Manifestação contra o ajuste fiscal na Avenida PaulistaRepórter Camila Boehm
Uma manifestação de diversas entidades ocorre hoje (18) na
Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (SP). Às 18h10, o
grupo começou a passeata. De acordo com a central sindical CSP-Conlutas, as
motivações incluem combater o ajuste fiscal e a Agenda Brasil, do governo
federal, além de pedir uma alternativa que atenda aos trabalhadores, à
juventude e ao povo pobre. A entidade se posiciona contra a presidenta Dilma
Roussef, o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o vice-presidente
Michel Temer e o senador Aécio Neves, informou a organização.
Sábado, 14 de março de 2015 Do Blog do Tsavkko Por Raphael Tsavkko Garcia
O que mais (me) irrita hoje é a incapacidade das pessoas enxergarem um
palmo diante do nariz, de conseguirem manter o mínimo de coerência.
Vejam a foto do protesto pró-PT em São Paulo.
Nela, ao lado de bandeiras da Dilma, pessoas protestando contra contaminação do solo, contra, penso eu, transgênicos e etc.
Do lado de bandeiras da Dilma, repito, cuja principal aliada é... Katia Abreu! Precisa dizer mais?
É a incapacidade máxima de entender que sua(s) pauta(s) simplesmente NÃO
INTERESSA a Dilma e ao PT e MESMO ASSIM você sai na rua pra defender a
porra do governo.
Em outra foto de protesto no Rio, uma faixa em defesa da Caixa... A
Caixa que Dilma queria abrir capital. A defesa do governo Dilma e das
pautas citadas simplesmente não combinam, não funcionam.
E o mais triste é que se você for perguntar, dirão que é óbvio que o PT
defende estas pautas (contra privatização da Caixa, contra o
agronegócio) e que, NO MÁXIMO fazem "aliança tática" com alguns setores
~malvados~ pela "governabilidade".
As fotos são de uma colaboradora do Gama Livre. Dê um clique sobre as imagens para ampliá-las.
Manifestantes em frente ao Ministério da Justiça.
Nem tudo está perdido. Apesar do peleguismo da maioria dos sindicatos, das centrais sindicais, da Une e de outras entidades estudantis a ela atreladas, ainda há a explosão, a inquietude, a revolta, dos estudantes pelo momento de repressão às manifestações populares.
Está sendo realizado nesta semana na UNB, Universidade Nacional de Brasília, o Ened (Encontro Nacional dos Estudantes de Direito). Hoje à tarde os estudantes tiveram, certamente, a mais autêntica e importante aula que poderiam ter nesse Encontro. Foram às ruas de Brasília. Foram se manifestar na Esplanada dos Ministérios.
E ecoou alguns gritos de guerra. Veja alguns deles:
'Sou estudante, sou radical, não sou capacho do governo federal'.
'Nas ruas, nas praças, quem sumiu? Aqui está presente o movimento estudantil'. Nesse caso uma crítica direta à pelegagem de alguns 'movimentos sociais'.
'Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais'.
E mais:
'Feminismo contra o machismo. Feminismo contra o capital. Feminismo contra o machismo e capitalismo neoliberal'.
Ministério da Justiça.
Postagem atualizada às 22h28 para inclusão do manifesto da Fened, Federação Nacional de Estudantes de Direito. Dê um clique sobre a imagem para ampliá-la.
Um ato reuniu hoje (3) integrantes de movimentos sociais,
em Porto Alegre, para denunciar a criminalização dos movimentos. Por meio de
vídeos e debate público, eles informaram que participantes de mobilizações na
cidade, a exemplo das que reivindicaram a redução da tarifa de transporte, em
junho do ano passado, tornaram-se réus de processos judiciais que os apontam
como participantes de grupos criminosos e de atos como furto e uso de artefato
explosivo.
O processo judicial que tramita na 9ª Vara Criminal do Foro
Central chamou a atenção do Bloco de Lutas pelo Transporte Público, articulação
de coletivos que teve vários de seus integrantes citados judicialmente. De
acordo com Rodrigo Brizola, seis dos sete réus são ativistas. Ele e Alfeu Neto
integram o Movimento Autônomo Utopia e Luta, Gilian Dias faz parte do PSTU,
José Vicente e Matheus Gomes integram o grupo Resistência Popular e Lucas Boni
é militante do PSOL.
Em ato pacífico, manifestantes caminharam pela Avenida Atlântica, do Posto 5 até a Fan FestFernando Frazão/Agência Brasil
Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil
Um grupo de manifestantes seguiu pela Avenida Atlântica,
em Copacabana, do Posto 5 até a Fan Fest, em uma marcha silenciosa marcada
apenas por dois bumbos, na tarde de hoje (29). Muitos usavam mordaça e vestiam
camisetas amarelas com o número -1 e o nome de vítimas do Estado nas favelas –
como o pedreiro Amarildo, Cláudia (arrastada por uma viatura da Polícia Militar)
e o dançarino DG. Outras camisas exibiam Educação e Saúde, com o número zero
estampado.
Os manifestantes simularam um jogo de toque de bola na rua.
Nos cartazes, dizeres como “pelo direito à livre manifestação”, “não é normal o
estado matar negro e pobre”, “pelo fim do genocídio dos pobres e negros”, “o
poder e a força bruta não vão nos calar” e “pelo nosso direito à cidade”.
Também foram lembrados os nomes Rafael, Caio e Fábio, considerados presos
políticos pelos manifestantes.
O morador de rua Rafael Braga Vieira foi preso durante os
protestos de junho de 2013, de posse de material de limpeza, mas foi condenado
por porte de artefato explosivo. Caio Silva de Souza e Fábio Raposo estão
presos e são julgados por homicídio triplamente qualificado, após terem
acendido o rojão que atingiu e matou o cinegrafista Santiago Andrade, em
fevereiro deste ano.
Manifestantes que protestam contra a Copa entraram em confronto com
policiais militares (PMs) nas ruas da Tijuca, no inicio da noite de hoje
(28).
Os policiais acompanham de perto o ato e fazem barreiras
para evitar que o grupo acesse algumas ruas, que dão acesso ao Maracanã.
Em um desses bloqueios houve confronto.
A PM usou spray de pimenta e deteve alguns manifestantes. Eles foram algemados e colocados em viaturas.
O próprio MPL convocou ato contra o inquérito para a
próxima terça-feira (3). “É lamentável que [o Secretário de Estado de Segurança
Pública de São Paulo, Fernando] Grella agora ameace conduzir coercitivamente
nossos militantes ao Deic, sendo que o movimento se apresentou,
voluntariamente, para tratar diretamente com ele sobre o inquérito,
acorrentando-se em protesto na Secretaria de Segurança Pública, no dia 30/05”,
ressalta o movimento. De acordo com a nota, também devem participar do protesto
o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Comitê Popular da Copa e
o movimento Mães de Maio.
Hoje (25), Grella voltou a defender as prisões feitas na
manifestação de segunda-feira. “A nossa convicção é que não houve excesso. O
delegado, como autoridade policial, tem a liberdade de capitular o fato de
acordo com o convencimento dele diante das provas colhidas e apresentadas no
auto de prisão em flagrante”, ressaltou, durante a apresentação das
estatísticas sobre Segurança Pública no estado.
Grella não explicou, no entanto, os critérios usados para
identificar os detidos como black blocs.
Esse foi o argumento usado ontem (24), pelo secretário, para justificar as
prisões. “Eles estavam incitando as pessoas à prática de crime, organizando os
atos de violência. Por isso, foram autuados em flagrante por organização
criminosa. São os dois primeiros casos de black
blocs presos por organização criminosa, por milícia privada, por
incentivar a prática de crimes”, disse em entrevista, ao anunciar um programa
de reforço da segurança nas escolas.
Galeano
[Eduardo Galeano] diz que na América Latina, a liberdade de expressão consiste no
direito ao resmungo em algum rádio ou em jornais de escassa circulação.
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Mascarados são a pedra no sapato da elite brasileira
Jornal do Brasil
Mônica Francisco *
Um ano se passou
desde as grandes manifestações e passeatas, onde toda a indignação
represada por tantos anos foi capitaneada pelo Movimento Passe Livre, e
levou o povo às ruas, estimulando e mobilizando milhares de brasileiros e
brasileiras. Eles gritaram e apresentaram aos compatriotas e ao resto
do mundo a "inédita" capacidade de se indignar. A surpresa misturada à
incredulidade marcava a ruptura com a tão proclamada docilidade
brasileira, que reza a lenda beirava a passividade. Enfim, chegamos até
aqui.
As "denúncias" das ruas continuam as mesmas, as
manifestações arrefeceram, sim, não devido a um desgaste ou volta ao
"estado inicial" anterior às manifestações. Não. A capacidade repressiva
do estado contra seus cidadãos é algo muito eficaz nos componentes
deste arrefecimento.
A organização não governamental (ONG) Rio de Paz
fez hoje (21) um protesto na Praia de Copacabana em que deu "cartões
vermelhos" para a Fifa, cobrando maior contrapartida social na Copa do
Mundo. A ONG critica isenções de impostos dadas à entidade que
representa o futebol internacional e afirma que o valor desses impostos
não pagos chega a R$ 1 bilhão.
ONG Rio de Paz faz ato na Praia de Copacabana e cobra da Fifa mais ações sociaisTomaz Silva/Agência Brasil
"Queremos
que ela pegue o dinheiro que pagaria de impostos e invista em quadras
esportivas em escolas públicas, por exemplo, ou nas favelas brasileiras.
Seria uma forma de dar um retorno 'padrão Fifa'. A Fifa está manchando
sua imagem perante o mundo inteiro", disse o fundador da ONG, Antônio
Carlos Costa.
ONG Rio de Paz dá "cartão vermelho" para a Fifa e critica gastos públicos Tomaz Silva/Agência Brasil
Doze
cartões vermelhos com 2 metros de altura foram posicionados na areia da
praia, em frente ao Hotel Copacabana Palace, e cerca de 30 pessoas
mostravam cartões menores no ato, que, segundo Costa, não é contra a
Copa, mas contra o modo como ela foi realizada, com muitos gastos
públicos. No protesto, cartazes comparavam os custos dos estádios e das
estruturas com hospitais, escolas e o combate à miséria.
"Quem
não está lucrando é a democracia brasileira. Na cabeça de milhões de
pessoas, a democracia não está mais associada à justiça social e à
distribuição de renda, mas associada à proteção dos poderosos. Quando o
pobre olha isso, ele diz: 'a democracia não serve mais para nós'. Isso é
péssimo porque ela deveria ser um valor inegociável em toda a
sociedade", criticou.
O Departamento de Imprensa da Fifa
respondeu que a entidade depende da renda de uma Copa do Mundo para
manter seus projetos de desenvolvimento do futebol ao longo dos quatro
anos entre uma Copa e outra e que muitas federações nacionais não
conseguiriam se manter sem ajuda financeira. A Fifa também afirma que
criou um fundo para o desenvolvimento do futebol no Brasil que terá o
valor divulgado depois da Copa do Mundo, mas que, inicialmente, tem a
aprovação de 20 milhões de dólares. Entre os 108 programas de
desenvolvimento do futebol que apoia em todo o mundo, a Fifa informa que
há 26 entidades brasileiras.
Sobre a isenção de impostos, a
federação informa que "diz respeito primordialmente à importação de bens
(isto é, uniformes para voluntários, frotas de automóveis e ônibus)" e
afirma que paga impostos sobre a venda de ingressos e que tem suas
subsidiárias tributadas. A federação também paga impostos à Suíça, onde
fica sua sede.
O
Movimento Rio de Paz vai promover, nesta terça-feira, das 6h às 18h, em frente
ao Copacabana Palace, uma manifestação contra os gastos públicos da
Copa. A partir das 4h, voluntários fixarão nas areias as 12 bolas de
futebol gigantes pintadas com cruzes vermelhas, que foram usadas em recente
protesto de Brasília. Um barraco também será montado na praia e duas faixas em
inglês e português serão estendidas, com a seguinte frase: "Copa do Mundo num país de miséria, financiada com
dinheiro público, é problema moral".
Falcão, vocalista do grupo O Rappa, fez discurso contra a competição; milhares entoaram coro
Realizado entre a tarde de sábado, 31, e a madrugada
deste domingo, 1º, o João Rock - festival que recebeu mais de 30 mil
pessoas em Ribeirão Preto, teve protesto contra a Copa do Mundo de
Futebol, a Fifa e a presidente Dilma Rousseff.
Tudo aconteceu no show da banda O Rappa, após o vocalista
Falcão - aniversariante da noite -, quebrar o protocolo e fazer um
longo discurso contra a competição.
Segundo ele, existem problemas, como a saúde, a segurança e a educação
para serem resolvidos no Brasil. E que, mesmo se o Brasil for campeão,
não mudará de opinião. "A eleição vem logo depois e a gente não pode se
esquecer disso", falou ao público que entoou xingamentos contra a Copa, Dilma e a Fifa.
"Eu jamais falaria isso, mas vocês veem que o desabafo não é meu, é
de vocês, é nosso, é de todo mundo...", falou o cantor. Ele argumentou
também que ama o futebol, mas precisa ser honesto. "Como disse meu amigo
Romário, ninguém está de bobeira mais".
Torcida. O festival teve dez horas de
duração e contou com outros grandes nomes da música nacional, como Zé
Ramalho, Nando Reis, Nação Zumbi e Paralamas do
Sucesso, que entrou logo após o show do Rappa, mas sem
discurso contra a Copa. Pelo Contrário, Hebert Viana usava um boné nas
cores verde e amarelo.
Profissionais das redes municipal e estadual fizeram ato para apresentar a situação da Educação
Jornal do Brasil
A apresentação dos jogadores
da Seleção Brasileira na manhã desta segunda-feira (26), no Aeroporto
Tom Jobim, no Rio de Janeiro, foi palco de mais uma manifestação de
professores das redes municipal e estadual, que estão em greve há duas
semanas.
Os jogadores que jogam no exterior começaram a chegar nas primeiras horas desta segunda-feira, e se reuniram
num hotel que fica no aeroporto, de onde seguiram para a Granja Comary,
em Teresópolis. Por volta das 10h, um grupo de professores se
posicionou em frente ao hotel com faixas e cartazes, pedindo mais verba
para a educação. Eles chegaram a cercar o ônibus onde os jogadores da
Seleção estavam e interditaram uma das vias de saída do hotel. O veículo
teve que fazer um desvio para seguir viagem. Nesse momento, houve uma
correria e os policiais tentaram dispersar os grevistas. Ninguém ficou
ferido.
Após a saída do ônibus da Seleção, os grevistas continuaram
com o protesto e caminharam até o Aeroporto Internacional. "A nossa
intenção é aproveitar a presença da mídia nacional e, principalmente, da
internacional para também apresentar a situação dos professores do
Rio.", disse uma das integrantes da Comissão de Greve, Marta Moraes.
Segundo ela, os professores paralisados exigem do governador Pezão e do
prefeito Eduardo Paes mais investimentos para a categoria. "A gente
exige mais educação para o Estado", afirmou Marta.
Marta
Morais informou que os profissionais das redes públicas que estão em
greve desde o dia 12 de maio vão se reunir na próxima sexta-feira
(30/5), em uma assembleia que será realizada no Clube Municipal, na
Tijuca, Zona Norte da cidade. No dia anterior, na quinta-feira (29), a
comissão de greve deve participar de um encontro com a secretária
municipal de Educação, Helena Bomeny, para debater os temas
reivindicados pela classe. "O resultado dessa reunião será levado para a
assembleia e ainda estamos aguardando uma posição do governo do Estado.
A partir daí, vamos decidir o rumo da greve unificada.", explicou
Marta. Leia mais
A Copa do Mundo está chegando e, contrariando o "oba oba" da maior parte
dos artistas, a banda baiana Universo Groove Cênico lançou, neste
domingo, 18, o clipe da música "Copa". No vídeo, pessoas jogam futebol
na rua e o cantor, e autor da canção, Pedro Ubanto entoa "Corra, que a
Copa tá chegando, o bicho pega e a ideia é quente. Tem nego aí sorrindo e
"pros turista" abrindo os "dente", aprendendo espanhol, francês, inglês
e, comumente, nem sabe o português". Leia a íntegra da reportagem no jornal A Tarde (Bahia) ================ Aproveite e veja também:
No último dia 8/5 lançamos a Campanha Copa Sem Povo, Tô na
Rua de Novo, com mobilizações em várias cidades do país. Destacaram-se as
ocupações das empreiteiras Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez, responsáveis
pela maior parte dos estádios da Copa e beneficiárias de contratos públicos
bilionários.
Nesta quinta-feira, 15/5, daremos continuidade a estas
mobilizações. Todas as ocupações do MTST em São Paulo - inclusive as Ocupações
Copa do Povo (em Itaquera) e Nova Palestina (a maior do país) - estarão
mobilizadas. Em outros estados também ocorrerão mobilizações. Já há lutas
confirmadas em Brasília, Palmas e Rio de Janeiro, podendo ocorrer em outros 4
estados.
No ano de 2011, milhares de
jovens, despojados de suas casas e de seus empregos, ocuparam as praças e as
ruas de várias cidades da Espanha.
E a indignação se disseminou. A
boa saúde acabou sendo mais contagiosas que as pestes, e as vozes dos indignados
atravessaram as fronteiras desenhadas nos mapas. Assim ecoaram pelo mundo.
Disseram para a gente "já pra
rua", e aqui estamos.
Apague a televisão e ligue a rua.
Chamam de crise, mas é roubo.
Não falta dinheiro: sobra ladrões.
O mercado governa. Eu não votei
nele.
Eles decidem pela gente, sem a
gente.
Aluga-se escravo econômico.
Estou procurando meus direitos.
Alguém viu por aí?
Se não deixam a gente sonhar, não
vamos deixá-los dormir. Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), Editora L& PM, 2012, página 161
Da Anistia Internacional Dê um clique sobre a imagem para ampliá-la.
Em
junho de 2013, a imprensa brasileira veiculou a informação de que uma
gari de 51 anos morreu um dia após a polícia supostamente ter feito uso
de gás lacrimogêneo dentro do local onde ela e outras pessoas se
abrigavam durante um protesto. Apenas oito dias antes, um fotógrafo
perdeu a visão de um olho após ser atingido por uma bala de borracha.
Estes não são episódios isolados
Na véspera da Copa do Mundo, enquanto o mundo está de olho no Brasil,
mais protestos são esperados. É vital que as forças de segurança sejam
treinadas adequadamente para lidar com mobilizações de massa e que leis
estejam em vigor regulamentando o uso das chamadas armas menos letais,
como gás lacrimogêneo.
Nós queremos um jogo justo – dentro e fora de campo! Dê ao governo brasileiro um cartão amarelo
antes da Copa do Mundo e exija que o uso das armas chamadas menos
letais seja regulamentado, de acordo com os padrões internacionais.
No Rio de Janeiro, em dezembro de 2013, um morador de rua, jovem e
negro, que havia sido detido em um protesto em junho, foi condenado a
cinco anos de prisão por portar produtos de limpeza. Apesar da perícia
afirmar que o material não poderia ser usado na elaboração de explosivos
ele foi condenado mesmo assim.
Temos o receio de que detenções e condenações de pessoas em
manifestações pacíficas possam aumentar durante a Copa, uma vez que há
projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que podem ser usadas
para reprimir os protestos.
Eu te convoco a usar sua liberdade de expressão e se juntar a nós na defesa do direito ao protesto.
Espero por você, P.S. A hora é agora – enquanto o mundo está de olho, nós podemos usar essa atenção para avançar na nossa luta pelos direitos humanos no Brasil. Juntos podemos proteger o direitos de expressão e assembleia.
Dê um clique sobre a imagem e dê um cartão amarelo.
Atos serão realizados em 15 cidades brasileiras e em sete no exterior
Jornal do Brasil
Ana Luiza Albuquerque*
A próxima
quinta-feira (15) promete ser um dia emblemático na resistência de
grupos populares contra a Copa do Mundo 2014. A data foi batizada como o
"Dia Internacional de Lutas contra a Copa do Mundo" e contará com atos
em 15 cidades no Brasil e em sete no exterior, segundo o Comitê Popular
da Copa SP. As manifestações estariam confirmadas em São
Paulo, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Vitória, Cuiabá, Curitiba, Belo
Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Belém, Fortaleza, São Carlos,
Sorocaba, Campinas, Buenos Aires, Santiago, Bogotá, Barcelona, Paris,
Londres e Berlim.
Alguns eventos já foram divulgados no
Facebook. Em São Paulo, a concentração será na Praça do Ciclista, às
17h, e a passeata seguirá até o Estádio do Pacaembu. Em Salvador, o
protesto terá início às 17h, na Praça da Piedade. Em Brasília, às 16h30,
na Rodoviária Plano Piloto. Na cidade de Porto Alegre, o ato será às
18h, em frente à Prefeitura. Em Belo Horizonte, acontecerá na Praça Raul
Soares, às 17h.
Cerca de 500 pessoas, segundo a
Polícia Militar (PM), fazem na noite de hoje (27) uma manifestação
contra os gastos com as obras da Copa do Mundo no Brasil. O grupo, que
estava concentrado na Praça do Ciclista, ocupa uma das faixas da Avenida
Paulista, no sentido da Rua da Consolação. O protesto é pacífico até o
momento.
Na página sobre o protesto na rede social Facebook, os integrantes do
grupo criticam o uso de recursos públicos para a organização do Mundial
de Futebol. “A previsão é que os investimentos para o Mundial alcancem
R$ 33 bilhões - o país vai custear 85,5% das obras relacionadas ao
evento, com dinheiro dos governos federal, estaduais e municipais”, diz o
texto postado.