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segunda-feira, 15 de julho de 2024

Brasil deixa lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas

Segunda, 15 de julho de 2024
© Tomaz Silva/Agência Brasil

Em 2021, país ocupava a sétima posição

Publicado em 15/07/2024 - Por Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

O ano de 2023 marcou um avanço do Brasil na imunização infantil e fez o país deixar o ranking das 20 nações com mais crianças não vacinadas. A constatação faz parte de um estudo global divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisa revela que o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1 caiu de 710 mil em 2021 para 103 mil em 2023. Em relação à DTP3, a queda entre os mesmos anos foi de 846 mil para 257 mil. A DTP é conhecida como a vacina pentavalente, que protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche.

Com a redução na quantidade de crianças não vacinadas, o Brasil, que em 2021 era o sétimo no grupo dos países com mais crianças não imunizadas, deixou a lista negativa. O Brasil apresentou avanços constantes em 14 dos 16 imunizantes pesquisados.

A chefe de Saúde do Unicef no Brasil, Luciana Phebo, destacou que o comportamento da imunização infantil no país é uma retomada após anos de queda na cobertura de vacinação. Ela ressalta a importância de o país seguir em busca de avanços, inclusive levando a vacinação para fora de unidades de saúde, exclusivamente.

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Dossiê Pandemia vê o SUS diante da chantagem dos mercados

Segunda, 28 de novembro de 2022


Dossiê Pandemia vê o SUS diante da chantagem dos mercados

Documento lançado na semana passada pela Abrasco [Associação Brasileira de Saúde Coletiva] reúne análises de dezenas de pesquisadores e debate legados e perspectivas da crise sanitária. Em suas páginas, fica clara a incompatibilidade entre saúde pública e neoliberalismo

OUTRASAÚDE
Publicado 28/11/2022

Após reunir milhares de pessoas em centenas de oficinas, debates e apresentações de pesquisas, o 13º Congresso da Associação Brasileira de Saúde Coletiva entrega uma relevante contribuição a toda a sociedade. Trata-se do Dossiê Abrasco da Pandemia de Covid-19, documento escrito em conjunto por dezenas de pesquisadores e profissionais do campo da saúde, dividido em três partes que somam 315 páginas.

“O Dossiê sobre a covid-19 nos chega em um momento decisivo para debatermos os legados e as perspectivas da pandemia. Ao mobilizar seus associados, que atuam nas várias disciplinas da Saúde Coletiva, a Abrasco nos apresenta uma análise técnica e política que é, ao mesmo tempo, profunda e abrangente. Uma reflexão fundamental para aprendermos com o passado e nos prepararmos melhor para as emergências sanitárias do futuro”, afirma Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, na apresentação do documento.

O Dossiê se divide em três grandes capítulos, que se desenvolvem em subtemas associados. São eles: 1) A emergência da covid-19 em um país desigual e injusto; 2) A gestão da pandemia no Brasil em toda sua complexidade; 3) Lições aprendidas e desafios pós-pandemia.

O estudo conecta a realidade brasileira com a mundial, ao destacar que mesmo nos países líderes do capitalismo, os sistemas de saúde não estiveram à altura das necessidades impostas pela pandemia. E o motivo é um só: a “razão de mundo” neoliberal que hegemoniza as relações políticas, sociais e econômicas globais. São décadas de desmonte do chamado bem-estar social.

“Uma análise da Organização Mundial de Saúde (OMS), referente ao período imediatamente anterior à pandemia, registrou que os países apresentavam como principais fragilidades: insuficiência das ações de vigilância, monitoramento e gerenciamento de risco; ausência ou inadequação da comunicação de risco; inexistência de uma rede global de vigilância genômica; deficiências dos sistemas nacionais de saúde em relação à assistência aos infectados e aos enfermos, incluindo a proteção dos trabalhadores de saúde; incapacidade de assegurar a provisão adequada de medicamentos, equipamentos e insumos, destacando-se o acesso equitativo a vacinas”, informa o dossiê.

Dessa forma, a pandemia apenas pôs a nu o reflexo de um modelo de governança global que prioriza formas pouco produtivas, ambientalmente destrutivas e até fictícias de acumulação privada de capital, dentro do qual os Estados são meros balcões de negócios onde oligarquias colocam a vida a serviço dos movimentos e instintos dos mercados financeiros. Não à toa um país como a Espanha se depara com fuga de médicos e imensas manifestações em favor do sistema público de saúde.

No Brasil não é diferente e, mesmo quando estamos diante de um razoável acordo social em favor de aumento dos investimentos no SUS, o cerco ideológico neoliberal, desproporcionalmente amplificado pela mídia empresarial, continua a tentar impor condições que em nada se referem às necessidades objetivas dos usuários de serviços de saúde.

É evidente que o contexto específico brasileiro, que enfrentou a pandemia sob a administração de um neofascista que combateu as posições respaldadas pela ciência com afinco, ampliou as nossas adversidades. Morreu-se muito acima da média no Brasil de Bolsonaro, Pazuello e uma classe médica politicamente alinhada. Mas ainda há pandemia e neoliberalismo em nosso cotidiano. O vírus não desapareceu. A ditadura dos mercados tampouco. Como é consenso no campo da saúde, devemos também nos preparar para novas epidemias globais.

“O combate à covid-19 requer o aprofundamento da democracia e de relações virtuosas entre direitos individuais e coletivos, esses últimos de reconhecimento tardio, mas de importância crucial para o futuro da humanidade. De fato, só será possível construir projetos orientados por mais equidade, justiça e cidadania ao fortalecer a dimensão política das relações sociais. São esses valores que devem orientar o esforço interdisciplinar e as consequentes respostas a serem dadas frente à crise sanitária, econômica, social e humanitária que abalou o mundo neste início de século XXI”, sintetiza o documento.

Não se trata de meros apontamentos ideologicamente motivados, como costumam atacar os teóricos neoliberais a respeito de tudo que contrarie seus objetivos privatistas. “São os principais autores e autoras da Saúde Coletiva no Brasil. São muitas vozes, que tratam dos legados e perspectivas para tratarmos emergências catastróficas como esta que ainda vivemos”, completa Rômulo Paes, vice-presidente da Abrasco e editor do dossiê.

Você pode acessar por aqui o Dossiê Abrasco da Pandemia de Covid-19.

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Fonte:  OUTRASAÚDE


terça-feira, 19 de junho de 2018

Transexualidade deixa de ser considerada doença mental pela OMS

Terça, 19 de junho de 2018
Do
https://saude-popular.org



Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) deve contribuir para o atendimento à saúde
Imagem: Reprodução Youtube

OMS inclui, em nova versão da CID, a compulsividade por jogos de videogames como distúrbio mental e acrescenta capítulos inéditos


Por Redação, com informações OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta segunda-feira (18) sua nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID 11). A nova versão, completamente eletrônica, inclui a compulsividade por jogos de videogames como um dos problemas de saúde mental, além de capítulos inéditos sobre medicina tradicional e saúde sexual.

domingo, 12 de novembro de 2017

OMS recomenda suspensão do uso de antibióticos para estimular crescimento de animais

Domingo, 12 de novembro de 2017
Criação de gado na região Norte  —  Imagem: EBC

Recomendações visam combater a aplicação inadequada e desnecessária de medicamentos por produtores e pela indústria alimentar, que rotineiramente utilizam certos remédios  para promover o crescimento e prevenir doenças em animais saudáveis.

Do site Saúde Popular

Por Redação, ONU Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta semana (7) novas diretrizes sobre o uso de antibióticos na agropecuária. Recomendações visam combater a aplicação inadequada e desnecessária de medicamentos por produtores e pela indústria alimentar, que rotineiramente utilizam certos remédios promover o crescimento e prevenir doenças em animais saudáveis. A prática pode aumentar a resistência antimicrobiana a alguns tipos de tratamento.

quarta-feira, 16 de março de 2016

OMS: Ambiente insalubre causou uma em cada quatro mortes no mundo

Quarta, 16 de março de 2016
Do site Esquerda.Net
Num relatório publicado esta semana, a Organização Mundial de Saúde atribui um quarto do total de mortes em 2012 a fatores de risco ambientais, como a poluição do ar, da água e do solo. Por Edgard Júnior, da Rádio ONU.
15 de Março, 2016
Foto Organização Mundial de Saúde.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 12,6 milhões de pessoas morrem todos os anos devido a condições ambientais insalubres. Os dados são de 2012 e mostram que esse óbitos foram registrados em áreas onde essas pessoas viviam ou trabalhavam sem as condições mínimas de higiene ou de saúde.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou que “se os países não adotarem ações para transformar os ambientes em que as pessoas vivem ou trabalham em áreas mais saudáveis, milhões vão continuar a adoecer e morrer muito jovens”.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

OMS classifica carne processada como alimento cancerígeno

Segunda, 26 de outubro de 2015
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Carnes processadas – como salsicha, presunto, linguiça, hambúrguer e bacon – foram classificadas como alimentos cancerígenos para seres humanos, conforme divulgado hoje (26) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Já a carne vermelha, incluindo partes do boi, porco, carneiro, bode e cavalo, foi classificada como alimento de provável risco cancerígeno.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tabaco pode matar 1 bilhão somente neste século, diz OMS

Segunda, 2 de abril de 2011
Da Radioagência NP

Um especialista da Organização Mundial da Saúde  (OMS) afirmou que até 1 bilhão de pessoas podem morrer neste século por causa do uso ou exposição ao tabaco. De acordo com o diretor da Iniciativa Livre de Tabaco da OMS, Douglas Bettcher, governos dos países em desenvolvimento devem tomar medidas para conter o fumo.

As taxas mais altas de doenças geradas pelo uso de tabaco estão sendo registradas nos países de rendas baixa e média. Segundo Bettcher, as mortes são evitáveis. O uso de tabaco ou exposição ao produto mata 6 milhões de pessoas todos os anos. Para o especialista não é coincidência que os óbitos venham de países pobres, onde os cuidados médicos são precários, e a regulação da indústria do tabaco mais fraca.

Douglas Bettcher afirmou que as tabaqueiras estão optando por outros mercados, após países de renda alta na Europa e na América do Norte terem reduzido o número de fumantes. Para o diretor da OMS, o uso de tabaco forma um círculo vicioso de pobreza no qual os fumantes ficam doentes e não podem pagar por assistência médica, o que acaba afetando as economias da família.

Segundo a agência da ONU, dos países em desenvolvimento, Turquia e Uruguai têm apresentado bons resultados no combate ao tabaco. Na nação sul-americana, houve uma redução de 25%, nos últimos dois anos, do número de fumantes.  Já na Turquia, o governo introduziu leis mais restritas ao uso do fumo na última década.

Os resultados foram debatidos durante um encontro do Fórum Mundial da Saúde, encerrado na sexta-feira, em Moscou. Segundo os participantes, a ligação entre tabaco e pobreza faz do tema uma prioridade na agenda do desenvolvimento.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
02/05/11

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

OMS pede regulamentação de propaganda de alimentos voltados para crianças

Segunda, 24 de janeiro de 2011
Da Agencia Pulsar Brasil
A Organização Mundial da Saúde, OMS, pediu aos países que reforcem uma série de medidas para evitar que as crianças adotem uma dieta rica em calorias e outros elementos nocivos.
www.brasil.agenciapulsar.org
Alimentos nocivos para as crianças (masascriancassr)

De acordo com informações da Rádio ONU, a OMS lembrou que a TV é responsável por uma grande parte da propaganda de alimentos nocivos. No ano passado, os países-membros da agência endossaram uma nova lista de recomendações sobre o marketing de alimentos e bebidas para crianças.
 

Em todo o mundo, 43 milhões de crianças em idade pré-escolar estão gordas ou obesas. Uma dieta ruim é um dos quatro maiores fatores associados à doenças como câncer, diabetes, problemas cardiovasculares e complicações no pulmão. Essas doenças também matam 35 milhões de pessoas todos os anos.
 

Entre as medidas recomendas pela OMS, estão a redução da exposição de menores à propaganda sobre alimentos nocivos e aulas nas escolas para promover uma dieta saudável.
 

A agência também pede aos países que combatam o marketing que atravessa fronteiras, além de regular a propaganda de alimentos voltada para crianças. (pulsar