Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

‘Quem reza não faz arminha nem destrói a natureza’, diz líder de religião de matriz africana

Sexta, 3 de agosto de 2025

Makota Celinha, coordenadora do Cenarab, comenta sobre diálogo interreligioso, agroecologia e as contradições da COP30


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Brasil de Fato
03.out.2025 às 13h38

A poucos dias do começo da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), lideranças populares brasileiras seguem criticando as contradições da conferência. Ausência de participação efetiva da sociedade civil e falta de clareza sobre a efetividade das deliberações do encontro são algumas das críticas.

A ambientalista, jornalista, professora, militante histórica das causas sociais e coordenadora do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira (Cenarab), Makota Celinha, reforça esse coro.

“A conferência é decepcionante, quando você não sente por parte daqueles que mais destroem o interesse em reverter essa situação. É válido e super importante a COP30 na Amazônia. Mas o que de fato nós vamos conseguir transformar a partir da conferência?”, questiona, em entrevista ao Conversa Bem Viver.

Natural de Minas Gerais, onde convive cotidianamente com os impactos do modelo predatório da mineração, ela crítica a lógica capitalista, que sistematicamente destrói a natureza e os modos de vida, em especial dos povos e comunidades tradicionais. Em contraposição, Celinha aponta a agroecologia, cujo dia nacional é comemorado nesta sexta-feira (3), como uma alternativa. 

“A agroecologia é um elo muito forte entre a sustentabilidade do comer, do fazer, do manejo com a terra, da saúde e da economia solidária. Na verdade, você tem um tripé: sustentabilidade, saúde e economia. E, para ter tudo isso, é preciso ter terra. A agroecologia é, antes de tudo, garantir a terra”, destaca.