Desaparecido pela ditadura militar em 1973, Honestino inspira luta estudantil da atual geração
Bianca Feifel
28.mar.2025 às 19h26
Honestino Monteiro Guimarães, liderança histórica do movimento estudantil durante a ditadura militar, estaria completando 78 anos neste 28 de março. Aluno exemplar do curso de Geologia da Universidade de Brasília (UnB), Honestino foi sequestrado pelo regime em 1973, aos 26 anos. Seu corpo nunca foi encontrado. Apesar da morte precoce, seu legado segue vivo.
Para Betty Almeida, professora aposentada e autora do livro Paixão de Honestino, refletir sobre a trajetória do líder estudantil é essencial na situação política atual. “Vivemos uma democracia conquistada com o sacrifício de Honestino e de tantos outros, mas estamos sitiados por forças reacionárias muito poderosas, que exigem nossa energia e disposição de luta se quisermos manter as conquistas sociais e políticas que custaram tanto esforço e sacrifício. Honestino vive!”, afirma.
Honestino foi o primeiro estudante a receber um diploma póstumo emitido pela UnB. Ele se juntou a outros jovens desaparecidos pela ditadura que receberam a diplomação póstuma por universidades brasileiras. A USP foi a primeira a diplomar Alexandre Vannucchi Leme e Ronaldo Mouth Queiroz.

