
Arte: Secom/PGR

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, na última segunda-feira (8), Notícia de Fato (NF) para apurar desmatamento ilegal de cerca de mil hectares do território quilombola denominado Sítio Histórico do Patrimônio Cultural Kalunga, em Cavalcante (GO). A NF foi aberta a partir de notícias veiculadas na imprensa acerca da operação desencadeada, no último 4 de junho, pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Goiás (Semad) e Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), quando se identificou o crime ambiental.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Justiça mantém procedimento para demarcação do Território Quilombola de Mesquita, em Cidade Ocidental (Goiás)

Sexta, 21 de setembro de 2018
Do MPF
TRF1 negou apelação que alegava supostas ilegalidades no processo
Foto da mão de uma pessoa negra sobre um suplá
Arte: Secom/PGR
A 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu, na quarta-feira (12), manter a tramitação do procedimento administrativo que visa a demarcação do Território Quilombola de Mesquita, na Cidade Ocidental (GO). Na apelação que foi negada, a suposta proprietária do imóvel sustentava ilegalidades no processo conduzido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Para o Ministério Público Federal (MPF), as alegações não tinham fundamento.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Índios e quilombolas protestam por cortes em bolsas de estudos em universidades

Quarta, 20 de junho de 2018
Estudantes, indígenas e quilombolas de todo o Brasil fazem manifestação em frente ao Palácio do Planalto para reivindicar políticas públicas de acesso ao ensino superior./Antonio Cruz/Agência Brasil

Por Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil
Um grupo de indígenas e quilombolas fez um protesto hoje (19) em frente ao Palácio do Planalto contra cortes à assistência estudantil e pela garantia permanente de liberação de bolsas universitárias. Classificando a demora na concessão da bolsa permanência, que para 2018 só foi autorizada na semana passada, cerca de 150 jovens de diferentes etnias se revezaram em danças típicas e cantos de protesto.