“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Imperdível: filha de uma vítima de Brumadinho dá um cala-boca no presidente da Vale da Morte S/A

Segunda, 25 de fevereiro de 2019
Do Blogue Náufrago da Utopia

Uns têm todas os privilégios e delícias do mundo...


Patrícia Borelli
SCHVARTSMAN, VOCÊ ESTÁ ERRADO: NÃO É A VALE QUE JULGA QUEM É OU NÃO UMA JÓIA

A minha mãe, Malu, é que era uma joia brasileira. Todo mundo que fala dela lembra-se do seu sorriso, da sua bondade. Da sua bravura de leoa quando mexiam com a família dela. 

A Malu foi levada pela lama tóxica que a Vale derramou lá em Brumadinho. A onda lá na pousada devia ter uns 10 a 12 metros e velocidade de 80 km por hora.

Foram com ela Adriano, Camila, Luiz, Fernanda, Lorenzo: cinco joias, de futuro longo, violentamente interrompido no dia 25 de janeiro. Foram com eles outras 300 ou mais pessoas-joias: pais, filhos, netos, avós, sobrinhos, tios, irmãos.

Todos eles deixaram de existir num intervalo de minutos. Eu nunca vou esquecer o tamanho do vazio que senti quando vi o local do desastre com os meus próprios olhos...

O estado de Minas Gerais é uma joia. Com suas lindas montanhas e rios —como o Paraopeba, que morreu. Com seus cidadãos e suas belas comunidades como a de Brumadinho —completamente traumatizada, com futuro incerto e arrancado de suas raízes, da sua história.

...outros nem sepultura digna terão.

Joia é a cultura indígena, como aquela comunidade no morto rio Paraopeba que chora a sua existência suspensa e a perda de seu sustento e da sua natureza.  

Joias são os nossos heróis bombeiros de Minas Gerais e de todo o país que, dia após dia, enfrentam um futuro incerto que a lama tóxica traz, condições perigosas e difíceis de trabalho. Tive o prazer de conhecer membros do Gost Curitiba, que abriram mão de algumas horas de sono quase não disponíveis para conversar conosco, para que pudéssemos mostrar a nossa gratidão.

Tudo isso não para trazer sobreviventes, mas para trazer aos familiares, como eu, o conforto de ter um corpo para velar, para carregar para a eternidade com um mínimo de dignidade. Eu ainda não tive esse conforto.

"Levante-se da próxima vez que houver minuto de silêncio pelos nossos mortos"

Joias são as equipes de médicos-legistas que trabalham dia e noite incansavelmente nos nossos familiares perdidos. Trabalham com corpos e fragmentos de corpos nos mais variados estados de decomposição. Trabalham para dar a eles seus nomes de volta, devolver-lhes sua história, tirá-los da temida lista (que confiro todos os dias) dos desaparecidos de Brumadinho.

Trabalham para nos dar mais respostas, embora as mais importantes ainda fiquem…

Joias são os voluntários que abandonaram suas vidas para prestar apoio às comunidades afetadas, aos bombeiros convalescidos, e distribuir doações, abraçar, dar amor. Porque eles não se conformam, porque eles choram por todos nós.

"Vidas não podem ser danos colaterais de uma estratégia falida"

Uma empresa não é joia só por trazer empregos e dinheiro. Uma empresa-joia lidera guiada pelo norte da ética, do respeito à vida e ao meio ambiente. E a Vale, hoje, não é essa empresa. Vidas não podem mais ser risco calculado, danos colaterais de uma estratégia falida.

Fabio, hoje não é a Vale quem julga quem é e quem não é uma joia. Somos nós que julgamos. A voz de Brumadinho, Fabio, é nossa. Essa é a nossa história. 

E, por último, mas não menos importante, levante-se da próxima vez que houver minuto de silêncio pelos nossos mortos. Seria uma demonstração melhor de respeito às nossas joias brasileiras. (por Patrícia Borelli)

Homenagem musical a quase todos os membros da classe dominante brasileira

Vale da Morte. Atos lembram um mês do rompimento da barragem da Brumadinho

Segunda, 25 de fevereiro de 2019

Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
Atos em diferentes cidades do Brasil lembraram, hoje (25), um mês do rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG). O maior deles ocorreu no centro de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Parentes e amigos das vítimas, além de moradores do município, fizeram uma caminhada seguida de uma homenagem às vítimas da tragédia.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Banquetaço contra a fome no Brasil será nesta quarta (27/2). Consea, presente!

Domingo, 24 de fevereiro de 2019

No próximo dia 27, ativistas pelo direito à alimentação saudável e produtores locais vão distribuir refeições preparadas com produtos agro-ecológicos e de agricultura familiar. Protestam contra a extinção pelo governo Bolsonaro do organismo que combatia a fome e promovia a alimentação equilibrada.


Foto de Banquetaço/Facebook

A extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) foi uma das primeiras medidas do atual governo brasileiro. Este organismo não resistiu à extinção de ministérios e organismos estatais empreendida por Bolsonaro.
O CONSEA tinha tido uma breve vida em 1994, durante o governo de Itamar Franco. Voltou a existir em 2003 pela iniciativa de Lula da Silva. Era um espaço participativo composto por dois terços de representantes da sociedade civil e um terço de representantes estatais e tinha como função participar nas políticas públicas que garantem o direito a uma alimentação saudável.

Fatos que os media corporativos escondem: Enfim (um dia de) greve geral!

Domingo, 24 de fevereiro de 2019
Do resistir.info
por Rémy Herrera


Quarta-feira, 5 de fevereiro de 2019 foi, em França, uma jornada de greve geral e de manifestações. O apelo foi lançado a nível nacional pela CGT (Confederação Geral do Trabalho) e por numerosas secções de outros sindicatos (Solidários, Força Operária, sindicatos liceais…) e ainda pelos líderes dos coletes amarelos. Um deles, Maxime Nicolle, declarou: " É necessário que todas as pessoas que apoiam este movimento [dos coletes amarelos] façam greve, porque a única coisa que fará ceder o governo, sem violência, é tocar no aparelho económico ". Vários dirigentes de partidos políticos (do Novo Partido Anticapitalista, da França Insubmissa, do Partido Comunista Francês…) também já aderiram à greve. Travada pelos trabalhadores dos setores privados e públicos, com reivindicações de aumento dos salários e dos mínimos sociais, para uma profunda reforma da fiscalidade face à urgência social e pela defesa das liberdades públicas, esta greve intersindical e interprofissional foi um êxito. Reuniu, segundo a estimativa da CGT, perto de 300 mil manifestantes em cerca de 200 cidades do país. Além disso, concretizou – pela primeira vez, "oficialmente", por fim! – uma convergência das lutas sindicais e das dos coletes amarelos. Mas osmedia dominantes fizeram o necessário – têm os meios para isso – para que este êxito passasse quase despercebido do grande público.

Nota do Psol em defesa da soberania da Venezuela

Domingo, 24 de fevereiro de 2019



1.     A autoproclamação do direitista Juan Guaidó como presidente da Venezuela, num golpe liderado por Trump, para abrir caminho a uma intervenção direta no país vizinho, colocou a América Latina como centro de tensão da situação global. Ao operar diretamente essa política, o imperialismo ianque mais uma vez age fortemente em “seu quintal”. Essa mudança na política dos EUA foi possível devido ao sucesso de Bolsonaro no Brasil e Duque na Colômbia. Sem esses suportes fundamentais, a situação seria diferente.

2.     Depois de inúmeras tentativas fracassadas de intervenções do imperialismo na Venezuela no ano passado, o governo Trump articula e fortalece um boicote econômico criminoso que apenas penaliza ainda mais o povo venezuelano que vive uma crise econômica, política e social já alguns anos. O crescimento do movimento de migração, as violentas manifestações de rua (“guarimbas”) como as que ocorreram em 2016-2017 e a eleição dos governos de extrema direita na América do Sul colocaram os EUA numa nova ofensiva contra o país.

3.     A posse de Nicolás Maduro, no dia 10 de Janeiro de 2019, logo dias depois da posse de Bolsonaro fortaleceu o plano estadunidense de apoio aos grupos da direita venezuelana, como a Mesa de Unidade Democrática (MUD), a não reconhecer o presidente eleito. Neste contexto o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, no dia 23 de janeiro, Juan Guaidó (Vontade Popular), se autoproclamou presidente da Venezuela, sendo reconhecido imediatamente pelos governos de Donald Trump (EUA), Iván Duque (Colômbia) e Jair Bolsonaro (Brasil), bem como pelos governos de Paraguai, Peru, Canadá, Equador, Chile e Argentina.

4.     A ameaça de intervenção militar deixa evidente que o que está em curso não é uma operação em “defesa da democracia” ou uma ação militar “humanitária”, tal como quer nos fazer crer o governo dos EUA e o “Grupo de Lima”. A “defesa da democracia” é contraditória com a imposição de um presidente não eleito e o chamado à “rebelião militar”, da mesma forma que as sanções econômicas impostas à Venezuela são contraditórias com a “ajuda humanitária”. Como um fantoche do governo dos Estados Unidos, tropas colombianas e brasileiras vão para as fronteiras com a Venezuela neste sábado, 23 de fevereiro, levar suposta “ajuda humanitária”, porém, com um nítido objetivo de provocar um conflito. O que realmente está em curso é a tentativa de uma intervenção militar externa combinada com uma ação golpista desde dentro, visando retomar o controle do país.

5.     O verdadeiro interesse dos EUA em consonância a oposição de direita é se apropriar das riquezas da Venezuela e restaurar o neoliberalismo no país, impondo uma dura derrota, sangrenta se necessária, à luta do povo venezuelano que insiste em decidir seu próprio destino. Nunca é demais recordar que a Venezuela detém as maiores jazidas petrolíferas do planeta, superando inclusive a Arábia Saudita. Enquanto Arábia Saudita detém reservas com a cifra de 267 bilhões de barris de petróleo e uma participação mundial de 15,7%, a Venezuela já conta com 298,3 bilhões de barris, com uma participação mundial de 17,5%. Sem dúvida, uma intervenção vitoriosa na Venezuela abrirá caminho para novos retrocessos em toda a América Latina, subordinando direta e definitivamente nosso continente aos interesses dos EUA. Ao mesmo tempo, significará o fortalecimento de governos reacionários a autoritários afeitos a atacar os movimentos sociais e os setores mais explorados e oprimidos da sociedade.

6.     Frente a isso, o PSOL vem publicamente se opor a qualquer ingerência externa nos assuntos da Venezuela. Somos absolutamente contrários à interferência do governo Bolsonaro nos assuntos venezuelanos e qualquer agressão política ou militar contra a soberania da Venezuela. Ao mesmo tempo, repudiamos as sanções econômicas impostas pelos EUA e seus sócios ao país, bem como uma possível intervenção militar externa ou mesmo um golpe militar. Frente a gravíssima situação da Venezuela é urgente que os povos latino-americanos nos unamos em solidariedade ao povo venezuelano e exijamos que os governos da região rejeitem qualquer acordo com Donald Trump, seja apoiando a farsa da campanha de “ajuda humanitária”, a retórica de “defesa da democracia”, ou qualquer cessão de territórios, bases ou operações militares que signifiquem medidas de guerra contra a Venezuela. Rejeitamos qualquer saída ou superação da crise que signifique uma ameaça à paz ou fora dos marcos democráticos e constitucionais da Venezuela e apoiamos o povo venezuelano que luta e resiste ao golpe imperialista.

7.     Neste sentido repudiamos de maneira contundente as provocações do governo brasileiro nas fronteiras da Venezuela, inclusive incitando conflito e violência, simplesmente sendo transmissor automático do imperialismo de Trump. Por fim, conclamamos todas as organizações de esquerda e movimentos sociais a formarem comitês em defesa da soberania da Venezuela e de solidariedade ao povo de Simon Bolívar, o “Libertador”.
#TrumpHandsOffVenezuela

#HandsOffVenezuela

#TrumpManosFueraDeVenezuela

#TrumpForaDaVenezuela

Executiva Nacional do PSOL
São Paulo, 23 de abril de 2019

Uma lição de realismo

Fevereiro
24

Uma lição de realismo

Em 1815, Napoleão Bonaparte fugiu de sua prisão na ilha de Elba e fez a viagem de reconquista do trono da França.
Marchava passo a passo, acompanhado por uma tropa crescente, enquanto o jornal Le Moniteur Universel, que havia sido seu órgão oficial, assegurava que os franceses estavam loucos de vontade de morrer defendendo o rei Luís XVIII, e chamava Napoleão de violador à mão armada do solo da pátria, estrangeiro fora da lei, usurpador, traidor, praga, chefe de bandoleiros, inimigo da França que ousa sujar o solo do qual foi expulso, e anunciava: Este será seu último ato de loucura.
No final o rei fugiu, ninguém morreu por ele, e Napoleão sentou-se no trono sem disparar um único tiro.
Então o mesmo jornal passou a informar que a feliz notícia da entrada de Napoleão na capital provocou uma explosão súbita e unânime, todo mundo se abraça, os vivas ao Imperador enchem o ar, em todo os olhos há lágrimas de alegria, todos celebram o regresso do herói da França e prometem à Sua Majestade o Imperador a mais profunda submissão.

Eduardo Galeano, no livro ‘Os filhos dos dias’. L&PM Editores. 2ª ed., folha 72.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Requião desenha como EUA criaram crise humanitária na Venezula

Sábado, 23 de fevereiro de 2019
247 – "Trump bloqueia "30 bilhões" da Venezuela em bancos e oferece ajuda "humanitária" de "20 milhões". Entendeu? Se não, eu desenho!", escreveu o ex-senador Roberto Requião em seu twitter. Leia, abaixo, reportagem da Sputinik sobre a crise venezuelana:

Enquanto o Ocidente continua aumentando pressão sobre a Venezuela, há cada vez mais informações de que a Rússia planeja apoiar o governo venezuelano legítimo e contribuir para a regularização da situação no país. Após a operação militar bem-sucedida na Síria, a Rússia vai provar sua capacidade de prestar ajuda econômica a outro país.

A colunista Irina Alksnis revelou, em seu artigo especial para a Sputnik, o que está por trás da decisão da Rússia de prestar ajuda econômica à Venezuela e que dificuldades Moscou poderia enfrentar.

Recentemente, o presidente dos EUA Donald Trump avisou os militares venezuelanos de que podem "perder tudo" se não abandonarem Nicolás Maduro e aceitarem Juan Guaidó como presidente interino do país.

John Bolton, conselheiro de Trump para a segurança nacional, declarou, por sua vez, que o adido militar da Venezuela nas Nações Unidas, coronel Pedro Chirinos, reconhece Juan Guaidó como presidente interino do país.

Para Alksnis, os EUA não estão prontos para uma intervenção militar direta, apostando na pressão das sanções e provocações sob o pretexto de ajuda humanitária. Entretanto, segundo ela, as autoridades venezuelanas continuam resistindo a essa pressão e "parece que essa firmeza está ligada, em grande medida, a Moscou".

Por exemplo, a chancelaria russa já avisou Washington contra uma intervenção militar na Venezuela e propôs a Caracas ajuda no que se refere à solução da crise política interna. Além disso, o Ministério das Finanças da Rússia informou que Moscou apresentou a Caracas um plano informal para o restabelecimento da economia nacional. Finalmente, segundo a agência Reuters, a maioria dos fornecimentos de combustível à Venezuela é proveniente da Rússia (as refinarias venezuelanas estão em estado bastante catastrófico).

A agência Bloobmerg, por sua vez, informou que o governo venezuelano ordenou que os dirigentes de cerca de 50 empresas venezuelanas abram contas bancárias na Rússia, Turquia, China e Índia e começou a fortalecer os contatos com fornecedores nesses países para evitar as sanções dos EUA.
Levando em conta todas essas notícias, Alksnis disse que a Venezuela se tornou uma espécie de "Síria econômica" para a Rússia.

Ela lembrou que, há três anos e meio, a Rússia lançou a operação militar na Síria, que pode ser considerada histórica. Com forças militares limitadas e ações discretas, a Rússia atingiu grandes sucessos.

"Moscou não apenas mudou o rumo da guerra e salvou o Estado sírio do colapso. Através dos seus esforços políticos e militares, a Rússia lançou também o processo de regularização política real no país e a transformação geopolítica na região", explicou Alksnis.

Para a analista, Moscou mostrou a todo o mundo do que é capaz e com que os países que estão sob pressão política e militar do Ocidente podem contar se pedirem ajuda à Rússia. Essa ajuda representa uma cooperação mutuamente vantajosa e nenhuma intervenção nos assuntos interno do país.

Entretanto, segundo Alksnis, o sucesso da Rússia na Síria não se tornou algo extraordinário, porque todo o mundo entende que a Rússia "sabe como fazer a guerra" e "sabe como trabalhar no Oriente Médio".

O caso venezuelano não é tão simples porque são os problemas econômicos os responsáveis pela atual crise no país. No entanto, segundo a colunista, apesar de todas as dificuldades, Moscou tem como objetivo salvar a economia venezuelana e contribuir para a regularização política no país, a despeito das intenções dos EUA de derrubarem as autoridades venezuelanas.

A jornalista sublinha que a Rússia nunca foi guru da política econômica, têm sido o Ocidente e o FMI a lidar com essas questões. Entretanto, desta vez a Rússia escolheu esse campo.

Embora ainda não seja evidente se essa tentativa será bem-sucedida e muitos falem que há pouca possibilidade de êxito, há três anos o mesmo foi dito sobre a operação militar russa na Síria, que não obstante foi coroada de numerosas vitórias e êxitos, concluiu a analista.

A tensão política na Venezuela aumentou desde que, em 23 de janeiro, Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e líder da oposição, se declarou presidente interino do país.

Os EUA e vários países da Europa e América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como chefe de Estado interino do país, enquanto a Rússia, China, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Turquia, México, Irã e muitos outros países manifestaram apoio a Maduro como presidente legítimo do país e exigiram que outros países respeitem o princípio de não interferência nos assuntos internos do país latino-americano.

Drácon: Celina Leão, Julio Cesar e outros seis viram réus por improbidade administrativa

Sábado, 23 de fevereiro de 2019
Dos oito alvos da ação de improbidade, sete respondem na esfera penal por corrupção passiva em razão das mesmas acusações.

Por Ana Viriato - Cb.Poder
A 7ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal tornou réus por improbidade administrativa, nesta sexta-feira (22/02), oito integrantes do esquema de corrupção investigado na Operação Drácon. Entre eles, estão os ex-distritais e, atualmente, deputados federais Celina Leão (PP) e Julio Cesar (PRB). Conforme as investigações, em 2015, eles pediram propina a empresas prestadoras de serviços de UTI na rede pública em troca da destinação de R$ 30 milhões para o pagamento de faturas atrasadas. 

Na lista de réus, constam, ainda, os então distritais Cristiano Araújo (PSD), Bispo Renato Andrade (PR) e Raimundo Ribeiro (MDB); Valério Neves, secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara Legislativa à época; Alexandre Cerqueira, secretário-executivo da 3ª Secretaria, que tinha como titular Bispo Renato; e o ex-diretor do Fundo de Saúde do DF Ricardo Cardoso. 

De acordo com a ação ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a princípio, em contrapartida à liberação das sobras orçamentárias milionárias da Câmara Legislativa, os oito acusados pediram valores indevidos a Luiz Afonso Assad, presidente da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), responsável pela manutenção de escolas públicas do DF. Diante da recusa, eles teriam acertado a propina com as empresas da área da saúde. A investigação das irregularidades teve início a partir de gravações ambientais realizadas por Liliane Roriz. Ela integrava a Mesa Diretora ao lado dos ex-distritais. 

Na decisão, o juiz Paulo Afonso Carmona destaca que “a inicial descreve de forma satisfatória a prática de atos que, ao menos em tese, podem caracterizar ato de improbidade administrativa”. “O recebimento e processamento da ação é medida de rigor, a fim de conferir maior proteção ao interesse público”, argumenta. O magistrado frisou, ainda, que os limites da responsabilidade dos réus serão apurados durante a instrução do processo.

Combate à corrupção: PGR defende recebimento de denúncia contra o ministro Aroldo Cedraz (TCU), seu filho e advogado Tiago Cedraz e outras duas pessoas

Sábado, 22 de fevereiro de 2019
Do MPF

Entendimento é de que nenhuma alegação apresentada pela defesa é pertinente
Em documento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defende o recebimento integral da denúncia oferecida contra o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz; seu filho, o advogado Tiago Cedraz, e outras duas pessoas, pelo crime de tráfico de influência. Os quatro foram acusados de negociar e receber dinheiro da empresa UTC Engenharia com o propósito de influenciar o julgamento de processos referentes à usina Angra 3, que estavam em andamento no TCU. Na manifestação endereçada ao relator do caso, ministro Edson Fachin, a PGR pede para que sejam rejeitadas as questões preliminares apresentadas pelos denunciados: “Nenhuma das teses defensivas é apta a obstar o recebimento da denúncia, devendo-se dar regular sequência à ação penal”, destaca.

Crime ambiental em parque ecológico Ponte Alta do Gama

Sábado, 23 de fevereiro de 2019
Do Portal Gama Cidadão
Por Danrley Willyan


A área vem sendo maltratada há muitos anos, a qualidade de vida dos moradores está sendo diretamente atingida. Várias denúncias foram feitas para o IBRAM e para a AGEFIS.



Parque ecológico da Ponte Alta do Gama foi criado pela lei 1202 de setembro de 1996, anda sofrendo há vários anos por falta de fiscalização. De acordo com a defesa ambiental, o parque é responsabilidade do IBAMA e o seu Adelino dos bois (se diz proprietário da área alegando usucapião) e as empresas de construção civil cometem crime ambiental ao depositarem resíduos sólidos na área (LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998). 

Vária denúncias vêm sendo feitas durante os anos, denúncias no ministério público, ações públicas, notificações ao IBRAM e a AGEFIS, no entanto nada acontece; a defesa ambiental já se encontra desacreditada.

O parque abriga as nascentes dos córregos da Mina e da Serra, que alimentam o rio Ponte Alta. Situado em uma região de vale, possui cachoeira de 12 m de altura, conhecida como Loca. Os resíduos de construção civil juntamente com os outros resíduos irão prejudicar alguns do muitos mananciais e atingirão futuramente as nascentes que estão na região, onde deveria ser um parque.

População se posiciona

Reclamações relacionadas aos insetos, pernilongos, perigo de dengue, vêm muitos ratos e baratas do lixão, são algumas das reclamações dos moradores. A qualidade de vida é atingida diretamente pela queima do lixo, moradores reclamam que junta muitas cinzas nos tetos da casa e no chão. O lixão impede moradores de aproveitarem as áreas de lazer da quadra 30 do Setor Oeste, tão conhecidas da cidade, pelo trabalho do seu Formiga.
A área vem sendo maltratada há muitos anos, nesse momento está aparecendo cobras, lagartos. Várias denúncias foram feitas para o IBRAM e para a AGEFIS, acho que os órgãos estão fazendo vista grossa. Diz Gláucia Formiga.
Toneladas de denúncias são feitas todos os anos, seu Adelino dos bois busca ser protegido por políticos. A questão é que passa ano, passa eleição, mas nada acontece; proprietário alega usucapião, porém não produz nada na terra.
Moradora da cidade, Shirley Guedes,
Moradora da cidade Shirley Guedes diz que é necessário cuidar do meio ambiente e que a construção civil deveria encontrar um lugar correto para descartar o lixo gerado. Ela inclusive cita alguns contêineres que existem perto do parque urbano e vivencial.
Ela caminha todo fim de tarde com seu amado cão (Gil), porém, as vezes, a qualidade da sua caminhada é atingida pela fumaceira.
Morador da quadra 30, que não quis ser identificado, diz que há muita fumaça que o vento traz e polui o ar que respiramos, além de reclamar do mal cheiro.
Se for pra tampar, tampe com terra e não com lixo. Lixão deveria ser onde não tem cidade perto, onde não prejudique a população. Tem que pensar na qualidade de vida da população. Seria perfeito ter esse espaço público de volta para a população.
Administração Regional do Gama responde as nossa indagações dizendo que o problema é de responsabilidade da AGEFIS e do IBRAM. Declara, ainda, que estão dispostos a colaborar com qualquer dúvida ou indagação da população, das entidades e da imprensa local.

Dever do Cidadão

Nós do Gama Cidadão fomos na quadra 30 do Setor Leste, onde o SOS DF já passou e percebemos que a população tem uma parcela de culpa em relação aos entulhos e restos de construção que se encontram espalhados pela cidade.
Segue algumas fotos que fizemos das quadras onde já foi feito o trabalho de pegar os entulhos.
Precisando descarta entulho? Papa Entulho;

Recomendação da defesa ambiental

Ligar na ouvidoria do GDF, acionar o ministério público, já foi feito e deve continuar sendo feito.
Vocês que chegaram até aqui, leitores do gama cidadão, pedimos que exerçam seu direito de cidadania ligando para polícia militar ambiental pelo 190 e denunciem as atividades ilegais, a base da polícia militar ambiental fica próxima da UnB.

Assista à reportagem do Danrley Pereira:

Por Danrley Pereira – Da Redação do Gama Cidadão.
Leia mais:
Gama: Uma ilha cercada de lixo
APM do Parque Ecológico da Ponte Alta do Gama ameaçada pelo desmatamento
Governo inaugura papa-entulho no Gama
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O Gama Livre recomenda a leitura das postagens abaixo. 

Silenciado o canto das juritis. Aves nativas são mortas por agrotóxicos na Ponte Alta, no Gama (DF); O veneno que mata o pássaro também mata o homem

Impunidade!!! Poder Público continua omisso com o desmatamento na APM (Área de Proteção de Mananciais) do Parque Ecológico da Ponte Alta do Gama

Moradores denunciam crime ambiental na Área de Proteção de Mananciais do Parque Ecológico da Ponte Alta do Gama