Terça, 23 de novembro de 2021

Cargill, Bunge e ADM informaram que a soja brasileira é quase totalmente rastreável, mas nenhuma revelou sua lista de fornecedores - IvanBueno/ AG. Paraná
Pesquisa da organização Global Witness aponta responsabilidade de Cargill, Bunge e ADM sobre violações socioambientais
Redação
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 23 de Novembro de 2021
Multinacionais com sede nos Estados Unidos têm responsabilidade sobre violações socioambientais que se agravam ano a ano no Cerrado. Ao comprarem soja de produtores desmatadores ou envolvidos em conflitos fundiários, gigantes como ADM, Bunge e Cargill financiam a violência e a destruição no segundo maior bioma do Brasil.
Essa é uma síntese das denúncias apresentadas pela organização Global Witness no relatório Semeando conflitos, divulgado em português nesta terça-feira (23). A publicação vem à tona em meio a debates, na União Europeia (UE), sobre o veto a importações de alimentos de áreas desmatadas, incluindo soja e carne.
O Cerrado abrange uma área de cerca de 2 milhões de km² – mais de 20% do Brasil. O crescimento do agronegócio em zonas como o oeste da Bahia fez a região ficar conhecida como a "Fronteira da Soja". É nessa área que se concentram as principais violações levantadas pela Global Witness.
