“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Ministério Público Brasileiro reage à decisão liminar proferida pelo CNMP referente à suspensão do depoimento de Lula ao MPF em São Paulo

Quinta, 18 de fevereiro de 2016
A CONAMP, a Associação Paulista do Ministério Público (APMP) e o Ministério Público de São Paulo manifestaram publicamente apoio e confiança à atuação a promotores de Justiça que atuam em procedimento investigatório criminal que envolve, dentre outros, o Ex-Presidente da República, Senhor Luiz Inácio Lula da Silva.


Confira a íntegra da manifestação da CONAMP:


NOTA PÚBLICA

A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), entidade de classe nacional que congrega mais de 16 mil Membros dos Ministérios Públicos dos Estados, Militar e do Distrito Federal e Territórios, em reunião de seu Conselho Deliberativo, nesta quarta-feira (17), lamenta a decisão liminar proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público que suspendeu a tramitação de procedimento investigatório criminal instaurado no âmbito do Ministério Público do Estado de São Paulo, impedindo a oitiva do Ex-Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de sua esposa, Marisa Letícia Lula da Silva, ofendendo a atividade-fim da Instituição.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Suspenso depoimentos de hoje (16/2) Lula e Marisa à Justiça em São Paulo

Quarta, 17 de fevereiro de 2016
Priscilla Mazenotti - Repórter do Radiojornalismo
Uma liminar do Conselho Nacional do Ministério Público suspendeu o depoimento que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua mulher Marisa Letícia dariam hoje (17) à Justiça em São Paulo. Os dois seriam ouvidos sobre o apartamento triplex, no Condomínio Solaris, no Guarujá. A suspeita do Ministério Público Federal é de que houve tentativa de ocultar a identidade do dono do triplex, que seria do ex-presidente, o que pode caracterizar crime de lavagem de dinheiro.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Moro: divulgação de abertura de inquérito sobre sítio em Atibaia foi equívoco

Quarta, 10 de fevereiro de 2016
Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
O despacho do juiz Sérgio Moro que autorizou a Polícia Federal (PF) a instaurar um inquérito para apurar se empresas investigadas na Operação Lava Jato pagaram por obras de melhorias em um sítio em Atibaia (SP) frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi publicado ontem (9) "inadvertidamente" no site do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, por um equívoco do Poder Judiciário.

A divulgação do despacho inicial que, segundo o próprio Moro, deveria ser sigiloso, permitiu que a imprensa noticiasse a intenção da PF de apurar a eventual relação entre empresas investigadas na Lava Jato, como as construtoras OAS e Odebrecht, e o sítio frequentado por Lula.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Operação Triplo X (extensão da Lava Jato) sai às ruas antes do Carnaval 2016 começar e deixa ex-presidente Lula em enrascada

Sábado, 30 de janeiro de 2016
De Vitor Hugo Soares no Blog Bahia em Pauta

Publicitária Nelci Warken é presa pela PF na Tripo X para explicar compra de apartamentos no condomínio do Guarujá


…onde a OAS fez reforma de triplex depois de assumir empreendimento imobiliário iniciado pela Bancoop.

ARTIGO DA SEMANA
“A situação está cínica / os mais pior vai pras Crínicas”

Adoniran Barbosa, no antológico “Samba no Bixiga”.

Estamos às vésperas de um carnaval de crise braba: tenso e estressado sim, mas jornalisticamente animado, atraente, relevante e referencial – como raramente (ou jamais) se viu por estas bandas do Atlântico Sul. A folia começa a chegar às ruas (em Salvador e no Rio de Janeiro, principalmente), mas o País e a sociedade seguem vidrados e embalados no passo ágil, decidido e cada vez mais surpreendente, ditado de Curitiba pela batuta do juiz Sérgio Moro, no comando da Lava Jato.

Leia a íntegra

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Bancoop: Nova fase da Lava Jato investiga lavagem de dinheiro em condomínio no Guarujá

Quarta, 27 de janeiro de 2016
Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil
A publicitária Nelci Warken, que prestou serviços à Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), foi a primeira pessoa detida na 22ª fase da Lava Jato na manhã de hoje (27), batizada de Triplo X. Em entrevista concedida há pouco, os investigadores da operação anunciaram ainda que já estão presos Ricardo Honório, um dos sócios do escritório da empresa Panamaense Mossack Fonseca no Brasil, e Renata Pereira Brito que trabalhava com Honório.

A empresa é responsável pela offshore Murray, que adquiriu um condomínio imobiliário no Guarujá, litoral paulista, inicialmente construído pela Bancoop, presidida entre 2005 e 2010 pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso em abril do ano passado. O empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS em 2009, em função de uma crise financeira da cooperativa.

O nome da operação faz alusão a Murray que mantém um triplex no condomínio. A Polícia Federal apura se houve ocultação de patrimônio na operação e se as unidades foram usadas como repasse de propina.

“Além dos possíveis crimes de sonegação fiscal e ocultação de patrimônio, há indícios de que os imóveis foram usados para pagamento de propina a pessoas que hoje são proprietárias”, explicou o delegado da Lava Jato, Igor Romário.

O delegado acrescentou ainda que outras três pessoas que tem mandado de prisão temporária expedido estão no exterior. Uma delas é Maria Mercedes, administradora do escritório da Mossack no Brasil. Outra pessoa que já foi localizada e notificada é Ademir Auada, funcionário da empresa responsável por abrir diversas offshores. Auada também é esperado na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

O sexto mandado de prisão temporária foi expedido em nome de Luis Fernando Ernandez Ribeiro que não foi localizado pela PF. Todos estão ligados à Mossack Fonseca.

O delegado Igor Romário disse que as buscas e apreensões – 15 mandados – nas residências indicadas já foram concluídas. Na 22ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã de hoje (27) em São Paulo e Santa Catarina para apurar suspeitas de corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, ainda existem dois mandados de condução coercitiva. Com estes mandados, a PF já ouviu hoje o depoimento de Eliana Pinheiro de Freitas e Rodrigo Andres Fernandes, também funcionários da Mossack.

Procurador da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima acrescentou que ainda está sendo investigada a existência de uma estrutura criminosa para facilitar a abertura de empresas offshores – em paraísos fiscais - e contas no exterior para esconder dinheiro de propina fruto de atividades irregulares envolvendo negócios da Petrobras.

Três dos réus – [Renato] Duque [ex-diretor de Serviços da Petrobras], Mário Góes [empresário] e [o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro] Barusco - tinham offshores abertas pela Mossack.

“A Mossack Fonseca que é uma empresa com sede no Panamá e tem escritórios no mundo inteiro, inclusive em São Paulo. Esta empresa continuava promovendo a abertura de offshores no exterior”, disse Lima ao mencionar a continuidade das atividades, mesmo depois do início da Lava Jato.

Segundo o procurador, estas atividades foram confirmadas com a quebra de sigilos telefônico que indicam  a abertura destas contas tanto para investigados da operação quanto para outras pessoas.

Lima conclamou pessoas que não estão envolvidas nas investigações a se explicarem para a PF. “Porque estão usando este sistema que é um sistema de fraude”, afirmou. O procurador explicou que manter dinheiro no exterior é lícito, desde que seja declarado aos órgãos brasileiros, como a Receita Federal.

Triplo X: Polícia Federal deflagra mais uma fase da Operação Lava Jato

Quarta, 27 de janeiro de 2016
Da Agência Brasil
A Polícia Federal deflagra hoje (27) a 22ª fase da Operação Lava Jato, cumprindo seis mandados de prisão temporária e dois de condução coercitiva na capital paulista, em Santo André, São Bernardo do Campo (na grande São Paulo) e Joaçaba, em Santa Catarina, além de 15 mandados de busca e apreensão. A operação é chamada Triplo X.

Os presos serão levados para a superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça. Entre os crimes investigados estão corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

A PF apura a existência de estrutura criminosa na abertura de empresas off-shores e contas no exterior. Essas empresas teriam sido criadas para ocultar crimes de corrupção com recursos de delitos praticados na Petrobras.

A operação investiga a ocultação de patrimônio através de um empreendimento imobiliário. Há suspeitas de que uma das empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato teria se utilizado do negócio para repasse disfarçado de propina a participantes do esquema criminoso da Petrobras. Mais detalhes serão fornecidos em entrevista coletiva à imprensa, às 10h, em Curitiba.