Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Crise na saúde: “Vai ter gente presa”

Quinta, 28 de julho de 2016
Do Jornal de Brasília
Millena Lopes
São quase três horas de uma conversa com trechos bem comprometedores em que o vice-governador Renato Santana diz que “volta e meia” avisa ao governador Rodrigo Rollemberg que estão pedindo propina em nome dele.

A gravação, entregue pela presidente do Sindsaúde-DF, anteontem, ao Ministério Público do DF, foi feita em março deste ano, na casa dela, e faz parte das provas que ela diz ter de que há um esquema de pagamento de propina no Governo do DF.

O ex-ouvidor da Vice-Governadoria, Valdecir Marques de Medeiros, também participa da conversa, em que Santana solta o verbo. No trecho a que a reportagem teve acesso, o vice explica por que a Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável, comandada por Arthur Bernardes, do PSD, resolveu devolver a Subsecretaria de Políticas Público-Privadas ao governador: por que “vai ter gente presa ali”.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

GDF: Ministério Público do DF instaura inquérito civil ambiental sobre a Parceria Público Privada (PPP) do lixo

Quinta, 4 de julho de 2013 
A 1ª Promotoria de de Justiça Defesa do Meio Ambiente (Prodema) instaurou, nesta quarta-feira, dia 3, inquérito civil ambiental para apurar aspectos da Parceria Público Privada (PPP) do Lixo que ainda não foram abordados, como reciclagem, compostagem e elaboração do Plano Integrado Distrital de Resíduos Sólidos – documento exigido pela Lei de Política Nacional para obtenção de recursos e financiamentos da União. A Secretaria de Governo terá dez dias para responder.

O objetivo do inquérito civil é acompanhar a política pública de resíduos sólidos e a proposta de PPP, a fim de evitar futuros danos ambientais e de atender às exigências legais. Segundo o promotor de Justiça Roberto Carlos Batista, embora as Prodemas analisem a situação dos resíduos sólidos do DF, outros aspectos da PPP também precisam ser tratados. Batista explica, ainda, que "a Prodema se posicionará sobre as providências imediatas após análise dos documentos do governo”.

Entenda o caso

Desde 2012, a Prodema, em ação conjunta com Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep), Ministério Público junto ao TCDF (MPTCDF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), analisa as condições de trabalho, as garantias dos direitos dos catadores, o cumprimento da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 10.302/2010), a contratação e a licitação da PPP do lixo.

Em novembro de 2012, durante reunião com representantes do governo e da empresa contratada para realizar os estudos da PPP, as Entidades encaminharam um ofício à Secretaria de Governo. O documento questionava aspectos legais conflitantes da PPP do lixo. Porém, as respostas enviadas não foram satisfatórias. Desse modo, a discussão PPP do Lixo foi adiada.

Em audiência pública, realizada em junho de 2013, na Câmara Legislativa do DF, a Secretaria de Governo apresentou proposta da PPP do lixo. Entretanto, os presentes solicitaram que a pauta fosse retirada.

Leia Mais

Fonte: MPDFT

segunda-feira, 4 de março de 2013

Grupo Amaral: intervenção ou recuperação econômica com recursos do GDF?

Segunda, 4 de março de 2013

Recursos do GDF, além de peças e equipamentos da TCB estão sendo remanejados para as empresas do Grupo Amaral. Foto de  Jaime Batista da Silva/EBC

Tratar-se-ia, pois, de uma arquitetura financeira muito bem elaborada
para colocar em campo uma operação de socorro financeiro,
se valendo da viúva como fiadora.

Por Chico Sant’Anna
A repentina decisão do Governo do Distrito Federal em intervir nas empresas de transporte coletivo do Grupo Amaral – Rápido Veneza, Viva Brasília e Rápido Brasília -, foi recebida com êxtase por parte de diversos setores da sociedade e, principalmente, pelos militantes petistas, que passaram a acreditar que agora o governo de Agnelo/Filippelli estaria trazendo a tona o pedigree revolucionário.

Passados alguns dias e diante de uma frota totalmente sucateada que obriga o interventor tirar recursos próprios – porém públicos – para manter rodando a empresa, a pergunta que se faz é: estão intervindo ou recuperando economicamente uma empresa falida? Uma empresa de um ex-senador que nunca este muito distante de setores poderosos do Palácio do Buriti. Um empresário-político que consegue manter irregularmente ocupada uma vasta área verde às margens do Lago Paranoá, mesmo com a decisão judicial que obriga o GDF a recuperar a área para o patrimônio público e a população de Brasília.

Nas primeiras semanas de “intervenção”, o GDF já foi obrigado a repassar 15 milhões de reais para as despesas mais comezinhas: desde comprar pneus, combustível, lubrificantes, peças e produtos necessários à manutenção dos veículos, até gastos mais expressivos para ressuscitar uma frota de 180 veículos. Não há nenhum levantamento prévio que garanta que o governo do Distrito Federal não terá que repassar outros montantes de verbas oriundas dos cofres públicos.

Para os mais jovens ou aos mais recentes moradores de Brasília, é preciso lembrar que as empresas do Grupo Amaral passaram a rodarem Brasília, principalmente no Plano Piloto, a partir do canibalismo da empresa estatal Transporte Coletivo de Brasília – TCB, que tinha o seu maior ganha-pão na linha Grande Circular. Uma rota curta, interligando as Avenidas L.2, Sul e Norte, e W.3, Sul e Norte, em vias bem pavimentadas e com um elevado índice de passageiro por quilômetro rodado. Na base do discurso do Estado Mínimo, que reinou no Brasil entre as décadas de 1980 e 1990, a TCB foi morrendo por inanição induzida pelo próprio GDF, que priorizava o atendimento àqueles que sempre foram amigos dos candidatos ao Buriti. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Movimento em Defesa de Brasília entra com quatro representações contra o GDF de Agnelo

Sábado, 23 de fevereiro de 2013
 
O Movimento em Defesa de Brasília -  MovBsB –  encaminha ao Ministério Público quatro representações questionando o projeto de Lei do PPCUB, a Licitação do Transporte Coletivo, a PPP do Lixo e a Degradação doMeio-ambiente no Distrito Federal.

Nesta 2ª feira, 25/2, às 13h, o Movimento em Defesa de Brasília – MovBsb – protocolará quatro representações contra o Governo do Distrito Federal no Ministério Público Federal, no Ministério Público do DF e Territórios, no Tribunal de Contas do Distrito Federal – TCDF, no Tribunal de Contas da União – TCU e no Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE, do Ministério da Justiça.

O Movimento em Defesa de Brasília – MovBsb é um coletivo que reúne ongs, sindicatos, associações de moradores, de profissionais e de micro-empresários, partidos políticos em oposição a atual administração do GDF, pesquisadores e estudantes universitários, cidadãos, em geral. O denominador comum que reúne todos estes segmentos da sociedade do Distrito Federal é a preservação de Brasília e de sua qualidade de vida.
Leia também:
A primeira representação visa suspender a tramitação do projeto de lei do Executivo que define o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico – PPCUB – na Câmara Legislativa do DF. Se aprovado como está, o PPCUB poderá acarretar o adensamento em diversas regiões do Plano Piloto, assim como promoverá alterações indesejáveis de uso  dos impoveis e sem justificativas. Algumas das consequências seriam a ocupação imobiliária de áreas hoje preservadas, a deterioração da qualidade de vida na área tombada e a ameaça ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Cabe lembrar que a Missão da Unesco em 2012, recomendou expressamente a paralisação e reavaliação do PPCUB.

Transporte Coletivo

A segunda representação visa suspender a licitação do transporte público que definira as empresas de ônibus que vão operar em Brasília, por configurar uma situação de oligopólio para os próximos 20 anos. A representação também exige que o GDF retome a implantação das quatro linhas de metrô previstas no projeto original desse modal de transporte. O GDF cancelou as linhas de Santa Maria, Gama, Park Way, Planaltina, Sobradinho e Colorado e não adquiriu os 70 trens de metrô que faltam ao sistema, incentivando o domínio do transporte coletivo movido a diesel. O resultado é a deteriorização das condições de transporte e de trânsito, as piores nos 50 anos de Brasília.

A terceira representação visa suspender o processo de Parceria Público Privada (PPP) para o manejo de resíduos sólidos e limpeza urbana que criará um monopólio por 30 anos. Afrontando a legislação, em especial o Estatuto das Cidades, o GDF não elaborou o plano de saneamento básico, o plano de resíduos sólidos, nem o estudo de viabilidade técnica e econômico-financeira da prestação universal e integral dos serviços. O GDF tampouco considerou a efetiva inclusão dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nos serviços de coleta e triagem dos resíduos.

A quarta representação visa deter proposta do GDF de reordenamento urbanístico da  região do Park Way, a qual implicará na impermeabilização do solo em um espaço superior a 500 mil m2 de áreas verdes, no aterramento de córregos e na destruição de áreas de proteção ambiental. Entendo o Mov-Bsb que a continuidade da degradação do meio ambiente no DF por meio do avanço das ocupações urbanas pode resultar na falta de água potável no DF em até 10 anos, o agravamento da baixa umidade relativa nos meses de seca e a elevação da temperatura ambiente em até 3 graus centígrados.
Representações

Os integrantes do MovBsb estarão no MPDFT às 13 horas do dia 25 de fevereiro (2ª feira), onde entregarão as primeiras representações. Em seguida, irão ao TCDF, para protocolar cópias das representações junto ao MP daquele Tribunal de Contas.

No dia seguinte, (26/02), às 13 horas, integrantes do MovBsb estarão no MPF, onde também serão protocoladas as representações. Em seguida, seguirão para o TCU, onde igualmente farão a entrega das representações ao MP do TCU. Finalmente, irão ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), para protocolar as representações no MP daquele órgão.