| | A gente olha o rótulo, lê os ingredientes, tenta escolher melhor. Mas e quando parte do risco nem aparece na embalagem? Nesta edição, nós mostramos o que a nova pesquisa ‘Tem Veneno Nesse Pacote’ revela sobre produtos ultraprocessados voltados à primeira infância. |
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Tem veneno nesse pacote: o que nem sempre aparece no rótuloQuando escolhemos um produto na prateleira do supermercado, esperamos encontrar informações suficientes para fazer uma escolha consciente. Conferimos ingredientes, olhamos a tabela de informação nutricional e, quando existe, prestamos atenção no alerta da rotulagem nutricional frontal. Mas há um aspecto importante que continua praticamente invisível para quem consome: a presença de resíduos de agrotóxicos em produtos ultraprocessados. É justamente esse tema que investigamos na quarta edição da série ‘Tem Veneno Nesse Pacote’. Desta vez, voltamos nosso olhar para produtos destinados à primeira infância, um período em que a alimentação exerce papel fundamental no crescimento, no desenvolvimento e na formação dos hábitos alimentares dos bebês e das crianças. Que tal dar força à produção gratuita de pesquisas que revelam problemas, informam consumidores e pressionam por mudanças?Com R$ 15 por mês, você ajuda a tornar isso possível. |
Informação também protegeA alimentação saudável depende de acesso, de políticas públicas e também de informação de qualidade. Afinal, só conseguimos exercer plenamente nosso direito de escolha quando sabemos o que estamos levando para casa. Na nossa nova pesquisa, foram analisados 12 produtos destinados a bebês e crianças pequenas, entre fórmulas infantis, compostos lácteos, cereais infantis e engrossantes. Em cinco deles foram encontrados resíduos de agrotóxicos. Além disso, pela primeira vez na série, identificamos resíduos de insumos farmacêuticos ativos (IFA) e sanitizantes em parte das amostras analisadas. Esses resultados não significam que todos os lotes desses produtos apresentem a mesma contaminação. Cada análise foi realizada em um lote específico. No entanto, quando um resíduo é identificado, sabemos que aquela contaminação existiu e que ela pode voltar a acontecer em outros lotes, justamente porque hoje não há um monitoramento específico para esse tipo de produto. O problema vai além do laboratórioEssa discussão não diz respeito apenas aos resultados encontrados nas análises. Hoje, alimentos in natura e minimamente processados já fazem parte de programas específicos de monitoramento de resíduos de agrotóxicos. Já os produtos ultraprocessados não contam com limites máximos específicos nem fazem parte do monitoramento regular realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na prática, existe uma lacuna regulatória justamente onde as pessoas consumidoras acreditam que haja mais controle. Quando essa ausência de regras envolve produtos destinados à alimentação infantil, a preocupação aumenta ainda mais. Os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento humano, e o próprio Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos recomenda priorizar o aleitamento materno e alimentos in natura e minimamente processados, evitando produtos ultraprocessados nesse período sempre que possível. Transparência é um direitoNós acreditamos que proteger a alimentação saudável também significa exigir transparência, fiscalização e regras que coloquem a saúde da população acima dos interesses comerciais. Desde a primeira edição da série ‘Tem Veneno Nesse Pacote’, cobramos que os órgãos responsáveis avancem na regulamentação e no monitoramento desses resíduos em ultraprocessados. A informação precisa chegar às pessoas consumidoras para que elas possam fazer escolhas conscientes e para que o poder público tenha instrumentos capazes de garantir mais segurança alimentar e nutricional para a população. Se queremos um sistema alimentar mais saudável, não basta olhar apenas para aquilo que aparece na embalagem. Também precisamos discutir aquilo que permanece escondido. Quer conhecer todos os resultados da pesquisa e entender por que essa discussão é tão importante? Baixe gratuitamente o novo volume de ‘Tem Veneno Nesse Pacote’ e confira as análises completas, os dados e as propostas que defendemos para fortalecer a proteção das pessoas consumidoras.
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 POLÍTICAS QUE ALIMENTAM Fome cai entre grupos mais vulneráveis no Brasil
Novos dados mostram que a insegurança alimentar e nutricional grave caiu mais de 70% entre grupos historicamente mais vulneráveis entre 2022 e 2024. A redução foi observada em lares chefiados por mulheres, mulheres negras, pessoas negras e famílias com crianças e adolescentes, reforçando a importância das políticas públicas para garantir o direito à alimentação adequada e saudável. Xepa Ativismo CAMPANHAS Mobilização pede Copa sem patrocínio de refrigerantes
Organizações da sociedade civil e jovens mobilizadores realizaram uma ação no Rio de Janeiro para questionar o patrocínio de grandes fabricantes de refrigerantes aos principais torneios de futebol. A campanha defende que esporte, saúde e sustentabilidade caminhem juntos e pede que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) encerre essa parceria após o fim do contrato. Notícia Preta Publicidade que adoece: participe da campanha
A publicidade de produtos ultraprocessados influencia escolhas alimentares todos os dias, especialmente entre crianças e adolescentes. Para ampliar esse debate, nós lançamos a campanha Publicidade que Adoece, em parceria com a ACT Promoção da Saúde, o Instituto Desiderata e a FIAN Brasil. Conheça a iniciativa, assine a petição e fortaleça essa mobilização por uma publicidade mais responsável. Apoie! CULTURA ALIMENTAR Uma linha do tempo da participação social
A Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável reuniu os principais marcos da participação social na construção de políticas públicas para alimentação, saúde e meio ambiente. O material mostra como a mobilização da sociedade tem sido essencial para fortalecer sistemas alimentares mais saudáveis, sustentáveis, justos e democráticos. Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável DICAS Aprenda sobre alimentação jogando RPG
Já imaginou aprender sobre alimentação adequada e saudável em uma aventura de RPG? O Idec lançou o site Comer Bem é Seu Direito, com um jogo gratuito que convida você a refletir sobre escolhas alimentares, direitos das pessoas consumidoras e os desafios do nosso sistema alimentar de forma divertida e interativa. Comer bem é seu direito |
Tamara AndradeEspecialista em Regulação de Alimentos do Programa de Alimentação Saudável do @idecbr O perigo que os agrotóxicos representam à saúde já é um velho conhecido, mas novos dados não deixam de chocar, ainda mais quando eles demonstram que a contaminação começa cada vez mais cedo. Embora a presença de resíduos de agrotóxicos em ultraprocessados seja de conhecimento do poder público desde o lançamento do primeiro volume da pesquisa Tem Veneno Nesse Pacote, os novos resultados trazem a urgência de que as autoridades se empenhem para garantir a segurança dos produtos que são oferecidos a bebês e crianças pequenas. As crianças têm prioridade absoluta na garantia de direitos, nos termos da Constituição Federal, e a presença de resíduos de agrotóxicos em fórmulas infantis, compostos lácteos, cereais e engrossantes não pode ser ignorada pelos órgãos reguladores. É importante lembrar que bebês e crianças pequenas estão em fase crucial de desenvolvimento, não só fisiologicamente, mas também para a formação de hábitos alimentares. O oferecimento de produtos ultraprocessados deve ser evitado, de acordo com o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos. Alimentos in natura sempre são a melhor opção, inclusive para nossas crianças. |
A doçura da banana em todas as horasPresente em praticamente todo o Brasil durante o ano, a banana ganha destaque nesta época e é uma aliada da alimentação do dia a dia. Além de prática e saborosa, pode ser consumida pura ou compor diversas preparações, do café da manhã às sobremesas. Para conservar melhor, deixe as bananas ainda verdes em temperatura ambiente. Quando amadurecerem, elas podem ser congeladas em rodelas ou inteiras (sem casca) para usar em vitaminas, bolos e sorvetes caseiros, evitando desperdícios. Couve: tradição que cabe em qualquer refeiçãoVersátil e muito presente na culinária brasileira, a couve combina com feijão, sopas, refogados, farofas e até sucos. Seu sabor marcante permite variar os preparos e incluir mais verduras nas refeições do dia a dia. Depois de higienizar as folhas, seque-as bem antes de guardá-las na geladeira. Outra opção é fatiá-las e congelar em porções, facilitando o preparo de refogados rápidos ao longo da semana. |
| Chips de beterraba Uma forma diferente de incluir beterraba no dia a dia. Fatiada bem fina e assada até ficar crocante, ela vira um lanche saboroso ou acompanhamento para as refeições. Tempere com ervas e especiarias de sua preferência. |
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| Salada de pote Prática e colorida, a salada de pote facilita a organização das refeições da semana. Montada em camadas, conserva melhor os ingredientes e é uma ótima opção para levar ao trabalho ou a passeios. |
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Comida de verdade também se defende.Receitas simples, alimentos da época e informação clara fazem parte de uma mesma luta: garantir que mais pessoas tenham acesso a escolhas alimentares saudáveis. Associe-se ao Idec e ajude essa causa a seguir forte. Com R$ 15 por mês, você já apoia esse trabalho. |
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Somos uma organização de consumidores independente e sem fins lucrativos que atua em defesa dos nossos direitos em diversas áreas relacionadas ao consumo. Seja pressionando autoridades, denunciando empresas ou trazendo informação útil às pessoas, lutamos também pelo nosso direito a uma alimentação adequada, saudável e sustentável. Por isso, se você puder, associe-se ao Idec para contribuir com nosso trabalho e ainda conte com vantagens e conteúdos exclusivos para exigir seus direitos. Com R$ 15 já é possível fazer grande diferença! |
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