Sexta, 28 de janeiro de 2022
Abraji
Pedro Teixeira
O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi o principal violador da liberdade de imprensa em 2021, assim como fora no ano anterior, quando esteve envolvido em 175 casos de ataque. Sozinho, Bolsonaro foi responsável por 147 de 430 casos (34,19% do total), sendo 129 episódios de descredibilização da imprensa e 18 de agressões verbais a jornalistas. Os dados fazem parte do Relatório da Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2021, lançado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) nesta quinta-feira (27.jan.2022).
O número total de agressões a jornalistas e a veículos de comunicação, além de violações à liberdade de expressão alcançou patamar nunca visto: 430 casos, dois a mais do que os 428 registrados em 2020 - ano em que foi registrada uma explosão de alertas, com alta de 105% em relação a 2019 (208).
Políticos e seus assessores continuaram a ser os principais agressores (40 alertas, sem contar o presidente). Manifestantes bolsonaristas foram associados a 20 violações. “Os números da violência contra jornalistas atestam, desde que a extrema direita chegou ao Planalto, que nos tornamos alvo e que o objetivo é, de fato, cercear a livre circulação da informação jornalística”, afirma a presidente da Fenaj, Maria José Braga, à Abraji.
