Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Caos total no Hospital Getúlio Vargas de Recife. Vídeo e fotos mostram o que parece mais um hospital de guerra sob bombardeio

Quarta, 23 de janeiro de 2019

O vídeo acima mostra o caos no Hospital Getúlio Vargas, em Recife, Pernambuco. Gravado por Joaquim Dantas, do Blog do Arretadinho (DF) e editado (desfocando algumas imagens, para preservar pessoas, e retirando ruídos) por Paulo Tavares do Portal DFemFoco. Vídeo da madrugada, por volta das 2 horas, do dia 23 de janeiro de 2019.

A seguir, ouça o áudio do relato feito por Joaquim Dantas, o blogueiro de Brasília, a respeito do caos absoluto no Hospital Getúlio Vargas.


Abaixo, imagens chocantes com o "tratamento" dado ao brasileiro-cidadão-contribuinte no Hospital Getulio Vargas, Recife. Imagens dos dias 22 e 23 de janeiro de 2019, feitas por Joaquim Dantas, editor do Blog do Arretadinho, um blog de Brasília.







As duas imagens logo abaixo não mostram pessoas em situação de rua, mas acompanhantes de pacientes no Hospital Getúlio Vargas, em Recife, capital de Pernambuco. Falta espaço dentro do hospital para os acompanhantes de pacientes.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Faltam mais de 3 mil leitos de UTI neonatal no país, diz sociedade de pediatria

Quinta, 5 de abril de 2018
Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
Lucilene Guimarães Moreira, 22 anos, mãe de Cauane Vitória, que nasceu com microcefalia e precisou passar os primeiros meses de vida na UTI neonatal
Departamento Científico de Neonatologia da SBP estima que a proporção ideal de leitos de UTI neonatal é de no mínimo quatro para cada grupo de mil nascidos vivos - Imagem/TV Brasil
Levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostra que o país tem um déficit de 3.305 leitos de unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) específicos para o acolhimento de crianças que nasceram antes de 37 semanas e que apresentam quadros clínicos graves ou que necessitam de observação. Segundo a entidade, no Brasil nascem quase 40 prematuros por hora, ou mais de 900 por dia.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Pesquisa: 76% dos hospitais não têm condições de atender pacientes com AVC

Segunda, 31 de julho de 2017
Débora Brito - Repórter da Agência Brasil
EBC
Estudo indica que muitos hospitais públicos não têm 
estrutura para atender pacientes com Acidente
Vascular CerebralAgência Brasil
Uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina (CFM) com médicos neurologistas e neurocirurgiões de todo o Brasil indica que 76% dos hospitais públicos onde eles trabalham não apresentam condições adequadas para atender casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Apenas 3% dos serviços avaliados pelos médicos têm estrutura classificada como muito adequada e 21% como adequada, de acordo com estudo divulgado hoje (31).

O CFM ouviu 501 médicos que trabalham em serviços de urgência e emergência de unidades de saúde pública de todo o país. Eles responderam a um questionário sobre a situação do atendimento a pacientes com AVC, considerando critérios como o acesso exames de imagem em até 15 minutos, disponibilidade de leitos e medicamentos específicos, triagem dos pacientes identificados com AVC de forma imediata, capacidade numérica e técnica da equipe médica especializada e  qualidade das instalações disponíveis, entre outros pontos baseados em parâmetros internacionais e nacionais de atendimento ao AVC.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Conselho Regional de Medicina pede intervenção federal na saúde

Sexta, 28 de outubro de 2016
Isabela Vieira – da Agência Brasil
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) pediu hoje (28) a intervenção do governo federal na saúde do estado. O déficit no setor chega a R$ 2,5 bilhões e ameaça fechar hospitais na capital e no interior e paralisar o atendimento.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Contagem regressiva para a GREVE na Saúde do DF

Segunda, 26 de setembro de 2016
Do Sindat-DF
Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Enfermagem do DF 
Por Ana Comarú

A direção do Sindate-DF diante da falta de confiança na promessa do Governo dos pagamentos dos reajustes e da incorporação da GATA, realizou na manhã desta sexta-feira (26/09), a Assembleia Geral Extraordinária para colocar em votação e discussão, a incorporação da gratificação, a redução da carga horária e a greve que virá, caso, a promessa de pagamento do governo não se cumpra.


Segundo o Presidente do Sindate-DF João Cardoso, o sindicato precisa de uma garantia de pagamento. “Não concordamos em esperar até o dia 16 de outubro. Queremos nos encontrar com o governador até o dia 6, por enquanto Rollemberg não nos respondeu” informa Cardoso.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A Saúde em XEQUE. Ou seria melhor dizer em CHEQUE?

Quinta,18 de agosto de 2016
Do Blogue Náufrago da Utopia
Por Vinícius Torres Freire




ACESSO A PLANO DE SAÚDE DESPENCA; SAÚDE PÚBLICA SOFRE COM CRISE E MINISTRO SINISTRO

Quanto menos emprego formal, com carteira assinada, menos gente tem plano de saúde. Mais pessoas passam a recorrer à saúde pública. Óbvio.

O descalabro administrativo quase geral e a queda da receita de impostos limitam ao mínimo obrigatório, se tanto, os recursos para o SUS. O desemprego ainda deve aumentar pelo menos até o fim de 2017. A aguda crise fiscal vai durar ainda uns três anos, para ser otimista.

Desde dezembro de 2014, começo da fase horrenda da recessão, o número de empregos formais no país diminuiu 2,07 milhões. O número de beneficiários de planos privados de assistência médica baixou 1,91 milhão.



O número de empregos formais e de segurados que têm planos de saúde por meio de empresas é muito parecido (39,2 milhões e 38,6 milhões, respectivamente). Outras tantas pessoas ficam descobertas também por não poderem pagar seus planos particulares, por desemprego ou quebra de seus pequenos negócios. Óbvio.

O prognóstico é, pois, de desgraça. Óbvio.

terça-feira, 14 de junho de 2016

E o governo do 'socialista' Rollemberg ainda quer OSs atrapalhando a saúde do DF. MP apura repasse de R$ 5 milhões para OS gerir Credeq ainda fechado, em Goiás

Terça, 14 de junho de 2016
Do SindSaúde / DF
MP apura repasse de R$ 5 milhões para OS gerir Credeq ainda fechado, em Goiás

MP apura repasse de R$ 5 milhões para OS gerir Credeq ainda fechado, em Goiás

Por SindSaúde DF 
Cessão começou a ser feito em 2014, quando unidade deveria ser inaugurada. Promotor diz que caso é 'aberração'; Secretaria de Saúde questiona valor.

Assista aqui a reportagem.

sábado, 4 de junho de 2016

Rede de Médicas e Médicos Populares/DF adverte: Organizações Sociais na gestão fazem mal à saúde!!!

Sábado, 4 de junho de 2016
A Rede de Médicas e Médicos Populares - DF vê com preocupação a proposta de terceirização da administração dos serviços de saúde no DF por meio de organizações sociais (OSs), apresentada pelo governo Rollemberg de forma intempestiva e simplificadora como a ponte para “resolução” dos problemas organizativos, gerenciais e assistenciais que atrapalham o Sistema Único de Saúde no Distrito Federal.

A situação da saúde pública no DF vem em franca degradação ao longo dos últimos 18 anos, numa percepção visível e sentida no dia a dia da população das diversas cidades e regiões desta unidade da federação. Essa situação é causada por claros problemas:

- a má utilização de recursos do Fundo Constitucional para o financiamento da saúde;

- a indefinição de um modelo de atenção que valorize as pessoas e suas necessidades de saúde;

- a frágil integração do sistema de saúde do DF ao que é preconizado pelo texto constitucional brasileiro, onde “A Saúde é Direito de Todos e Todas e Dever do Estado”;

- o modelo de gestão historicamente constituído no DF que valoriza uma visão de negócio (e quem ganha neste negócio ???) para lidar com a saúde, o que cria distorções gerenciais, corporativas, de financiamento e compensatórias, e que colocam em segundo plano o direito de saúde das pessoas – especialmente daquelas que mais precisam.

No Distrito Federal, criou-se um modelo de atenção onde barreiras de acesso às pessoas foram construídas pela má distribuição e diversificação de serviços; e pela insuficiência na implantação de unidades de saúde - em acompanhamento ao ritmo em que se deu o crescimento demográfico e a migração dos setores médios da sociedade e das classes populares, que foram morar em novos e distantes lugares em seu território. Os problemas se avolumaram em mais de uma década, e o poder público foi incapaz de dar respostas a estas demandas. O resultado disso é a sensação de que os cidadãos não são acolhidos pelo sistema de saúde da cidade. Em compensação, o empresariado da saúde, as empresas de insumos, equipamentos, hospitais e serviços privados de saúde expandiram seus lucros em ritmo incrível, aproveitando-se do potencial do DF como mercado consumidor, através de subsídios ou de compra direta de serviços privados de saúde por parte do poder público.

Diversas experiências pelo país demonstram que a implantação de OSs como substitutas da administração direta traz vários impasses a médio e longo prazo, como:

MAIORES GASTOS COM SERVIÇOS – de todo recurso captado pelas OSs, cerca de 10 a 20 % o são como “taxas administrativas” para estas organizações. Estes recursos gozam de pouca transparência, e consomem parte dos aumentos orçamentários voltados à saúde, não sendo convertidos em investimentos, que continuam na conta do poder público;

APROFUNDAMENTO DAS BARREIRAS DE ACESSO A SERVIÇOS DE SAÚDE – para justificarem uma imagem de “mais com menos” e agregar parte dos recursos em “taxas administrativas”, as OSs criam artifícios para reduzirem o acesso das pessoas aos serviços, em relação ao que era esperado pela dimensão do investimento. Ou seja, programam uma quantidade de atendimentos/mês. Para não ultrapassar esta estimativa, regulam o acesso das pessoas aos serviços, como se a questão do adoecimento, de saúde e da necessidade das pessoas fosse mero “cálculo matemático”. Atendem em “conta-gotas”, e tentam vender a imagem de que acabaram com as filas. Mas, na verdade, acabam por jogar a “pressão assistencial” para serviços que não são administrados pelas OSs. E se incorporam todos os serviços de uma cidade ou estado, jogam parte considerável da demanda de atendimentos “para debaixo do tapete”. As OSs aprofundam o modelo de negócio enquanto gestão de saúde, e assim aprimoram as barreiras de acesso, mesmo quando se implantam novos serviços;

PRECARIZAÇÃO DO TRABALHADOR DA SAÚDE : as OSs fragilizam a aquisição de uma força de trabalho mais qualificada para os serviços de saúde, e impõem um ritmo de trabalho que geralmente leva ao adoecimento de muitos trabalhadores de saúde. Em outras experiências pelo país, muitos são os relatos de profissionais que duram somente dois anos à frente dos seus postos de trabalho, o que fragiliza o processo de ganho de expertise por parte dos serviços, e a incorporação de um corpo profissional permanente que possa fortalecer a assistência, com dedicação.

NÃO CONSTITUI ALTERNATIVA À LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E DE COMPRAS E LICITAÇÕES NA ESFERA PÚBLICA- muitos gestores passam a falsa informação de que o regime de OSs seria mais eficaz por permitir o gasto de mais de 60% do orçamento da saúde com contratação de pessoal e dispensar regimes de licitação em compras. Esta compreensão é incorreta, conforme argumento já apresentado pelo próprio Ministério Público do DF, que é contra a implantação desta proposta e que deixa claro que os recursos, procedimentos e contratação das OSs devem seguir as legislações da esfera pública. Ou seja, a superação desta problemática transcende à implantação destas organizações. A superação da Lei de Responsabilidade Fiscal pelas OSs é uma falácia utilizada para ludibriar o cidadão e o Poder Legislativo, por parte de governantes que querem outorgar estas medidas.

CAIXA 2 EM CAMPANHAS ELEITORAIS – diante das limitações impostas pela legislação eleitoral, que impede o financiamento de campanhas eleitorais por parte de empresas, mas não de organizações “sem fins lucrativos” (como é o caso das OSs), estas estariam livres para doação em campanhas. Assim, o sistema de OSs pode abrir brecha perigosa para legalização de desvios de dinheiro público destinados à saúde para campanhas eleitorais, ou mesmo de contratação com dinheiro público de “apadrinhados políticos” e “cabos eleitorais”, como ocorreu em um passado remoto, com o “Instituto Candango de Solidariedade”.

Por todos estes argumentos, convocamos os profissionais de saúde e a população a resistirem a estes processos que são falsamente apresentados como a “panacéia”, a solução de todos os problemas de saúde de uma cidade ou estado. Já tivemos em Brasília experiências de OSs, como a Real Sociedade Espanhola de Beneficência (no Hospital Regional de Santa Maria) e a Fundação Zerbini (no antigo Incor), que foram desastrosos. Mesmo casos “bem sucedidos”, como o Hospital da Criança e a Rede Sarah Kubitscheck, apesar da inquestionável qualidade de seus serviços, não têm livre demanda em atendimento – a Rede Sarah seleciona os casos a serem atendidos, não atendendo, por exemplo, as urgências médicas, ou a Fundação Zerbini ou o Hospital da Criança, que só atendem pacientes referenciados, empurrando o restante dos usuários para a Rede Pública não terceirizada, como o Hospital de Base ou hospitais regionais, como o HMIB, agravando a dificuldade desses estabelecimentos. Esta distorção permite uma propaganda de “eficácia”, quando na verdade o que ocorre são restrições à utilização da capacidade estrutural dos serviços administrados pelas O.S.

Não vamos aceitar mais este Golpe !!!

OSs – ESTOU FORA DESTA !!!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

TJDF determina que DF nomeie 50 aprovados para o cargo de fonoaudiólogo

Quarta, 1º de junho de 2016
Do TJDF
O juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal julgou procedente o pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, e determinou que o Distrito Federal nomeie e dê posse para 50 candidatos aprovados no concurso público de especialista em saúde – fonoaudiologia, no prazo de 60 dias, sob pena de multa diária de 5 mil reais.

O MPDFT ajuizou ação civil pública no intuito de assegurar que os candidatos aprovados no referido concurso, cuja o prazo de validade expirava em 8/9/2015, pudessem ter o direito de nomeação e posse efetivados, em razão da necessidade de profissionais nos quadros da Saúde do DF. Segundo o MPDFT, o resultado final do certame foi publicado em novembro de 2011 e foram aprovados 208 candidatos para a especialidade fonoaudiologia. Contudo, apesar da necessidade de 500 profissionais para atender a rede pública, apenas 69 aprovados foram nomeados no primeiro momento, e durante todo o ano de 2013 somente mais 9 foram chamados. Para evitar que o certame perdesse sua validade, o MPDFT fez pedido de antecipação de tutela, que foi deferido, e suspendeu o prazo do concurso até o final do processo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Uma história para contar. E uma vida que se foi talvez por ineficácia, desídia, dos governantes

Quinta, 11 de fevereiro de 2016
Cada um tem sua história pra contar e hoje do outro lado, não como médica e sim como amiga de paciente, ouvi, vivi e senti a falta de Saúde Pública no DF. Meu amigo, Zé Beni, passou mal em casa. A família o levou à UPA de Ceilândia, não tinha médico. Como o caso era grave, correram para o HRAN. Não haviam clínicos de plantão e foram informados que no plantão apenas cirurgiões atendiam. Lembraram-se do HUB. Ali foram atendidos, com todas as dificuldades que o hospital tem. Está em estado gravíssimo. Neste período teve quatro paradas cardíacas. Falar o que? O sistema atual, tal como é gerenciado faliu. Não é o SUS que não funciona. O que não funciona é a ausência de uma política com planejamento, falta de recursos financeiros e humano e a incapacidade de gestores. Como disse o vice-governador, que também é gestor, não há responsabilidade de ações de quem administra. Diante de tudo isso, esperamos que Zé Beni se salve, que à despeito da precariedade, o HUB teve de sobra no seu atendimento a humanização. Os seus residentes e dra. Danielle (staff) estão de parabéns! (Maninha, no dia 7 de fevereiro, às 9h51, no Facebook. Ela é ex-deputada distrital e federal e ex-secretária de Saúde do DF)
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Do Blog gama.net, às 21h07 do mesmo dia 7 de fevereiro:

Morre José Beni, ex-presidente do Ceilândia





Foto: Clube do Esporte



O futebol de Brasília está de luto. Morreu no início da noite deste domingo José Beni, ex-presidente do Ceilândia Esporte Clube. O dirigente foi vítima de infarte do miocárdio e tinha apenas 56 anos.



José Beni Monteiro foi um dos responsáveis pelo resgate o futebol do Ceilândia Esporte Clube. Dezenove anos após sua fundação em 1978, o Ceilândia estava abandonado e Beni ao lado de Aridelson de Almeida estruturaram o gato preto que o transformou na terceira força do futebol local. Com José Beni o Ceilândia faturou os dois títulos candangos que possui. A data do enterro ainda não foi divulgada.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

SUS: “Brasil nunca investiu para viabilizar plenamente o acesso à saúde”. Entrevista especial com Gerson Salvador de Oliveira e Pedro Carneiro

Terça, 24 de novembro de 2015

“O poder de lobby das empresas de saúde tem se intensificado e a representação no parlamento de defensores do sistema Único de Saúde tem diminuído

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Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos
“O Brasil, até o ano passado, era a sétima economia do mundo e o 72º em investimento em saúde. Não há gestão eficiente que seja capaz de entregar serviços de excelência sem o financiamento adequado”, afirmam os médicos.
Foto: prsouza.wordpress.com
“O setor privado conta com quase 60% do que é gasto anualmente em saúde para dar conta da assistência de cerca de 25% da população, enquanto o pouco mais de 40% de recursos restantes deve dar conta da assistência dos demais 3/4 em situações ordinárias, além de atender os que têm planos de saúde em tratamentos que os planos se isentam de cobrir”, dizem Gerson Salvador de Oliveira e Pedro Carneiro à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail.
 
Segundo os médicos, o estímulo do Estado brasileiro ao setor privado de saúde ocorre desde meados da década de 1960, via incentivos fiscais. “Até hoje incentiva, através de desconto no imposto de renda de despesas com saúde e isenção de impostos de serviços classificados como filantrópicos, entre eles os muitos dos principais hospitais particulares do país. Parte deste incentivo se deu com objetivo de utilizar os serviços de uma rede já instalada, mas sua intensificação tem a ver com o financiamento de campanhas para os legislativos e executivos”, afirmam.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Samba do caos na saúde pública do DF. E do restante do Brasil também

Sexta, 28 de agosto de 2015
"Reportagem" rodando por aí pelo WhatsApp e Youtube
Igualzinho à realidade, não?

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Saúde no DF é diagnosticada como em estado terminal

Sexta, 10 de julho de 2015
Resultado de imagem para charge saúde
O governador Rodrigo Rollemberg recebeu ontem (9/7) do Ministério da Saúde um diagnóstico sobre a saúde no DF. O diagnóstico ainda não foi divulgado, mas se especula o que foi registrado na ficha do doente. O mesmo diagnóstico assinalado na ficha de internação da saúde pública no governo federal:
  1. Depois de doença crônica ter debilitado os dois organismos (o distrital e o federal) da saúde, males outros atacaram os corpos, inclusive uma infecção generalizada por superbactérias.
  2. Há uma metástase do câncer, que já atingiu órgãos vitais, como o fígado, rins, estômago, pâncreas, pulmões, coração, visão e...os cérebros da saúde do DF e do governo Federal. Especialmente os cérebros. Há um quadro de vida vegetativa, e só não usam aparelhos porque aparelhos não há. Estão, os dois sistemas de saúde pública, ‘internados’ em cima de uma maca em corredores de hospitais. 
  3. Com o pulmão comprometido,  os corpos já quase não respiram; os corações dos dois estão fraquinhos, quase parando. A visão escureceu, e nada além de dois palmos da ponta do nariz é enxergado. Os rins já não filtram o sangue, deixando envenenados e desprotegidos os demais órgãos desses corpos quase mortos.
  4. Chamar o Samu? Pra quê, se não haverá médicos, remédios, equipamentos, macas, gerentes, nas unidade de saúde?
E, assim, em breve teremos o enterro desses dois doentes terminais abandonados pelos governantes. E nem autopsia será necessário fazer. As causas já são velhas conhecidas.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Governos de Aécio Neves/Anastasia: Mais de R$ 14 bilhões deixaram de ser aplicados na saúde do estado de Minas de 2003 a 2012; MPF entrou com ação civil pública

Quinta, 25 de junho de 2015
Aécio Neves (PSDB) foi governador de Minas Gerais de 1º de janeiro de 2013 a 31 de março de 2010, sendo substituído por Antônio Anastasia, também do PSDB, no período de 31 de março de 2010 a 4 de abril de 2014.

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Do MPF

Irregularidades aconteceram entre os anos de 2003 e 2012 e refletem o descumprimento de vários dispositivos constitucionais e legais pelos governos estaduais que se sucederam nesse período

O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) ingressou com ação civil pública contra o Estado de Minas Gerais por descumprimento da Emenda Constitucional 29/2000, que fixou a obrigatoriedade de aplicação do percentual mínimo de 12% do orçamento em ações e serviços de saúde pública, como atendimentos de urgência e emergência, investimentos em equipamentos e obras nas unidades de saúde, acesso a medicamentos e implantação de leitos.

De acordo com a ação, o governo estadual, por 10 anos, entre 2003 e 2012, descumpriu sistematicamente preceitos legais e constitucionais, "em total e absurda indiferença ao Estado de Direito", efetuando manobras contábeis para aparentar o cumprimento da EC 29.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Conselho Federal de Medicina denuncia sucateamento de quase mil unidades básicas de saúde

Segunda, 2 de março de 2015
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital Lima apresenta o balanço das fiscalizações em postos de saúde e ambulatórios da rede pública durante o segundo semestre de 2014. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Presidente do CFM, Carlos Vital, defende política de recursos humanos para o SUS — Marcelo Camargo/Agência Brasil
Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgado hoje (2) aponta o sucateamento de 952 unidades básicas de saúde fiscalizadas pelo órgão. Os dados mostram que 331 estabelecimentos tinham mais de 50 itens em desconformidade com o estabelecido pelas normas sanitárias, enquanto 100 apresentavam mais de 80 itens fora dos padrões. Em 38 unidades visitadas, não havia sequer consultório médico.

De acordo com o CFM, foram fiscalizados ambulatórios, unidades básicas de saúde, centros de saúde e postos dos programas de Saúde e de Estratégia da Família do Sistema Único de Saúde (SUS), nos quais avaliaram-se questões como estrutura física das unidades, itens básicos necessários para o funcionamento de um consultório e condições higiênicas.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Governo Rollemberg pede a Justiça fim da greve dos médicos

Terça, 20 de janeiro de 2015
Procuradoria do DF entra com ação pedindo fim da greve dos médicos

Ação foi ajuizada nesta segunda e entregue a desembargador de plantão.
Greve dura 5 dias; governador decretou estado de emergência na saúde.

Do G1 DF
A Procuradoria-Geral do Distrito Federal entrou com uma ação no Tribunal de Justiça na noite desta segunda (19) pedindo o fim da greve dos médicos, que teve início na última sexta-feira (16). A ação foi entregue ao desembargador de plantão e deve ser julgada a qualquer momento, segundo o órgão. 

Leia mais em: 
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/01/procuradoria-do-df-entra-com-acao-pedindo-fim-da-greve-dos-medicos.html 

sábado, 22 de novembro de 2014

Câncer: Exame continua fora da tabela do SUS e prejudica pacientes


Sábado, 22 de novembro de 2014
Flavia Villela – Repórter da Agência Brasil
Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em outubro, o exame PET-CT (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons), indicado para tratamentos do câncer, continua fora da tabela de procedimentos do sistema. As portarias que preveem a incorporação da tecnologia na rede pública foram publicadas em 23 de abril, no Diário Oficial da União. O exame, uma tomografia computadorizada, ajuda a estratificar a extensão de vários tipos de câncer em pacientes da rede pública, como câncer de pulmão de células não pequenas e linfomas de Hodgkin e não Hodgkin.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Mais de 90% dos brasileiros estão insatisfeitos com saúde pública e privada

Terça, 19 de agosto de 2014
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Atendimento hospitalar

Para 93% da população, os serviços públicos e privados de saúde são considerados regulares, ruins ou péssimos.   Imagem de Arquivo/Agência Brasil

Os serviços públicos e privados de saúde no Brasil são considerados regulares, ruins ou péssimos por 93% da população. É o que indica pesquisa do Instituto Datafolha feita a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Paulista de Medicina (APM). O levantamento mostra que os principais problemas enfrentados pelo setor incluem filas de espera, acesso aos serviços públicos e gestão de recursos. De acordo com o estudo, a saúde é apontada como a área de maior importância para 87% dos brasileiros. Para 57%, o tema que deve ser tratado como prioridade pelo governo federal.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A Copa da Fifa, o Brasil, a humilhação, a vergonha, a frustração, a decepção, o vexame

Segunda, 14 de julho de 2014
O brasileiro nunca sofreu tanta humilhação, jamais foi envergonhado dessa maneira
Com o fracasso da seleção na Copa da Fifa, apanhando de 7 a 1 para a Alemanha e de 3 a zero para a Holanda, a mídia de um modo geral abriu manchetes tipo: ‘Vergonha!’, ‘Humilhação!’, ‘Frustração!’, ‘Tristeza!’, Decepção!’ ‘Desonra’, ‘Mancha!’, ‘Vexame!’, ‘Consternação!’, ‘Desapontamento!’.
E acompanhando as manchetes, uma infinidade de fotos de torcedores chorando, roendo as unhas, desesperados.
Logo após a derrota para a Alemanha aparece na TV uma torcedora declarando, com choro, que ‘A gente nunca sofreu tanta humilhação’. Outra, desolada, afirma que ‘Esta foi a maior vergonha que o Brasil já nos deu’.
Coisas de torcedor no calor da derrota.
Humilhação maior:
  • É quando vemos nossos vergonhosos índices sociais 
  • É o abandono da saúde pública
  • É o abandono e deterioração da educação
  • É o crescimento avassalador da criminalidade
  • É o abandono de nossas crianças e adolescentes que são obrigadas a viverem, e serem assassinadas, nas ruas
  •  É o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, um dos piores entre todos os piores do planeta. Uma vergonha.
  •  É o Brasil se submeter, como se submete, aos banqueiros do sistema financeiro internacional que, hoje, dominam quase todos os bancos privados do país, e embolsam do povo 54 por cento de todo o gasto federal;
Vergonha é:
  • Se constatar pobres miseráveis perambulando pelas ruas a pedir a piedade das pessoas; a velhinha desnutrida implorar na porta de um restaurante por um pouco de comida; a mãe chorar por uma ajuda para comprar a comida de seu pequeno filho; o paciente na porta do hospital pedir um dinheirinho para comprar o remédio que o hospital não tem ou para pagar o ônibus de volta da viagem em que não foi atendido pelo hospital, pois não havia médico ou equipamentos e suprimentos de materiais de consumo.
  • Ver, ou saber, que brasileiros morreram à espera de uma vaga em UTI da rede pública de saúde.
  • A falta de remédios para quase todas as doenças. E crítica é a falta de remédios para doenças de maior complexidade.
Decepcionado, frustrado, humilhado, fica o brasileiro:
  • Quando viaja no ineficiente serviço de trens urbanos, e metrôs, pendurado, espremido que nem sardinha em lata, desrespeitado. Quando dia sim e outro também o trem e o metrô pifam e o deixa abandonado nos trilhos da incompetência e da falta de investimentos.
  • Quando é vítima do caos no sistema de ônibus urbanos, onde não é cumprido horário, não existe frota adequada em quantidade e qualidade e só os empresários cartelizados, e alguns políticos corruptos, ganham.
  • Quando depois de muito tempo esperando a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) descobre que tudo não passou de promessa de políticos demagogos. E isso tanto aqui quanto alhures.
Ferido na sua honra se sente o brasileiro:
  • Quando vê esse monte de políticos que só pensam em se locupletar, enriquecer, roubar. Que, uma vez na vida e outra na morte, alguns são apanhados, mas logo depois “recuperam” seu prestígio e voltam a dar as cartas, dominando partidos e casas do Legislativo, e o Executivo. Ferido em sua honra fica o eleitor que vê um governador ser preso, ser filmado pegando propina, ser condenado em segunda instância e ainda assim querer voltar ao antigo cargo, talvez para repetir tudo de criminoso que cometeu.
  • Quando presencia os vários mensalões federal, estaduais e municipais, e percebe como são brandas as penas dos raríssimos mensaleiros que até hoje foram condenados. Penas menores, muitas vezes do que a da pobre miserável que furtou uma mamadeira num supermercado.
Consternação é o sentimento que atinge o brasileiros:
  • Quando ocorre os sistemáticos assassinatos de favelados, sejam crianças, jovens ou velhos. E o extermínio também de outras populações pobres, tanto no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e em todas as grandes cidades brasileiras. E não só nas grandes cidades.
Mancha, vergonha, humilhação sente o brasileiro:
  • Que estuda ou tem seus filhos em escolas públicas, inclusive universidades, escolas que caem aos pedaços, não possuem equipamentos necessários, onde falta material didático e não há quadro completo de professores.
  • Quando vê que reforma agraria é na boca dos politicos tradicionais apenas uma peça de demagogia e de ludibriação do eleitor. Que a reforma agrária nunca vem como deveria vir. O que avança é a grilagem de terras por latifundiários e empresários do agronegócio que cada dia mais exigem mais terras para produzir tão somente para exportação. A produção de alimentos para consumo do brasileiro fica ao abandono. Recebe, quando recebe, migalhas.
  • Envergonhado, humilhado, não deve ficar o brasileiro pela derrota da seleção de futebol, mas pelo aparelhamento do Estado pelos grandes grupos econômicos, o que ocorre especialmente com os grupos financeiros e do ramo de empreiteiras, essas últimas que lucraram bilhões e bilhões de reais com o dinheiro público despejado desnecessariamente para a realização dessa Copa da Fifa.
  • Envergonhado, humilhado, não pela perda da taça, mas por ser o Brasil o país do trambique. Do trambique contra os cofres públicos, e contra os interesses do povo.
  • Envergonhado, humilhado, não pela seleção tomar 7 a 1 da Alemanha, mas por ser o Brasil o país do apadrinhamento de cabos eleitorais, gerando empreguismo (não emprego) e desvalorizando o servidor publico concursado.
  • Envergonhado, humilhado, não por ter ficado em quarto lugar na Copa da Fifa, mas por ver que o que chamam de terceirização não passa de uma estratégia privatista, e que se presta a encher as burras dos empresários amigos, que retribuem muitas vezes com propina. E também empregando cabos eleitorais.
  • Envergonhado, humilhado, não por fracassar o time de Felipão, mas pelos crimes de colarinho branco que nunca, ou quase nunca, são julgados pela lenta Justiça brasileira. Crimes que seus autores nunca são colocados trancafiados no xadrez, e também jamais devolve a grana roubada do povo.
A vergonha, a humilhação, não é pelo resultado da seleção. É por essas coisas mencionadas acima.
É, também, pelos governantes e políticos que temos.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

É constrangedor saber que a presidente Dilma não se acha responsável pelo baixo nível do atendimento médico do SUS

Quarta, 2 de julho de 2014
Deu na Tribuna da Internet
Por Carlos Newton
Ao ler diariamente os jornais, qualquer um pode perceber que a presidente Dilma Rousseff deve estar com um algum problema que afeta seu raciocínio. Na verdade, já faz tempo que ela mostra dificuldades para se expressar com clareza, e a internet está infestada de vídeos dos seus pronunciamentos de improviso, nos quais ela se atrapalha toda e não consegue se expressar com a clareza que seria de se esperar.
Esta semana, essa estranha situação atingiu o ápice, quando Dilma Rousseff inaugurou os primeiros 20% das instalações do Hospital Estadual dos Lagos, em Saquarema, no Estado do Rio de Janeiro.