“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

OSs na saúde: Justiça condena 11 réus da Operação Maus Caminhos por organização criminosa no Amazonas

Quinta, 27 de fevereiro de 2020
Do MPF
Grupo foi denunciado pelo MPF em 2016 por envolvimento no esquema de desvio de recursos do sistema público de saúde estadual; multas ultrapassam R$ 3,2 milhões
Imagem com fundo marrom onde está escrito em letras brancas a palavra "Condenação"
Arte: Secom PGR


A Justiça Federal condenou 11 réus em ação penal decorrente da Operação Maus Caminhos por organização criminosa, sendo três deles também condenados por obstrução de investigação. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2016, por envolvimento em um extenso esquema de desvio de recursos públicos destinados à pasta de saúde no Amazonas. Somadas, as multas aplicadas aos réus na sentença ultrapassam R$ 3,2 milhões.
Além das multas individuais em dinheiro, as penas de prisão aplicadas variam de quatro a nove anos e quatro meses. Com exceção de Gilberto de Souza Aguiar, preso por ter violado as medidas cautelares impostas para concessão de liberdade provisória, os demais réus poderão recorrer da sentença em liberdade.
Na sentença, a Justiça ressalta diversas situações e diálogos entre os réus que comprovam a associação e atuação coordenada entre eles para superfaturar contratos e desviar recursos públicos que deveriam ser aplicados em unidades de saúde, destruir e adulterar provas e atrapalhar os trabalhos de fiscalização dos órgãos de controle. Entre os condenados nessa nova sentença estão empresários, gestores do Instituto Novos Caminhos (INC) e de unidades de saúde envolvidas no esquema.
Ao expor, em diversos trechos da sentença de condenação, a extravagância ostentada pelos membros da cúpula da organização no uso do dinheiro desviado dos cofres públicos, a Justiça destaca duas situações em especial, reveladas durante as investigações, que demonstram na prática tal comportamento. Em uma delas, o médico e empresário Mouhamad Moustafa, apontado pelo Ministério Público como o principal articulador da organização criminosa, conta por telefone que distribuiu aleatoriamente R$ 100 mil na rua, em pacotes de mil reais, durante o Natal de 2015. Na outra, o médico narra os gastos milionários que tem para sustentar seus familiares e com bens de alto valor como apartamentos, lancha e automóveis de luxo.
Além da condenação por organização criminosa, os réus Rodrigo Aroli, Dilson de Jesus e Pauline Campos também foram condenados por obstrução de investigação, já que omitiram informações ou deram declarações falsas para atrapalhar as investigações da Controladoria-Geral da União (CGU). A Justiça definiu a pena de Aroli em oito anos de prisão e pagamento; a de Dilson, em cinco anos, nove meses e dez dias de prisão; já Pauline foi condenada a nove anos e quatro meses de prisão.
Os demais réus – Euler Baumgratz, Paulo Roberto Galácio, Gilmar da Silva, Davi Flores, Gilberto Aguiar, Erhard Lange, Pablo Pereira e Márcia Alessandra do Nascimento – foram condenados a penas que variam de quatro a oito anos de prisão.
A ação penal segue tramitando na 4ª Vara Federal do Amazonas, sob o número 5463-62.2017.4.01.3200 e cabe recurso da sentença.
Organização em três núcleos – De acordo com o MPF, entre 2014 e 2016, a organização criminosa, por meio do Instituto Novos Caminhos (INC) e de seus fornecedores, cometeu crimes de licitação, peculato e lavagem de dinheiro, provocando prejuízo aos cofres públicos de, no mínimo, R$ 50 milhões. Mouhamad Moustafa e outros três réus que faziam parte do núcleo principal do esquema criminoso foram condenados pela Justiça em maio de 2018, também por organização criminosa, em ação à parte que foi desmembrada do processo agora sentenciado.
Durante as investigações, o MPF identificou três núcleos da organização: o núcleo financeiro, o operacional e o empresarial. O núcleo financeiro era comandado por Priscila Marcolino, condenada em 2018 e apontada como responsável pelo fluxo de dinheiro e pagamentos realizados pelo INC aos seus fornecedores, dentre estes Salvare, Total Saúde e Simea. Além de Priscila, também faziam parte do núcleo financeiro, auxiliando na prática dos delitos, o contador das três empresas, Gilmar Fernandes Corrêa da Silva, e o diretor executivo da Salvare, Dilson Maciel de Jesus.
Presidente do INC a partir de dezembro de 2014 e também condenada na sentença de 2018, Jennifer Naiyara Silva era chefe do núcleo operacional e responsável pelas contratações de pessoal e fornecedores do instituto. Segundo a denúncia do MPF, este núcleo contava ainda com a participação dos gestores do INC Paulo Roberto Bernardi Galácio, Euler de Paula Baumgratz e Rodrigo Fernandes Aroli, e de gestores de unidades hospitalares administradas pelo grupo: a diretora executiva da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, em Manaus, Márcia Alessandra Silva do Nascimento; o diretor do Centro de Reabilitação em Dependência Química (CRDQ) do Estado do Amazonas, em Rio Preto da Eva (AM), Pablo Gnutzmann Pereira; e a diretora executiva da UPA 24h e Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga (AM), Pauline Azevedo Sá Campos.
Já o núcleo empresarial era composto pelos sócios das empresas que forneciam serviços e produtos ao INC. O núcleo era formado pelo administrador da Amazônia Gestão Hospitalar e condenado em 2018, Alessandro Viriato Pacheco, pelo administrador da D’Flores, Davi de Azevedo Flores, pelo administrador da Medimagem, Gilberto de Souza Aguiar, e pelo administrador da Ita – Serviços de Construção e Manutenção Civil em Geral, Erhard Lange. Segundo o MPF, eles emitiam notas fiscais relativas a serviços não prestados ou produtos não entregues ou superfaturados, comprometendo-se a devolver à organização criminosa os valores excedentes.
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terça-feira, 28 de maio de 2019

Institutos/OSs e a corrupção: ex-deputado federal alvo de nova denúncia do MPF

Terça, 28 de maio de 2019
Do

Ação penal de quarta fase da Operação Maus Caminhos envolve contratação irregular de empresa do ex-deputado


Os esquemas criminosos envolvendo a terceirização da saúde no Amazonas seguem produzindo desdobramentos. A cada nova fase das investigações, mais elementos comprovam o grau de putrefação que as organizações sociais geram nos serviços públicos.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Organização Social, a podridão: MPF lança site da Operação Maus Caminhos com balanço de dois anos de atuação no caso

Terça, 11 de dezembro de 2018
Do MPF
Ferramenta reúne dados referentes às medidas desenvolvidas pelo MPF em decorrência da operação, que desarticulou esquema milionário de desvio de recursos da saúde no AM
Participaram do lançamento, em entrevista coletiva, o procurador da República Alexandre Jabur, responsável pelo caso no MPF; o procurador-chefe do MPF no Amazonas, Edmilson Barreiros; e o procurador da República e integrante do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF no Amazonas Thiago Corrêa. Na ocasião, o procurador da República Alexandre Jabur apresentou um balanço de dois anos de atividades relacionadas à operação, que já resultou em 90 ações judiciais envolvendo líderes da organização criminosa, agentes políticos, servidores públicos e empresários.O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas lançou, na manhã desta terça-feira (11), o hotsite da Operação Maus Caminhos, que reúne informações, documentos, dados numéricos acerca da atuação, ações judiciais e medidas extrajudiciais adotadas pelo MPF no combate sistemático à corrupção e na responsabilização dos envolvidos no caso, um dos maiores esquemas de corrupção já revelado no Amazonas. O hotsite da operação pode ser acessado a partir do site do MPF no Amazonas ou diretamente por meio do endereço www.mpf.mp.br/operacaomauscaminhos.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

OSs — Maus Caminhos: superfaturamento, propina e pagamentos sem serviço motivam novas ações do MPF; superfaturamento chegava a 100%

Terça, 23 de outubro de 2018
O empresário e médico Mouhamad Moustafa e a empresária Priscila Marcolino Coutinho, que integravam a cúpula da organização criminosa que articulou os desvios, são réus em todas as ações de improbidade e nas ações criminais
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Do MPF
Superfaturamento chegava a 100% do valor real do serviço; pagamentos por fornecimento de serviços assistenciais e de software hospitalar foram feitos sem o devido serviço prestado
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal nove novas ações de improbidade administrativa e três ações criminais contra empresários, servidores públicos, ex-secretários de Estado e empresas envolvidas em desvios milionários de recursos da saúde no estado do Amazonas, revelados a partir da Operação Maus Caminhos. Superfaturamento em serviços prestados, pagamentos efetivados sem a contraprestação do serviço e pagamento de propina a agentes públicos estão entre as condutas que levaram o MPF a ajuizar as ações.
O empresário e médico Mouhamad Moustafa e a empresária Priscila Marcolino Coutinho, que integravam a cúpula da organização criminosa que articulou os desvios, são réus em todas as ações de improbidade e nas ações criminais.
Entre os réus nas ações de improbidade administrativa estão também as empresas Salvare, D de Azevedo Flores, Alessandro Viriato Pacheco e Amazônia Serviços e Comércio – fornecedoras do Instituto Novos Caminhos (INC) – e que receberam pagamentos superfaturados por serviços prestados a unidades de saúde administradas pelo INC: Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, em Manaus; Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz (CRDQ), em Rio Preto da Eva; e Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

São as OSs, animal: MPF apresenta nova denúncia por lavagem de dinheiro contra réus da operação Maus Caminhos no AM

Quarta, 26 de setembro de 2018
Do MPF
Dinheiro desviado da saúde foi utilizado para compra de cota de casa de show Villa Mix Brasília, no valor de R$ 2 milhões
DJ utilizando aparelhagem em casa noturna. Foco na mão manuseando os equipamentos de som.
Foto: iStock

Na denúncia, o MPF requer que, ao final do processo, Mouhamad e Priscila sejam condenados pelo crime de lavagem de dinheiro, conforme dispõe a Lei 9.613/98, que prevê pena de três a dez anos de reclusão e ainda o aumento de referida pena de um a dois terços se os crimes forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa. O MPF também pede a condenação dos denunciados ao dever de reparar os danos causados, devidamente atualizados.O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas apresentou nova denúncia à Justiça contra o médico Mouhamad Moustafa e a empresária Priscila Marcolino Coutinho pelo crime de lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações que embasaram a ação penal, os denunciados, que são réus na operação Maus Caminhos, usaram R$ 2 milhões em recursos desviados da saúde do Estado para compra de 30% de cotas da Sociedade JHLS Lanchonete e Choperia, referentes à casa de shows Villa Mix Brasília, localizada na capital federal.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Organização Social também é tortura. Maus Caminhos: MPF processa Mouhamad Moustafa e mais oito por improbidade administrativa pela prática de tortura

Quinta, 13 de setembro de 2018
Do MPF
Dentre os envolvidos no crime estavam policiais militares, um policial civil e os líderes da organização criminosa
Médico examinando hematoma em uma pessoa
Foto: iStock
Segundo as investigações, em junho de 2016, Mouhamad Moustafa, auxiliado por policiais que faziam parte de sua equipe de segurança, praticou tortura contra Gilmar Fernandes Correa e André Paz Dantas, mediante o emprego de violência e grave ameaça, com o intuito de obter confissão de desvios, em tese, cometidos por eles na empresa de Mouhamad, Salvare Serviços Médicos Ltda. Priscila Marcolino Coutinho e Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva também participaram do ato criminoso.O Ministério Público Federal (MPF) ingressou, na Justiça Federal, com uma ação de improbidade administrativa contra o médico e empresário Mouhamad Moustafa, a empresária Priscila Marcolino Coutinho, a enfermeira Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva e outros seis policiais civis e militares pela prática de tortura.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

OSs na saúde é isso: MPF denuncia envolvidos na operação Maus Caminhos por corrupção e lavagem de dinheiro no AM

Segunda, 27 de agosto de 2018
Do MPF
Nova ação penal acusa Isaac Bemerguy de receber propina para articular contratação direta irregular de empresas de Mouhamad Moustafa pela Secretaria de Saúde
Homem entregando dinheiro diretamente na mão de outra pessoa.
Foto: iStock
A denúncia relata que, entre outubro de 2011 e abril de 2016, em 57 oportunidades diferentes e de forma continuada, Mouhamad Moustafa, auxiliado por Priscila Marcolino, ofereceu R$ 394,4 mil a Isaac Bemerguy, então assessor na Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam). O valor foi pago em parcelas mensais de R$ 3 mil (outubro de 2011 a setembro de 2014), R$ 7 mil (outubro de 2014 a fevereiro de 2015) e de R$ 15 mil, R$ 17 mil e R$ 20,4 mil (março de 2015 a abril de 2016). De acordo com o MPF, Isaac Bemerguy recebeu os valores para si, a título de propina, para articular a contratação de empresas envolvidas no esquema, sem licitação.Corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e dispensa indevida de licitação. Esses foram os crimes atribuídos pelo Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas a Isaac Bemerguy Ezaguy, Mouhamad Moustafa, Priscila Marcolino Coutinho e outras quatro pessoas, em nova denúncia decorrente de desdobramentos da operação Maus Caminhos. O grupo é apontado na ação penal como responsável por desvios praticados pelo braço político da organização criminosa que envolvia ex-governador, ex-secretários de estado e servidores públicos.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

OS Maus Caminhos: Apresentador de TV é alvo de ação do MPF por tráfico de influência

Quinta, 23 de agosto de 2018
Do MPF
Esquema revelado a partir da operação Maus Caminhos incluía propina paga por Mouhamad Moustafa e Priscila Marcolino ao jornalista e apresentador de TV Waisser Botelho
A participação de Waisser Botelho no esquema de corrupção veio à tona com a deflagração da operação Custo Político, em dezembro de 2017, desdobramento da operação Maus Caminhos. Entre julho de 2013 a agosto de 2016, segundo o MPF, o apresentador recebeu de Mouhamad, em trinta e oito situações distintas, o valor de R$ 615.600,00, em parcelas mensais de R$ 16,2 mil. A quantia correspondia, aproximadamente, a 5% do valor mensal do contrato mantido pela empresa Total Saúde junto à FMT, de R$ 324.621,26.O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas denunciou o jornalista e apresentador de TV Waisser Botelho Barrozo e os empresários Mouhamad Moustafa e Priscila Marcolino Coutinho pelo crime de tráfico de influência. De acordo com a denúncia, o jornalista recebeu de Mouhamad, com a participação de Priscila, mais de R$ 600 mil em propina, paga com dinheiro público, para favorecer o esquema e viabilizar a contratação, em 2013, da empresa Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem LTDA. para a prestação de serviços junto à Fundação de Medicina Tropical (FMT).

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Maus Caminhos: oficial da PM, médico e empresária são alvos de ação por corrupção ativa e passiva; É OS, gente!

Segunda, 30 de julho de 2018
Do MPF
Por meio da empresa Salvare, organização criminosa pagou ao coronel Aroldo Ribeiro R$ 210 mil por esquema de proteção ilegal de policiais civis e militares a membros do grupo
As apurações concluíram que Mouhamad Moustafa e Priscila Marcolino pagaram, por meio da empresa Salvare Serviços Médicos  R$ 210 mil ao coronel Aroldo Ribeiro, em parcelas de R$ 10 mil mensais, por serviços de segurança privada chefiados pelo oficial e efetivados ilegalmente por ele mesmo e por outros policiais civis e militares de sua confiança. Entre as ações do braço armado da organização foram identificadas atividades de proteção pessoal de líderes do grupo, segurança e realização de saque e transporte de dinheiro, atos de coação e até prática de tortura, este último crime já denunciado pelo MPF em outra ação.O esquema de proteção ilegal, por parte de policiais civis e militares do Amazonas, a membros do grupo criminoso desbaratado pela operação Maus Caminhos, financiado com recursos públicos da saúde, é o mais novo alvo do Ministério Público Federal (MPF). O órgão denunciou à Justiça Federal o coronel da Polícia Militar do Estado Aroldo da Silva Ribeiro, o médico e empresário Mouhamad Moustafa e a empresária Priscila Marcolino Coutinho pelos crimes de corrupção ativa e passiva, cometidos em razão de pagamentos que sustentavam o braço militar da organização criminosa que desviava milhões de reais da saúde pública do estado do Amazonas.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

OS é o Cão. Maus Caminhos: MPF denuncia médico e empresário Mouhamad Moustafa e outros oito por crime de tortura

Segunda, 23 de julho de 2018
Do MPF
Crime teria sido cometido para obter das vítimas, funcionários da empresa Salvare, a confissão por supostos desvios de dinheiro
Segundo as investigações, em junho de 2016, Mouhamad Moustafa, auxiliado por policias que faziam parte de sua equipe de segurança, cometeram tortura contra Gilmar Fernandes Correa e André Paz Dantas, mediante o emprego de violência e grave ameaça, com o intuito de obter confissão dos desvios, em tese, cometidos por eles na empresa de Mouhamad, Salvare Serviços Médicos Ltda. O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal o médico e empresário Mouhamad Moustafa, a empresária Priscila Marcolino Coutinho, a enfermeira Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva e outros seis policiais civis e militares pelo crime de tortura contra Gilmar Fernandes Correa e André Paz Dantas, então funcionários da empresa Salvare, envolvida em uma organização criminosa que desviava milhões de reais da saúde pública do estado do Amazonas, desarticulada na Operação Maus Caminhos. As vítimas foram acusadas pelos autores do crime de desvios de dinheiro dentro do próprio esquema de corrupção.
Conforme apuração do MPF, Priscila Coutinho havia alertado Mouhamad que Gilmar e André, à época empregados no setor de contabilidade da Salvare, teriam desviado recursos da folha de pagamento da empresa para benefício próprio. Mouhamad então determinou que a chefe do núcleo operacional da organização criminosa, Jennifer Silva, marcasse uma reunião mais reservada com Gilmar e André, usando a desculpa de que haveria necessidade de um serviço contábil na sede da Salvare e que, de lá, iriam para a sede da empresa Total Saúde, que também fazia parte do grupo empresarial.
Após deixar a Salvare, Gilmar e André seguiram de carro com Jennifer, que alegou a necessidade de passar na casa dela para buscar um documento antes de seguirem para a sede da Total. Já na casa de Jennifer, as vítimas foram convidadas a entrar no imóvel, onde Aroldo da Silva Ribeiro, o Coronel Aroldo, com arma em punho, ordenou que Gilmar e André fossem algemados. Depois disso, Mouhamad chegou ao local e colocou sobre a mesa um revólver, falando para Gilmar e André que “a casa tinha caído”, referindo-se à descoberta dos desvios na empresa. O médico então disse que ambos deviam confessar, além de indicar se alguém mais estava envolvido no esquema de desvio.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

São as OSs, animal: Novas ações de improbidade do MPF pedem bloqueio de mais de R$ 46 mi de envolvidos em fraudes na saúde do AM

Segunda, 16 de julho de 2018
Do MPF
Pessoas físicas e empresas envolvidas no esquema revelado pela operação Maus Caminhos são alvos de dez novas ações
Dinheiro aprisionado com cadeado e corrente
Imagem: iStock

Por meio de decisões liminares, a Justiça já determinou o bloqueio de mais de R$ 5,7 milhões, em sete processos. Além de Mouhamad, são alvos das novas ações de improbidade Priscila Marcolino Coutinho, Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva, Paulo Roberto Bernardi Galacio, Davi de Azevedo Flores, Gilberto de Souza Aguiar, Erhard Lange, Pauline Azevedo Sá Campos, Márcia Alessandra Silva do Nascimento, Pedro Osvaldo da Silva Rebelo e Priscila Marcolino Coutinho, além das seis empresas utilizadas pelo grupo para praticar os desvios, e do Instituto Novos Caminhos (INC), principal destinatário de recursos públicos da área de saúde do estado no período investigado.O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas ingressou com dez novas ações de improbidade administrativa na Justiça Federal contra o médico e empresário Mouhamad Moustafa, outras nove pessoas e também seis empresas ligadas a ele, por desvios milionários de recursos da saúde no estado do Amazonas, em esquema revelado pela operação Maus Caminhos. O MPF pede, nas ações, a indisponibilidade de bens dos réus no valor total de R$ 46.676.274,15, para garantir eventual reparação dos prejuízos causados ao patrimônio público caso venham a ser condenados.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

OS é isso aí, bicho! Operação Custo Político: MPF denuncia ex-secretário por corrupção na saúde revelada a partir da operação Maus Caminhos

Quinta, 12 de junho de 2018
Do MPF
Esquema revelado a partir da operação Maus Caminhos incluía propina paga a agentes políticos por meio de ‘mesada’ e outras vantagens
Mãos segurando cédulas de Real.
Foto ilustrativa: iStock
A participação de Evandro Melo no esquema de corrupção veio à tona com a deflagração, em dezembro de 2017, da operação Custo Político, desdobramento da operação Maus Caminhos. Entre janeiro de 2015 e agosto de 2016, Evandro Melo recebeu, como propina, R$ 6 milhões em parcelas mensais de R$ 300 mil, por ter sido coordenador-geral do Comitê Estratégico de Acompanhamento e secretário estadual de Administração e Gestão. No mesmo período, recebeu outros R$ 105 mil em benefício da secretária dele, Marinete Mendes da Silva.O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-secretário de Estado de Administração e Gestão do Amazonas (Sead) Antônio Evandro Melo de Oliveira e os empresários Mouhamad Moustafa e Priscila Marcolino Coutinho por corrupção. De acordo com a denúncia, o ex-secretário recebeu de Mouhamad, com a participação de Priscila, mais de R$ 6 milhões em propina, paga com dinheiro público, para favorecer o esquema de desvio de recursos públicos da saúde revelado a partir da operação Maus Caminhos.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

OS é isso aí! Na Operação Custo Político, MPF denuncia ex-secretário da Fazenda por corrupção; é o desdobramento da Operação Maus Caminhos

Quinta, 5 de julho de 2018
Mouhamad Moustafa, dono da OS Instituto Novos Caminhos, também foi denunciado

Do MPF
Esquema revelado a partir da operação Maus Caminhos incluía propina paga a agentes políticos por meio de ‘mesada’ e outras vantagens, como veículo e passagens aéreas

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o ex-secretário de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz) Afonso Lobo Moraes e os empresários Mouhamad Moustafa e Priscila Coutinho por corrupção. De acordo com a denúncia, o ex-secretário recebeu de Mouhamad, com a participação de Priscila, mais de R$ 1 milhão em propina, paga com dinheiro público, para favorecer o esquema de desvio de recursos públicos da saúde revelado a partir da operação Maus Caminhos.

terça-feira, 22 de maio de 2018

OS Maus Caminhos: MPF denuncia ex-secretários de Saúde do Amazonas e empresários por corrupção

Terça, 22 de maio de 2018
Wilson Alecrim e Pedro Elias receberam propina para colaborar com os desvios de recursos públicos revelados pela Operação Maus Caminhos
Blocos de notas de cem reais empilhados.
Foto: iStock
A participação dos agentes públicos nos desvios de verba foi revelada em dezembro de 2017, a partir da deflagração da Operação Custo Político, desdobramento da Operação Maus Caminhos. Nas ações penais encaminhadas à Justiça, o MPF pede a condenação dos denunciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva e também ao pagamento de multa e de mais de R$ 5 milhões como reparação pelos danos causados ao patrimônio público.O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas denunciou criminalmente à Justiça Federal os ex-titulares da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) Wilson Alecrim e Pedro Elias de Souza por envolvimento em desvios de verbas da saúde estadual. De acordo com as investigações, os ex-agentes públicos receberam propina, paga com dinheiro público, para colaborar com o esquema de corrupção revelado pela Operação Maus Caminhos, que era coordenado pelo médico Mouhamad Moustafa e pela empresária Priscila Marcolino, também alvos das denúncias criminais.

domingo, 13 de maio de 2018

Operação Maus Caminhos: Dono de OS que desviou milhões da Saúde é condenado a 15 anos de prisão; ele estava por um triz para empurrar seu negócio no DF

Domingo, 13 de maio de 2018
Do Ataque aos Cofres Públicos, com informações do G1

Mouhamad Moustafá foi apontado como líder do esquema investigado pela Operação Maus Caminhos


O médico e empresário Mouhamad Moustafá, apontado como líder de um esquema criminoso que desviou R$ 112 milhões da Saúde do Amazonas, por meio da Organização Social Instituto Novos Caminhos (NC), foi condenado a 15 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado.

A fraude foi constatada durante as investigações da operação Maus Caminhos. Outros réus também foram condenados.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

OS: Facebook é multado em R$ 111 mi por descumprir quebra de sigilo em investigações da Operação Maus Caminhos (AM)

Quinta, 5 de abril de 2018
celular, computador, facebook
Imagem: iStock
Empresa não permitiu acesso a informações contidas no Facebook e no WhatsApp durante investigação que revelou esquema de corrupção milionário com recursos da saúde no Amazonas
A pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, a Justiça Federal determinou o pagamento de multa, no valor de R$ 111,7 milhões, à empresa Facebook Serviços Online por descumprimento de decisão judicial. A determinação, de abril de 2016, ordenou a quebra de sigilo de informações contidas em perfis da rede social, bem como de mensagens trocadas por meio do aplicativo WhatsApp, para fins de investigação criminal no âmbito da Operação Maus Caminhos.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

'Tudo filho da puta!', xinga Mouhamad Moustafa, dono de OS que roubava dinheiro da saúde; veja vídeo

Quarta, 17 de janeiro de 2018
Do site Ataque aos Cofres Públicos
Com informações do Amazonas Atual

Vídeo apreendido no celular do empresário registra o acusado debochando de médicos que protestavam por atraso nos salários.

Fonte: Amazonas Atual  
Mouhamad Moustafa, apontado como líder da organização criminosa que desviava recursos da saúde no Amazonas, continua sendo investigado, junto com outros figurões da política amazonense, como o ex-governador José Melo e vários ex-secretários de Governo.

sábado, 13 de janeiro de 2018

OSs: Caderno encontrado na casa de ex-governador tem anotação para ‘retirar gordura de contratos da saúde’

Sábado, 13 de janeiro de 2018
Do site Ataque aos Cofres Públicos
Com informações do jornal Amazonas Atual
Um caderno encontrado na casa do ex-governador do Amazonas, José Melo, pela força-tarefa da Operação ‘Estado de Emergência’, terceira fase da ‘Maus Caminhos’, tem uma anotação para ‘retirar a gordura dos contratos, principalmente da saúde’. Está grifado também: “OS – Gordura – Mouhamad – acertar cortes urgentes”.
Conforme matéria do jornal Amazonas Atual, o caderno foi apreendido pela Polícia Federal e já foi incorporado nos documentos e provas que compõem a investigação Maus Caminhos.
Melo e sua mulher, Edilene Gomes de Oliveira, foram presos no último dia 4, por suspeita de envolvimento no esquema de fraudes em contratos de terceirização de serviços da saúde, via organização social Instituto Novos Caminhos, do médico e empresário Mouhamad Moustafa.
Para a PF, a anotação sugere que tanto Melo quanto Edilene sabiam que Mouhamad era o real proprietário da OS e que os contratos que mantinhas estavam superfaturados (“com gorduras”). O médico foi preso em setembro de 2016, na primeira fase da operação, e hoje cumpre prisão domiciliar.
Segundo a PF, o caderno estava dentro de uma caixa, retirada de um box de uma empresa especializada em guarda de documentos. Para a PF, Edilene estava tentando destruir provas que pudessem comprometer seu esposo. Ela foi flagrada por  câmeras de segurança retirando os pertences, inclusive o caderno, de dentro do box.
O esquema de fraudes desviou R$ 120 milhões e cinco ex-secretários de Melo também foram parar atrás das grades.
Saiba mais detalhes do caso aqui.
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Leia também:

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

STF Homologada a primeira delação premiada da operação Maus Caminhos; A OS Instituto Novos Caminhos é aquela que Rollemberg queria na rede pública de saúde do DF

Sexta, 1º de setembro de 2017
 
Do site Ataque aos Cofres Públicos, com informações da D24 AM
maus-caminhos-delacao
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Tofolli homologou a primeira delação premiada na operação Maus Caminhos, que desbaratou uma organização criminosa acusada pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF) de desviar R$ 100 milhões da área de Saúde do Estado, por meio da Organização Social ICN (Instituto Novos Caminhos).