Da Ponte
10/07/20 por Caê Vasconcelos
Se preferir, clique aqui e vá direto à fonte
Fernando Reinach, pesquisador do Monitoramento Covid-19 na cidade de São Paulo, detalha a relação da “imunidade de rebanho”, desigualdade social e racismo
Favela de Paraisópolis criou métodos próprios para se proteger do coronavírus | Foto: Gui Christ/National Geographic
Uma pessoa negra tem 2,5 vezes mais chances de ter contraído o coronavírus no município de São Paulo. É o que aponta o Monitoramento Covid-19, do Projeto SoroEpi MSP, feito pela parceria do Instituto Semeia, Grupo Fleury, IBOPE Inteligência e Todos pela Saúde.
O estudo foi realizado entre 15 e 24 de junho de 2020 em domicílios paulistanos e analisou 1.183 amostras de sangue. Além disso, os pesquisadores colheram informações pessoais como raça, renda familiar e gênero da população. A atuação dos pesquisadores foi dividida em duas: nas áreas ricas e nas áreas periféricas da cidade.
Um dos elementos que o estudo revela é que a “imunidade de rebanho” vai proteger os mais ricos em detrimento de mais mortes e contágio entre os pobres. Esse é um conceito de epidemiologia que mostra que o vírus vai se espalhar enquanto ele acha pessoas para se espalhar, como explica o biólogo Fernando Reinach, um dos pesquisadores do projeto.

