“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Saúde mental: MPDFT discute implantação de 14 novos CAPS; Só com AÇÃO CIVIL AJUIZADA PELO MPDF, e com sentença, é que a coisa andou. CAPS III do Gama agora sai

Quarta, 21 de setembro de 2022
Olha o CAPS III do Gama assinalado por uma seta no quadro abaixo. Clique na imagem para melhor visualizá-la. Só com ação civil pública do MPDF é que ele, o CAPS do Gama, deverá ser efetivamente construído. Espera de muitos anos com governos enrolando e terrenos "desaparecendo".


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Leia a seguir a matéria do site do MPDFT

Decisão de implementar novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) foi obtida em ação civil pública ajuizada pela Prosus

O promotor de Justiça Clayton Germano, da 2ª Promotoria de Defesa da Saúde (Prosus) reuniu-se com integrantes da Secretaria de Saúde (SES) para discutir a implantação de 14 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) no Distrito Federal. A obrigação de construir é resultado de ação ajuizada pela 2ª Prosus.

De acordo com a sentença, a SES deveria implantar 19 novos CAPS com estrutura física e de pessoal adequada. Desse total, cinco já estão em funcionamento. Os outros 14 foram incluídos Estudo Técnico realizado Diretoria de Serviços de Saúde Mental, a fim de responder à demanda vinculada à Ação Civil Pública nº 2010.01.1.067203-4, oriunda do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Segundo o documento, os CAPS em funcionamento não atendem à demanda cada vez mais crescente de pessoas acometidas com transtornos mentais.

A partir de critérios técnicos, o estudo definiu os novos tipos de CAPS mais necessários e os locais onde devem ser implantados. Também foi levada em consideração pesquisa realizada sobre o tema pela Coordenadoria Executiva Psicossocial (CEPS) do MPDFT.

O promotor de Justiça Clayton Germano afirmou que “esse processo estrutural visa, sobretudo, a reorganizar e reestruturar as políticas públicas de assistência médica na área de saúde mental no âmbito dos CAPS”. Ele afirmou, ainda, que o MPDFT fará reuniões com a Câmara Legislativa do DF para incluir a construção dos novos 14 CAPS no Projeto da LOA de 2023, os quais já estão incluídos na LDO de 2023. 

Clique aqui para ler a íntegra do estudo.

Saiba mais

Os CAPS são serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituídos por equipes multiprofissionais que atuam de forma interdisciplinar e realizam prioritariamente atendimento às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e às pessoas com sofrimento ou transtorno mental em geral, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas.

Leia mais

Pesquisa do MPDFT identifica déficit no atendimento à saúde mental


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O Blog Gama Livre coloca adiante algumas informações sobre CAPS III

CAPS III

Talvez seja oportuno aqui, para assinalar a relevante importância de sua construção no Gama, esclarecer o que é um CAPS III. 

*"CAPS III: são CAPS para atendimento diário e noturno de adultos, durante sete dias da semana, atendendo à população de referência com transtornos mentais severos e persistentes."


*O QUE É UM CAPS?
"Como já vimos, um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou Núcleo de Atenção Psicossocial é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida."

"O objetivo dos CAPS é oferecer atendimento à população de sua área de abrangência, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. É um serviço de atendimento de saúde mental criado para ser substitutivo às internações em hospitais psiquiátricos."


*Os CAPS visam:

• prestar atendimento em regime de atenção diária;

• gerenciar os projetos terapêuticos oferecendo cuidado clínico eficiente e personalizado;
• promover a inserção social dos usuários através de ações intersetoriais que envolvam educação, trabalho, esporte, cultura e lazer, montando estratégias conjuntas de enfrentamento dos problemas. Os CAPS também têm a responsabilidade de organizar a rede de serviços de saúde mental de seu território;

• dar suporte e supervisionar a atenção à saúde mental na rede básica, PSF (Programa de Saúde da Família), PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde);
• regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental de sua área;

• coordenar junto com o gestor local as atividades de supervisão de unidades hospitalares psiquiátricas que atuem no seu território;

• manter atualizada a listagem dos pacientes de sua região que utilizam medicamentos para a saúde mental.

*Saiba mais sobre os CAPS acessando "SAÚDE MENTAL NO SUS: OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL"

terça-feira, 29 de março de 2022

Pesquisa do MPDFT identifica déficit no atendimento à saúde mental; Caps

Terça, 29 de março de 2022
                                                      Imagem ilustrativa

MPDF

Capacidade de atendimento inadequada ao tamanho da população e falta de recursos humanos para atendimento multidisciplinar são os principais problemas. MPDFT cobra a criação de mais quatro quatro centros de atenção psicossocial (Caps)

A Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) divulgou resultados da primeira fase da pesquisa "Análise da Implementação da Política de Saúde Mental no Distrito Federal: os Centros de Atenção Psicossociais (Caps)", realizada entre os meses de agosto e dezembro do ano passado. O levantamento é vinculado ao projeto institucional "MPDFT pela saúde mental” e teve como objetivo analisar e demonstrar as necessidades de adequação dos serviços de saúde mental em relação à cobertura populacional; dimensionamento de carga horária e comparativo entre as regiões de saúde e as áreas de abrangência.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Será nesta quarta (23/2) a CARREATA pela construção no Gama do CAPS III —Centro de Atendimento Psicossocial. Vamos pressionar, e sua participação faz a diferença

Segunda, 21 de fevereiro de 2022

A carreata desta quarta-feira, 23 de fevereiro, com início às 9 horas, partirá do Posto de Combustíveis Sayonara (que fica em uma das entradas do Gama, de quem chega do Plano Piloto). Percorrerá as principais avenidas da cidade. Objetiva pressionar o governo para que realmente cumpra seu compromisso de iniciar logo a construção do CAPS III, unidade que será localizada no Setor Norte da cidade. Ficará na Quadra 2, em frente ao Detran.


CAPS III

Talvez seja oportuno aqui, para assinalar a relevante importância de sua construção no Gama, esclarecer o que é um CAPS III. 

*"CAPS III: são CAPS para atendimento diário e noturno de adultos, durante sete dias da semana, atendendo à população de referência com transtornos mentais severos e persistentes."


*O QUE É UM CAPS?
"Como já vimos, um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou Núcleo de Atenção Psicossocial é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida."

"O objetivo dos CAPS é oferecer atendimento à população de sua área de abrangência, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. É um serviço de atendimento de saúde mental criado para ser substitutivo às internações em hospitais psiquiátricos."


*Os CAPS visam:
• prestar atendimento em regime de atenção diária;
• gerenciar os projetos terapêuticos oferecendo cuidado clínico eficiente e personalizado;
• promover a inserção social dos usuários através de ações intersetoriais que envolvam educação, trabalho, esporte, cultura e lazer, montando estratégias conjuntas de enfrentamento dos problemas. Os CAPS também têm a responsabilidade de organizar a rede de serviços de saúde mental de seu território;
• dar suporte e supervisionar a atenção à saúde mental na rede básica, PSF (Programa de Saúde da Família), PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde);
• regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental de sua área;
• coordenar junto com o gestor local as atividades de supervisão de unidades hospitalares psiquiátricas que atuem no seu território;
• manter atualizada a listagem dos pacientes de sua região que utilizam medicamentos para a saúde mental.



Plenária

Além da CARREATA desta quarta-feira, 23 de fevereiro, está marcada para o dia 4/3/2022 uma PLENÁRIA para debater a construção do CAPS III do Gama. Será no Auditório da Igreja São Sebastião (Qd 21 do Setor Leste). Estão sendo convidados para essa plenária a comunidade do Gama, além de autoridades e deputados distritais. Assim, TODOS os distritais serão individualmente convidados. Alguns já até se comprometeram a estar presentes na Plenária.

A Plenária e a Carreata estão sendo convocadas e realizadas pelos Conselhos Regionais de Saúde do Gama e de Santa Maria e pela Comissão do CAPS da Rede Gama.

Projeto aprovado, mas...
O projeto do CAPS III do Gama já foi aprovado pela Novacap e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEDU). E consta na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022 do DF, aprovada pela Câmara Legislativa do DF no final de dezembro de 2021. Acontece que os valores garantidos até o momento não cobrem os custos da construção. Assim, se faz necessário que governo Executivo e deputados ajam de fato para que novos recursos sejam alocados ao projeto do CAPS III. Saliente-se aqui, que constar da Lei Orçamentária Anual (LOA) não é garantia alguma de que o governo do DF construirá neste ano o CAPS III do Gama. E a Plenária do dia 4 de março pode ajudar a sensibilizar, empurrar, o governo do DF a realmente construir o Centro de Atendimento Psicossocial III de nossa cidade.

A não existência até o momento deste CAPS é uma injustiça, uma perversidade, uma falta de respeito e atenção à população não só do Gama, mas também de Santa Maria e a outras populações adjacentes a essas duas cidades citadas. Daí a grande importância da participação da comunidade, tanto na Plenária do dia 4 de março, como na Carreata desta quarta-feira (23/2).


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Sugestão e alerta do Blog Gama Livre: mesmo que as coisas estejam —aparentemente—, se encaminhando para um talvez início da construção do CAPS III do Gama, é bom lembrar que essa história envolvendo o CAPS da cidade vem de longe, muito longe, e com lances que alguns chegam até mesmo a chamar de estranhos, muito estranhos, para não dizer coisas mais graves.

Então, para aqueles que queiram se lembrar dessas coisas estranhas, dessa estória, ou mesmo para quem não acompanhou muito a luta pelo CAPS e queira saber um pouquinho mais sobre o assunto,  é só clicar aqui.

E lembrem-se: Só com luta, muita luta, persistência na luta diária é que a população consegue ser atendida. Só assim!

Então, VAMOS À LUTA!!!

terça-feira, 4 de julho de 2023

MPDFT requisita à SES cronograma para implantação de residências terapêuticas e Caps. E o Caps do Gama?

 Terça, 4 de julho de 2023

Do MPDF

Atualmente, o Distrito Federal não tem residências terapêuticas, possui 18 Centros de Assistência Social (Caps), e outros cinco já têm até o terreno definido e o projeto aprovado para serem construídos

A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) obteve conquista histórica com a publicação, na última semana, pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) do Edital de Chamamento Público para credenciamento de interessados em prestar serviços residenciais terapêuticos para portadores de transtornos mentais graves, além da aprovação de orçamento para a contratação de entidade para a prestação de serviços residenciais terapêuticos. A situação da saúde mental no DF foi tema de reunião no dia 28 de junho, entre promotores de Justiça da Prosus, de Defesa dos Direitos Difusos (Proreg), da Infância e Juventude (PJIJ) com a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio.

Quanto ao Serviço de Residências Terapêuticas (SRT), o promotor da Prosus Clayton Germano ressaltou mais uma vez a importância do avanço alcançado nos últimos dias, com a divulgação do edital destinado a implantação das residências, resultado do trabalho iniciado com o ajuizamento da ação civil pública 2010.01.1.067203-4 que pedia a instalação de 19 novos Caps e 25 residências terapêuticas. “ O que o Ministério Público mais quer é que a saúde seja fortalecida no Distrito Federal”, frisou.

No que se refere aos Caps, a secretária de Saúde Lucilene apresentou um Cronograma para a Construção de cinco novos Centro de Atendimento Psicossocial (CAPs). A secretaria também afirmou que a SES reconhece a necessidade de aprimorar os serviços de atenção à saúde mental o mais urgente possível e pretende mudar a realidade atual. Ela destacou que, em relação à infraestrutura dos prédios dos Caps, todos os edifícios, exceto o de Samambaia, não foram originalmente construídos para abrigar os centros e tiveram que ser adaptados para a função. Sobre a falta de insumos básicos, afirmou que não é admissível, tendo em vista que os superintendentes das regionais de saúde tem autonomia e recebem recursos suficientes para suprir essas demandas. Quanto à insuficiência de atendimento, esclareceu que, hoje em dia, infelizmente, o número de pessoas na fila de espera é semelhante aos que já estão realizando tratamento.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

O escândalo do Banco Master, o caos na saúde mental e as prioridades do governo Ibaneis-Celina



Sábado, 7 de fevereiro de 2026


Grupo Saúde Mental & Militância no DF

Saúde Mental e Militância no Distrito Federal (SMM-DF) é um grupo vinculado ao Instituto de Psicologia da UnB, que visa potencializar a militância no campo da saúde mental; fomentar a abordagem da temática da saúde mental na e pela militância organizada (partidos, sindicatos, movimentos sociais); e fortalecer o campo da saúde mental no Distrito Federal (DF).

O escândalo do Banco Master, o caos na saúde mental e as prioridades do governo Ibaneis-Celina

Brasil de Fato
Este artigo foi postado originalmente em 6.fev.2026 no BdF.

Ato do Fórum Revolucionário Antimanicomial do DF em frente ao Palácio do Buriti | Crédito: Brasil de Fato DF

"Governo Ibaneis não implantou
nenhum CAPS em 8 anos"

O ano de 2026 começou com o Governo do Distrito Federal, de Ibaneis Rocha (MDB) e Celina Leão (Progressistas), ligado ao que pode ser um dos maiores casos de corrupção do país.

O escândalo do Banco Master pode resultar num rombo de cerca de R$5 bilhões ao Banco de Brasília (BRB). O governador Ibaneis passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) por conta do caso, sob suspeitas de corrupção e de ser um dos principais operadores do negócio. Ele foi o único político citado diretamente por Daniel Vorcaro em oitiva, com menção a reuniões realizadas entre eles para a efetivação do acordo.

O envolvimento do atual governador do DF no escândalo do Banco Master, e os resultados deletérios da operação, acabam por colocar em risco não apenas o BRB, mas a população do DF.

sábado, 4 de julho de 2026

Gama: cumprimento de ação civil ajuizada pelo MPDFT garante construção de novo Caps

Sábado, 4 de julho de 2024


Gama: cumprimento de ação civil ajuizada pelo MPDFT garante construção de novo Caps

Publicado originalmente no site do MPDFT em 03/07/2026 às 18:09

Do MPDFT
Gama
Saúde
Regionais de Defesa dos Direitos Difusos

Unidade funciona 24h e amplia o atendimento em saúde mental para moradores do Gama e de Santa Maria, simbolizando um avanço na Rede de Atenção Psicossocial do DF

A rede de atenção psicossocial do DF ganhou mais um reforço nesta quinta-feira, 2 de julho, com a inauguração do Centro de Atenção Psicossocial (Caps III) do Gama. A construção decorre do cumprimento da sentença obtida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que determinou ao Distrito Federal a implantação de 19 novos Caps.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Usuários de saúde mental insistem que “loucura não se prende”; e o CAPS do Gama, governador?

Quinta, 24 de maio de 2018
Invasão da área destinada à construção do CAPS do Gama. Quando o governador Rollemberg cumprirá a sentença de execução que determina a reincorporação da área esbulhada ao patrimônio do Estado? A "casinha" no centro do terreno invadido existia há muito tempo. A foto acima é de 21 de julho de 2014, quando a terra ainda não estava invadida pela igreja. Hoje a área está repleta por construções.


Antes da matéria da lavra da Comunicação Social da CLDF, um comentário do Gama Livre: Na sessão de ontem (23/5) na CLDF a falta de investimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do DF foi um dos assuntos mais discutidos.

E até agora o governo Rollemberg, não se sabe por quais cargas d'água (ou se sabe?) sequer se movimenta —ou se movimenta mal— para cumprir a sentença definitiva que manda reincorporar ao patrimônio do DF a área esbulhada por uma igreja, terra destinada à construção do CAPS do Gama. A sentença transitou em julgado em 11 de novembro de 2017 (com baixa definitiva em 18/3/2018) determinando ao DF a execução, pois não é mais possível, portanto, qualquer recurso por parte dos invasores da terra pública. E os usuários do Gama, e áreas adjacentes, sem atendimento. Muita crueldade!

Conheça aqui, aqui e  aqui, mais um pouco de como foi o esbulho, por particulares, da área destinada ao CAPS do Gama. Ao final das noites e varando as madrugadas, foram construindo salas, salões, e tudo o mais. Que Rollemberg determine que a sentença seja cumprida. Não cumprimento de sentença judicial pode ser enquadrado como crime de responsabilidade de governantes.

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Por
Franci Moraes
Fotos: Rinaldo Morelli/CLDF
Comunicação Social – Câmara Legislativa
da CLDF
"Saúde não se vende. Loucura não se prende". Sob esse slogan, usuários da saúde mental debateram os desafios da questão em audiência pública na manhã desta quarta-feira (23), que lembrou a passagem do Dia Nacional de Luta Antimanicomial, em plenário. O mediador do debate, deputado Ricardo Vale (PT), chamou a atenção para a "desinformação, preconceito, violência institucional e tratamento tirânico" que sempre permearam a internação de pessoas em sofrimento psíquico, condição de vulnerabilidade que "demanda atenção especial por parte do Estado, da sociedade civil e da própria estrutura familiar".

Solenidade marcada por valorização dos CAPS
O parlamentar considera não ser possível separar os desafios do setor do momento político, "que tem colocado em risco diversos direitos conquistados por meio de muitas lutas do povo brasileiro". E criticou o governo federal "que, na contramão, tem dado sinais de retorno aos manicômios". Também citou o "trabalho revolucionário" de Nise da Silveira: "Por meio da arte, a doutora Nise humanizou o tratamento das pessoas em sofrimento emocional".
De acordo com o representante do Movimento Pró-Saúde Mental do DF, Lúcio Costa, "manicômio no Brasil sempre deu dinheiro, principalmente para os médicos". Segundo Costa, que é psicólogo, "existe um manto chamado cuidado que encobre a tese da internação, uma tese vencida que está retomando seu lugar de fala", protestou. A política que prevê a internação representa "o retrocesso, a segregação e o pensamento ultrapassado de exclusão", acrescentou. Mesma opinião manifestou o representante dos usuários da saúde mental do DF, Cleyton Souza, que sugeriu, ao invés de leitos em hospitais psiquiátricos, a criação de residências terapêuticas em áreas urbanas com equipes multidisciplinares.
Hospital São Vicente de Paula – Nesse sentido, a representante da Rede Nacional de Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila), Andressa Alves denunciou a falta de investimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do DF. Segundo ela, os recursos estariam sendo destinados ao Hospital São Vicente de Paula. "O único momento bom do São Vicente de Paula será quando ele fechar as portas", disse Andressa, bastante aplaudida pelos usuários presentes na audiência. Ela criticou um desfile com uniformes customizados que houve naquele hospital na semana passada: "Foi deprimente", sentenciou. E afirmou ainda que é uma "mentira maldosa" dizer que os CAPS não atendem pacientes em crise para justificar o investimento no hospital.
"Chega de remédios" protestaram usuários durante a fala do diretor geral de Saúde Mental do Hospital São Vicente de Paula, Leonardo Moreira. Ele defendeu o local, onde é realizado "tratamento digno que respeita as pessoas em momentos de sofrimento". Segundo ele, a nova direção do lugar busca garantir "autonomia" aos usuários. Moreira argumentou que tratamentos de saúde mental englobam desde residências terapêuticas até internação em hospitais psiquiátricos.
Contrária à revitalização do São Vicente de Paula, a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) rebateu Moreira. Ela disse que os recursos públicos deveriam ser destinados ao CAPS e às residências terapêuticas e não àquele hospital. "As prioridades estão invertidas", alegou. Para Kokay, "os hospitais psiquiátricos têm a lógica manicomial" e o São Vicente significa "apartação".
Consenso – Um ponto de consenso entre os participantes do debate é a necessidade de realização de concurso público para provimento de cargos voltados à saúde mental. O residente do programa de Saúde Mental do Adulto, Marcelo Santos, reforçou que é preciso "formação específica" para servir à população de saúde mental. Ele considerou também que a rede Renila é uma ferramenta de união dos CAPS.
Ainda durante o evento, foi apresentado um vídeo que mostrou, entre outros aspectos, uma manifestação na qual a palavra de ordem era "Cidadão, preste atenção, manicômio é repressão", que destacou o papel dos CAPS no processo de reintegração.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

O que Santa Maria tem? CAPS AD — Flor de Lótus

Quarta, 24 de fevereiro de 2021


Este vídeo mostrando o Caps AD — Flor de Lótus é um louvável trabalho realizado por:



Veja a seguir uma rápida explanação pela equipe que produziu o vídeo. Equipe que merece os parabéns pelo trabalho tão importante, bem feito, e pela produção de qualidade.

Vocês conhecem o CAPs de Santa Maria?
Nesse vídeo do projeto "A cidade é nossa" vamos mostrar o que é, como funciona e qual a importância do Centro de Atenção Psicossocial - (CAPs) em Santa Maria. Impossível apresentar o CAPs sem relembrar os motivos da sua criação. Vamos aprender um pouco?

Vocês já ouviram falar no "Holocausto Brasileiro"?
Esse foi um período sombrio da história que pode ser lembrada com detalhes no museu do hospício de Barbacena criado em 1996 onde ocorreu a morte de milhares de pessoas por décadas , sendo colocadas em condições sub-humanas , sem roupa, comida , água e higiene.

Essas pessoas era submetidas a tratamentos invasivos, que quando não matava deixava sequelas. Essas pessoas não se "enquadravam" na sociedade ou eram indesejadas e colocadas para ficarem trancafiadas, longe do convívio social!
A criação do CAPs foi um grande passo na Reforma Psiquiátrica no Brasil. Veja no vídeo!  

Se você não conhece, já ouviu falar ou nunca teve o interesse em conhecer apresentamos a vocês o CAPS — FLOR DE LÓTUS esse grande dispositivo de saúde que está presente em todo país e temos a honra de tê-lo em Santa Maria! 

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O Blog Gama Livre sugere a leitura da reportagem O holocausto brasileiro: Memórias da Colônia de Barbacena. Reportagem que ajuda a reconhecer a significativa importância dos Centros de Atenção Psicossocial — (CAPs). Sugere ainda o Blog Gama Livre, a leitura de HISTÓRICO E IMPORTÂNCIA DA CRIAÇÃO DO CAPS AD

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Nesta sexta (16/9) audiência pública para a implantação do CAPS do Gama. Até hoje, SÓ PROMESSAS de início das obras. Participe!!!

Quinta, 15 de setembro de 2022



A audiência Pública desta sexta-feira (16/9) é uma iniciativa dos Conselhos Regionais de Saúde do Gama e da Santa Maria, e da Comissão Intersetorial do Gama que, preocupados com inexistência de um CAPS na cidade —em razão de promessas nunca cumpridas pelo Governo do DF— tentam mais uma vez pressionar o Estado, as autoridades da Saúde, o deputados distritais a iniciar, e concluir, claro, o Centro de Atenção Psicossocial

⚠️ AVISO IMPORTANTE!!!

Audiência Pública para a implementação do 'CAPS III'* do Gama

Enfatizamos a importância da presença de toda a comunidade para exigir das autoridades presentes o início imediato das obras.

🗓️ DATA 16/09/2022 — Sexta-Feira

⏰ HORÁRIO: 13 horas

📍 LOCAL: Auditório da Paróquia São Sebastião (Setor Leste)

*CAPS III: Atendimento com até 5 vagas de acolhimento noturno e observação; todas faixas etárias; transtornos mentais graves e persistentes inclusive pelo uso de substâncias psicoativas; atende cidades e ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes.

O que são os Centro de Atenção Psicossocial - CAPS?

"Os Centros de Atenção Psicossocial —Caps— são serviços de saúde de caráter aberto e comunitário voltados aos atendimentos de pessoas com sofrimento psíquico ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool, crack e outras substâncias, que se encontram em situações de crise ou em processos de reabilitação psicossocial."

"Nos estabelecimentos atuam equipes multiprofissionais, que empregam diferentes intervenções e estratégias de acolhimento, como psicoterapia, seguimento clínico em psiquiatria, terapia ocupacional, reabilitação neuropsicológica, oficinas terapêuticas, medicação assistida, atendimentos familiares e domiciliares, entre outros."

Clique aqui e saiba mais sobre os CAPS

Participe da audiência desta sexta-feira (16 de setembro) em que será discutida a efetiva construção do CAPS III do Gama. Não dá mais para continuar a ver promessas não cumpridas, enquanto a população sofre em razão da não existência do CAPS.

Vamos à audiência, que terá início às 13 horas desta sexta (16/9) no auditório da Paróquia 
São Sebastião (Setor Leste do Gama/DF)

sábado, 18 de maio de 2019

Pacientes com transtorno mental têm direito a tratamento humanizado; inclusão social é lembrada no Dia da Luta Antimanicomial

Sábado, 18 de maio de 2019
Por Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil  


Era início da década de 1980, em Salvador, Bahia. Eduardo Calliga, hoje com 57 anos de idade, deixava a adolescência para se transformar em um jovem adulto, quando passou a ter alucinações e delírios. O diagnóstico correto – esquizofrenia, doença grave que acomete 21 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) – demorou anos a ser fechado. Nesse intervalo, o jovem foi submetido a internações compulsórias em diversas instituições psiquiátricas.

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Saúde mental: Novacap informa novas datas para edital de construção de dois Caps; Antes tarde do que nunca! O do Gama parecia que seria nunca

Quinta, 16 de novembro de 2023

População do Recanto das Emas e do Gama deve receber os novos equipamentos em 2024

Do MPDF
A atuação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) tem como objetivo a estruturação da Rede de Atenção Psicossocial do Distrito Federal, atualmente muito fragilizada. Cronogramas anteriores da Novacap indicavam a previsão de término do processo de licitação de construção do Caps Infantil do Recanto das Emas e Caps III do Gama , respectivamente, em setembro e dezembro de 2023.

Em resposta ao ofício das Promotorias Regionais de Defesa dos Direitos Difusos (Proreg), que estão acompanhando o processo de implantação desses equipamentos, a Novacap informou que os projetos básicos e complementares foram concluídos e enviou cronograma atualizado com datas de abertura dos editais para licitar a construção.

De acordo com as informações fornecidas pela autarquia, a publicação dos dois editais está prevista para 28 de novembro e 11 de dezembro, respectivamente. O Caps do Recanto das Emas já existe, mas funciona em local inapropriado para as atividades que exerce, por isso uma nova sede será construída. O Caps do Gama será um novo equipamento para atender pacientes que sofrem de transtornos mentais graves.

O cronograma apresentado indica que os contratos devem ser assinados em março de 2024 e as obras devem durar cerca de sete meses. Ainda segundo a Novacap, pode haver alterações nesses prazos decorrentes de recursos administrativos durante o processo licitatório e demora na liberação dos recursos para a contratação das empresas vencedoras.

O MPDFT se compromete com o compartilhamento de informações sobre a implantação desses equipamentos, a fim de favorecer também o controle social da política de saúde mental.

Atuação

A instalação de Caps é uma demanda antiga do MPDFT. Em 2010, foi ajuizada ação pública cobrando a construção de 19 unidades desse serviço de saúde mental. A decisão judicial favorável resultou em estudo técnico realizado pela Diretoria de Serviços de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, que definiu os tipos de Caps mais necessários e os locais onde devem ser implantados. Também foi levada em consideração pesquisa realizada sobre o tema pela Coordenadoria Executiva Psicossocial (Ceps) do MPDFT.

Na avaliação da Ceps, a Rede de Atenção Psicossocial encontra-se fragilizada quanto à cobertura populacional e à integração entre os serviços, o que demonstra a necessidade de expansão e fortalecimento. Nesse contexto, os Caps do Recanto das Emas e do Gama receberam a prioridade mais alta, de acordo com os critérios usados no estudo da Secretaria de Saúde. Foram considerados aspectos como demanda, tamanho da população, proximidade de outros serviços e vulnerabilidade social.

domingo, 23 de março de 2025

Ócio e hipermedicalização: relatório mostra rotina de hospital psiquiátrico do DF em que jovem morreu

Domingo, 23 de março de 2025

Documento aponta que interna foi vítima de 'desassistência'; DF tem 2ª pior cobertura de Caps do país


Brasil de Fato — Brasília (DF)

“Foi um trauma para mim”, relatou Larissa Xavier, que ficou internada por 38 dias no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), instituição psiquiátrica do Distrito Federal (DF) onde uma paciente de 24 anos foi encontrada morta em dezembro do ano passado. “É uma situação de morte mesmo, vai te destruindo, sabe? Eu percebi que quando eu saí do hospital eu estava mais envelhecida, pela tortura”, contou. O depoimento foi dado nesta quinta-feira (20), durante reunião da Frente Parlamentar de Luta Antimanicomial, na Câmara Legislativa do DF (CLDF).

O encontro foi marcado pela apresentação do relatório de inspeção realizada no HSVP em janeiro deste ano para averiguar as circunstâncias em torno da morte de Raquel Franca. O documento aponta que há “fortes indícios” de que a jovem foi vítima de “condutas prejudiciais e desassistência” e recomenda à Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) o fechamento imediato da porta de entrada do hospital. “[A morte da Raquel] não é um caso isolado. Esse é o fluxo do hospital. É isso que o manicômio: prende, amarra, dopa, tortura e mata”, afirmou a presidenta do Conselho Regional de Psicologia do DF (CRP-DF), Thessa Guimarães.

A diligência no HSVP, localizado em Taguatinga (DF), feita no dia 6 de janeiro deste ano, foi acompanhada pelos deputados distritais Gabriel Magno (PT-DF), presidente da Frente Parlamentar Antimanicomial, e Fábio Felix (Psol-DF); e pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF), além de representantes do Mecanismo Nacional de Combate à Tortura (MNPCT), do Ministério de direitos Humanos e Cidadania, do Conselho de Saúde do DF, do Conselho Distrital de Direitos Humanos, da Comissão de Direitos Humanos da CLDF, do Conselho Regional de Serviço Social (Cress-DF), do CRP-DF e do Observatório de Saúde Mental da Universidade de Brasília (UnB).