Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Movimentos culturais de Brasília defendem reforma do Teatro Nacional

Sábado, 20 de fevereiro de 2016
Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil
O Movimento Com Arte ocupa o Teatro Nacional de Brasília, reivindicando urgência no término da reforma do Teatro (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Movimento Com Arte ocupou o Teatro Nacional, em Brasília, e manifestação chamou a atenção de quem passava pela Esplanada dos Ministérios- Antonio Cruz - Agência Brasil
Insatisfeitos com a falta de uma previsão para a reabertura do Teatro Nacional, em Brasília, dezenas de artistas, produtores culturais e órfãos do espaço se reuniram hoje (20) para promover um abraço simbólico.

O objetivo foi chamar atenção e pressionar para que as obras de reforma sejam iniciadas. Com mais de 45 mil metros construídos, o maior conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer na capital federal - destinado exclusivamente às artes - foi fechado em janeiro de 2014 e não tem data para voltar a funcionar.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

É hoje a manifestação para salvar o Teatro Goldoni da sanha do GDF

Quarta, 24 de outubro de 2012
É hoje (24/10), às 14 horas, o abraço da classe artística, e de quem mais queira, à Casa d’Italia, onde se localiza o Teatro Goldoni. O governo do DF, esquecendo seus compromissos com a cultura, quer por que quer torrar nos cobres o imóvel. Talvez, quem sabe, para ter mais dinheiro para enfiar no dispensável estádio de futebol. Os especuladores imobiliários estão babando com a intenção do governo de vender o imóvel e mudar a destinação daquela área.

O teatro Goldoni fica no prédio da Casa d’Italia, na Entre Quadras Sul 208/209, no Eixinho Leste.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Governo Agnelo quer fechar teatro e faturar com a venda do imóvel; 'basta de transações por baixo dos panos!'

Quinta, 18 de outubro de 2012
O Governo do Distrito Federal tenta acabar com a trajetória de um teatro que já mostrou que quer fortalecer a Cultura do DF. O Governo do DF ao ignorar os benefícios que a atividade teatral propicia à comunidade e colocar à venda na calada da noite o terreno da Casa d’Italia, que como Centro Cultural em atividade há 20 anos não pode fazer caixa para quitar quantia incompatível com a arrecadação, mata com uma “canetada” o esforço coletivo por tantos anos para manter um espaço cultural acessível aos grupos locais aberto. O GDF ignorou o pedido de prorrogação da concessão de uso, mostrando-se insensível à Cultura. Mais do que isto, está tentando mudar a destinação do terreno:

- na Norma de Construção, Uso e Gabarito do terreno onde se localiza o Teatro Goldoni, NGB 018/97, da área construída é obrigatório que 40% sejam ocupadas por atividades culturais e

- na Licitação descreve como proibida a ocupação por atividade cultural.
Por isso viemos pedir à classe cultural do Distrito Federal que ajudem a preservar o Teatro Goldoni das investidas de faturamento do GDF em cima de atividades tão pouco favorecidas economicamente, mas que são de grande importância para a formação de cidadania.

AJUDEM A SALVAR O TEATRO GOLDONI

Vamos nos reunir em torno da Casa d’Italia dia 24 de outubro, quarta feira, às 14 horas para mostrar ao governo que o espaço para a cultura tem que ser ampliado e não aceitamos amputação de mais um teatro da cidade.

Basta de transações por baixo dos panos!

Além de tudo, existem muitos teatros que estão inativos por falta de manutenção e outros a serem construídos nas Regiões Administrativas abandonadas pelo poder público. Enquanto isso nossas crianças crescem sem o acesso aos Bens Culturais que têm direito.

PARA SABER MAIS

ANTECEDENTES

Existem em Brasília duas instituições de 3º grau que colocam na cidade cerca de 30 atores por ano – a UnB (Universidade de Brasília) e a Faculdade Dulcina de Moraes. Mas outras escolas estão sendo criadas. A prática ao sair das escolas, condição para que estes atores desenvolvam suas potencialidades, se torna rara e insipiente, porque a cidade não tem mercado para absorvê-los, pois não existe estratégia de divulgação para o teatro brasiliense e é insuficiente o estímulo para que o público seja frequentador assíduo dos teatros. Tampouco os incentivos econômicos são suficientes para que estes jovens formem seus próprios grupos e tornem-se empreendedores culturais. O Distrito Federal tem uma característica de estado com muitas cidades em torno da capital, que são chamadas atualmente de Regiões Administrativas. A ligação de transporte é muito deficiente entre estas cidades/RAs. Só a Cultura e o Esporte são capazes de mobilizar as pessoas e fazê-las se movimentarem. O teatro pode criar motivação para que estas pessoas circulem, conheçam e se sintam incluídas, portanto participem da sociedade e sejam cidadãs.

TEATRO GOLDONI

O Teatro Goldoni é um pequeno teatro experimental com cerca de 100 lugares feito com critérios da mobilidade cênica e rigor técnico, que permite a organização e a troca da relação palco/plateia de maneira rápida e econômica. Foi construído  deste formato para reduzir custos de apresentação dos espetáculos e tornar viáveis as montagens teatrais dos grupos teatrais recém saídos das escolas. Foi criado em 1998 para provocar o encorajamento de formação de grupos locais que pudessem contar com a apresentação de espetáculos durante uma temporada mais longa do que as habitualmente apresentadas, fator de relevância na formação e treinamento do ator. 

Em relação ao público o teatro procurou atender a uma demanda reprimida de “Teatro de Bairro”, pois apenas estavam funcionando satisfatoriamente, nessa ocasião, as duas salas do Teatro Nacional Claudio Santoro de proporções gigantescas para o abrigo de grupo de teatro recém formados. O Goldoni mobilizou atores, público e empresários. A proposta foi bastante desafiadora, teve boa repercussão, apoio da mídia e a grande procura por esse tipo de sala sugeriu que fosse criada uma segunda sala – a Sala Adolfo Celi, anexa ao Goldoni, ação facilitada pelo programa de doação de equipamentos de iluminação da Funarte.  Hoje, existem muitas outras salas de pequeno porte na cidade. Mas ainda assim, novo público precisa ser atraído e formado para garantir todas as fases da cadeia produtiva.

PONTO DE CULTURA

Com o aumento do número de espetáculos produzidos na região uma nova necessidade se fez presente: a formação de técnicos para dar suporte aos espetáculos e assim foi criado o ESTEC Estúdio de Tecnologia Cênica, um programa de formação de técnicos de cena para dar apoio aos que estavam sobre o palco, sob as luzes. Projeto que tem como prioridade a qualificação de jovens oriundos do ensino médio sem formação profissional e em situação de risco social. Todos os cursos do Ponto de Cultura ESTEC foram e são gratuitos.

O teatro investiu na criação do espaço, na operação dos espetáculos e nas facilidades e redução de custos da encenação. Foi contemplado pelo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura. Mas o preço do ingresso adotado por contingências que todos conhecem, torna economicamente inviáveis as estratégias comerciais de continuidade para apresentação de espetáculos e a formação de grupos.

Atualmente os produtores locais encontram dificuldades para captar recursos necessários às montagens, que vêm em sua maioria do FAC (Fundo de Apoio à Cultura) da Secretaria de Cultura do GDF, pois não temos ainda na cidade Leis de Incentivos locais nem  patrocinadores em número proporcional aos habitantes e, portanto, os grupos que estavam minimamente estruturados migraram para os grandes centros de produção cultural atrás da sobrevivência como grupo.

MELHOR ESPAÇO CÊNICO

Em 2007 o jornal Correio Braziliense consultou seus leitores para saber qual era na época o melhor espaço cênico de Brasília. A escolha recaiu no Teatro Goldoni. Motivo explicado pelos leitores: o calor humano dos técnicos e atendentes, a surpresa de sempre encontrar um novo espetáculo com nova disposição palco/plateia, como se fosse um novo teatro.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Gama Livre errou: trocou um Benedictus Dormindo por um Júnior Embromelli

Terça, 7 de junho de 2011
Isso acontece até com os melhores blogs, por que não haveria de acontecer com este humilde Gama Livre? Não é que o blog se atrapalhou com as bolas, melhor, com as orelhas? (Antes com as orelhas do que com a ética, não é?)

Na postagem das 10h18 de ontem (segunda) nós nos atrapalhamos com as orelhas de dois dos personagens do Auto do Pesadelo de Dom Bosco, uma deliciosa Ópera de Rua, de autoria do maestro Jorge Antunes, encenada no domingo à tarde na Praça do Cine Itapoã, no Gama/DF, por um elenco maravilhoso.

Não é que trocamos de reverendos? Confundimos o Reverendo Benedictus Dormindo com o Reverendo Júnior Embromelli. Falamos que o último era o orelhudo que aparecia em uma das fotos, quando na realidade o distinto da orelhona era o Benedictus Dormindo (não poderíamos ter errado, pois aquelas olheiras só podiam ser do Dormindo).

Pedimos nossas desculpas, mil desculpas, não aos Reverendos Júnior Embromelli e Benedictus Dormindo, pois esses não merecem desculpas, pelo menos aqui na Terra, como toda a Brasília sabe, mas ao maestro Jorge Antunes, aos demais integrantes da Ópera de Rua, e em especial ao barítono Felipe Delfino, que, na realidade, representou não o Embromelli, mas o Benedictus, o do orelhão.

Para minimizar o erro, o Gama Livre faz as correções na postagem de ontem, incluindo como cantou o Reverendo Benedictus Dormindo —o verdadeiro orelhudo—, representado pelo barítono Felipe Delfino. E ainda publica o que cantou o Reverendo Embromelli, representado na Ópera pelo também barítono Timm Martins.

O erro foi exclusivamente do Gama Livre. A apresentação da Ópera de Rua foi maravilhosa, como era o comentário do público. Como sou baiano, acrescento que foi uma apresentação retada.

Que venha nova temporada de um grupo tão bom e crítico, para que a população possa ver que arte também se faz, e muito bem, na rua.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E a Princesa Vampira Jaqueladra Horroriz roubou novamente a cena

Segunda, 6 de junho de 2011
Republicado para atender leitores que solicitaram a inclusão das defesas de alguns dos acusados.

O Auto do Pesadelo de Dom Bosco, ópera de rua de autoria do maestro Jorge Antunes, foi apresentado ontem (5/6), domingo à tarde, na Praça do Cine Itapoã, no Gama-DF. O público gostou da apresentação e vibrou com os personagens. No caso, vibrar significou vaiar os papéis (papelões) que eles representaram. Veja a seguir os personagens que marcaram presença na praça do Gama.

Meirinho (ator, que representou o papel de antigo funcionário judicial, correspondente ao oficial de justiça de hoje), Burgomestres Leo Bardo Pro-Dente (tenor), Monarca Xaró Parruda (barítono), Suserano Paul Batávio (tenor), Ioarrín Kouriz (Rei do Gado, Senhor Bezerra d’Ouro —barítono), Reverendo Júnior Embromelli (barítino), Reverendo Benedictus Dormindo (barítono), Gran Vizir Ben no Início Tavares (barítono), Príncipe Augustus Baralho (tenor), Bruxa Ouvides Gritto (mezzo-soprano), Vassalo O Vilão Aires (tenor), Vassalo Rogê Rolices (tenor), Vassalo Borval da Bóza (barítono-baixo), Truão Pônei Nêmer (tenor), Princesa Vampira Jaqueladra Horroriz (soprano), Pajem Mano-a-Mano El Neto (barítono), Coro do Povo (20 pessoas). 

Veja a seguir algumas imagens da apresentação de hoje. Dê um clique nas imagens para abri-las em tamanho maior e em outra janela do navegador.

                              Foto: Gama Livre
Da direita para a esquerda: Ioarrín Kouriz, Vassalo Borval da Bóza (de óculos), Monarca Xaró Parruda, e Reverendo Benedictus Dormindo (o do orelhão).
Ioarrín Kouriz [barítono] se defendeu:
No meu gado ninguém toca.
Por que essa acusação?
Vocês fazem só fofoca
do bezerro de um milhão.

Eu adoro este meu povo:
ele sempre tem razão.
Eu me sinto ainda novo
pra enfrentar nova eleição.

Meu discurso, em cada estrofe,
vai empolgar a multidão.
Seu eu perder é catrasfófe,
se eu ganhar é salvação.

Eu envio aos inimigos
meu abraço e meu perdão. 
Aos amigos mais antigos
mando beijo ao coração.



                                                                    Foto: Gama Livre
Da direita para a esquerda: Reverendo Benedictus Dormindo (cantando), Bruxa Ouvides Grito, Vassalo Borval da Bóza (de óculos), Vassalo Rogê Rolíces.
O Reverendo Benedictus [barítono] se defendeu das acusações:

Para que tanta indisciplina?
Não tô no mundo da lua!
Falam que ganhei propina,
dizem que fiz falcatrua.

Pensei que ninguém sabia
da verdade nua e crua.
Descobriram porcaria,
mas a luta continua.

Mas ficou muito bonito
o asfalto desta rua.
Mas será o benedito?
E a luta cotinua!

Com a força da igreja
a maldade só recua.
Canto em dupla sertaneja
e a luta continua.
                                           Foto: Gama Livre 
Vassalo Rogê Rolíces.
Ele, tenor, mandou a voz:
 
Quê que é isso? E o meu boneco?
Vou ter que jogar no ralo?
Companheiro de boteco,
sou fiel, eu sou vassalo.


Todos querem me cassar:
não vou mais cantar de galo.
Vou então ter que cortar o meu rabo-de-cavalo.


Eu pensei que o recesso fosse um ótimo intervalo.
Do mandato me despeço,
pois o povo vai cassá-lo.

                                                                Foto: Gama Livre 
Da Direita para a esquerda: Monarca Xaró Parruda, Vassalo Borval da Bóza, Gran Vizir Ben no Início Tavares, Bruxa Ouvides Grito e Reverendo Benedictus Dormindo.
E o Gran Vizir Ben no Início Tavares [barítono] também se defendeu:
Moça de cabeça oca
lá no barco ancorado.
Ela então caiu de boca,
eu fiquei bem sossegado.

A barcaça afundou,
não pude sair a nado.
Ela nem soube que sou
um honesto deputado.

As propinas que ganhei
foi pra gente do meu lado.
Escrevi bastante lei.
Eu não posso ser julgado.

Também a Bruxa Ouvides Grito [mezzo-soprano], que aparece na foto acima ao lado do Reverendo Benedictus Dormindo, soltou a voz:
Vocês pensam que sou bruxa.
Toda gente, nessa orgia,
logo falo, desembucha:
sou a voz da maioria!

Eu fui uma professora,
forte fui na Academia.
Eu cheguei a ser Doutora,
eu vivi muita alegria.

Na política eu entrei,
abracei a burguesia.
A carreira acabei
pra fazer demagogia.

Defendi Educação,
já sonhei com utopia.
Comecei na religião,
acabei na vilania.

A verdade vem depois:
candidata em agonia
logo enche o caixa-dois
e a vergonha logo esfria.

Não sou ave de rapina!
Pra que tanta rebeldia?
Na bolsa, pouca propina.
Muito pouco em recebia.


O Reverendo Júnior Embromelli [barítono] também se defendeu, mas, como todos os outros acusados, foi condenado no final:
Meus irmãos, povo querido,
sou um grande homem de bem.
Se me chamam de bandido
digo amém, amém, amém.

A oração que faço agora
não me rende um vintém.
Mas se a grana vem na hora
digo amém, amém, amém.


Quando faço a oração
sem propina, sou ninguém.
Se me pagam comissão
digo logo: amém, amém, amém!


Não mereço pontapé,
a propina me faz bem.
É o dízimo da fé
que me faz dizer: amém!


                                                             Foto: Gama Livre 
Mais uma imagem de Ioarrín Kouriz e o Monarca Xaró Parruda e seus seguidores.

                                          Foto: Gama Livre 
Maestro Jorge Antunes, autor do Auto do Pesadelo de Dom Bosco, regendo a orquestra.

                                                                 Foto: Gama Livre   
Cena do Auto do Pesadelo de Dom Bosco

                          Foto: Gama Livre
O Gama Livre flagrou o Burgomestre Leo Bardo Pro-Dente com dinheiro na meia.
Ele, além de botar a grana na meia e na cueca, soltou o vozeirão de tenor:
 Essa gente me maltrata,
essa gente pisoteia.
Não mereço a chibata,
não mereço a cadeia.


Vejo tanto manifesto,
essa gente alardeia.
Eu não roubo, sou honesto,
eu não tomo coisa alheia.


O monarca me chamou,
fui no canto da sereia.
Um esperto me filmou
e a coisa ficou feia.


A minh'alma é pura e bela,
tenho sangue bom na veia.
Sou prudente com cautela,
causa justa me norteia.


Minha conta lá no banco
tem milhões, está bem cheia.
Só trabalho. Sou bem franco:
pouca grana pus na meia.


E o que cantou o Monarca Xaró Parruda? Com sua voz de barítono exaltou os encantos do panetone:
Eu venci de modo fácil,
eu cheguei como um ciclone.
Cada pobre no palácio
ganha leite e panetone.


Nem aqui e nem na China
vai ter lei que destrone.
Cada pobre é como um cão
esperando um panetone.


Qaundo o pobre vê promessa
bota a boca no trombone.
Distribuo bem depressa
um montão de panetone.


Mesmo assim com a tortura,
mesmo que decepcione,
vou mudar a conjuntura
com meu choro e o panetone.


Mas quem roubou mesmo a cena foi a Princesa Vampira Jaqueladra Horroriz [soprano] e seu Pajem Mano-a-Mano El Neto [barítono].
Ó meu Deus, Nossa Senhora,
esse povo é atrevido.
Me pegaram só agora,
está tudo distorcido.


Coitadinho, meu papai
também já se viu traído.
Eu me vi num vai-não-vai,
então fui pr'outro partido.


A denúncia vem depois
de estar tudo resolvido.
É preciso caixa-dois
pra ter voto merecido.


Deputado Distrital,
eu lutei pelo oprimido.
Mas agora, Federal,
vou fazer muito ruído.


De casa da mãe-joana
fui pra casa de bandido.
Não peguei aquela grana:
quem pegou foi meu marido.


Assim se manifestou no final o Juiz Voxprópolis [barítono]:
Nós ouvimos bem atentos
preleções de cada réu.
Percebi triste momentos
de uma torre de babel.

Muitos chegam ao cinismo
de entrarem num papel
de assumido banditismo
e de roubo a granel.


Um lançou forte veneno
como feia cascavel.
Outro fala, obsceno,
de uma prática infiel.


Tem até dissimulado,
que antes do papel cruel
já havia envergonhado
violando o painel.


Eu condeno o bando novo,
criminosos de aluguel
cá trazidos pelo povo
que não teme o tropel


Todo o povo desta aldeia
bem merece um lauréu.
Os réus vão para a cadeia,
pro povo eu tiro o chapéu.


Por fim, o Coro do Povo:
De pé, cidade envergonhada!
Seu povo quer paz e honestidade.


Esta cidade
da inovação,
quer civilidade,
quer libertação.


Contra o desmando,
a exploração,
fora o bando
da corrupção!


Vamos além!
Seja onde for,
prendam também
o corruptor.


Nossa cidade
especial,
quer igualdade
e justiça social.

("não cai o pano, porque na rua não tem panos, nem nada por baixo dos panos: só nos gabinetes tem coisas por baixo dos panos")
FIM 

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Acesse o canal Gamalivre no YouTube e veja vídeos da apresentação do Auto do Pesadelo de Dom Bosco.

sábado, 4 de junho de 2011

Gama Livre denuncia roubo que acontecerá neste domingo

Sábado, 4 de junho de 2011
Roubo programado no Gama

Além de programado, o roubo está sendo divulgado pela internet e também pela boa e prática faixa de rua. Marcaram data, hora e o local. A população poderá ver o roubo que ocorrerá amanhã (5/6) a partir das 16h30. Assistir ao vivo o roubo deste domingo será um privilégio da população do Gama.

Na data e hora assinaladas acima, na Praça do Cine Itapoã, no Gama/DF, haverá o roubo programado e divulgado. Terá tudo para ser um sucesso de audiência, servindo também para provocar a reflexão quanto à situação pela qual se arrasta o DF. Nossa população poderá ser testemunha do roubo da cena numa ópera de rua. Quem vai roubar a cena, como já aconteceu em outras cidades de Brasília é a Princesa-Vampira Jaqueladra Horroriz e o Pajem Mano-a-Mano El Neto, personagens do Auto do Pesadelo de Dom Bosco.

O autor da ópera de rua é o maestro Jorge Antunes, professor da UNB. Será a última apresentação da atual temporada da peça. Anteriormente houve apresentações em Ceilândia, Taguatinga, Recanto das Emas, Samambaia, Guará, Cruzeiro, Planaltina, Santa Maria e em outros locais do DF, oportunidades em que a Princesa-Vampira Jaqueladra Horroriz e o Pajem Mano-a-Mano El Neto conseguiram aprimorar seus métodos de roubar. Estou dizendo roubar a cena, somente a cena. Outro entendimento só pode ser maldade de vocês, ou não, como diria o Mano Caetano.

Há rumores de que em futura temporada do Auto do Pesadelo de Dom Bosco o maestro Jorge Antunes terá que incluir um novo caminho, aumentando o número de personagens que roubam (cenas, cenas, apenas cenas).

É uma boa pedida comparecer à encenação do Auto do Pesadelo de Dom Bosco neste domingo, às 16h30, na Praça do Cine Itapoã. Afinal, ladrões há de montão nessas terras em que deveria jorrar leite e mel, segundo a visão de Dom Bosco. Será que ele, o santo, não confundiu jorrar ladrões com jorrar leite e mel?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Continua o roubo no Distrito Federal

Quarta, 4 de maio de 2011
Roubando a cena
Depois de tantos vídeos na TV mostrando o roubo de dinheiro público no DF, as populações do Recanto das Emas e de Samambaia, testemunharam mais um roubo, e em praça pública. É que nessas duas cidades a Princesa-Vampira Jaqueladra Horroriz e o Pajem Mano-a-Mano El Neto, roubaram. Roubaram a cena nas apresentações do Auto do Pesadelo de Dom Bosco, cujo autor —da peça, não do roubo— é o maestro Jorge Antunes, professor da UNB.

Tem-se a certeza, agora, que a dupla (Princesa-Vampira Jaqueladra e o Pajem Mano-a-Mano El Neto), mais treinada do que antes, também roubará a cena nas próximas apresentações, que ocorrem sempre às 16h30. O próximo roubo acontecerá neste sábado (7/5) na Praça do Trabalhador, ao lado da Administração Regional da Ceilândia quando haverá apresentação da ópera de rua. No domingo (8/5) o roubo acontece na Praça do Relógio, centro de Taguatinga.

Pensa que o roubo acaba por aí? Não, ele é como o que acontece com o dinheiro do povo, sempre tem mais. Em 14 de maio, um sábado, a apresentação ocupará a Praça da Administração do Guará. No cruzeiro será no domingo dia 15/5, no Estacionamento da Feira Permanente. E tome mais roubo: em sobradinho será em 28 de maio, na Feira da Lua; em Planaltina no dia 29 de maio, na praça em frente ao Museu; em Santa Maria, na Praça da Administração, o roubo será no dia 4 de junho.

Vai ser no Gama a última apresentação dessa temporada. Será no dia 5 de junho na Praça do Cine Itapoã. Tudo dá a entender que será aí que a Princesa-Vampira Jaqueladra e o Pajem Mano-a-Mano El Neto, com a prática enriquecida nas cidades anteriores, vão roubar à vontade. A cena, a cena, claro. Dizem que o cinegrafista Durval Barbosa, disfarçado, deseja flagrar a dupla mais uma vez. Até já teria posicionado sua poderosa filmadora nos cacos que restam do Cine Itapoã, no Gama.