“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Para entender a financeirização da Big Pharma

Terça, 11 de agosto de 2026

Para entender a financeirização da Big Pharma

Mudança recente mais crítica, no setor, foi a tomada de controle das corporações farmacêuticas pelas três maiores gestoras de ativos do mercado especulativo. Agora, sua missão é remunerar acionistas, com fortes consequências éticas – e explosão nos preços


OutraSaúde                             Indústria da Saúde

Texto originariamente postado no OUTRASAÚDE em 10/08/2026
Ilustração: Institute for New Economic Thinking

Por Reinaldo Guimarães, autor convidado

Título original: A finança e os remédios

“O capitalismo é a crença espantosa de que os homens mais perversos farão as coisas mais perversas para o bem maior de todos.”

John Maynard Keynes

A financeirização da atividade industrial está disseminada por praticamente todos os segmentos da indústria e está na raiz e no centro da macro estratégia do modo de produção capitalista em sua etapa atual. Na indústria farmacêutica em sua modalidade estabelecida, grosso modo, neste século — a Big Pharma — a financeirização está 100% consolidada, embora o capitalismo financeirizado tenha uma história mais longa. A financeirização nas farmacêuticas multinacionais não apresenta diferenças de fundo quanto à lógica e os métodos observados nos demais setores da indústria de transformação. Entretanto, sua resultante sobre os sujeitos apresenta especificidades, como se verá adiante.

Aliás, o rótulo “multinacionais” deve ser qualificado, pois embora essas empresas vendam seus produtos em muitos países e suas matrizes se localizem em uma meia dúzia deles (EUA, Suíça, Grã Bretanha, França e Japão principalmente), todas elas negociam suas ações na Bolsa de Nova Iorque. Lá é o lugar onde a prática dessa financeirização acontece. Além disso, como escrevi em texto já publicado em Outra Saúde, se a indústria farmacêutica é uma invenção principalmente alemã, a Big Pharma é uma invenção norte-americana.

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

“O IMPÉRIO DA DOR”: A MAIS RECENTE (E FORTE) DENÚNCIA CONTRA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Sexta, 15 de setembro de 2023

“O IMPÉRIO DA DOR”: A MAIS RECENTE (E FORTE) DENÚNCIA CONTRA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Aldemario Araujo Castro
Advogado
Mestre em Direito
Procurador da Fazenda Nacional
Brasília, 15 de setembro de 2023

“Saúde e bem-estar. Minhas anotações”. Esse é o título do livro que lancei em 2022. Não é comum alguém com formação jurídica produzir uma obra nessa área. Obviamente, não tratei de procedimentos médicos ou medicamentos. As quase 280 páginas do livro, voltadas para destacar questões de alimentação, atividade física, hábitos diversos e equilíbrios espiritual, emocional e social, podem ser resumidas de maneira intuitiva. É possível afirmar que hábitos saudáveis produzem qualidade de vida (saúde e bem-estar) consistente e duradoura.

Na referida obra, dediquei capítulos específicos para: a) indústria alimentícia; b) agricultura moderna; c) pecuária moderna; d) indústria da pesca e e) indústria farmacêutica. No capítulo 12 do livro, afirmei que essas indústrias possuem um denominador comum. Registrei: “As atividades referidas são importantíssimos braços da atividade econômica no âmbito do sistema socioeconômico capitalista na sua atual etapa financeira e monopolista. A lógica fundamental do sistema, bem identificada nas práticas das indústrias destacadas, é a acumulação frenética, contra tudo e contra todos, dos maiores lucros possíveis. A saúde das pessoas, o cuidado com o meio ambiente e o tratamento decente para com os animais, em suma, os mais caros valores morais e civilizatórios, são aspectos claramente secundários. Tudo se transforma em mercadoria, a ser comprada e vendida no mercado para gerar um contínuo acúmulo de riquezas nas mãos de poucos, muito poucos”.

No capítulo 11 do referido livro foi abordada especificamente a atuação da indústria farmacêutica. Foram destacados os seguintes problemas, de uma das atividades econômicas mais significativas e lucrativas dos tempos atuais: a) as enormes “fragilidades” observadas nas pesquisas de medicamentos; b) as relações “discutíveis” entre a indústria farmacêutica e boa parte da comunidade médica; c) a interação entre medicamentos, como questão praticamente desconsiderada; d) a atuação extremamente leniente das agências reguladoras; e) o financiamento empresarial explícito e implícito de estudos científicos para corroborar a eficiência de medicamentos e f) os gastos monumentais em marketing (nove das dez maiores farmacêuticas do mundo gastam mais em propaganda do que em pesquisas).

A indústria farmacêutica é o tema da série, com seis capítulos, “O Império da Dor”, veiculada na plataforma de streaming Netflix. São dois os personagens principais da história de tráfico legal de drogas que marcou os Estados Unidos nos anos 90: Richard Sackler e o OxyContin.

Richard Sackler desenvolveu um medicamento com clara consciência  dos malefícios envolvidos. O produto foi colocado no mercado a partir de uma “suspeita” autorização do FDA, a agência americana responsável pelo controle dos remédios. A agressiva campanha de marketing utilizada para disseminar o medicamento envolveu um exército de jovens promotoras, cupons para recebimento gratuito das primeiras remessas e associações questionáveis com médicos para indicar a nova droga aos pacientes.

OxyContin foi o remédio patrocinado por Sackler. O único ingrediente ativo era a oxidona, parte da família de substâncias químicas da heroína. O medicamento era duas vezes mais potente do que a morfina. O OxyContin livrava um indivíduo do último grau da escala das dores e gerava uma sensação de prazer intenso e de curta duração. A droga viciou milhares de pessoas, tanto aquelas com dor quanto as sem dor. Estima-se que mais de 453 mil norte-americanos morreram vítimas do uso da medicação.

A série da Netflix combina personagens criados com realidades dramáticas. Testemunhamos que as vítimas do OxyContin contrataram a eliminação da dor física e receberam, como “efeitos colaterais”, enormes e crescentes dores emocionais, familiares e sociais. Observamos a luta desigual dos investigadores do Ministério Público para responsabilizar os poderosos e bilionários operadores da indústria farmacêutica. Ingressamos nas entranhas da máquina de venda de drogas da indústria farmacêutica com suas mentiras, chantagens, fraudes, formação de vendedores inescrupulosos e médicos “comprados” para prescreverem doses crescentes do medicamento “milagroso”. 

A “parte” reservada aos médicos nessa história é especialmente preocupante. Afinal, temos uma imagem social de infalibilidade dos “homens e mulheres de branco”. Suas palavras são praticamente leis indiscutíveis. Se o médico diz para fazer, você faz! Essas “verdades” integram o imaginário coletivo, pelo menos na sociedade ocidental que sacralizou as ciências, começando pelas médicas. Entretanto, os vínculos escusos de boa parte dos médicos com a indústria farmacêutica recomenda cautela redobrada com as prescrições de medicamentos. Um estudo realizado nos Estados Unidos apontou que no ano de 2012 os médicos prescreveram mais de 282 milhões de receitas de analgésicos opioides, incluindo OxyContin, Vicodin e Percocet. Esse quantitativo representava quase um frasco para cada habitante dos Estados Unidos. Entre agosto de 2013 e dezembro de 2015, várias empresas farmacêuticas, entre elas a Purdue Pharma, fabricante do OxyContin, pagaram mais de 46 milhões de dólares a cerca de 68 mil médicos do país por meio de refeições, viagens e honorários (fonte: estadao.com.br). Infelizmente, esse modelo de negócio, baseado numa forte associação entre a indústria farmacêutica e uma parte significativa da comunidade médica, não está limitado aos Estados Unidos ou a venda de opioides.

A família Sackler protagonizou uma curiosa “lavagem de reputação”.  Os Sackler financiaram fundações médicas e até patrocinaram alas de museus renomados, como o Metropolitan Museum of Art e o Louvre. Existia uma clara estratégia de promoção da imagem nas iniciativas referidas. Atualmente, nenhuma das instituições anteriormente “ajudadas” ostenta o nome da família em placas, paredes ou espaços similares. 

Em 2007, a Purdue Pharma reconheceu sua responsabilidade em processos penais promovidos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. A empresa pagou mais de 600 milhões de dólares em multas e indenizações. Em 2019, a Purdue Pharma declarou falência. Os membros da família Sackler, para escapar da prisão, fizeram um acordo no montante de 4,5 bilhões de dólares.

É crucial destacar que o caso Sackler-OxyContin não é um evento isolado nem representa da degeneração moral extrema de um ou alguns indivíduos vinculados por laços familiares. A série da Netflix retrata o modus operandi, com maior ou menor intensidade, dependendo do caso, da poderosa indústria farmacêutica nos Estados Unidos da América e fora dele. Um exemplo recente, revelado pelo "People's Health Dispatch", destaca várias ações escusas da Big Pharma no âmbito da pandemia da covid-19. A Suprema Corte de Pretória, África do Sul, tornou públicos documentos que demonstraram o poder quase absoluto da indústria na negociação com os governos em relação à venda de vacinas. Os procedimentos envolveram: a) falta de compromisso com prazos para entrega dos imunizantes; b) preços diferenciados entre os países e c) distribuição marcada por preferências dependendo da região do mundo beneficiada (fonte: outraspalavras.net).  

O OxyContin saiu do cenário das vendas milionárias, mas os opioides continuam a protagonizar uma terrível história de lucros inescrupulosos e sofrimentos humanos indescritíveis. A fentanila, setenta vezes mais potente que a morfina, parece ter assumido o triste protagonismo nesse verdadeiro filme de terror. “No ano de 2021, a marca de 100 mil mortes por overdose foi ultrapassada nos Estados Unidos. Foram 30 mil a mais do que em 2019, e mais que o dobro de 2015. 70% delas estavam relacionadas a opioides sintéticos, especialmente a fentanila” (fonte: outraspalavras.net). Além da fentanila, que possui efeito depressor, a metanfetamina, uma droga estimulante, é produzida e distribuída em quantidade enorme nos Estados Unidos.

Sam Quinones, jornalista americano, destaca que o modelo de negócios das novas drogas repete os procedimentos da Purdue Pharma. “As pessoas em situação frágil começam com um comprimido por dia. Em duas semanas, já são cinco. Em três meses, são 30 ou 40. É sabido que assim que alguém começa a usar a fentanila, em três meses se tornará o melhor cliente do traficante — até morrer” (fonte: outraspalavras.net).

De forma emblemática, o personagem Richard Sackler afirma na série da Netflix, entre uma braçada e outra numa despretensiosa sessão de nado: “Eu quero ganhar dinheiro e vencer. Farei o que for preciso”. Essa é a perversa lógica do capitalismo, seja ele selvagem ou não. Praticamente tudo se transforma em mercadoria, comprada e vendida para produzir os maiores lucros e acumulação de riqueza possíveis. As normas jurídicas, as questões éticas, a dignidade da pessoa humana e outros limitações civilizatórias são inconvenientes obstáculos a serem habilmente contornados ou afastados. 

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Diabetes: o tormento dos pacientes e o lucro da big pharma

Quarta, 24 de novembro de 2021


Novo relatório da OMS revela: metade dos portadores da doença, em todo o mundo, não têm acesso à insulina. Três corporações globais controlam e restringem produção

OUTRASAÚDE —publicado no OutraSaúde em 17/11/2021


Cerca de 420 milhões de pessoas — mais de uma em cada vinte, em todo o mundo — convivem com o diabetes – provocada por disfunções na produção de insulina pelo pâncreas, ou de em sua recepção pelas células do organismo. Em suas manifestações mais graves, a doença pode provocar colapso dos rins, cegueira, amputação de membros (especialmente os pés) e levar à morte. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no fim de semana, aponta a enorme desigualdade sanitária global relacionada à doença. Também denuncia a ineficácia do sistema de produção de medicamentos baseado em grandes corporações voltadas para o lucro.

Mais da metade dos pacientes de diabetes, mostra o texto, não têm acesso assegurado à insulina. A restrição não tem causas tecnológicas. O hormônio foi identificado há exatos cem anos – em 1921 – por médicos franceses e romenos. Interessados em permitir acesso aos portadores da doença, eles venderam a patente pelo valor simbólico de 1 dólar, conta o relatório da OMS. Mas três corporações farmacêuticas globais – Novo Nordisk, da Dinamarca, Eli Lilly, norte-americana e Sanofi, francesa – acabaram apropriando-se dela. Mantêm-na ainda hoje, por meio do artifício de “patentes secundárias” e são responsáveis, segundo a OMS, por 90% da produção mundial.

domingo, 15 de abril de 2018

Saúde global, interesses particulares

Domingo, 15 de abril de 2018
Do




Imagem: Reprodução

A OMS completa 70 anos dependendo mais de doações voluntárias do que das contribuições obrigatórias dos países-membros. A fundação de Bill Gates arca sozinha com 13% do orçamento total — e essa filantropia não vem de graça

Por Raquel Torres, do Outra Saúde
O ano era 2005, a cidade era Genebra, o evento era a 58ª Assembleia Mundial da Saúde e o palestrante na abertura era o homem mais rico dos Estados Unidos: Bill Gates. Co-fundador e então diretor da Microsoft, ele foi convidado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para falar a ministros dos quase 200 países membros. Seu interesse particular na saúde global havia despertado havia pouco mais de cinco anos, mas Gates já se tornara uma figura importante, distribuindo centenas de milhões de dólares a programas pelo mundo todo. E, embora a Assembleia de 2005 tenha sido a primeira em que a família Gates teve destaque, não foi a última.  Bill também abriu o evento em 2011 e, em 2014, foi a vez de sua esposa, Melinda, discursar.
Desde o dia 7 de abril de 1948, quando a OMS foi criada formalmente, até hoje, 70 anos depois, muita coisa mudou. E uma das mudanças mais marcantes é o peso de atores não estatais no orçamento e na definição de prioridades da Organização. São fundações filantrópicas, organizações não governamentais, instituições acadêmicas e mesmo empresas privadas, como as farmacêuticas GlaxoSmithKline, Eli Lilly, Bayer e Sanofi.  Mas, hoje, um desses atores se destaca sobre todos os demais: é justamente a Fundação Bill & Melinda Gates, cuja contribuição atual representa nada menos que 13% do orçamento geral da OMS.

domingo, 25 de março de 2018

SAÚDE E BEM-ESTAR — 12. A Indústria Farmacêutica

Domingo, 25 de março de 2018
Por Aldemario Araujo*

SAÚDE E BEM-ESTAR

50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em: http://www.aldemario.adv.br/saude.htm



12 INDÚSTRIA FARMACÊUTICA



A indústria farmacêutica figura entre as atividades econômicas mais significativas e lucrativas dos tempos atuais. Diretamente relacionada com a saúde, doença, vida e morte, esse segmento está intimamente envolvido com toda sorte de procedimentos condenáveis ou, no mínimo, polêmicos.



Existe um problema fundamental na atuação da indústria farmacêutica. Em regra, essa atividade desenvolve substâncias artificiais (não encontradas na natureza) que são administradas no organismo humano. É esperado, portanto, para além dos benefícios projetados, que o corpo, com maior ou menor intensidade, tenha consideráveis dificuldades para “administrar” (e até mesmo expelir) esses elementos estranhos.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

“O lugar mais perigoso deste planeta é um hospital”, diz cientista

Quinta, 29 de dezembro de 2016
Do site Saúde Popular
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Para cientista, um sistema de saúde centrado no hospital é um erro
Imagem: Kike Para
29/12/2016
William A. Haseltine (Saint Louis, EUA, 1944) era um dos cientistas mais importantes durante os anos em que estava sendo sequenciado o genoma humano. Seu talento e seu ego estavam nas alturas e se chocavam com o de outras estrelas do momento, como Craig Venter, líder de um dos primeiros projetos para sequenciar o genoma humano e sócio de Haseltine durante muito tempo na Human Genome Sciences (HGS), a empresa que ele fundou em 1992. Quando passaram de colegas a rivais, Haseltine afirmou que o trabalho de Venter estava sendo superestimado. A verdadeira revolução para a saúde humana não chegaria da genética, mas da genômica.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

“Farmacêuticas impedem desenvolvimento de novas terapias contra o cancro”

Quinta, 24 de novembro de 2016
Do Esquerda.Net
Pai da bioinformática explica como a computação pode ajudar a compreender a complexidade de cada tumor e a procurar tratamentos especializados e denuncia como as grandes farmacêuticas bloqueiam ensaios clínicos que não se traduzem no aumento dos seus lucros.
24 de Novembro, 2016

Segundo adianta Chris Sander, se uma combinação contém um medicamento barato, as grandes farmacêuticas não farão o ensaio porque não serve os seus interesses. Foto de Jarmoluk.

Em entrevista ao El País, Chris Sander exemplifica como a bioinformática pode melhorar os tratamentos de uma pessoa com cancro: “Demonstrámos que existem tumores cerebrais que parecem muito similares, mas, quando os analisas do ponto de vista molecular e genético, verificas que cada pessoa tem um tumor diferente”.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Organização pede que pesquisas de saúde se alinhem a interesses da população

Quarta, 14 de setembro de 2016
Aline Leal - da Agência Brasil

A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) divulgou hoje (14) relatório em que faz um apelo aos governos para que alinhem as políticas de pesquisa na área da saúde aos interesses da população. Segundo o documento, as empresas farmacêuticas negligenciam algumas das maiores ameaças à saúde, com por exemplo o aumento de infecções resistentes e o ebola.


A tuberculose é outro exemplo, dado pela organização, de doença com lacunas no tratamento. De acordo com o levantamento, nos últimos 50 anos só foram lançados dois medicamentos contra a doença infecciosa que mais mata no mundo, responsável por 1,5 milhão de mortes por ano.

Organização pede que pesquisas de saúde se alinhem a interesses da população

Quarta, 14 de setembro de 2016
Aline Leal - da Agência Brasil

A organização Médicos sem Fronteiras (MSF) divulgou hoje (14) relatório em que faz um apelo aos governos para que alinhem as políticas de pesquisa na área da saúde aos interesses da população. Segundo o documento, as empresas farmacêuticas negligenciam algumas das maiores ameaças à saúde, com por exemplo o aumento de infecções resistentes e o ebola.


A tuberculose é outro exemplo, dado pela organização, de doença com lacunas no tratamento. De acordo com o levantamento, nos últimos 50 anos só foram lançados dois medicamentos contra a doença infecciosa que mais mata no mundo, responsável por 1,5 milhão de mortes por ano.