Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Requião desenha como EUA criaram crise humanitária na Venezula

Sábado, 23 de fevereiro de 2019
247 – "Trump bloqueia "30 bilhões" da Venezuela em bancos e oferece ajuda "humanitária" de "20 milhões". Entendeu? Se não, eu desenho!", escreveu o ex-senador Roberto Requião em seu twitter. Leia, abaixo, reportagem da Sputinik sobre a crise venezuelana:

Enquanto o Ocidente continua aumentando pressão sobre a Venezuela, há cada vez mais informações de que a Rússia planeja apoiar o governo venezuelano legítimo e contribuir para a regularização da situação no país. Após a operação militar bem-sucedida na Síria, a Rússia vai provar sua capacidade de prestar ajuda econômica a outro país.

A colunista Irina Alksnis revelou, em seu artigo especial para a Sputnik, o que está por trás da decisão da Rússia de prestar ajuda econômica à Venezuela e que dificuldades Moscou poderia enfrentar.

Recentemente, o presidente dos EUA Donald Trump avisou os militares venezuelanos de que podem "perder tudo" se não abandonarem Nicolás Maduro e aceitarem Juan Guaidó como presidente interino do país.

John Bolton, conselheiro de Trump para a segurança nacional, declarou, por sua vez, que o adido militar da Venezuela nas Nações Unidas, coronel Pedro Chirinos, reconhece Juan Guaidó como presidente interino do país.

Para Alksnis, os EUA não estão prontos para uma intervenção militar direta, apostando na pressão das sanções e provocações sob o pretexto de ajuda humanitária. Entretanto, segundo ela, as autoridades venezuelanas continuam resistindo a essa pressão e "parece que essa firmeza está ligada, em grande medida, a Moscou".

Por exemplo, a chancelaria russa já avisou Washington contra uma intervenção militar na Venezuela e propôs a Caracas ajuda no que se refere à solução da crise política interna. Além disso, o Ministério das Finanças da Rússia informou que Moscou apresentou a Caracas um plano informal para o restabelecimento da economia nacional. Finalmente, segundo a agência Reuters, a maioria dos fornecimentos de combustível à Venezuela é proveniente da Rússia (as refinarias venezuelanas estão em estado bastante catastrófico).

A agência Bloobmerg, por sua vez, informou que o governo venezuelano ordenou que os dirigentes de cerca de 50 empresas venezuelanas abram contas bancárias na Rússia, Turquia, China e Índia e começou a fortalecer os contatos com fornecedores nesses países para evitar as sanções dos EUA.
Levando em conta todas essas notícias, Alksnis disse que a Venezuela se tornou uma espécie de "Síria econômica" para a Rússia.

Ela lembrou que, há três anos e meio, a Rússia lançou a operação militar na Síria, que pode ser considerada histórica. Com forças militares limitadas e ações discretas, a Rússia atingiu grandes sucessos.

"Moscou não apenas mudou o rumo da guerra e salvou o Estado sírio do colapso. Através dos seus esforços políticos e militares, a Rússia lançou também o processo de regularização política real no país e a transformação geopolítica na região", explicou Alksnis.

Para a analista, Moscou mostrou a todo o mundo do que é capaz e com que os países que estão sob pressão política e militar do Ocidente podem contar se pedirem ajuda à Rússia. Essa ajuda representa uma cooperação mutuamente vantajosa e nenhuma intervenção nos assuntos interno do país.

Entretanto, segundo Alksnis, o sucesso da Rússia na Síria não se tornou algo extraordinário, porque todo o mundo entende que a Rússia "sabe como fazer a guerra" e "sabe como trabalhar no Oriente Médio".

O caso venezuelano não é tão simples porque são os problemas econômicos os responsáveis pela atual crise no país. No entanto, segundo a colunista, apesar de todas as dificuldades, Moscou tem como objetivo salvar a economia venezuelana e contribuir para a regularização política no país, a despeito das intenções dos EUA de derrubarem as autoridades venezuelanas.

A jornalista sublinha que a Rússia nunca foi guru da política econômica, têm sido o Ocidente e o FMI a lidar com essas questões. Entretanto, desta vez a Rússia escolheu esse campo.

Embora ainda não seja evidente se essa tentativa será bem-sucedida e muitos falem que há pouca possibilidade de êxito, há três anos o mesmo foi dito sobre a operação militar russa na Síria, que não obstante foi coroada de numerosas vitórias e êxitos, concluiu a analista.

A tensão política na Venezuela aumentou desde que, em 23 de janeiro, Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e líder da oposição, se declarou presidente interino do país.

Os EUA e vários países da Europa e América Latina, inclusive o Brasil, reconheceram Guaidó como chefe de Estado interino do país, enquanto a Rússia, China, Cuba, Bolívia, Nicarágua, Turquia, México, Irã e muitos outros países manifestaram apoio a Maduro como presidente legítimo do país e exigiram que outros países respeitem o princípio de não interferência nos assuntos internos do país latino-americano.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Senadores do PMDB, Requião e Jucá batem boca nas redes sociais

Segunda, 31 de julho de 2017
Do Jornal do Brasil
Em lados opostos dentro do PMDB, os senadores Roberto Requião (PR) e Romero Jucá (RR) trocaram acusações neste fim de semana, diante das especulações de que Jucá, que é líder do governo no Senado e presidente do partido, estaria tramando a expulsão de Requião, que faz oposição pública ao governo e a Michel Temer.
Requião gravou um vídeo afirmando que Jucá estaria buscando um laranja para assinar uma ação no PMDB para promover sua expulsão e emendou: "Romero Jucá, se eu solto meus cachorros atrás de você, vai ser bem mais sério que uma busca da Polícia Federal ou da Lava Jato”, disse o parlamentar, fazendo referência a denúncias da Lava Jato contra Jucá.
Governista e oposicionista, senadores do PMDB trocaram acusações após especulação sobre expulsão
O líder do governo gravou, então, uma resposta, garantindo que não deve nada à Polícia Federal nem à operação que apura crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro na relação entre a Petrobras, empresários de empreiteiras e políticos. "Pelo visto o senador Requião deve estar andando com muitos vira-latas e deve ser igual a eles. Não tenho medo de cara feia, nem de bravata (...) O senhor disse que pode soltar seus cachorros em cima de mim, solte, não tenho medo. Não devo nada nem a Policia Federal, nem a Lava Jato".
Em crítica aos líderes do partido, Requião arrematou: "Não roubar, não deixar roubar, denunciar e punir quem rouba. É isso Romero Jucá, é isso a nossa posição. Por isso cogitam a minha expulsão? Vão manter só o pessoal com a tornozeleira no pé?”, declarou.
Jucá afirmou, então, que, como presidente do PMDB, levará "essa história e a situação do Paraná para a reunião da executiva (do partido) e acrescentou que as colocações do senador Requião "são lamentáveis e atrasadas, visando uma política antiga, bolivariana e petista”.
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Paloma Amado: um desafortunado encontro com Requião (e esposa) no aeroporto de Paris

Sexta, 12 de maio de 2017
Texto de Paloma Amado, publicado pela autora teatral e cronista Aninha Franco em seu rico e amplo espaço de informação e opinião no Facebook. Bahia em Pauta reproduz e recomenda. Efusivamente. (Vitor Hugo Soares)

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Paloma Amado em Meus queridos amigos, Preciso da ajuda de vocês para dar continuidade às minhas crônicas de domingo.

Mais uma vez fui posta de castigo no FaceBook. Há três dias que não sou mais “autorizada” a abrir minha conta, e consequentemente entrar na rede social. Há perto de um ano, um homem invadiu a minha primeira conta e fui aconselhada pelo FaceBook a fechar esta e começar uma nova. Dos 5000 amigos que tinha na época, consegui recuperar pouco mais de 1000, e fiquei com muita gente zangada comigo, achando que foi bloqueada por mim. Coisa mais chata! Amanhã, outra vez, não terá crônica de Domingo por eu não poder entrar no Face.
Estou bem triste com tudo isso, penso em sair definitivamente desta rede, mas gostaria de manter contato com meus amigos e leitores, continuar a escrever minha crônica. Eles não me dizem o porque de eu estar “temporariamente impedida de ter acesso à conta”, mas eu desconfio que tenha a ver com a minha crônica “Odeio a prepotência”, que esta semana viralizou na rede por tratar do senador relator do projeto de Abuso de Autoridade. Esta crônica foi escrita há 6 anos, nela relato um episódio ocorrido num aeroporto em Paris, quando este senhor e sua esposa foram com meus amigos e publicando minhas crônicas.muito desagradáveis comigo. Na época que a publiquei, ela teve grande número de comentários e curtidas. Acredito que era mantida em alguns computadores e resolveram republicá-la aproveitando este momento crucial para a nossa democracia, em que tentam transformar em cinzas o vigoroso trabalho de nossa justiça contra a corrupção. Quem soltou meu texto na mídia, trocou o título para “O Prepotente” — o que não altera muito o original –, acrescentaram uma frase dizendo, em obs., o nome do senador e o qualificando de “safado”(o que pode ser necessário para os mais desavisados entenderem de quem se trata, mas que enfeia a minha escrita, que é um simples relato de fato real) e trocaram a palavra “retada” (como se diz na Bahia) para “arretada”, (como se diz em Pernambuco). Como não publiquei nada do que é proibido pela rede, nada que me desabone, acredito que foi esse senhor ou seus partidários, no uso da prepotência que lhes é habitual, que me denunciaram de alguma maneira (qual seria?), vingando-se ao me impedir de continuar convivendo com meus amigos e publicando minhas crônicas.

Não vou parar de escrever, não vou parar de publicar, mas estou bem cansada destas atitudes arbitrárias do Facebook. Estou pensando em fazer um blog, mas ainda não sei a cara que terá, preciso fazer uma estrutura bacana, o que toma tempo.

Continuarei, no entanto, escrevendo, e gostaria de fazer chegar aos amigos minhas crônicas. Fiz um novo e-mail:
cronicadedomingo@gmail.com

Peço a vocês, que estão no Facebook e em outras plataformas, que publiquem esta minha carta com a foto (para chamar a atenção), aberta a todo o público. Assim os amigos que quiserem podem escrever para este e-mail, mandar seus endereços eletrônicos e eu poderei enviar a crônica.

Agradeço a ajuda de todo o meu coração.

Um abraço grande da
Paloma Jorge Amado·

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ARTIGO

O PREPOTENTE 

Paloma Amado
Era 1998, estávamos em Paris, papai já bem doente, participara da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz. De repente, uma imensa crise de saúde se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o avião da Varig (que saudades) para Salvador. Mamãe juntou tudo que mais gostavam no apartamento onde não mais voltaria e colocou em malas.

Empurrando a cadeira de rodas de papai, ela o levou para uma sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fila da primeira classe. Em seguida chegou um casal que eu logo reconheci, era um político do Sul (não lembro se na época era senador ou governador, já foi tantas vezes os dois que fica difícil lembrar). A mulher parecia uma árvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouros e berloques (Calá, com sua graça, diria: o jegue da festa do Bonfim). É claro que eu estava de jeans e tênis, absolutamente exausta. De repente, a senhora bate no meu ombro e diz: “Moça, esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo.” Me armei de paciência e respondi: “Sim, senhora, eu sei.” Queria ter dito que eu pagara minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas não disse. Ficou por isso.
De repente, o senhor disse à mulher, bem alto para que eu escutasse: “Até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos”. Eu só sorri. Terminei o check in e fui encontrar meus pais. Pouco depois bateram à porta, era o casal querendo cumprimentar o escritor. Não mandei a putaquepariu, apesar de desejar fazê-lo. Educadamente disse não. 

Hoje, quando vi na tv o Senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou seu chip, eteceteraetal, fiquei muito retada, me deu uma crise de mariasampaismo e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei. Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas deste episódio, meus pais nunca souberam de nada. 

PS: O PREPOTENTE é o Senador Roberto Requião, do Paraná (Paloma Amado é escritora e filha de Jorge Amado e Zélia Gatai)”
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Desvendando as mentiras da reforma da Previdência para impedi-la

Sexta, 24 de março de 2017
Da Tribuna da Internet Sindical


Por Roberto Requião*
Depois de ler e reler as propostas de reforma da Previdência do Governo, depois de ouvir desde os meus conterrâneos lá nos fundões do Paraná até qualificados especialistas no assunto, concluo: estamos diante de um dos maiores embustes da história brasileira. Mais que isso, estamos diante de uma das maiores crueldades que se ousou perpetrar contra o nosso povo.

Talvez ela seja comparável com a monstruosa emenda constitucional que pretendeu congelar por 20 anos os gastos públicos no país.

Com uma diferença: como suponho que o país não enlouqueceu completamente, o congelamento dos gastos será revogado no devido tempo.

Mas a pretendida reforma previdenciária preocupa. Ela, caso aprovada, será mais difícil de ser cancelada.

É que a PEC da Morte, como ficou conhecida, fere não apenas os interesses gerais da sociedade, mas também grupos de interesse que giram em torno do Estado. Já a Previdência é uma instituição do povo e para o povo, embora dela se beneficiem também alguns grupos corporativos.

O grande capital, os grupos financeiros, os especuladores jamais lutarão por uma Previdência Social decente e justa no Brasil.

Ao contrário, eles estão por trás das grandes pressões em favor da reforma apresentada por Henrique Meireles e Michel Temer.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O efeito da dívida dos estados na degradação dos serviços públicos

Sexta, 27 de janeiro de 2017
Da Tribuna da Imprensa Sindical
Por
Roberto Requião*
J. Carlos de Assis*

A dívida imposta pela União aos Estados e a queda das receitas estaduais estão entrelaçadas no mesmo movimento.


Durante três décadas o Governo Federal impôs aos Estados uma dívida que nunca existiu. Como a essa dívida não correspondia nenhum imposto específico, o orçamento global dos Estados teve de ser acomodado ao longo dos anos para que a União recebesse os pagamentos correspondentes. O resultado foi um achatamento progressivo dos recursos estaduais livres numa trajetória descendente que seria agravada com a depressão econômica nos anos de 2015 e 2016, ameaçando repetir-se em 2017.

A dívida imposta pela União aos Estados e a queda das receitas estaduais estão entrelaçadas no mesmo movimento. Uma dívida que nasce do nada é como um imposto líquido sem contrapartida de produção de bens ou serviços. Seu efeito macroeconômico é contracionista. É fácil verificar isso. Quando se retira da sociedade recursos líquidos, portanto sem contrapartida de gastos equivalentes, haverá menos dinheiro em circulação na economia. O resultado é uma contração do sistema produtivo, recessão ou depressão.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Uma proposta para a Mesa do Senado

Terça, 24 de janeiro de 2017
Tribuna da Imprensa Sindical
Por Roberto Requião

O Senado Federal se encontra sob o olhar vigilante da sociedade brasileira. Estando nós no centro dos acontecimentos políticos que, desde o impeachment, nos colocaram numa posição de destaque no cenário político brasileiro. Independentemente de divisões políticas internas é nosso dever reconstruir agora nossa credibilidade perante a Nação, sob o pena de contribuirmos para o aprofundamento da situação de caos já estabelecida no país.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Traição do governo Temer. Escândalo das Teles. Empresas de telefonia e o perdão de multas avaliadas em R$ 100 bilhões

Quinta, 22 de dezembro de 2016

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) denuncia o projeto de lei que entrega patrimônio físico estatal bilionário às empresas de telefonia e ainda perdoa multas avaliadas em R$ 20 bilhões; "Parece que tem uma quadrilha tentando roubar o Brasil. É um escândalo sem limite. Cadeia para esse tipo de comportamento. Isso é intolerável"; Requião e outros senadores organizaram assinaturas para impedir que o projeto siga direto para sanção do governo de Michel Temer; parlamentar revela que a Mesa do Senado está interferindo para que o texto não seja avaliado e votado em plenário: "Não vamos aceitar"

domingo, 6 de novembro de 2016

O que se espera da PEC-55 (a PEC 241 da Câmara) segundo Merelles e Requião

Domingo, 6 de novembro de 2016
Da Tribuna da Imprensa Sindical
José Carlos de Assis



O ministro Henrique Meirelles mandou para o Congresso uma peça de ficção de 26 páginas artisticamente encadernadas e com um longo anexo de perguntas e respostas a fim de justificar a PEC-55 (ex-241). O senador Roberto Requião demoliu cada vírgula do papelório, assinalando que qualquer pessoa de bom senso percebe a falácia da proposta já na página 21, sob o título “Como o reequilíbrio das contas ajudará na retomada do crescimento econômico”.

Vejamos, uma a uma, cada efeito que Meirelles anuncia em relação à nova PEC. No total são seis. Trata-se da essência do que o governo espera da aprovação da medida. É claro que se algum deles não funcionar, mas os outros funcionarem, teremos um resultado razoável. A economia, todos sabemos, não é uma ciência exata. Entretanto, que tal se todos os resultados são a mais acabada falácia, produto exclusivo da imaginação de Meirelles? Veja-se uma a uma.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Senadores Cristovam, Simon e Requião reapresentam propostas de João Goulart

Sexta, 14 de março de 2014
Requião, Simon e Cristovam apresentam projetos baseados na reforma agrária e no conceito de empresa nacional defendidos pelo ex-presidente. Reformas aceleraram o golpe militar há 50 anos

Ao lado da esposa Maria Thereza, João Goulart defendeu reformas, diante de 200 mil pessoas no Centro do Rio

No dia em que se completou meio século do discurso histórico que acelerou o golpe militar de 1964, três senadores reapresentaram, em conjunto, duas propostas que faziam parte das chamadas reformas de base que o então presidente João Goulart pretendia implantar no Brasil. Em 13 de março de 1964, Jango discursou para 200 mil pessoas na Central do Brasil, no Rio. Durante uma hora, ele defendeu a implantação de uma série de medidas e reformas de caráter nacionalista. Ontem (13 de março de 2014), exatamente 50 anos depois, os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Pedro Simon (PMDB-RS) e Cristovam Buarque (PDT-DF) apresentaram uma proposta de reforma agrária e outra de retomada da definição de empresa de capital nacional nos moldes defendidos pelo ex-presidente. Ele foi deposto pelo golpe militar em 31 de março de 1964 – menos de 20 dias depois do famoso discurso que provocou a reação de segmentos da sociedade, como empresários, industriais e grandes fazendeiros.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A Petrobras enclausurada, desadministrada, endividada, descalibrada, desprestigiada, desequilibrada. O discurso do Senador Requião sobre a TV Globo

Quinta, 27 de fevereiro de 2014 
A PETROBRAS ENCLAUSURADA, DESADMINISTRADA, ENDIVIDADA, DESCALIBRADA, DESPRESTIGIADA, DESEQUILIBRADA. COM AÇÕES QUE VALIAM 53 REAIS EM 2008, AGORA POUCO MAIS DE 11 OU 12. E AINDA FALAM EM RECUPERAÇÃO NESTE 2014. O DISCURSO DO SENADOR REQUIÃO, SOBRE A TV-GLOBO 
 

Helio Fernandes

O senador Roberto Requião, apresentou ontem no senado, requerimento de informações, para que o Ministério das Comunicações informe a situação da Organização Globo. Em relação à “propriedade” da TV-Paulista, uma das grandes lutas do advogado Luiz Nogueira.

Essência do discurso de Requião

Várias vezes governador e senador: “A TV-Globo não tem DIREITOS sobre a TV-Paulista, que passou a ser TV-Globo de São Paulo. Essa “propriedade” da TV-Globo tem que ter o registro cassado imediatamente”.

Como o senador desde o primeiro discurso, antes das férias parlamentares, citou este repórter e os artigos que redundaram no livro, “Afundação Roberto Marinho”, temos que esperar a resposta do Ministro das Comunicações.
Para terminar: Requião é INCORRUPTÍVEL. Foi sempre, como governador e senador. Quando governador, sua Assessoria Jurídica entrou no Supremo com uma ADIN, para ANULAR os leilões impostos por FHC à Petrobras.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

E Roberto Requião está com a razão; não há motivos para comemorar atuação do Senado em 2013

Quinta, 19 de dezembro de 2013 
Da Agência Senado

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse que não via motivos para comemorar a atuação do Senado em 2013. Em sua opinião, faltou uma resposta efetiva ao clamor das ruas, e a instituição se enfraqueceu pela própria inércia diante de questões importantes para o fortalecimento do papel do Estado no combate às desigualdades.

Requião ainda criticou o que chamou de “engavetamento” de projetos e requerimentos relevantes enquanto o Legislativo se preocupa com normas de menor importância. Para o senador, se as reformas de base propostas pelo então presidente João Goulart em 1964 fossem apresentadas hoje ao Senado, seriam rejeitadas.

- O que atrapalha o direito que nós temos de discutir a democratização do Senado da República? Aqui, quando projetos e requerimentos não morrem de morte morrida, morrem de morte matada, sem discussão, com subterfúgios regimentais. O que não faltam são instrumentos para estas execuções - lamentou o senador.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Requião critica leilão do campo de Libra e pede mobilização nas redes sociais

Sexta, 18 de setembro de 2013

Da Redação

Em discurso nesta sexta-feira (18), o senador Roberto Requião (PMDB-PR) revelou sua perplexidade com a ação do governo federal de privatizar o campo de Libra, talvez o maior campo de petróleo do planeta, segundo disse, sem debates e com a convocação do Exército para impedir manifestações contrárias. O leilão ocorrerá na próxima semana.

- Estão nos sonegando a oportunidade do debate. É um comportamento semelhante ao de Pinochet – disse.

Requião disse ter elaborado uma ação popular a ser ajuizada no Paraná, além de ter entrado com uma representação na Procuradoria Geral da República com o objetivo de evitar o leilão, e pediu que os internautas, por meio das redes sociais, divulguem e entendam o que o ato significa.
O parlamentar conclamou os cidadãos a utilizar as redes sociais para mostrarem sua contrariedade com o “entreguismo” do petróleo brasileiro. Como ressaltou, a Petrobras não participará do leilão, e em troca receberá R$ 15 bilhões em adiantamentos apenas para compor o superávit primário.
Projeto

Em conjunto com Pedro Simon (PMDB-RS) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), o senador apresentou projeto de decreto legislativo (PDS 203/2013) para impedir o leilão. Mas, segundo Requião, o relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Eduardo Braga (PMDB-AM), “levou o projeto para casa e não devolveu”, o que, como destacou, impediu os debates sobre a real necessidade de a Petrobras abrir mão da exploração deste campo de petróleo.

- Não nos omitimos. Fizemos o que tínhamos que fazer. Mas o Senado da República designar três comissões para examinar o projeto e o relator negando contraditório e impossibilitando discussão, é uma coisa inusitada que mostra que o Senado está doente – lamentou.
Mercosul

Num debate sobre economia, soberania e fortalecimento das nações latino-americanas, Roberto Requião criticou o número de acordos bilaterais que estão sendo feitos em detrimento do Mercosul. O senador disse que as nações desenvolvidas, em crise, procuram os mercados emergentes como consumidores e, enquanto isso, as exportações brasileiras para as nações desenvolvidas vêm caindo, o que expõe o Brasil mais uma vez ao capital especulador. Conforme afirmou Requião, a integração dos países da América Latina é a saída, caso contrário, o projeto nacional será inviabilizado:

- Como diria [Hugo] Chávez: o nosso norte é o sul, integração ou morte, morte dos projetos nacionais. Ou nos protegemos sob o guarda-chuva da integração ou nos expomos à pior de todas as tempestades geradas pelo desequilíbrio do capitalismo.

Com o propósito de demonstrar a importância dessa integração para a economia brasileira, Requião afirmou que 30% dos produtos manufaturados do país foram exportados para os integrantes do Mercosul, chegando a 50% quando somados os demais latino-americanos. Além de consumir mais, as exportações para o continente são mais vantajosas, citou. Enquanto o resto do mundo paga em média US$ 400 pela tonelada de produto manufaturado, o Mercosul paga US$ 1,5 mil, segundo informou.

Entre 2002 e 2012, as exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 72%, enquanto os negócios com a América Latina tiveram um incremento de 337%. Só para o Mercosul, o aumento foi de 579%, lembrou ainda.

- A alternativa dos acordos bilaterais de livre comércio com os países desenvolvidos é a batalha de Davi sem a funda e com Golias fortemente armado. Para nós, a única saída é a integração, para a retomada do desenvolvimento e a construção da grande nação latino-americana – declarou.

Fonte: Agência Senado

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Senador Requião lê manifesto de movimentos sociais contra leilões do petróleo

Segunda, 13 de maio de 2013
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) leu no Plenário, nesta segunda-feira (13), um manifesto elaborado por movimentos sociais pedindo o cancelamento dos leilões do petróleo previstos para 14 e 15 de maio. A 11ª rodada de licitações de áreas de óleo e gás natural está prevista para ser realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no Rio de Janeiro. Ao todo serão oferecidos 289 blocos em mar e terra. Os leilões do setor estavam suspensos desde 2008.

O documento, assinado por sindicatos, associações e entidades civis, é dirigido à presidente Dilma Rousseff e requer também o cancelamento do processo de privatização das hidrelétricas de Três Irmãos, em São Paulo, e Jaguara, em Minas Gerais.

Para os manifestantes, será um erro estratégico entregar as usinas ao capital internacional.

"Foi nos governos Collor e Fernando Henrique que este sistema foi sendo destruído e entregue ao capital internacional sob o pretexto de que não servia mais para o país. As melhores empresas públicas foram entregues para o controle das grandes corporações transnacionais, prejudicando nosso país e os trabalhadores. Nestas ocasiões os setores neoliberais se apropriaram do discurso falacioso da ineficiência do Estado com o objetivo de iludir o povo brasileiro com falsas promessas e entregar o patrimônio público para o mercado", afirmam os manifestantes no documento lido pelo senador.

O documento lembra ainda que, depois do processo de privatização, a energia elétrica aumentou mais de 400%, muito acima da inflação; trabalhadores foram demitidos e recontratados com salários menores e a qualidade dos serviços piorou.

Em relação ao petróleo, os manifestantes advertem que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vendeu parte da Petrobras e só não fez pior porque foi derrotado na eleição de 2002.

Além de elaborarem a carta, os manifestantes se mobilizaram, nesta segunda-feira, fazendo protestos em Brasília e em outras cidades do país.

Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Roberto Requião é condenado pela Justiça Federal em ação do MPF/PR

Quinta, 16 de fevereiro de 2012
Do MPF
16/2/2012
Ex-governador do Paraná terá de ressarcir à RTVE os valores gastos com programas usados em sua promoção pessoal e para atacar imprensa e adversários políticos

O ex-governador do Paraná Roberto Requião foi condenado a ressarcir à Rádio e TV Educativa (RTVE) os valores gastos com a elaboração e transmissão de programas veiculados, durante seu mandato, que o promoviam pessoalmente e que exibiam seus ataques à imprensa, adversários e instituições públicas. A Justiça Federal atendeu pedido do Ministério Público Federal em ação civil pública proposta em 2007.

A Justiça Federal condenou o ex-governador pelos programas e/ou matérias consideradas ofensivas aos princípios constitucionais invocadas em uma ação popular e na ação civil pública do MPF/Paraná, como várias edições dos programas 'Governo Hoje', 'Diário do Governo', 'Opinião do Governador', 'Flash Educativa' e 'Pra seu Governo', além de programas sobre partidos políticos e as propagandas institucionais.

Ação Civil Pública: 2007.70.00.031462-3.

A íntegra da sentença pode ser acessada aqui.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Requião: país não tem capacidade para investir porque recursos vão para pagamento da dívida

Sexta, 16 de setembro de 2011
Da Agência Senado
[Foto: senador Roberto Requião (PMDB-PR)]
Ao comentar a marcha de prefeitos a Brasília, realizada nesta semana, em defesa da regulamentação da Emenda 29/2000 para assegurar mais recursos à área da saúde, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou, em Plenário, nesta sexta-feira (16), que a manifestação não levaria a nada, porque a maioria dos recursos arrecadados no país é destinada ao pagamento dos juros da dívida e não a investimentos em áreas importantes.

- Mais uma vez a mobilização em busca do milagre. Como se a regulamentação da Emenda 29 fosse a panaceia universal para resolver os problemas da saúde. Certamente não é por aí. Estamos tomando a rama pela floresta - afirmou o senador

Em sua opinião, o problema básico dos investimentos do Brasil hoje nos municípios, nos estados e na União está na rigorosa e absoluta falta de recursos. Isso acontece, segundo o senador, porque, embora haja uma arrecadação pesada, que vai a até 35% do produto interno bruto (PIB), a maioria desses recursos é destinada ao pagamento dos juros da dívida interna e da dívida externa. 

- Esses juros chegam a R$ 260 bilhões. Assim, a Federação é sacrificada pelo financiamento da dívida e não tem capacidade para investir - acentuou Requião.

Para o parlamentar, o Brasil precisa de uma intervenção radical na raiz do problema que reside no modelo econômico em vigor no país.

- A raiz do problema está no modelo econômico que privilegia rentista, banqueiro e o capital em detrimento do crescimento econômico nacional - afirmou o senador pelo Paraná.

E sem capacidade para investimento, segundo o senador, o Brasil acaba estimulando a inovação tecnológica e o desenvolvimento de outros países, porque opta por empréstimos a longo prazo com juros altos, na compra de produtos fabricados nessas nações.

- Empregos lá e endividamento aqui, com impostos que já chegam a 40% da renda do brasileiro - assinalou o senador.

terça-feira, 26 de julho de 2011

A liberdade sacrificada


Terça, 26 de julho de 2011 
Por Ivan de Carvalho

Para quebrar a monotonia das denúncias e escândalos que vêm explodindo no Executivo nas últimas semanas, com tanta ou maior freqüência que os bueiros da Light no Rio de Janeiro, desta vez a coisa feita desloca-se para o Senador Federal.

            Ali, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal representou junto ao presidente do Senado, José Sarney, contra o senador Roberto Requião, do PMDB, também do PMDB, devido ao seu comportamento em relação ao jornalista Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes.

O sindicato pediu que o Senado aplicasse, por falta de decoro parlamentar, advertência e censura pública ao ex-governador do Paraná, deixando de pedir, porém, a pena mais grave pela falta de decoro, que é a cassação do mandato.

A decisão de Sarney, baseada em parecer da Advocacia do Senado e sem levar o caso ao Conselho de Ética, foi tomada em 18 de maio, com o arquivamento e conseqüente extinção do processo, mas o Senado não divulgou oficialmente sua decisão nem a comunicou ao sindicato nem ao jornalista Victor Boyadjian. Os três advogados que assinam o parecer dizem que a representação não atende aos requisitos previstos para a punição do senador.

Um desses requisitos seria o de que a representação foi feita ao presidente da Casa e Sarney, que não tem poderes para aplicar as punições, “antes do devido processo legal”. De fato, não tem. Mas tem para encaminhar a representação ao corregedor ou ao Conselho de Ética. E não fez isto, preferiu acabar tudo com sua decisão monocrática, exclusiva. O sindicato afirma que poderá recorrer, mas antecipa sua descrença, considerando que a decisão de Sarney foi apenas política.

Mas não foi apenas política. Foi também perigosa, ato anti-democrático a sujar, lambuzar a biografia de quem cultiva uma imagem aparente e geralmente aceita de democrata convicto. Mas sobretudo ato a ameaçar o exercício do jornalismo e, portanto, da liberdade de imprensa e de expressão. Uma auto-punição infernal para quem, como presidente da República, tão bem se comportou na chamada “transição democrática” de um país que acabara de sair da ditadura. Agora, depois de velho...

Bem, para lembrar. O repórter perguntou ao senador Requião sobre a sua aposentadoria de R$ 24 mil de ex-governador do Paraná, revogada pelo governador Beto Richa e que não foi suspensa porque Requião recorreu. Requião mesmo contou parte de sua reação no Twitter: “Acabei de ficar com o gravador de um provocador (?!) engraçadinho. Numa boa, vou deletá-lo”. Embora a Advocacia do Senado, em seu parecer, afirme que a representação do sindicato não apresenta provas, elas estão no twitter do senador Requião. Áudio divulgado no site de Requião permite ouvir sua voz, no final da gravação, perguntando (ameaçando) ao repórter: “Você quer apanhar, rapaz?”.

Ora, no Conselho de Ética, onde Sarney deveria ter feito chegar a representação, as provas da acusação ficariam, curiosamente, a cargo do acusado. O que ele escreveu, agressivamente (engraçadinho) em seu twitter e o gravador e gravação roubados (roubo: apropriar-se de coisa alheia mediante uso de violência, já que o repórter não lhe iria entregar espontaneamente o gravador).

Mas nada disso, sustenta a Advocacia do Senado, quebra o decoro parlamentar. O caso foi tão grave que dispensaria qualquer representação externa – do sindicato, do jornalista. O próprio Senado, em defesa de seu bom nome, se o tem, deveria ter tomado a iniciativa sem vacilar. Daí a futilidade de alguns argumentos formalistas constantes do parecer da Advocacia do Senado, cabíveis em outras circunstâncias, mas não numa questão em que a punição leve (advertência e censura pública) ao senador eram o menos importante e a liberdade de informação e de expressão – além do direito de propriedade – eram os direitos e garantias maiores a serem preservados.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta terça.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A crucificação de Requião

Quarta, 27 de abril de 2011
Roberto Requião, o senador que arrancou o gravador das mãos de um jornalista que o questionava sobre a aposentadoria de R$24 mil como ex-governador do Paraná, chegando inclusive ao cúmulo de apagar o cartão de memória, se comparou ontem, em discurso no plenário do Senado, a Jesus Cristo.
 
Agora o que tem de jornalista torcendo para que Requião seja crucificado...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sábado, 12 de junho de 2010
“Não temos um programa. Aquilo propõe, em poucas páginas, apenas a independência do presidente do Banco Central. De resto, o PMDB se propõe somente a discutir determinadas políticas. O que é isso? Ninguém ganha eleição se propondo a discutir” (Requião, hoje, criticando o programa do PMDB e falando sobre a sua pré-candidatura a Presidente da República. O partido faz sua convenção amanhã em Brasília.)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Requião se apresenta como candidato do PMDB à Presidência da República

Quinta, 10 de junho de 2010
da Agência Brasil
Iolando Lourenço - Repórter
Foto ABr
Brasília – O ex-governador do Paraná, Roberto Requião, apresentou hoje à presidência nacional do PMDB o seu pedido de registro de candidatura à Presidência da República. Ele quer disputar na Convenção Nacional do PMDB, neste sábado, o direito de ser candidato do partido à Presidência Segundo ele, amanhã (11) a Executiva Nacional do PMDB deverá se reunir para decidir sobre o registro de sua candidatura.

“Eu só posso lançar minha candidatura se a Executiva fizer o registro dela amanhã. Se não registrar vou aos tribunais. Já assinei a procuração para o advogado recorrer”, disse Requião. Ele tenta pela terceira vez ser candidato à Presidência da República.

De acordo com Requião, se não for aceito o registro de sua candidatura “a convenção estará sendo violentada” ao impedir o convencionais de deliberarem se querem ou não ter candidato próprio à Presidência da República.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse que há uma resolução do partido que estabelece que o pedido de registro de candidatura será requerido pelo próprio candidato até 48 horas antes da convenção e que, portanto, o pedido de Requião está no prazo estabelecido.

O senador também criticou o edital do partido de convocação da convenção, que só fala na aprovação do nome do deputado Michel Temer como candidato à vice-presidente, na coligação do PMDB com o PT. Segundo ele, há muito tempo “estamos defendendo e debatendo a candidatura do Requião à Presidência”.

“Queremos que tenha na cédula de votação a pergunta: se querem a candidatura própria com Requião”, disse o senador. Simon acrescentou, ainda, que deverá entrar com ação no Tribunal Superior Eleitoral contra o edital de convocação da convenção.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Requião Presidente

Quinta, 3 de junho de 2008
Em nome do PMDB do Rio Grande do Sul, o senador Pedro Simom registrou ontem  (3/6) na direção nacional do partido a candidatura de Roberto Requião à Presidência da República.
Isso deixa contrariados os caciques do PMDB, aqueles de sempre, que já negociaram, pela cúpula, o apoio do partido à candidatura de Dilma Rousseff.
Nesse conchavo de Renan, Sarney, Jader Barbalho e companhia, a Executiva Nacional do PMDB indicou Michel Temer, atual presidente da Câmara dos Deputados, para a vice de Dilma. É o PMDB em último lugar nas negociações.
Simom, um dos respeitáveis senadores da república, bate firme. Lembra que esses mesmos caciques foram os que apoiaram o governo de FHC e depois o de Lula.
Eles topam qualquer parada, desde que mantenham as benesses, os cargos, o prestígio com o Rei.
Apesar da disposição de Simom e de Requião, que autorizou sua indicação, vai ser muito difícil o PMDB, que é controlado a peso de ouro pela cúpula, decidir-se pelo ex-governador do Paraná. São muitos cargos e muitas promessas em jogo.
Além do mais, numa época em que o engodo da globalização continua cooptando políticos que se diziam nacionalistas e de esquerda, e não só políticos, mas partidos inteiros, a cruzada de Simom e Requião tem poucas chances de sucesso, a despeito da base do partido desejar uma mudança de rumo do PMDB. Mas o partido é conduzido burocraticamente por uma cúpula que pouco guarda relações com as lutas e bandeiras do antigo PMDB, melhor, do combativo MDB.