Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 14 de janeiro de 2018

Decisões da Anvisa, STF e Congresso podem mudar regulamentação do fumo no país

Domingo, 14 de janeiro de 2018
Débora Brito - Repórter da Agência Brasil
A forma de exposição e comercialização de cigarros e outros produtos derivados do tabaco poderá ser regulamentada este ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A questão já passou por consulta pública e será analisada na primeira reunião da diretoria colegiada da agência, marcada para a próxima terça-feira (16), em Brasília.

Entidades que defendem as políticas de controle do tabagismo argumentam que a exposição nos locais de venda é usada pela indústria como propaganda, proibida atualmente no Brasil pela Lei Antifumo. A tendência é que haja restrição na forma como os comerciantes deixam os maços ou carteiras de cigarro e outros produtos fumígenos expostos em vitrines ou locais que atraiam os consumidores.
A proibição do fumo em lugares públicos é uma das medidas que tem dado bons resultados
Aumento de tributos sobre o cigarro, composição do produto e regulamentação de exposição em locais de venda estão em debate no Brasil.  
Banco Mundial/ONU/Arquivo

Cigarros com aditivos no STF
A discussão sobre outras medidas de controle do uso do tabaco também deve se destacar na agenda do Judiciário e do Legislativo em 2018. Logo após o recesso, em fevereiro, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar a proibição dos aditivos de cigarro. O assunto foi colocado em pauta no ano passado pelo menos nove vezes, mas o julgamento foi adiado para o dia 1° de fevereiro.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Fabricantes: Empresas condenadas a pagar indenização por comercial irregular de cigarro

Segunda, 16 de maio de 2016
Do STJ

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou um fabricante de cigarro e outras duas empresas de comunicação, responsáveis por um comercial considerado irregular, a pagarem indenização por dano moral coletivo de R$ 500 mil.

A indenização resulta de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) por considerar que o comercial de uma marca de cigarros afetou direitos difusos, atingindo crianças e adolescentes.  O anúncio foi veiculado em 2000, época em que a legislação brasileira não proibia publicidade de cigarro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Empresas são condenadas por publicidade ilegal de cigarro

Terça, 3 de fevereiro de 2015
Do MPDF
A 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) obteve a condenação das empresas Phillip Morris, Leo Burnett Publicidade e BFerraz Comunicação pela publicidade ilegal de cigarros. As empresas foram condenadas a deixar de fazer propaganda, de qualquer espécie, nas ações de venda direta de cigarro (por promotores de venda) e também a deixar de veicular qualquer tipo de oferta pela internet (propaganda, publicidade, merchandising ou outra iniciativa semelhante). Foi determinada ainda a retirada do ar de site que era utilizado para o mesmo fim.
A ação civil pública movida pela Prodecon questionava a realização de propaganda na venda direta de cigarros em bares e restaurantes e também a publicidade por meio da internet. Na decisão, a 15ª Vara Cível de Brasília determinou multa de um milhão de reais por dia de descumprimento da proibição de propaganda na venda direta. A multa em caso de reincidência nas ofertas feitas pela internet também é de um milhão de reais.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Philip Morris e mais duas empresas são condenadas por propaganda de cigarro

Quinta, 8 de janeiro de 2014
Do TJDF
O juiz de direito da 15ª Vara Cível de Brasília condenou empresa de cigarros e duas empresas de publicidade a se abster de realizar propaganda por venda direta de cigarros, a deixar de veicular qualquer tipo de oferta por meio eletrônico, principalmente internet, e a retirar o site "adultofumante.com" do ar.
O MPDFT entrou com ação civil pública contra as empresas Philip Morris Brasil Indústria e Comércio Ltda, Leo Burnett Publicidade Ltda e Bferraz Comunicação Promocional Ltda devido à venda direta de cigarros em bares e restaurantes e veiculação de publicidade pela internet. O MPDFT alegou que em 12/9/2011 instaurou inquérito civil público objetivando a apuração dos fatos descritos em matéria jornalística veiculada por jornal-laboratório da UnB intitulada "Os novos caubóis da Marlboro" na qual se indicou que as empresas estariam desenvolvendo merchandising em duas frentes de atuação: uma, consistente na venda direta no interior de bares e restaurantes por meio de promoter e, a outra, visando a coleta de dados cadastrais e autorização para a veiculação de publicidade de cigarros pela internet.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

É proibido fumar; Lei Antifumo entra em vigor hoje em todo o país


Quarta, 3 de dezembro de 2014
 https://adoratual.files.wordpress.com/2010/02/fumante.jpg
Imagem da internet
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Paula Laboissière e Aline Leal - Repórteres da Agência Brasil
A partir de hoje (3), passa a valer em todo o país a chamada Lei Antifumo que proíbe, entre outras coisas, fumar em ambientes fechados públicos e privados. A estimativa é que as novas regras influenciem os hábitos de 11% da população brasileira, composta por fumantes.

domingo, 31 de agosto de 2014

Pesquisa mostra que 65% dos pacientes com câncer continuam fumando

Domingo, 31 de agosto de 2014
Daniel Mello - Repórter da Agência Brasilfumante

Maioria dos fumantes não consegue largar o cigarro, mesmo após receber diagnóstico de doença — Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com pacientes da instituição mostra que 65% dos pacientes fumantes não conseguem largar o cigarro mesmo após receber o diagnóstico da doença. O coordenador de Apoio ao Tabagista do instituto, Frederico Fernandes, disse que o resultado da pesquisa foi surpreendente. “Nós imaginávamos, justamente, que uma pessoa que fumasse, na hora de receber o diagnóstico de câncer ficasse motivada a parar, pelo fato de ter desenvolvido uma doença relacionada ao tabagismo”, ressaltou em entrevista à Agência Brasil.
Segundo o médico, apesar da vontade dos pacientes de largar o tabaco, o vício é muito forte. “Quando a gente conversa com esses pacientes, vemos que eles têm vontade, estão motivados, mas, pelo fato de ter um nível alto de dependência da nicotina, não conseguem parar ou reduzir”, contou.

domingo, 1 de junho de 2014

Quase 90% dos brasileiros fumantes lamentam ter consumido primeiro cigarro

Domingo, 1º de junho de 2014
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
   A maioria dos brasileiros fumantes (85% - 89%) lamenta ter dado início ao hábito. Os dados fazem parte da Pesquisa Internacional de Tabagismo (ITC, na sigla em inglês), apresentado hoje (30), em razão do Dia Mundial sem Tabaco, lembrado amanhã (31).

Brasília - A militar aposentada Vânia Cristina da Costa, 55 anos, diz que começou a fumar por modismo, aos 15 anos (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A militar aposentada Vânia Cristina da Costa, 55 anos, diz que começou a fumar por modismo, aos 15 anos 
Marcelo Camargo/Agência Brasil
   A militar aposentada Vânia Cristina da Costa, 55 anos, é uma das brasileiras que compõem essa estatística. Ela diz que começou a fumar aos 15 anos, por modismo, que se arrepende da decisão e tem medo das consequências.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ministério Público do DF ajuíza ação contra indústria tabageira


Sexta, 30 de maio de 2014
Do MPDF

A 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) ajuizou, nesta sexta-feira, dia 30, ação civil pública contra uma das maiores indústrias tabageiras do Brasil, a Philip Morris. A medida busca coibir a publicidade ilegal do cigarro, realizada por promotores de vendas jovens em bares e eventos festivos no Distrito Federal. O produto é vendido pessoalmente aos consumidores, em clara ofensa à Lei nº 9.294/96, que limita a divulgação do cigarro ao acondicionamento das embalagens em expositores afixados na parte interna dos locais de venda.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

#festadocigarro será nesta quarta (11/12)

Terça, 10 de dezembro de 2013
Há alguns meses você assinou a nossa campanha pedindo a regulamentação da Lei Nacional de Controle do Tabaco, agora chegou a nossa hora de aumentar a pressão. 

Está chegando o dia da #festadocigarro. No dia 11/12, quarta-feira, completa o desaniversário de 2 anos da falta de regulamentação da Lei Nacional de Controle do Tabaco. São dois anos de omissão do governo em apresentar a regulação que fará a lei entrar em vigor, ser fiscalizada e cumprida.

Compartilhe a imagem abaixo no Facebook e continue lendo para ver outras formas de participar:
Vamos acabar com essa festa mostrando nossa indignação. Nós, da Rede ACT, iremos até a Casa Civil, em Brasília, levando as assinaturas coletadas no abaixo-assinado que você e milhares de pessoas apoiaram.

Você está convidado a participar conosco, mas se não estiver em Brasília, de longe mesmo pode colaborar enviando suas mensagens e solicitações ao governo para termos um Brasil com mais saúde, menos fumaça e sem interferência da indústria do tabaco.

Participe:
- Tuítaço no dia 11/12 - @CasaCivilBR #festadocigarro Apresentem JÁ a regulamentação da Lei Nacional de Controle do Tabaco!

- Acompanhe e compartilhe as mensagens da campanha no facebook:https://www.facebook.com/ACTbr

- Divulgue a petição na sua rede: http://www.change.org/limitetabaco
Abraços,

Equipe ACT

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Tabaco é responsável direto por dois em cada dez tumores

Quinta, 30 de maio de 2013
Da Agência Lusa
Barcelona (Espanha) – O tabaco é responsável direto por dois em cada dez tumores, mostra estudo do Instituto Catalão de Oncologia – Hospital Duran i Reynals, que seguiu cerca de 440 mil pessoas durante 11 anos.

Das 441.211 pessoas seguidas, 14.563 desenvolveram um tumor relacionado ao hábito de fumar, informou o instituto, a propósito do Dia Mundial sem Tabaco, que será lembrado nesta dexta-feira (31).

O estudo, publicado na revista Journal of Clinical Oncology, confirma que o hábito de fumar é causa de 80% dos tumores do pulmão e da laringe, assim como de 20% a 50% dos demais tumores respiratórios, digestivos e do trato urinário.

A pesquisa mostra que um percentual desses tumores é responsabilidade direta do tabaco, causa também de 25% dos de fígado, 14% dos de ovário e 8% dos de rins.

Os cientistas compararam o número de casos de tumores entre fumantes, ex-fumantes e os que nunca tinham fumado. O estudo revela que 36% dos tumores relacionados ao uso do tabaco são diretamente provocados pelo seu consumo, o que representa 20% do total.
Fonte: Agência Lusa

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Restrição de propaganda de cigarro levou 33% dos brasileiros a deixarem de fumar, diz pesquisa

Quarta, 29 de maio de 2013
Aline Leal
Repórter da Agência Brasil
Um em cada três brasileiros deixou de fumar depois que medidas que restringiram a propaganda de cigarros  na TV e em veículos de comunicação de massa entraram em vigor. É o que mostra pesquisa da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)  no lançamento da campanha “Tabaco: proíba publicidade, promoção e propaganda”, em atenção ao Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31 de maio.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Estudo mostra que dois em cada três casos de aneurisma estão ligados ao tabagismo

Domingo, 18 de dezembro de 2011

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Pesquisa feita pelo Serviço de Neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo mostra que 62% dos pacientes que sofreram aneurismas cerebrais fumavam regularmente. O estudo analisou 250 casos nos últimos dois anos. O levantamento destaca que os fumantes são até dez vezes mais propensos a apresentar hemorragias cerebrais causadas pelos aneurismas. O fumo, de acordo com a pesquisa, está diretamente ligado ao surgimento de casos em pacientes que já trataram do aneurisma ou que ainda enfrentam o problema.

Segundo Rafael Vicente Alves, neurocirurgião do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo, toxinas do cigarro enfraquecem uma proteína fibrosa e flexível, chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos. A fragilidade da proteína facilita a ocorrência de um aneurisma – espécie de embaulamento do vaso – que ocorre quando há dilatação anormal de uma artéria ou veia do cérebro. O sangramento causado pelo rompimento desse vaso pode levar o paciente à morte.

“A doença é traiçoeira. Normalmente o paciente descobre que tem aneurisma quando ele sangra, e é um sangramento muito grave. Cerca de 12 a 15% dos pacientes evoluem para para o óbito antes mesmo de chegar ao hospital”, explica.

Segundo o médico, dos pacientes que sobrevivem, cerca de 50% vão conviver com algum tipo de sequela grave. O aneurisma é mais comum nas mulheres, devido a fatores hormonais. No Hospital de Transplantes, aproximadamente 80% dos casos em tratamento de aneurisma são em mulheres.

Para tratar do aneurisma é necessária a intervenção cirúrgica. Na técnica chamada de embolização endovascular, o paciente é operado com um pequeno furo feito, geralmente, próximo à virilha. Pela incisão, o material cirúrgico percorre os vasos do paciente até o local exato do aneurisma para preencher o espaço rompido. No entanto, há casos que precisam ser tratados pelo modo convencional, em que há abertura do crânio.

Além do cigarro, colaboram para o surgimento de aneurismas a hipertensão arterial, o diabetes, as alterações de colesterol, o consumo de álcool e as doenças infecciosas inflamatórias. “As pessoas têm de trabalhar em fatores que elas conseguem controlar. Controle de pressão, o diabetes, as alteração de gorduras no sangue, evitar álcool, e não só não fumar, mas também não conviver com pessoas que fumam, para evitar fumar passivamente”, ressalta o médico.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Empresários de Brasília se preocupam com proibição de fumódromos

Quinta, 15 de dezembro de 2011
Proprietários e clientes estão preocupados com a proibição do cigarro em ambientes fechados públicos e privados. A Lei 12.546 sancionada hoje (15), pela presidenta Dilma Rousseff, extingue os chamados fumódromos, espaços reservados para fumantes.

A auditora da Vigilância Sanitária Mônica Mulser Parada que coordena as ações de controle do tabagismo no Distrito Federal disse que a proibição é um avanço na lei que já está em vigor em São Paulo, no Rio de Janeiro e Paraná.

Segundo Mônica, os fumódromos são tecnicamente inviáveis para o controle do uso de cigarro, o que acarreta problemas de saúde nos frequentadores. “São locais insalubres. Não existe tecnologia eficaz para evitar que fumaça se disperse. Como a Vigilância não tinha como proibir, tentava desestimular o uso de cigarro”. Para que a nova lei seja cumprida, a vigilância Sanitária vai se organizar e programar ações.

Gustavo Gazeta, dono da casa de shows UK Music Hall, não concorda com a proibição dos espaços reservados aos fumantes. “É muito constrangedor expor o cliente a ficar na calçada para fumar, atrapalhando quem está passando, se antes existia um local próprio”, disse. Com as novas determinações, Gustavo irá avaliar estratégias para que seus clientes fumantes não deixem de frequentar o local. “Vamos ter que criar alguma maneira de que o cliente não precise ir embora para fumar”.

A proprietária do America Rock Club, Eliane de Castro, fechou o fumódromo antes mesmo da proibição. “O movimento da casa caiu muito, mas não tinha como controlar o fumódromo. Era um local pequeno e com pouca circulação de ar”. Para ela, o maior problema é manter os clientes, já que eles precisam sair do estabelecimento para fumar. “Eles reclamam de sair para fumar. Seria preciso contratar mais funcionários para controlar a entrada e saída desses clientes”.

O estudante de Administração, Marcelo Ferreira, concorda com a proibição dos fumódromos. “Os fumantes têm que tomar consciência de que é prejudicial à sua saúde”. A analista de sistemas, Melissa de Freitas, fumante há 13 anos, discorda da proibição. “Ter que ir para um fumódromo já é complicado, porque é um isolamento. E agora como fica? Daqui a pouco só poderei fumar em casa?”.

A nova lei também veta a divulgação dos fabricantes em eventos esportivos e musicais. A partir de 1º de janeiro de 2016, os avisos deverão aparecer em 30% da área frontal do maço de cigarros.

Fonte: Agência Brasil

Justiça suspende veiculação de advertência contra males do fumo em maços de cigarro da Souza Cruz

Quinta, 15 de dezembro de 2011
Débora Zampier - Repórter Agência Brasil
Brasília – Os maços de cigarro da empresa Souza Cruz podem deixar de exibir seis das dez mensagens antifumo que se tornaram obrigatórias em 2008 com uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Sexta Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiu hoje (15), por maioria, que a exibição das mensagens fortes representam uma degradação da imagem da empresa.

A decisão vale apenas para a Souza Cruz, que detém quatro das dez marcas mais vendidas legalmente no país: Derby, Hollywood, Free e Dunhill. No entanto, a decisão pode influenciar pedidos semelhantes, já que abre um precedente jurídico. A empresa Souza Cruz informa que só vai tirar as mensagens dos maços quanto houver decisão definitiva, já que espera que haja recurso por parte da Anvisa contra a decisão.

As mensagens suspensas são: Perigo - o risco de derrame cerebral é maior com o uso deste produto; Horror - este produto causa envelhecimento precoce da pele; Infarto - o uso deste produto causa morte por doenças do coração; Morte - o uso deste produto leva à morte por câncer de pulmão e enfisema; Produto tóxico - este produto contém substâncias tóxicas que levam ao adoecimento e à morte; e Vítima deste produto - este produto intoxica a mãe e o bebê, causando parto prematuro e morte.

Para a relatora do caso na Sexta Turma, a juíza convocada Carmen de Arruda, o poder de regulamentação da Anvisa não pode se sobrepor ao direito do fabricante. Ela também argumentou que as propagandas são abusivas e não respeitam o princípio da razoabilidade, já que a venda de tabaco é lícita. "Não é proibido fumar no Brasil. As pessoas pagam impostos. Cada vez que se compra um maço de cigarro, o imposto é pago e é recolhido, empregos são gerados. Não é lícito, portanto, sujeitar essas pessoas jurídicas a tratamentos degradantes".

A juíza também lembrou que os maços já são vendidos com a mensagem "Fumar é prejudicial à saúde", o que considera "bastante o suficiente para aqueles que consomem o produto estarem cientes dos males advindos do tabagismo".

Fonte: Agência Brasil
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Comentário do Gama Livre: Quanto a degradação e a falência do organismo do fumante...

Espera-se que essa decisão do TRF2 seja, com a maior urgência, reformada por instâncias superiores da Justiça.

sábado, 26 de novembro de 2011

Uma pouca vergonha

Sábado, 26 de novembro de 2011 
Por Ivan de Carvalho
Depois de passar pela Câmara dos Deputados, também o Senado Federal aprovou medida provisória, editada pela presidente Dilma Rousseff, que proíbe o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo o país, ampliando assim medida legislativa inicialmente adotada em São Paulo por proposta do então governador José Serra, do PSDB.

            Essa legislação, uma vez sancionada pela presidente da República e entrando em vigor, trará um progresso notório quanto às restrições ao exercício do vício do tabagismo. O fundamento aí é sempre o de que o fumante não pode impor danos, efeitos e incômodos do seu vício a outras pessoas. A nova legislação extingue os fumódromos. Não dá mais para fumar em bares, restaurantes, boates e até as tabacarias estão livres da fumaça.

            A proibição não chega a ser uma coisa absoluta, porque o Estado havia que respeitar a privacidade das pessoas. Por causa disto, ainda será possível fumar dentro de ambientes privativos (basicamente, residências, onde ainda será possível envenenar lentamente pais, filhos, cônjuges, irmãos, netos, empregados, visitas). Não é impossível encontrar mais algum outro lugar privado (por exemplo, um escritório ou oficina a que só uma pessoa tem acesso) em que o tabagismo possa ser praticado – ou perpetrado.

Ficam isentos da proibição, além desses lugares de acesso privado, os lugares ao ar livre – ruas, praças, estradas, praias e no campo ou na água, durante a natação (desde que não em piscina com acesso ao público), mas neste último caso haverá uma certa dificuldade de manter o cigarro (ou cigarrilha, charuto ou cachimbo) aceso. Talvez nadando de costas...

Se quanto ao ato de fumar a nova legislação representa um avanço, ela trouxe um contrabando no que diz respeito à propaganda do tabagismo. Por legislação federal anterior, ela já estava proibida em estádios, pistas, palcos ou locais similares, bem como vedado o patrocínio de “eventos esportivos nacionais e culturais”.

A lei aprovada agora pelo Congresso (por último, pelo Senado) dá um espantoso passo atrás, ao permitir a propaganda em eventos esportivos e artísticos. Assim, fica ela sendo permitida, se houve interesse comercial, nas Olimpíadas de 2016, na Copa do Mundo de 2014, no campeonato brasileiro, nos campeonatos estaduais, nos jogos de futebol, de basquete, de vôlei que se realizarem no país a qualquer título, nas corridas de carros, nas atividades de palco (teatrais, musicais, nos trios elétricos – a apresentação de suas bandas são eventos artísticos, como quer a lei).

Não se vai poder fumar em um teatro, mas o cartaz pode estar lá exposto, recomendando o tabagismo e o ator pode até apelar aos espectadores para que se matem com os cigarros da empresa que está ajudando a financiar o espetáculo. A camisa da seleção brasileira poderá desmoralizar-se a ponto de ostentar o nome de uma marca de cigarros. Mas o que importa mesmo é que os brasileiros, incluindo crianças e adolescentes, estarão com extrema freqüência sob bombardeio da propaganda tabagista, se a presidente Dilma Rousseff não vetar esse dispositivo contrabandeado na Câmara para sua Medida Provisória e acolhido pelo Senado.

Esse rombo aberto na legislação contra o tabagismo é uma pouca vergonha. Praticamente anula os efeitos de todo o esforço político e legislativo feito anteriormente para evitar a propaganda do tabagismo, o que vinha produzindo excelentes resultados, que seriam ainda mais expressivos com a nova lei, se os não inserissem essa safadeza da propaganda em eventos “esportivos e artísticos”.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.
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Fumante
               Imagem do Google

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cigarro, uma droga que mata

Quarta, 14 de setembro de 2011
Da Pública Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
ÍNDIA: Indústria de cigarros bidis contra a saúde pública

Tigres de fumaça: a Índia e a Indonésia são os maiores desafios para a mudança global de regras sobre o tabaco
Filho de fazendeiro descansa no monte de tabaco enquanto
a colheita da família é inspecionada no entreposto de Periyapatna;
cerca de 50 mil crianças trabalham na indústria indiana de bidis

Por Murali Krishnan e Shantunu Guha Ray do Center for Public Integrity

Perto do rio Ganges, que corre por toda a cidade de Varanasi, no norte do estado de Uttar Pradesh, Janaki Devi é um exemplo típico das trabalhadoras pobres que movimentam uma das mais importantes indústrias da Índia.

Toda manhã ela se banha no rio que os hindus consideram o local mais sagrado do país. É o momento de tranquilidade do dia; logo depois ela assume uma rotina massacrante de oito horas, enchendo as folhas marrom-avermelhadas com 2 gramas de tabaco e depois amarrando-as. Se demorar 25 segundos para fazer cada bidi, no fim do dia terá enrolado pelo menos 1.000. Por essa produção, recebe 1 dólar por dia.

“Trabalho sem parar. Preciso do dinheiro para sustentar minha família”, diz Dev, os olhos focados na bandeja de junco em seu colo, onde trabalha. Ela tira 25 dólares por mês, o que é muito pouco mesmo na Índia, onde mais de metade da população vive com renda inferior a 2 dólares por dia.

Devi é uma das cerca de 6 milhões de mulheres que enrolam bidis na Índia; essa ocupação é a segunda no ranking entre as atividades que mais utilizam mão de obra intensiva no segundo maior mercado de tabaco do mundo – um país onde o vício em tabaco afeta aproximadamente um quarto da população. As mulheres constituem quase 75% da força de trabalho da indústria do bidi, que produz entre 750 bilhões e 1,2 trilhão de cigarros por ano.

O bidi, que parece um cigarrinho de maconha, traz grandes riscos para a saúde de quem o fuma e o enrola. Contém mais nicotina e alcatrão do que os cigarros convencionais.
Leia a íntegra da reportagem na Pública.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Tabaco pode matar 1 bilhão somente neste século, diz OMS

Segunda, 2 de abril de 2011
Da Radioagência NP

Um especialista da Organização Mundial da Saúde  (OMS) afirmou que até 1 bilhão de pessoas podem morrer neste século por causa do uso ou exposição ao tabaco. De acordo com o diretor da Iniciativa Livre de Tabaco da OMS, Douglas Bettcher, governos dos países em desenvolvimento devem tomar medidas para conter o fumo.

As taxas mais altas de doenças geradas pelo uso de tabaco estão sendo registradas nos países de rendas baixa e média. Segundo Bettcher, as mortes são evitáveis. O uso de tabaco ou exposição ao produto mata 6 milhões de pessoas todos os anos. Para o especialista não é coincidência que os óbitos venham de países pobres, onde os cuidados médicos são precários, e a regulação da indústria do tabaco mais fraca.

Douglas Bettcher afirmou que as tabaqueiras estão optando por outros mercados, após países de renda alta na Europa e na América do Norte terem reduzido o número de fumantes. Para o diretor da OMS, o uso de tabaco forma um círculo vicioso de pobreza no qual os fumantes ficam doentes e não podem pagar por assistência médica, o que acaba afetando as economias da família.

Segundo a agência da ONU, dos países em desenvolvimento, Turquia e Uruguai têm apresentado bons resultados no combate ao tabaco. Na nação sul-americana, houve uma redução de 25%, nos últimos dois anos, do número de fumantes.  Já na Turquia, o governo introduziu leis mais restritas ao uso do fumo na última década.

Os resultados foram debatidos durante um encontro do Fórum Mundial da Saúde, encerrado na sexta-feira, em Moscou. Segundo os participantes, a ligação entre tabaco e pobreza faz do tema uma prioridade na agenda do desenvolvimento.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
02/05/11

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cigarro mata anualmente 600 mil não fumantes no mundo

Sexta, 26 de novembro de 2010
Da Agência Brasil
Carolina Pimentel - Repórter
Exposição ao fumo mata 600 mil pessoas por ano no mundo, diz OMS

Mais de 600 mil fumantes passivos morrem por ano no mundo vítimas de doenças relacionadas à exposição ao fumo. Desse total, 165 mil são crianças. É o que revela estudo inédito feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 192 países, entre os quais o Brasil, e divulgado hoje (26).

As mulheres são as principais fumantes passivas, o que corresponde a 47% das mortes. As crianças aparecem em segundo lugar (28%) e os homens em terceiro (26%).

As principais causas de morte dos fumantes passivos são problemas cardíacos, infecções respiratórias, asma e câncer de pulmão. A OMS constatou que 40% das crianças foram expostas à fumaça do cigarro, 33% dos homens não fumantes e 35% das mulheres não fumantes.

As maiores taxas de exposição foram encontradas no Leste da Europa, Pacífico Ocidental e Sudeste Asiático, segundo dados de 2004.

Diante do atual cenário, a OMS alerta que os países devem adotar medidas urgentes para proteger os fumantes passivos.. Apenas 7,4% da população mundial vivem em regiões com ambientes livres do tabaco.

Alguns estados brasileiros já proíbem, em lei, o fumo em lugares fechados de uso coletivo, além de eliminar áreas reservadas aos fumantes. No Congresso Nacional, tramita um projeto de lei que prevê o fim dos fumódromos em todo o país.