Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 1 de julho de 2013

TCU aponta falhas nos controles internos de hospitais universitários

Segunda, 1 de julho de 2013
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

Os controles internos dos Hospitais Universitários Federais (HUs) não asseguram a imprescindível segurança, economicidade e lisura na consecução de suas competências, com potencial prejuízo à proteção dos recursos, bens e ativos públicos contra o desperdício, a perda, o mau uso, o dano ou a apropriação indevida. Essa é a conclusão do Tribunal de Contas da União (TCU) na consolidação de 23 auditorias realizadas nessas entidades pelo país.

Os HUs são entidades públicas, vinculadas às universidades federais, subordinando-se diretamente a seus reitores. Segundo o portal do Ministério da Educação, a Secretaria de Educação Superior (Sesu) tem por competência, dentre outras, a manutenção, supervisão e desenvolvimento das instituições públicas federais de ensino superior (Ifes) e o estabelecimento de políticas de gestão para esses hospitais.
Leia a íntegra no Contas Abertas

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Todos os hospitais universitários fiscalizados pelo TCU apresentam irregularidades

Quinta, 23 de maio de 2013
Marina Dutra
Do Contas Abertas

Em março do ano passado, o programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou como funcionava um esquema para fraudar licitações de saúde pública, feito entre empresas fornecedoras e funcionários do Hospital Pediátrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Após a reportagem, o TCU decidiu realizar auditoria em 24 hospitais universitários distribuídos por 19 estados. Todos os 21 hospitais fiscalizados até agora apresentam irregularidades. Os problemas mais comuns são falta de pessoal, ausência de capacitação para funcionários que lidam com contratações e fraudes com licitações.

Para a auditoria, o TCU adotou como paradigma o modelo estrutural desenvolvido pelo Committe of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission, conhecido como Coso, que delineia as características essenciais de um eficaz sistema de controle interno. Tais características são sintetizadas pela “fixação de objetivos, objetos de controle e meios para o atingimento dos objetivos”.

Na avaliação dos hospitais universitários, considerando que o objeto do controle como a área de licitação e contrato, foram selecionados para verificação os seguintes componentes dos meios para o atendimento dos objetivos: ambiente interno, naquilo que impacta a área de licitações e contratos; e atividades de controle, abrangendo as categorias de objetivos operacionais e de conformidade relacionados aos processos da área avaliada.

Antes de partir para a análise do ambiente interno, o TCU constatou que os 21 hospitais avaliados não possuem auditoria interna própria, sendo que amostras de seus processos de compras são incluídas em trabalhos realizados pela auditoria interna da universidade a que estão ligados. Leia a íntegra no Contas Abertas

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Governo Dilma vai gastar R$82 milhões na reestruturação de hospitais universitários; valor é inferior a 3,3% dos gastos diários com a dívida

Segunda, 22 de outubro de 2012
Foi publicada hoje no Diário Oficial da União portaria do Ministério da Educação autorizando a liberação, em 2012, de R$82 milhões para a reestruturação de 44 hospitais universitários. Valores insignificantes se comparados aos dois bilhões e 500 milhões diários gastos com a dívida.

Esses R$82 milhões correspondem tão somente a 47 minutos de pagamento da dívida.

E ainda dizem que o problema da dívida deve continuar intocável, nem mesmo ser realizada a auditoria determinada pelo constituinte de 2008.

É ou não o Brasil o paraíso da banqueirada? Claro que é.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Perdemos primeira batalha. Luta continua para salvar Hospitais Universitários da privatização

Sexta, 23 de setembro de 2011
Da Fasubra
Mesmo diante de todos os protestos, mobilizações em todos os estados que possuem HU´s, intervenção de deputados, atos públicos, e nem mesmo apelar para o bom senso e compromisso social de deputados federais foram suficientes para barrar o PL 1749/2011 na Câmara dos Deputados na noite do dia 20 de setembro.
Depois de mais de oito meses de luta contra a privatização dos HUs, as manobras do Governo Federal junto aos deputados surtiram o efeito que os técnico-administrativos em educação tanto combateram e, por 240 votos a favor e 112 contra, a Câmara aprovou o substitutivo do Deputado Danilo Forte ao PL 1749/2001, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH.

O processo de votação começou na Comissão Especial que avaliou o relatório sob intensas críticas e manifestações de integrantes da categoria que foram impedidos pela segurança daquela casa, de adentrar ao plenário da comissão.

A categoria ficou fora do Plenário 9, no corredor que dá acesso às comissões, cercada por seguranças da Polícia Legislativa que tinha a missão de evitar a obstrução da votação pela categoria, como ocorreu na semana passada, e no dia 31 de agosto quando a direção FASUBRA e membros do Comando Nacional de Greve inviabilizaram as reuniões da comissão, forçando o adiamento da votação.

Do lado de fora da Câmara, mais manifestantes tentavam burlar a segurança para entrar naquela Casa Legislativa, sem, no entanto, obter resultado. A ordem era de impedir qualquer protesto que prejudicasse a votação tanto na Comissão, quanto no Plenário da Câmara onde a matéria estava na ordem do dia. A estratégia utilizada pelo presidente da Comissão Especial, deputado Rogério Carvalho, deu certo, e às 16h17, foi aprovado o relatório na Comissão, que posteriormente o enviou ao Plenário, ou seja, a ordem do governo era votar a matéria e criar a empresa a qualquer custo.

Nem assim a categoria se deu por vencida e permaneceu na Câmara, até o início da sessão ordinária onde o pleno votaria a matéria, em mais uma tentativa de convencer os deputados federais de que os HU’s são patrimônio da sociedade e fundamental para que o elo entre ensino/pesquisa/extensão, autonomia universitária e assistência à saúde fosse mantido.

Alternativa – Agora a opção que resta aos trabalhadores (as) é direcionar a pressão aos senadores da República, que vão atuar na revisão do PL, como estabelece o regimento do Congresso Nacional, sem esquecer de fazer amplas denúncias em todo o Brasil dos deputados que entregaram HUs à iniciativa privada.

MP e PL – A iniciativa de criação da EBSERH surgiu com o presidente Lula através da MP 520/2010, mas felizmente não surtiu efeito prático. Depois veio o PL 1749/2011, ambas ações do Governo Federal tentaram se ajustar às recomendações do Tribunal de Contas da União feitas em 2008, à época o TCU exigiu do governo a regularização da situação trabalhista de mais de 26 mil trabalhadores que atuam nas fundações de apoio das universidades, ou seja, o governo encontrou o atalho mais fácil, desvincular os HUs das universidades e se desobrigar dos investimentos à educação e a saúde públicas, sob pena de severos prejuízos à população usuária dessas unidades hospitalares.

Um dos piores vértices da EBSERH, que inaugura o processo de privatização nos HUs, é a possibilidade de contratação de pessoal celetista, portanto fora do regime jurídico único dos servidores públicos, fato que a FASUBRA vem combatendo por defender concurso público nos moldes do regime jurídico.

Segundo o PL, os atuais 53 mil trabalhadores técnico-administrativos que atuam nos hospitais universitários deverão ser cedidos à EBSERH, preservando, em princípio os direitos e vantagens que ora possuem. Já o pessoal contratado irregularmente poderá ser recontratado pela EBSERH temporariamente e por um prazo máximo de 5 anos, período em que deverão ser realizados concursos públicos de provas e títulos para contratação de novos empregados públicos, em regime celetista.

A sociedade brasileira perdeu duramente a primeira batalha, mas no que depender da FASUBRA Sindical e de todos os sindicatos filiados, continuaremos lutando na perspectiva de conseguirmos salvar os HUs das garras da privatização.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Câmara aprova criação de empresa para gerir hospitais universitários. Deputados apontam privatização e Psol ameaça ir à Justiça

Terça, 20 de setembro de 2011
Da Agência Câmara de Notícias

A possibilidade de privatização da gestão dos hospitais universitários foi a principal questão levantada pelos deputados durante a discussão do Projeto de Lei 1749/11, do Poder Executivo, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Apesar de o relator do texto, deputado Danilo Forte (PMDB-CE), ter garantido que o projeto não vai privatizar esses hospitais e que as universidades vão manter a influência sobre as instituições, o Psol alertou que pode ir à Justiça para questionar a constitucionalidade da proposta.

“A Constituição determina que o ensino, a pesquisa e a extensão são indissociáveis. Também dá autonomia de gestão administrativa, financeira, científica e patrimonial às universidades. Essa empresa vai contra a autonomia, na medida em que permite a criação de subsidiárias, como no setor privado”, afirmou o líder do Psol, Chico Alencar (RJ).

A proposta já foi aprovada em maio pela Câmara na forma da Medida Provisória 520/10, objeto de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) proposta pelo Psol.

Danilo Forte garantiu que alterou o texto exatamente para garantir o caráter 100% público da Ebserh. “Acredito que, ou eu não fui bem claro, ou não leram o substitutivo, porque tive preocupação de tomar as medidas necessárias para evitar qualquer margem de possibilidade em relação à privatização”, disse o relator diante das críticas.

Principal interlocutora do grupo contrário à criação da empresa, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) avalia que o governo vai abrir vagas nos hospitais universitários com a nova empresa, mas pode comprometer a formação dos alunos com a diminuição do investimento em pesquisa e extensão.

“Você acha que uma empresa privada vai colocar recursos em pesquisa? Ela vai colocar recursos para aumentar o volume da assistência e ser remunerada por isso pela Ebserh. Nós seremos rotativos, produtivos, mas o vínculo com a academia estará cada vez mais tênue. Esse é o nosso temor”, disse.

Pessoal
 O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) criticou o fato de a empresa dividir os funcionários dos hospitais em dois grupos díspares: empregados contratados pela Ebserh pelo regime celetista e servidores concursados dos hospitais universitários. “Se há recursos para financiar essa empresa pública, por que não aplicar diretamente nos hospitais universitários, em concursos públicos, para que elas sejam adequadamente tratadas e não criar uma confusão e trazer dualidade entre CLT e estatutário, quando o melhor seria um só regime?”, questionou.


Para o relator, no entanto, a proposta vai beneficiar cerca de 26 mil funcionários de hospitais universitários contratados de maneira precária. “Esse é o melhor remédio para que esses servidores comecem a ter garantias e possam buscar aproveitamento dentro de um contexto de regularidade fiscal”, opinou.