Sábado, 16 de julho de 2016
O Governo turco reconhece o levante de uma parte do Exército e assegura que os rebeldes pagarão "um alto preço"
Do El País
Andrés Mourenza
Cizre
Uma tentativa de golpe de Estado jogou esta noite a Turquia em uma
situação caótica. Setores das forças armadas turcas se levantaram para
tomar o poder no país e decretaram a lei marcial. O Executivo tentou
sufocar a revolta e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan,
pediu a seus partidários que saíssem às ruas para frear o levante, como
ocorreu ao final da reação. Por meio da televisão foi possível se ver
como os golpistas iam sendo parados.
O apelo de Erdogan para frear como fosse a rebelião levou a
confrontos com tiros em Ancara e Istambul. A agência paragovernamental
Anadolu informou que 17 policiais das forças especiais foram
assassinados em uma academia policial em Ancara. Nessa mesma cidade
vários tanques dispararam nas imediações do Parlamento turco, segundo
pôde ser visto através da televisão, e um avião de combate utilizado
pelos golpistas foi derrubado.
O Governo anunciava uma ofensiva contra os rebelados, como assim parece estar ocorrendo, e pedia a ajuda dos cidadãos, aos que pediu para sair à rua e "pular sobre os tanques". As mesquitas chamaram também os fiéis para resistir ao golpe.
O Governo anunciava uma ofensiva contra os rebelados, como assim parece estar ocorrendo, e pedia a ajuda dos cidadãos, aos que pediu para sair à rua e "pular sobre os tanques". As mesquitas chamaram também os fiéis para resistir ao golpe.
