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(Millôr Fernandes)
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domingo, 15 de março de 2020

Há dois anos, Marielle Franco morreu. Na periferia de SP, vive e inspira luta

Domingo, 15 de março de 2020
Da
PONTE
https://ponte.org/

14/03/20 por Paloma Vasconcelos e Sérgio Silva

Ato simbólico reúne defensores de direitos humanos na zona sul de SP para homenagear vereadora assassinada há exatos dois anos

Retrato de Marielle Franco tem um lugar especial na Paróquia Santos Mártires: ao lado de outros ativistas de direitos humanos, como Chico Mendes e Frei Tito | Foto: Sérgio Silva/Ponte Jornalismo

Construção coletiva e resistência. Foram as palavras de ordem da manhã deste 14 de março de 2020 na Paróquia Santos Mártires, localizada no Jardim Ângela, periferia da zona sul da cidade de São Paulo, no encontro em homenagem à vereadora Marielle Franco, executada há exatos dois anos no centro da cidade do Rio de Janeiro. Além de Marielle, o motorista Anderson Gomes também morreu no atentado.

As semelhanças com a trajetória de Marielle fizeram daquele encontro um espaço potente para discutir a segurança pública nas periferias. Marielle, que era católica, com forte presença na igreja, se sentiria em casa ali naquele espaço que mantém, há 5 anos, o cursinho popular pré-vestibular Ubuntu.

Encontro buscou dialogar sobre alternativas para segurança pública, além de homenagear Marielle Franco | Foto: Sérgio Silva/Ponte Jornalismo

Ubuntu, filosofia africana que significa “Eu sou porque nós somos”, frase dita em inúmeras ocasiões pela vereadora carioca, é o nome desse cursinho, bem parecido com o cursinho que Marielle participou e, posteriormente, coordenou no complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, onde nasceu e cresceu. O cursinho Ubuntu também tem como espaço um território periférico.

Foi nesse contexto que defensores de direitos humanos e moradores do Jardim Ângela se reuniram por mais de 3 horas na manhã deste sábado (14/3) para discutir alternativas para uma segurança pública sem genocídio da população preta e pobre, assim como defendia Marielle, no evento intitulado “Marielle vive, nós também! Qual segurança temos? Qual segurança queremos?”