Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Processo da Tribuna completa 32 anos sem solução

Segunda, 12 de setembro de 2011 
Dia de luto e indignação. Processo da Tribuna completa 32 anos sem solução. Carta aberta à Ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça, e ao relator, desembargador Sérgio Schwaitzer.

No dia 13 de setembro de 1979, portanto, há 32 anos, o jornal “Tribuna da Imprensa”, do Rio de Janeiro, intrépido, isento e o mais intransigente defensor do estado democrático de direito, entrou com ação contra a União Federal e os ex-presidentes Garrastazu Médici e Ernesto Geisel, buscando indenização para ressarcir-se dos incomensuráveis prejuízos  que sofreu, entre 1968 e 1978, por conta de implacável perseguição e censura de qualidade que lhe moveram truculentos agentes dos governos revolucionários.

Teve 3.050 edições censuradas, canibalizadas e adulteradas, deixando o jornal sem atratividade comercial e informativa.

Seus direitos foram reconhecidos em todas as instâncias do Poder Judiciário, inclusive, no Supremo Tribunal Federal, tendo transitado em julgado seu indiscutível pleito indenizatório. O jornal ganhou, mas não levou, pois deixou de circular em dezembro de 2008, em decorrência da asfixia econômica e da quase destruição de que foi vítima em 1981, em decorrência de sua linha independente, ao longo de 62 anos, e por nunca ter sido comensal dos poderosos do dia.

Nesse contexto, deplorável que em virtude da injusta e lesiva morosidade da Justiça, não pudesse, hoje,  estar de volta às bancas esse combativo jornal, que se notabilizou na luta contra os agentes políticos corruptos. Por certo, com fôlego e muita coragem, seu diretor Helio Fernandes estaria defendendo a verdadeira democracia, que dispensa adjetivos, e criticando o imoral loteamento da Administração Pública, artifício usado em nome de uma duvidosa governabilidade de araque, que compromete as finanças públicas num país continental que tem cerca de 20 milhões de pessoas abaixo da linha da miséria absoluta, vegetando com apenas R$ 70,00 (setenta reais) por mês.
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