Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Saúde e bem-estar: Colesterol e Estatinas

Quarta, 3 de julho de 2019
53 - SAÚDE E BEM-ESTAR
Colesterol e Estatinas

SAÚDE E BEM-ESTAR
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Por
Aldemário Araújo

Colesterol e Estatinas

A American Medical Association, por intermédio de sua revista oficial (JAMA), formulou o seguinte questionamento: “Um homem saudável de 55 anos, com pressão arterial máxima de 11 cm, colesterol total de 250 mg/dL e sem história familiar de morte prematura por doença coronariana deve ser tratado com estatinas?”. Especialistas de alto nível responderam tanto “sim” quanto “não” para a pergunta. 

O episódio envolvendo a Americam Medical Association mostra que praticamente tudo relacionado com colesterol e estatinas está marcado por intensas controvérsias. O debate passa, entre outros aspectos: a) pelo papel desempenhado pelo colesterol no organismo humano; b) pela definição dos níveis preocupantes de colesterol e c) pelos eventuais malefícios causados pelas estatinas (prescrição médica básica para combater o colesterol elevado). 

domingo, 26 de maio de 2019

Saúde e bem-estar: Hipertensão

Domingo, 26 de maio de 2019
Por
Aldemário Araújo



SAÚDE E BEM-ESTAR
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SAÚDE E BEM-ESTAR. 52 HIPERTENSÃO
A pressão alta, também conhecida como hipertensão arterial, é considerada uma doença crônica. Caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias, impõe ao coração um esforço adicional (acima do normal) para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente pelo corpo. Trata-se de um dos principais fatores de risco para a ocorrências de: a) acidente vascular cerebral; b) enfarte; c) aneurisma arterial e d) insuficiência renal e cardíaca.

domingo, 28 de abril de 2019

Saúde e Bem-Estar 51 — Flúor: Um aliado ou um perigo?

Domingo, 28 de abril de 2019
Por


“Atualmente, 97% da população da Europa Ocidental bebe água não fluoretada. Isso inclui: Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Islândia, Itália, Luxemburgo, Holanda, Irlanda do Norte, Noruega, Portugal, Escócia, Suécia, Suíça e aproximadamente 90% do Reino Unido e da Espanha. Embora alguns desses países fluoretem seu sal, a maioria não o faz. (Os únicos países da Europa Ocidental que permitem a fluoretação do sal são a Áustria, a França, a Alemanha, a Espanha e a Suíça)”. Essa afirmação está presente no site da Fluoride Action Network (http://fluoridealert.org/content/europe-statements).

quarta-feira, 6 de março de 2019

Saúde e bem-estar 50. IMC e IAC: indicadores de obesidade

Quarta, 6 de março de 2019
Por

A OMS (Organização Mundial de Saúde) adota o IMC (Índice de Massa Corporal) como padrão internacional para cálculo da obesidade. Desenvolvida por Lambert Quételet no final do século XIX, é uma sistemática extremamente simples para identificar o peso ideal de uma pessoa. 

Para o cálcudo do IMC devem ser considerados: a) a altura (em metros) e o peso (em quilogramas). Com esses dados, basta dividir o peso pela altura elevada ao quadrado. A fórmula é a seguinte: IMC = p/a2. O resultado obtido deve ser enquadrado num dos segmentos da tabela que indica os graus de obesidade. Assim, para adultos: a) abaixo do peso - abaixo de 18,5; b) peso normal - entre 18,5 e 25; c) acima do peso - entre 25 e 30; d) obeso - acima de 30. 

Em regra, pessoas com índice abaixo de 18,5 não são consideradas saudáveis. Entretanto, é perfeitamente possível que a pessoa apresente um biotipo longilíneo e seja saudável. O índice entre 18,5 e 25 revela uma situação de normalidade. Aqui, a necessidade de emagrecer decorre, na maioria dos casos, de razões estéticas. O indivíduo é considerado acima do peso com índice entre 25 e 30. Nessas situações, aumentam consideravelmente os riscos de diabetes, hipertensão arterial e hipercolesterolemia. Para as pessoas com IMCs acima de 30, consideradas obesas, é alto o risco de complicações metabólicas mais graves. Procurar ajuda médica é uma necessidade (mais do que recomendável). 

Apesar da utilidade geral do IMC, existem questões específicas a serem consideradas. Inúmeras pessoas com grande massa muscular podem apresentar um IMC elevado, fora do padrão de normalidade. Entretanto, podem ser perfeitamente saudáveis e não estarem acima do peso ideal ou recomendado. Outro aspecto digno de nota está relacionado com certos grupos éticos e raciais. Alguns estudos já concluíram que indivíduos de origem asiática já devem ser considerados acima do peso com o IMC superior a 23. 

Existem vários sites que permitem o cálculo on-line do IMC. Este é o endereço de um deles: https://www.tuasaude.com/calculadora/imc. 

Para alcançar resultados mais precisos que o IMC, são utilizados métodos de avaliação da composição corporal por: a) bioimpedância e b) adipômetro (antropométrica). 

A bioimpedância é um exame realizado por aparelho que avalia, em detalhes, a composição corporal. Assim, é possível saber, com precisão, a quantidade de massa magra e gordura. O equipamento usado transmite pequenas correntes elétricas nas extremidades do corpo, mãos e pés. 

A avaliação por adipômetro utiliza um aparelho semelhante a uma pinça. São realizadas medidas da gordura nas seguintes partes do corpo: a) tríceps; b) supra ilíaca; c) coxa; d) abdômen; e) subescapular; f) axilar média e g) peitoral. Por intermédio de fórmulas matemáticas obtém-se o percentual de gordura total. 

Na linha do questionamento do IMC, surgiu o IAC (Índice de Adiposidade Corporal). O novo índice foi desenvolvido por um grupo de cientistas sob a liderança de Richard Bergman, da Universidade do Sul da Califórnia (Los Angeles). A equação construída utiliza duas medidas da pessoa: a) a circunferência do quadril e b) a altura. Com esses dados obtém-se a porcentagem de gordura corporal. A fórmula a ser utilizada é a seguinte: IAC = Circunferência do quadril / (altura x √ Altura) – 18. 

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Saúde e Bem-Estar — 49 Epigenética

Domingo, 3 de fevereiro de 2019
Por
Aldemario Araujo

A epigenética é a área de reflexão científica que tenta compreender como alterações na expressão de genes são produzidas sem modificações diretas no “alfabeto” do DNA. Nicholas Silva oferece uma didática compreensão dessa instigante vertente do funcionamento do organismo humano. Diz ele: “Para facilitar, suponhamos que a sequência de DNA que possuímos em nossas células, seria como o texto de um manual de instruções que explica como fazer todos os diferentes órgãos e tecidos que formam nosso corpo, a epigenética seria como se alguém utilizasse um pacote de marcadores de texto e usasse diferentes cores para marcar as partes do texto de maneiras diferentes. Por exemplo, eu poderia usar o marcador de cor verde para marcar partes do texto que precisam ser lidas com mais cuidado e com o marcador de cor vermelha para marcar partes que não são tão importantes./Também podemos imaginar que o DNA seria uma biblioteca e cada gene um livro de instruções, a epigenética agiria bloqueando alguns desses livros” (https://www.blogs.unicamp.br/tb-of-life/2017/01/14/epigenetica-somos-mais-que-nossos-genes/). 

domingo, 16 de dezembro de 2018

Saúde e bem-estar 47 — Suplemento

Domingo, 16 de dezembro de 2018
Por
Aldemario Araujo*

SAÚDE E BEM-ESTAR
50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em:
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Adotada uma alimentação saudável não parece fazer muito sentido tratar de suplementação de nutrientes. Afinal, hábitos saudáveis de ingestão de alimentos, pressupondo quantidade, qualidade e diversidade adequadas, viabilizam os nutrientes necessários para uma boa saúde e bem-estar. 


Entretanto, a questão não é tão simples como posta. A vida moderna apresenta várias características nocivas que conspiram contra a ingestão adequada de nutrientes e o aproveitamento eficaz dos ingeridos. Os especialistas costumam destacar os seguintes entraves nessa área: a) alta ingestão de alimentos processados (ou industrializados); b) baixa exposição à luz solar; c) altos índices de estresse físico e emocional; d) considerável poluição do ar e da água; e) exaustão e pobreza dos solos e f) deficiência de realização de exercícios físicos.

domingo, 18 de novembro de 2018

SAÚDE E BEM-ESTAR. 45 ÁGUA

Domingo, 18 de novembro de 2018
Por
Aldemário Araújo


SAÚDE E BEM-ESTAR

50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em:


SAÚDE E BEM-ESTAR. 45 ÁGUA

É fato amplamente conhecido que a maior parte do corpo humano (células, órgãos, músculos e mesmo o cérebro) é composto por água (cerca de dois terços). A água é o principal veículo do fornecimento de nutrientes e oxigênio para o corpo. Também é crucial na remoção de resíduos e toxinas. É sintomática a possibilidade de sobrevivência sem alimentação por várias semanas. Entretanto, sem água a morte ocorre em poucos dias. É intuitivo, portanto, que organismo humano precisa de consideráveis quantidades de água para desempenhar suas funções de forma adequada.

domingo, 4 de novembro de 2018

SAÚDE E BEM-ESTAR. 44 ALCALINIDADE

Domingo, 4 de novembro de 2018
Por
Aldemario Araujo

SAÚDE E BEM-ESTAR50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em: http://www.aldemario.adv.br/saude.htm

44 ALCALINIDADE

Entre os inúmeros aspectos do complexo funcionamento do organismo humano existe um dado relevante e instigante relacionado com o nível de alcalinidade do sangue. Em regra, o sangue humano é levemente alcalino com pH entre 7,35 e 7,45. A escala pH mede o nível de acidez (ou alcalinidade). O valor 7 indica a neutralidade. Um número acima de 7 aponta a presença de uma solução básica (ou alcalina). Um número inferior a 7 revela a presença de uma solução ácida. 

Observe-se que mínimas mudanças no pH sanguíneo são extremamente graves, inclusive apontando para o risco de morte. Não é por outra razão que o funcionamento do organismo contempla mecanismos, mesmo extremos, para manter o pH do sangue naquela faixa antes mencionada. Essas constatações sugerem que um corpo humano saudável reclama um ambiente (interno) com pH neutro ou levemente alcalino. 

Como o funcionamento celular e as funções metabólicas produzem continuamente radicais ácidos, existe um “sistema tampão bicarbonato” para neutralizar os ácidos produzidos a cada segundo. Sem essa proteção, a vida seria impossível dado o nível de acidez acumulado.

domingo, 28 de outubro de 2018

Saúde e Bem-Estar 43. A importância dos micro-organismos

Domingo, 28 de outubro de 2018
Por 
Aldemario Araújo*

SAÚDE E BEM-ESTAR
50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em:
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43— A IMPORTÂNCIA DOS MICRO-ORGANISMOS

Em meados do século XIX, a teoria do germe de Louis Pasteur derrotou a hipótese do terreno biológico de Béchamp e Bernard. Provavelmente, a partir daí foi construído um dos mais poderosos e deletérios mitos no campo da saúde e alimentação. Os germes, bactérias ou micro-organismos foram taxados genericamente como destrutivos, perniciosos ou maléficos. A ordem era, e majoritariamente ainda é: se livre dos germes, mantenha distância deles e elimine os micro-organismos sem dó, nem piedade. 

Não foi pequeno meu espanto quando li a seguinte passagem no livro “Cirurgia Verde”, do doutor Alberto Peribanez Gonzalez: “O organismo humano é composto de 100 trilhões de células organizadas. Mas, vivendo em simbiose com esse enorme terreno biológico – na pele, na boca, no nariz, na orofaringe, nas orelhas, na árvore respiratória, nos intestinos, na cavidade vaginal e no ânus – há um exército de 1 quatrilhão de bactérias”. Repetindo: 100 trilhões de células para 1 quatrilhão de micro-organismos. Em outras palavras, no corpo humano, para cada célula existem 10 (dez) micro-organismos. Essa proporção explica o título do instigante livro “10% humano”, da bióloga Alanna Collen, anteriormente destacado. 

No escrito 23 desta série foi destacada outra passagem do citado livro do doutor Peribanez. Repetimos a transcrição em função da sua relevância: “Dessa maneira, um indivíduo bem alimentado com frutas, sementes e demais plantas orgânicas (alimentação baseada em plantas) pode manter uma microbiota intestinal (antigamente denominada de flora intestinal) rica em lactobacilos e bifidobactérias sem a necessidade de aditivos processados ou encapsulados. Na espécie humana, um terço da matéria fecal provém de restos de bactérias mortas, o que indica que nos alimentamos de bactérias e que obtemos delas parte importante e decisiva de nossa nutrição./Alimentar-se de produtos industrializados significa privar-se do alimento bacteriano fundamental. Bastam dois dias sem hortaliças e produtos orgânicos do reino vegetal para nossa população bacteriana protetora reduzir seu número, passando a ser substituída por bactérias nocivas, que dão origem à quase totalidade das doenças degenerativas”. 

No âmbito do Projeto Microbioma Humano foi possível chegar, depois de várias análises, a uma constatação surpreendente. A soma do material genético dos micro-organismos que vivem no corpo de uma pessoa humana é cem vezes maior que o desse indivíduo. Essas informações genéticas são responsáveis por produzir uma infinidade de substâncias químicas essenciais para a vida humana. Embora as pesquisas ainda sejam limitadas, é seguro afirmar que a boa parte (talvez, a maior parte) de uma vida saudável decorre da interação entre a carga celular-genética da pessoa e o material genético das bactérias que habitam o corpo desse indivíduo. 

Assim, é crucial manter e alimentar os micro-organismos benéficos presentes no corpo humano. Como foi dito no escrito 28 desta série, Alanna Collen, no livro anteriormente destacado (“10% humano”), faz inúmeras menções a extrema importância das fibras para o adequado equilíbrio da microbiota (já considerada por muitos um “novo” órgão do corpo humano). Afirmou a bióloga: “Penso não apenas na nutrição que as células humanas podem extrair [da alimentação], mas também no que minhas células microbianas vão comer./Não precisei fazer muitas mudanças para me adaptar à minha microbiota – minhas refeições continuam parecidas, apenas com um maior teor de fibras. Meu desjejum, por exemplo, deixou de ser uma tigela de cereal matinal – embalado, com conservantes, açucarado e pobre em fibras – e se transformou numa tigela de aveia, trigo e cevada integrais misturados com nozes, sementes, frutas vermelhas frescas, iogurte natural vivo e leite./É claro que as mudanças em minha microbiota após adotar uma dieta rica em fibras não são permanentes. Para sustentar indefinidamente os micróbios que ela alimenta, tenho que manter o teor de fibra das minhas refeições no nível apropriado”. 

Essas últimas observações de Collen chamam a atenção para duas palavras de uso cada vez mais frequente: a) probióticos e b) prebióticos. Os probióticos são alimentos, como os iogurtes e leites fermentados, que possuem micro-organismos vivos. Os prebióticos são fibras não-digeríveis, encontradas na cebola, alho, tomate, banana, aveia, entre outros, que servem de alimento para as bactérias benéficas. Atualmente, é possível encontrar probióticos em sachês e cápsulas. É comum o termo probióticos ser utilizado para indicar as bactérias propriamente. 

Convém destacar que a ingestão de probióticos e prebióticos não deve ser esporádica ou integrante de alguma dieta (passageira). O consumo desses alimentos deve integrar hábitos (comportamentos permanentes) alimentares saudáveis. 

*Aldemario Araujo CastroProfessor, Advogado, Mestre em Direito, Procurador da Fazenda Nacional

domingo, 21 de outubro de 2018

Saúde e bem-estar 42 — Consumo de leite animal e leite vegetal

Domingo, 21 de outubro de 2018
SAÚDE E BEM-ESTAR
50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em: http://www.aldemario.adv.br/saude.htm

Por
Aldemário Araújo

42 — CONSUMO DE LEITE ANIMAL E LEITE VEGETAL

O consumo do leite animal, notadamente bovino, envolve questões idênticas ou muito próximas daquelas relacionadas com o consumo de carnes (tratado em escrito anterior – número 41). Aqui, como lá, os grandes temas em debate são: a) bem-estar animal envolvido nas práticas de criação; b) agressões ao meio ambiente; c) uso de antibióticos e outras substâncias e d) qualidade nutricional.

Além dos aspectos já apontados, existem pontos de preocupação específicos ou adicionais. São, entre outros, os seguintes: a) as vacas recebem altas doses de “hormônio da gravidez” para produzir ininterruptamente mais leite (vivem bem menos por conta disso); b) já foram isolados quase 60 (sessenta) hormônios diferentes no leite de vacas vendido para consumo humano (alguns com forte ação na formação de tecido gorduroso) e c) o processo de pasteurização remove bactérias e micro-organismos benéficos.

Já foi visto que existe uma considerável controvérsia em torno da qualidade nutricional do leite (assim como das carnes). Fontes confiáveis indicam os laticínios (não processados ou industrializados) como alimentos saudáveis. Por outro lado, fontes igualmente confiáveis listam os laticínios entre os alimentos com efeitos nocivos para saúde. 

No segundo grupo, existem aqueles que formulam a seguinte pergunta: por que o homem é o único animal a consumir leite, de outra espécie, na idade adulta? A pergunta deixa implícita a seguinte afirmação: o leite animal não é um alimento natural/adequado para o organismo humano.

O açúcar presente no leite é a lactose. A enzina usada para digerir esse açúcar é a lactase. Uma parte considerável das pessoas não possui essa enzima. Esse fato gera a famosa intolerância ao leite (ou à lactose). Um fenômeno pouco conhecido é a diminuição progressiva, para quase toda a população, da produção de lactase a partir dos 4 anos de idade. Assim, a digestão adequada no leite é cada vez mais difícil ao longo da vida.

Existem várias evidências de que a caseína, proteína fortemente presente no leite, desencadeia reações alérgicas e inflamatórias no intestino. As consequências, nesse caso, podem envolver, entre outras: a) constipação; b) agravamento dos sintomas de síndrome de intestino irritado; c) doença de Crohn e d) câncer.

O consumo contínuo do leite aumenta os níveis estrogênicos. Nos homens, essa elevação está relacionada, conforme vários estudos, com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e câncer de próstata. Nas mulheres, o aumento referido está relacionado com o incremento de câncer de mama e câncer de ovário.

Existem dezenas de estudos indicando a ausência de relação entre o consumo de leite, os níveis de cálcio e a saúde óssea. Assim, parece ser um mito, bem arraigado, que o consumo de leite é um importante fator de combate a osteoporose. Em boa medida a primeira afirmação está relacionada com a composição do leite de vaca. Grande parte dos nutrientes presentes no leite não são absorvidos pelo organismo humano.

Sônia Felipe, pós-doutora em Bioética e autora do livro “Galactolatria: mau deleite”, afirma: “A maior parte dos seres humanos não tem mais a  produção da enzima que permite digerir o açúcar do leite, que é a lactose. Em função disso, as pessoas sofrem uma série de disfunções digestivas e outros males que hoje os estudiosos apontam como de origem galactogênica”. “A estudiosa orienta as mães a oferecer outros tipos de leite de origem vegetal às crianças. 'Você pode fazer leite de arroz para o seu filho'. Além disso, ela orienta, a não ser em casos de alergias, oferecer leite feito de nozes, semente de girassol, semente de abóbora, amêndoa, castanha do pará e até de amendoim”. Ouça uma entrevista de 25 minutos com Sônia Felipe no seguinte endereço eletrônico: 

O doutor Alberto Peribanez Gonzalez, no livro “Cirurgia Verde”, observa: “Enquanto a indústria de laticínios de origem animal e de soja demanda cada vez mais monocultura, agrotóxicos, estabulação, antibióticos e ração de soja, com o consequente desmatamento de biomas, a elaboração urbana e regional de laticínios vegetais de castanhas e nozes irá clamar por mais árvores, mais plantios, mais agroflorestas”.

Veja as considerações dos doutores Lair Ribeiro, Roberto Kater e Ricardo Vargas acerca do leite e dos produtos lácteos: 

Veja como fazer o leite vegetal: 

sábado, 13 de outubro de 2018

Saúde e bem-estar. 41 Consumo de carnes

Sábado, 13 de outubro de 2018
Por
Aldemario Araujo


SAÚDE E BEM-ESTAR
50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em:

41 CONSUMO DE CARNES

O consumo dos vários tipos de carnes (bovina, suína, frangos e peixes) gera uma crescente discussão em perspectivas bem distintas. Em geral, o debate gira em torno dos seguintes pontos: a) bem-estar animal envolvido nas práticas de criação, transporte e abate; b) agressões ao meio ambiente; c) uso de antibióticos e outras substâncias e d) qualidade nutricional. 

Por outro lado, também cresce significativamente a quantidade de vegetarianos e veganos. Os vegetarianos não se alimentam de carne, mas consomem outros produtos de origem animal (leite e ovos, por exemplo). Os veganos não consomem nenhum produto de origem animal (carne, leite, ovos, derivados, etc). Normalmente, os veganos também não utilizam produtos que foram testados em animais (remédios, xampus, sabonetes, maquiagens e cosméticos em geral). 

A primeira grande questão envolvida no consumo de carnes possui um profundo viés moral. Seria eticamente aceitável (“correto”) recorrer aos corpos de seres (em especial os sencientes) como forma de alimentação humana? Considera-se “senciente” todo ser que pode sofrer fisicamente ou psiquicamente e possui um sistema nervoso e um cérebro desenvolvidos. A caracterização envolve: a) mamíferos (humanos ou não); b) pássaros; c) répteis; d) anfíbios e e) peixes. Registre-se que o forte e crescente movimento relacionado com a defesa dos animais chegou a desenvolver uma “Declaração de Direitos dos Seres Sencientes” (http://movimentoanimal.blogspot.com).

Saúde e bem-estar. 40 - Para não comer XI — Iogurte "tradicional"

Sábado, 13 de outubro de 2018
Por
Aldemario Araujo


SAÚDE E BEM-ESTAR

50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em: http://www.aldemario.adv.br/saude.htm


40 PARA NÃO COMER XI – IOGURTE “TRADICIONAL”

O doutor Joseph Mercola é mundialmente conhecido no campo da “medicina natural” em função de seus livros e intensa atuação profissional. O site mercola.com é considera o portal mais pesquisado na internet acerca de saúde natural. 

Mercola, no livro “Cura sem esforço”, dedica um capítulo aos alimentos reconhecidos amplamente como saudáveis mas que devem ser evitados. São eles: a) cereais integrais; b) adoçantes naturais como agave; c) produtos de soja não fermentada; d) óleo vegetal; e) a maior parte dos peixes e f) iogurte tradicional.

domingo, 30 de setembro de 2018

Saúde e Bem-Estar 39. Para não comer X — Produtos de soja não fermentada

Domingo, 30 de setembro de 2018
Por
Aldemário Araújo Castro


SAÚDE E BEM-ESTAR. 50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em: http://www.aldemario.adv.br/saude.htm


Saúde e Bem-Estar 39 Para não comer  X — Produtos de soja não fermentada

PARA NÃO COMER X - PRODUTOS DE SOJA NÃO FERMENTADA


O doutor Joseph Mercola é mundialmente conhecido no campo da “medicina natural” em função de seus livros e intensa atuação profissional. O site mercola.com é considera o portal mais pesquisado na internet acerca de saúde natural. 

Mercola, no livro “Cura sem esforço”, dedica um capítulo aos alimentos reconhecidos amplamente como saudáveis mas que devem ser evitados. São eles: a) cereais integrais; b) adoçantes naturais como agave; c) produtos de soja não fermentada; d) óleo vegetal; e) a maior parte dos peixes e f) iogurte tradicional. 

O doutor Mercola destaca quatro razões principais para se evitar o consumo de soja não fermentada: a) quase toda a soja convencional é geneticamente modificada para resistir aos pesticidas (apresentam, portanto, altas incidências desses produtos); b) contém substâncias bociogênicas, que suprimem a função tireoidiana, com consideráveis efeitos negativos para a saúde; c) contém a forma vegetal do estrogênio (fitoestrogênio), associada a uma série de doenças e d) contém fitatos, que impedem a adequada absorção de minerais pelo organismo.

sábado, 22 de setembro de 2018

Saúde e Bem-Estar 38: Para não comer IX — Adoçantes artificiais e certos adoçantes naturais

Sábado, 22 de setembro de 2018

Por
Aldemário Araújo Castro


Da série
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50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em: http://www.aldemario.adv.br/saude.htm

Saúde e Bem-Estar 38: Para não comer IX — Adoçantes artificiais e certos adoçantes naturais

O doutor Joseph Mercola é mundialmente conhecido no campo da “medicina natural” em função de seus livros e intensa atuação profissional. O site mercola.com é considerado o portal mais pesquisado na internet acerca de saúde natural. 

Mercola, no livro “Cura sem esforço”, dedica um capítulo aos alimentos reconhecidos amplamente como saudáveis mas que devem ser evitados. São eles: a) cereais integrais; b) adoçantes naturais como agave; c) produtos de soja não fermentada; d) óleo vegetal; e) a maior parte dos peixes e f) iogurte tradicional. 

Em escrito anterior desta série, afirmei: “registre-se, desde logo, que os adoçantes artificiais, como o ciclamato, a sacarina, o aspartame e a sucralose, não parecem opções saudáveis. Inúmeros e crescentes estudos demonstram os males relacionados com o seu consumo regular, inclusive produção de substâncias tóxicas para o cérebro. As alternativas mais recomendadas, sem abusos, recaem na estévia, no eritritol e no xilitol (adoçantes naturais)”. 

O doutor Mercola é categórico em relação aos adoçantes artificiais: “não use”. Ele destaca que os vários perigosos dessas substâncias, sobretudo do aspartame, estão amplamente documentados. Mercola chegou a escrever um livro específico sobre o assunto (“Sweet Deception”).

sábado, 15 de setembro de 2018

Saúde e bem-estar 37. Para não comer VIII — Cereais integrais

Sábado, 15 de setembro de 2018
Por
Aldemário Araújo*

SAÚDE E BEM-ESTAR
50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em: http://www.aldemario.adv.br/saude.htm

O doutor Joseph Mercola é mundialmente conhecido no campo da “medicina natural” em função de seus livros e intensa atuação profissional. O site mercola.com é considera o portal mais pesquisado na internet acerca de saúde natural. 

Mercola, no livro “Cura sem esforço”, dedica um capítulo aos alimentos reconhecidos amplamente como saudáveis mas que devem ser evitados. São eles: a) cereais integrais; b) adoçantes naturais como agave; c) produtos de soja não fermentada; d) óleo vegetal; e) a maior parte dos peixes e f) iogurte tradicional. 

domingo, 9 de setembro de 2018

Saúde e bem-estar 36. PARA NÃO BEBER VII – ÁLCOOL

Domingo, 9 de setembro de 2018
Por
Aldemário Araújo

SAÚDE E BEM-ESTAR

50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em:
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36 PARA NÃO BEBER VII – ÁLCOOL

“O álcool provoca cerca de 2,8 milhões de mortes anuais em todo mundo, das quais quase 100 mil no Brasil, aponta estudo publicado nesta quinta-feira no prestigiado periódico médico ‘The Lancet’. De acordo com a pesquisa - que levou em conta dados de 195 países da série de estudos Fardo Global das Doenças, do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME, na sigla em inglês) da Universidade de Washington, EUA -, o consumo de bebidas alcoólicas e as doenças a ele relacionadas estão entre os principais fatores de risco e incapacitação evitáveis no planeta, respondendo por aproximadamente uma em cada dez mortes de pessoas com entre 15 e 49 anos e liderando as causas de morte prematura de pessoas nesta faixa etária” 

Os cientistas responsáveis pelo estudo referido indicam que não há níveis seguros para uso do álcool. Os propalados benefícios decorrentes do consumo baixo ou moderado, notadamente para o sistema cardiovascular, são claramente anulados pelos efeitos nocivos relacionados com riscos de câncer, ferimentos e doenças infecciosas. Obviamente, esses riscos são proporcionais às quantidades de bebidas alcoólicas ingeridas.

domingo, 26 de agosto de 2018

Saúde e bem-estar 34: Para não comer V — Sal Refinado

Domingo, 26 de agosto de 2018
Por
Aldemario Araujo*


Rigorosamente, o título deste escrito deveria ser “PARA NÃO COMER - CLORETO DE SÓDIO”. Isso porque o sal refinado comumente vendido é quase que a simples reunião de cloreto e sódio. O verdadeiro sal, ou o alimento merecedor da designação de sal, deve conter uma quantidade considerável de nutrientes minerais. 

O sal, o verdadeiro sal, o sal de qualidade, é essencial para a vida. Eis alguns dos processos biológicos para os quais ele é fundamental: a) fornece os principais eletrólitos para o corpo (junto com o potássio); b) atua na regulação osmótica dos líquidos presentes nas células; c) participa na transmissão de impulsos nervosos; d) forma, no estômago, o ácido clorídrico (crucial para a digestão); e) atua na regulação do pH sanguíneo; f) auxilia o funcionamento do fígado e dos rins na eliminação de toxinas; g) ajuda no funcionamento do coração e dos músculos; h) colabora na hidratação do organismo e desempenha importante papel na absorção de aminoácidos e glicose e i) participa da regulação da temperatura do corpo. 

Atente para os seguintes fatos: a) o suor e as lágrimas são salgados; b) as células do organismo estão banhadas em água salgada e c) a composição mineral do sangue humano é basicamente igual à do mar. 

O sal adequado para ser consumido, em quantidade moderada, é aquele natural e não refinado. Nessa linha, podem ser usados: a) o sal marinho; b) flor de sal; c) sal integral e d) sal rosa do Himalaia. 

O sal rosa do Himalaia é uma das melhores opções. A cor rosa decorre da grande concentração de minerais. Esse sal foi formado quando as montanhas eram o leito do mar. Por não ser refinado, o sal rosa do Himalaia conserva mais de 80 elementos naturais necessários ao bom funcionamento do organismo. Em se tratando de sal rosa do Himalaia é preciso chamar atenção para todo tipo de fraude e falsificação envolvida. 

O sal processado ou refinado contém cerca de 97,5% de cloreto de sódio. O restante envolve a adição de agentes secantes. Essas substâncias químicas, como o ferrocianeto e o silicato de alumínio, são particularmente perigosas para a saúde. Os mais de 84 elementos presentes no sal marinho são eliminados do processamento industrial. São extraídos, entre outros: a) enxofre; b) bromo; c) magnésio e d) cálcio. Ademais, a “lavagem industrial” do sal ocasiona a perda de algas microscópicas que fixam o iodo natural. O iodeto de potássio, adicionado depois, predispõe o organismo a doenças, notadamente da tireoide (distintas do bócio). O iodeto para ser estabilizado reclama a adição de dextrose. A inconveniente cor roxa decorrente exige a adição de alvejantes como o carbonato de sódio (provocador de cálculos renais e biliares). Subsistem os riscos do sal processado: a) liquefazer e b) formar pedras. Esses problemas são contornados com o acréscimo de óxido de cálcio ou “cal de parede” (gera o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar). 

O sal vendido nos supermercados, depois do refino ou processamento, é um agradável pó branco, brilhante, “soltinho” e “inofensivo”. Longe dos olhos do consumidor estão presentes: a) antiumectantes; b) alvejantes; c) estabilizantes; d) conservantes e e) uma pobreza nutricional “invejável”. 

O sal, aqui entendido aquele refinado ou processado, é um dos temas de interesse e preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS). “(...) a OMS convocou todos os países de mundo para reduzir o consumo de sal para não mais do que 5 gramas diários por pessoa, e muitos países da Região, como Argentina, Brasil, Canadá e Chile, estabeleceram recentemente comissões nacionais ou ‘força-tarefa’ para atuar na redução da ingesta de sal na dieta./As dietas modernas típicas fornecem quantidades excessivas de sal, desde a infância até à idade adulta. Sabe-se que o consumo maior do que 5 gramas diários pela população aumenta a prevalência da pressão arterial alta. Esta por sua vez é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, como infartos, acidentes cérebro-vasculares, falência cardíaca e renal. Em muitos países das Américas, o consumo de sal é três vezes maior do que o recomendado./A adição de sal à mesa não é o único problema. A maior proporção do sal da dieta provém de alimentos processados ou elaborados em restaurantes, incluindo pães, carnes processadas, embutidos e cereais elaborados./(...) ‘Consumidores têm pequeno controle sobre os níveis de sal nos alimentos processados. Sua opção é apenas não consumir comidas processadas, mas isto é muito difícil em alguns casos. Trabalhando com as indústrias alimentícias para mudar suas práticas, nós podemos realmente mudar o consumo de sal ao nível populacional’./Participantes do Grupo de Especialistas reunidos mostraram que a redução do consumo de sal ao nível populacional é uma das medidas sanitárias de maior custo-efetividade e equidade para reduzir doenças crônicas” 
(https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=640:grupo-de-especialistas-recomenda-a-diminuicao-de-consumo-de-sal&Itemid=463).

Aldemario Araujo*

Professor, Advogado, Mestre em Direito e Procurador da Fazenda Nacional

domingo, 19 de agosto de 2018

Saúde e Bem-Estar 33: Para não comer IV — embutido e carnes processadas

Domingo, 19 de agosto de 2018
Por
Aldemario Araujo

SAÚDE E BEM-ESTAR

50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em:
http://www.aldemario.adv.br/saude.htm

Embutidos, a exemplo da salsicha, linguiça, mortadela, presunto e salame, são alimentos à base de carne desenvolvidos para facilitar a preparação e aumentar o período de utilização (prazo de validade). Podem ser usadas, entre outras, carnes: a) bovina; b) suína e c) de aves. Órgãos comestíveis (miúdos) também são utilizados. A carne é envolvida, entre outros, em: a) tripas; b) bexiga; c) membranas animais e d) materiais artificiais fabricados a partir de colágenos ou celulose. Eles são divididos em três categorias: a) crus; b) defumados e c) pré-cozidos.

Em regra, os embutidos contêm excesso de sódio (um grande problema para a pressão arterial) e diversos corantes. Os conservantes, notadamente o nitrito e o nitrato, são substâncias consideravelmente perigosas em função do potencial cancerígeno (no estômago, transformam-se em nitrosaminas). Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), conforme estudo realizado, 24% do sal ingerido pelos brasileiros são provenientes de alimentos industrializados, principalmente os embutidos. A quantidade excessiva de aditivos presentes nos embutidos pode sobrecarregar o fígado. O órgão não consegue eliminá-los como deveria.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica em quatro classes o perigo que substâncias ou determinadas circunstâncias representam para a saúde. Na categoria “1” estão os elementos "comprovadamente cancerígenos aos humanos". O número de itens passa de cem. São mais de trezentos itens nas categorias "2A" e "2B". Esses são, respectivamente, "prováveis" e "possivelmente" cancerígenos. Os itens do grupo "3" são "não classificáveis quanto a sua carcinogenicidade a humanos". Já a categoria "4" possui apenas uma substância considerada "provavelmente não cancerígena aos humanos". Trata-se do composto orgânico caprolactam.

“Após revisão de literatura científica acumulada, um grupo de trabalho de 22 especialistas de 10 países reunidos pela IARC classificou a carne processada como ‘carcinogênico para humanos’ com base em ‘provas suficientes em humanos’ de que o consumo de carne processada provoca câncer colorretal./A carne processada refere-se a toda carne que tenha sido transformada através da salga, secagem, fermentação, defumação ou outros processos que buscam realçar seu sabor ou melhorar sua preservação. Carnes mais processadas contêm carne suína ou bovina, mas carnes processadas também podem conter outras carnes vermelhas, aves e vísceras, entre outras./A agência da OMS disse exemplos de carnes processadas incluem salsicha, presunto, linguiça, carne enlatada, carne de sol, carne seca e charque, além de molhos e outros produtos à base de carne” (https://nacoesunidas.org/onu-consumo-humano-de-carne-processada-e-carne-vermelha-aumentam-risco-de-cancer/).

Integram também o Grupo 1 (comprovadamente cancerígenos aos humanos): a) cigarro (tabaco), consumido ativa ou passivamente; b) poluição, em especial a fumaça de motores a diesel; c) álcool etanol e metil, presentes em bebidas alcoólicas e d) amianto.

Cumpre observar que a Portaria Interministerial MTE/MS/MPS n. 9, de 7 de outubro de 2014, publica a Lista Nacional de Agentes Cancerígenos para Humanos (LINACH), como referência para formulação de políticas públicas. Seguindo a trilha aberta pela OMS/IARC, a portaria classifica os agentes cancerígenos assim: a) grupo 1 - carcinogênicos para humanos; b) grupo 2A - provavelmente carcinogênicos para humanos e c) grupo 2B - possivelmente carcinogênicos para humanos. 

domingo, 5 de agosto de 2018

Saúde e bem-estar: Para não comer II — óleos vegetais hidrogenados, margarina e batata frita

Domingo, 5 de agosto de 2018
Por Aldemario Araujo


SAÚDE E BEM-ESTAR
50 textos (um a cada final de semana). Registros de uma caminhada em busca de saúde e bem-estar consistentes e duradouros. Veja todos os escritos em: http://www.aldemario.adv.br/saude.htm

31 PARA NÃO COMER II – ÓLEOS VEGETAIS HIDROGENADOS, MARGARINA E BATATA FRITA

Anteriormente, foram realizadas as seguintes considerações acerca das gorduras trans, hidrogenadas ou parcialmente hidrogenadas:

“Cabe uma palavra sobre as ‘gorduras trans’, presentes em pipocas de micro-ondas, bolos, biscoitos, bolachas recheadas, brownies, pizzas, defumados, congelados, molhos industriais, etc. Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): a) são ‘formadas durante o processo de hidrogenação industrial’; b) ‘esse tipo de gordura faz mal para a saúde’ e c) ‘é importante lembrar que não há informação disponível que ateste benefícios à saúde a partir do consumo de gordura trans’. Esse importante e sensível tema merece detalhamento adiante”.

“Existe um tipo especialmente nocivo de gordura. Conhecidas como ‘gorduras trans’, resultam da submissão de óleos vegetais a um processo industrial de hidrogenação. Assim, óleos líquidos são transformados em gorduras sólidas. Esse processo foi desenvolvido com o objetivo de aprimorar a consistência dos alimentos, acentuar o sabor, melhorar a textura e aumentar o período de conservação (prazo de validade).

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O aleitamento materno e o mercado de leite industrializado


Sexta, 3 de agosto de 2018
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Aldemario Araujo Castro
Advogado, professor, mestre em Direito, procurador da Fazenda Nacional
Brasília, 3 de agosto de 2018
No texto n. 19, da série SAÚDE E BEM-ESTAR
(http://www.aldemario.adv.br/saude.htm), registrei: “O melhor alimento do mundo para os seres humano é o leite materno. Existe um virtual consenso em torno dessa afirmação.
Ele contém todos os nutrientes necessários para a saúde do bebê, muda de composição e aparência em fases para atender a necessidades distintas e funciona até como a primeira vacina (por conta das imunoglobulinas do colostro)./Atualmente, existe um controverso, por várias razões, mercado de venda de leite materno pela internet. Os interessados na compra envolvem: a) pacientes com câncer; b) fisiculturistas; c) fetichistas e d) mães que não conseguem amamentar
Verifiquei, pela imprensa, que entre os dias primeiro e sete de agosto de 2018 ocorre a SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO. Nesse período, o Ministério da Saúde, fazendo eco ao proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), insiste na amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida. A recomendação é clara e taxativa no sentido de que mesmo água e chá devem ser evitados. A rejeição aos outros leites e fórmulas industriais também é categórica.
Os principais benefícios da amamentação são os seguintes, segundo
os especialistas: a) para o bebê: a.1) o leite materno contém todos os nutrientes e anticorpos essenciais até o sexto mês de vida; a.2) tem menos chance de se tornar obeso ou com sobrepeso no futuro; a.3) a amamentação previne alergias, anemia e infecções respiratórias, como a asma; a.4) tem risco menor de desenvolver diabetes tipo 2; a.5) crianças que tiveram amamentação exclusiva até os seis meses tiveram 3 pontos em média a mais em testes de QI; b) para a mãe: b.1) a amamentação reduz a depressão pós-parto; b.2) o leite materno é acessível; b.3) a amamentação ajuda no controle da natalidade (taxa de proteção de 98% nos primeiros seis meses); b.4) efeito protetor contra o câncer de mama e de ovário e b.5) a amamentação reduz o risco da mulher desenvolver diabetes tipo 2 após a gravidez.
Em 2017, segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 38% das crianças foram alimentadas exclusivamente com o leite da mãe até os 6 meses de idade. Apenas 32% continuaram sendo amamentadas até os dois 2 anos. Ainda segundo a OMS, se todas as crianças do mundo fossem amamentadas, seria possível salvar 820 mil vidas de até 5 anos de idade anualmente.
Além dessas valiosas informações, uma rápida pesquisa na internet revelou alguns fatos inusitados relacionados com a “indústria do leite”, a bilionária “concorrente” do aleitamento materno. Eis alguns deles:
a) “Durante reunião, em maio [de 2018], da Assembleia Mundial da Saúde, promovida pela OMS, representantes dos Estados Unidos tentaram retirar trecho de uma resolução que prevê que os países devem proteger e promover a amamentação.
O texto recomenda ainda que os governos coíbam propaganda e campanhas para uso de fórmulas industrializadas em substituição ao leite materno./De acordo com reportagem do jornal The New York Times, a investida seria a favor dos fabricantes de fórmulas infantis.
Apesar da ação, os EUA não conseguiram eliminar o trecho do texto final” (http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2018-07/pediatras-brasileiros-criticam-investida-dos-eua-contra-amamentacao);
b) “Duas das principais indústrias fabricantes de leite artificial são as patrocinadoras oficiais do Congresso Brasileiro de Pediatria, organizado pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) que acontece em Fortaleza (CE) no mês de outubro [de 2017].(...)/Ela [médica neonatologista Ana Paula Caldas] ressalta que atualmente apenas cerca de 40% dos bebês de 0-6 meses estão em aleitamento materno exclusivo, sendo que quase 20% dos bebês que frequentam o pediatra recebem algum complemento já no primeiro mês de vida e 50% das crianças entre 6 meses e 2 anos consomem fórmulas lácteas ou farinhas. (...) A médica diz que o pediatra não prescreve a fórmula porque ganhou brindes e amostras no congresso. 'Ele prescreve porque a indústria que nos patrocina o leva a crer que seu leite é quase tão bom quanto o materno.
Isso chama-se propaganda subliminar', relata. Como no Brasil há normas que impedem a publicidade de leite artificial, o foco do marketing das indústrias passou a ser os pediatras” (http://www.maesdepeito.com.br/fabricantes-de-leite-artificial-patrocinam-congresso-de-pediatras/);
c) “A IBFAN divulgou recentemente os resultados do seu último monitoramento. "Breaking the rules, Stretching the rules 1998" (Violando as regras, Ampliando as regras 1998) relata as violações ao Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno da OMS/UNICEF e às resoluções subsequentes da Assembléia Mundial de Saúde (AMS). O monitoramento foi realizado em 31 países entre janeiro e setembro de 1997. Os resultados mostram que em quase todos estes países os principais produtores de substitutos do leite materno, de alimentos complementares, de mamadeiras e chupetas não cumprem as exigências requeridas pela AMS. O achado mais significativo é a ênfase que a indústria continua dando aos serviços de saúde como canal de promoção. As evidências mostram que as companhias continuam a prejudicar o aleitamento materno e a saúde infantil.
As maternidades representam o caminho mais direto para atingir mães e bebês, e os profissionais de saúde são a melhor autoridade para recomendar novos produtos. Quase metade das 54 páginas do relatório é dedicada a exemplos de violação contínua ao Código Internacional em hospitais e clínicas. As companhias ainda utilizam a distribuição de cartazes, relógios, calendários e brindes para mães e trabalhadores de saúde como forma de promover seus produtos. Os materiais informativos destinados a mães, tais como livretos, cartões de crescimento, cartazes e outros impressos produzidos pela indústria continuam fazendo propaganda de marcas de produtos e descumprem o artigo 4o do Código./ Os resultados indicam também que a amamentação exclusiva e a continuidade da amamentação são as práticas mais ameaçadas pelo marketing. As propagandas das companhias colocam que o leite materno necessita ser suplementado, querendo dizer que embora seja bom para o recém-nascido, sozinho não será suficiente por um longo tempo; que a fórmula de seguimento é necessária aos 4 ou 6 meses, implicando que a amamentação deve cessar;
que mulheres que trabalham fora precisam de substitutos; que os pais precisam tomar parte na alimentação; e que bebês necessitam de chás, água especial e alimentos complementares” (http://www.ibfan.org.br/documentos/aa/aa21.pdf );
d) “Já que estamos falando do Curso Nestlé de atualização em pediatria, este vídeo vem complementar toda a nossa indignação. Ele comprova que, ao contrário do que muitos médicos insistem em defender, as empresas se esmeram em influenciar a manipular os profissionais de saúde para que as mães desmamem as crianças e usem seus produtos./Em 1989, a TV australiana fez esta reportagem mostrando a desnutrição infantil no Paquistão por conta da invasão do marketing das indústrias de fórmulas de leite infantis. O vídeo é um soco no estômago. Em uma hora, ele mostra a realidade dos hospitais invadidos pelas indústrias, a conivência dos médicos e as conseqüências do marketing para crianças pobres que vivem em péssimas condições de higiene e saneamento básico” (http://milc.net.br/2014/09/formula-fix-leite-artificial-amamentacao-x-bebe-nestle-resenha/#.W2Nc9O4vxhE);
e) “A influência da Nestlé (e outras empresas) sobre a pediatria do Brasil é tão grande que na primeira página da Associação Brasileira de Pediatria, você logo se depara com o logo da Nestlé./E isso não é novo. Desde as décadas de 30 e 40, a Nestlé já colocava vendedoras vestidas de enfermeiras dentro dos hospitais para estimular o consumo do leite artificial como o substituto adequado ao leite materno” (http://averdade.org.br/2015/08/a-importancia-da-amamentacao-e-a-industria-do-leite-artificial);
f) “Podemos grosseiramente estimar que, se uma mulher receber na Maternidade uma prescrição de fórmula infantil (Nan, por exemplo) de um pediatra de sua confiança – o qual teve sua inscrição e congresso na Florida pago pela Nestlé – ela não vai amamentar. Do nascimento aos 6 meses de vida uma criança deve receber só leite materno; se este faltar (a mãe não ofereceu ao nascer... assim, em poucos dias sua produção de leite humano se interrompe) a criança deve receber 6 meses de fórmula infantil. Qual o custo?/Uma lata de Nan, 800g, custa de 45 a 73 Reais, média de 60.
Estima-se que na maior parte dos países, alimentar uma criança com fórmula nos 6 primeiros meses de vida significa um gasto de 1/3 a 1/2 do salário mínimo mensal. Isto para famílias pobres é bastante, especialmente considerando que este leite oriundo (em geral) da vaca não traz ao recém-nascido a proteção imunológica devida contra doenças comuns, o que o leva a morbidades frequentes e às vezes internações. Não amamentar não é trivial” (https://idec.org.br/em-acao/artigo/no-amamentar-e-trivial-dar-ou-no-leite-artificial-e-tambem-uma-questo-politica).
Percebe-se, com segurança, uma das facetas mais perversas do sistema capitalista. Ele tenta transformar tudo (ou quase tudo) em mercadoria (vendida no mercado para formação de lucros). O resto é, na prática, secundário nas engrenagens objetivas, impessoais e insensíveis do sistema.
O livre mercado (livre iniciativa, supremacia do mercado, etc), cantada em verso e prosa por ingênuos e conscientes, é a licença, um verdadeiro passe livre, para a acumulação de riqueza mesmo contra os valores civilizatórios mais nobres (no âmbito da indústria do leite e praticamente de todas as demais grandes “indústrias” – farmacêutica, alimentícia, agropecuária, da pesca, de crédito, etc).

Aldemario Araujo Castro
Advogado, professor, mestre em Direito, procurador da Fazenda Nacional