Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 29 de julho de 2017

Agaciel descumpre acordo e MP cobra R$ 407 mil por danos ambientais

Sábado, 29 de julho de 2017
Do Metrópoles
Suzano Almeida

Deputado e a esposa são acusados de degradação da área verde da mansão onde moram, na QL 6 do Lago Sul, às margens do Lago Paranoá

A ampliação da luxuosa residência onde o deputado distrital Agaciel Maia (PR) mora com a mulher, Sanzia Erinalva Maia, na QL 6 do Lago Sul, pode ter uma fatura extra para o casal. Três anos após os dois serem denunciados à Justiça por avançarem a propriedade sobre a área de proteção permanente às margens do Lago Paranoá, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) pediu o pagamento de R$ 407.542,88. O valor, já atualizado, corresponde à reparação ambiental pelos danos causados.
Em 10 de maio, o desembargador João Timóteo de Oliveira, do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), aceitou o pedido. Em 13 de junho, o Ministério Público calculou o valor do pagamento. A quantia não agradou e agora o deputado e a esposa tentam reverter a decisão. A defesa deles contesta a cifra e os juros aplicados, considerados abusivos. O MPDFT, por sua vez, pede que, se o casal não pagar o montante, a Justiça suspenda o acordo feito com a dupla.

terça-feira, 23 de junho de 2015

MPF propõe ação por improbidade contra Agaciel Maia,ex-diretor geral do Senado e hoje deputados distrital

Terça, 23 de junho de 2015
Foto do site da CLDF
Do MPF no Distrito Federal
Agaciel Maia [PTC] teria autorizado o pagamento de R$ 6,2 milhões referentes a horas extras irregulares

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) considera ilegal o pagamento por horas-extras, feitas em janeiro de 2009 , a cerca de 4 mil servidores do Senado Federal. Com base neste entendimento, o MPF propôs nessa segunda-feira, 22 de junho, uma ação por improbidade administrativa contra Agaciel Maia, que era o diretor-geral do Senado à época dos fatos. O hoje deputado distrital foi quem autorizou os pagamentos, que somam R$ 6,2 milhões. A ação é resultado de um inquérito civil instaurado a partir da constatação de fatos como o suposto trabalho extra ter sido realizado durante o recesso parlamentar e o registro da chamada hora britânica: em 90% dos casos, o servidor extrapolou a jornada exatamente em duas horas.

A ação civil pública é assinada pelos procuradores de República Douglas Kirchner, Hélio Ferreira Júnior e Ana Carolina Alves Roman, que listam uma série de indícios de que os serviços não foram prestados e, consequentemente, que o os pagamentos foram irregulares. Um dos mais relevantes é a declaração de que o trabalho extraordinário foi feito durante o recesso, quando não ocorrem sessões no plenário e nem audiências nas comissões da Casa. Nesse período, apenas atividades de apoio e de gestão são mantidas no Legislativo. Reforçam as suspeitas de irregularidades a existência de autorizações para que funcionários de setores como Recursos Humanos e Reabilitação Funcional extrapolassem as jornadas diárias, além da liberação de trabalho nos finais de semana.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Condenado por atos secretos do Senado, distrital Agaciel Maia tem direitos políticos suspensos por 8 anos

Terça, 7 de outubro de 2014
.....agaciel
Do Portal Notibras
O deputado Agaciel Maia (PTC), vice-presidente da Câmara Legislativa, foi condenado na ação por improbidade administrativa dos ‘atos secretos’ do Senado, e teve seus direitos políticos suspensos por um período de oito anos.
 
Na mesma ação também foram condenados João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos e Franklin Albuquerque Paes Landim, chefe do Serviço de Publicação, à época de Agaciel Maia.
 
    A sentença foi proferida pelo juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira, no último dia 1, mas cabe recurso. A condenação inclui pagamento de multa correspondente a 10 vezes o salário que Agaciel Maia recebia no período em que foi diretor-geral do Senado. Ele também fica impedido de contratar serviços públicos.
 
A ação por improbidade administrativa foi impetrada pelo Ministério Público Federal. A acusação é a de que Agaciel e os seus dois subordinados eram os principais operadores de um suposto esquema que ocultou a publicação de milhares de atos administrativos, conhecidos como ‘atos secretos’.
 
Reeleito para mais um mandato de deputado distrital no domingo 5, Agaciel Maia vem despontando como forte candidato a presidir a Câmara Legislativa do Distrito Federal a partir de 2015. Analistas políticos avaliam, porém, que a condenação deve provocar uma reviravolta no quadro sucessório.
 
José Seabra

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Leia aqui a sentença que condenou Agaciel Maia.
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Leia também: JF condena ex-diretor-geral do Senado e outros réus por improbidade administrativa

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Deputado Agaciel Maia (PTC) é denunciado por crime ambiental no DF

Quarta, 4 de setembro de 2013
Ação Penal do Ministério Público relata que mansão do distrital, no Lago Sul, foi multiplicada em 10 vezes, com construções como piscina, deck, sistema de aquecimento solar e parte do campo de futebol dentro de uma Área de Preservação Permanente


Almiro Marcos

Fachada da casa do político: Justiça quer que agressão à natureza seja remediada o mais rápido possível (Fotos: Breno Fortes/CB/D.A Press)
Fachada da casa do político: Justiça quer que agressão à natureza seja remediada o mais rápido possível

Vice-presidente da Câmara Legislativa, o deputado Agaciel Maia (PTC) foi denunciado por crime ambiental, pela Procuradoria-geral de Justiça do DF. Ele é acusado de aumentar as instalações da propriedade que possui no Lago Sul invadindo 10 mil m², numa Área de Preservação Permanente (APP).
 
Segundo a acusação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), construções de ampliação feitas desde que o parlamentar adquiriu a mansão, em 2001, causaram impacto na Área de Preservação Ambiental (APA) do Lago Paranoá, vizinha ao imóvel. O pedido, datado de 29 de agosto, é assinado pela procuradora-geral de Justiça do DF e dos Territórios em exercício, Zenaide Martins, e foi encaminhado ao Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT). O desembargador João Timóteo de Oliveira é o relator do caso.
 
O MP exige que o dano seja sanado imediatamente. A mulher de Agaciel, Sanzia Erinalva do Lago Cruz Maia, também foi denunciada. O caso foi investigado pela Delegacia do Meio Ambiente (DEMA) do DF e o inquérito é a base da denúncia.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Diante de fatos, não há argumentos

Segunda, 30 de abril de 2012
Do Blog do Sombra
Nota do deputado Chico Vigilante
Com muito pesar, verdadeira tristeza, venho a público me manifestar sobre a denúncia que foi aoar no DFTV 1ª edição desta segunda-feira (30 de abril). Poderia dizer que não me causa surpresa, mas estou sim estupefato, apesar de ter dito e repetido diversas vezes que o crime organizado estava por trás da aprovação do projeto de lei complementar no 01/2011, de minha autoria, na Câmara Legislativa. ...

A denúncia confirma aquilo que eu bradei aos sete ventos por ocasião da tentativa de aprovação da emenda 8. A minha suspeita era exatamente esta e ela se confirma agora: esta é a força dos agentes do cartel.


Quantas vezes, nesta que é uma luta que travo sozinho desde à época da CPI dos Combustíveis, tenho falado da existência de um grupo ligado ao crime organizado combatendo duramente a aprovação do PLC 01/2011, que prevê a instalação de postos de combustíveis nas imediações dos supermercados aqui no DF.


O objetivo do PLC é um só: aumentar a concorrência no setor de combustíveis aqui no DF, quebrar o cartel e reduzir os preços a exemplo do que aconteceu em outras cidades do País e no exterior, como apontam estudos do Ministério da Justiça.


Chico Vigilante (PT)

Líder do Bloco PT/PRB na Câmara Legislativa
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Fonte: Blog do Sombra / TV Globo DFTV 1ª Edição / Chico Vigilante - 30/04/2012

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Agaciel Maia, pivô do escândalo dos atos secretos, vira réu

Terça, 21 de dezembro de 2010
Juiz afirma que há indícios 'fortíssimos' de danos ao erário; ex-diretor do Senado responderá por improbidade

Da Agência Estado
Pivô do escândalo dos atos secretos, o ex-diretor-geral do Senado e deputado distrital eleito Agaciel Maia (PTC) virou réu numa ação de improbidade administrativa. O juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira, da 14.ª Vara Federal do Distrito Federal, aceitou a ação movida pelo Ministério Público contra Agaciel, o ex-secretário de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi e o ex-chefe do serviço de publicação Franklin Albuquerque Paes Landim. Segundo o juiz, há "fortíssimos" indícios de danos ao erário.
O caso dos atos secretos do Senado foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Leia mais.
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Agaciel Maia. Foto no registro de candidatura (TSE)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ministério Público Federal no DF propõe ação de improbidade contra Agaciel Maia, candidato a distrital pelo PTC - Partido Trabalhista Cristão. MPF quer a demissão do serviço público

Sábado, 4 de setembro de 2010

Do MPF
Ministério Público também pediu à Justiça que determine a demissão dos servidores no âmbito administrativo; envolvimento de outros agentes no esquema, inclusive parlamentares, será objeto de futuras ações

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) ajuizou hoje, 3 de setembro, ação de improbidade administrativa contra o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi e o ex-chefe do Serviço de Publicação Franklin Albuquerque Paes Landim. Eles são apontados como os operadores do esquema que ocultou a publicação de milhares de atos administrativos do Senado Federal, no período de 1995 a 2009, episódio conhecido como o escândalo dos atos secretos.

Também foi ajuizada ação civil pública contra a União, para que seja revista a sanção aplicada a Agaciel e a Zoghbi no processo administrativo disciplinar do Senado Federal. O MPF requer à Justiça que anule a sanção de suspensão por 90 dias, imposta aos servidores em março deste ano, por decisão do primeiro-secretário do Senado, e determine a imediata aplicação da pena de demissão por ato de improbidade.

As ações são assinadas por seis procuradores da República e compõem o primeiro lote de medidas judiciais a serem tomadas no inquérito civil público instaurado pelo MPF/DF em junho do ano passado. Desde então, foram vários os pedidos de dados e esclarecimentos enviados pelo Ministério Público ao Senado Federal, sem que houvesse resposta da casa legislativa. Somente no último dia 3 de agosto, o órgão encaminhou as informações necessárias à investigação.

Agaciel, Zoghbi e Franklin são os primeiros a serem responsabilizados em razão da gravidade de suas participações na ocultação de atos administrativos. O ex-diretor-geral também responderá por atos ilegais praticados durante sua gestão. O envolvimento de outros agentes no esquema, inclusive parlamentares, será objeto de futuras ações.

Máquina de favores – De acordo com as apurações, o esquema de ocultação de atos administrativos do Senado foi estruturado para que Agaciel, com auxílio de comparsas, pudesse manipular a destinação de cargos da casa legislativa conforme interesses seus e de seus aliados. Além disso, segundo os procuradores, a ausência de publicidade de milhares de atos foi criada e efetivamente utilizada para obtenção de prestígio pelo acusado, que assim conseguiu permanecer à frente da Diretoria Geral por mais de 15 anos.

A ação relata que o esquema possuía quatro frentes. A primeira consistia em impedir que o conteúdo de determinados atos do Senado fossem conhecidos pela sociedade. A segunda proibia a publicidade desses atos inclusive a membros e servidores da casa. A terceira vertente foi pensada para viabilizar a implementação desses atos sem que fosse necessário comprovar sua publicação na imprensa oficial ou no Boletim Administrativo do Pessoal do Senado. Para isso, os envolvidos simulavam a publicação de atos, inserindo-os em boletins suplementares que não eram disponibilizados sequer na intranet da casa.

A última frente tinha como objetivo inviabilizar a atuação do Controle Interno do Senado nos processos que envolviam a implementação dos atos não publicados. Isso foi feito com a escassez de servidores lotados no setor e com a negação de acesso ao sistema Ergon, responsável pela gestão da folha de pagamento do Senado.

O ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zogbhi é apontado pelo Ministério Público como o braço direito de Agaciel na execução desse esquema criminoso. Em troca, era indiretamente agraciado com a indicação de vários parentes para cargos e funções comissionadas dentro do Senado, entre eles os quatro filhos, a esposa, o irmão e a ex-nora.

Ainda segundo o MPF, a participação de Franklin Landim, ex-chefe do Serviço de Publicação, foi determinante para a prática da simulação de publicação dos atos secretos. Era ele o responsável por inserir esses atos em boletins suplementares não disponibilizados na intranet do Senado. Em seguida, o número do boletim suplementar, ou cópia dele extraída do sistema, era encaminhado à Subsecretaria de Recursos Humanos responsável pela implementação do ato e consequente geração de efeitos, como se o boletim tivesse, de fato, sido publicado.

Atos secretos – O Ministério Público Federal alega à Justiça que o esquema montado por Agaciel Maia permitiu que ele “se valesse dos seus poderes para nomear e designar para comissões quem bem lhe interessasse, além de tornar sem efeito atos anteriores, fixar vantagens e mesmo estabelecer efeitos financeiros retroativos absurdos para tais atos, tudo ao seu livre arbítrio, sem qualquer forma de controle”.

Entre 1995 e 2009, foram editados pelo Senado 623 Boletins Administrativos de Pessoal Suplementares, com milhares de atos que não receberam a publicação devida. Mais de 50% desse total (354 boletins) refere-se ao biênio 2007/2008, considerado pelo MPF o período auge do esquema criminoso. Além de infringirem o princípio constitucional da publicidade, muitos desses atos revelaram práticas ilegais, como criação de cargos sem previsão orçamentária, pagamentos indevidos e nepotismo.

Entre os beneficiários dos atos de nomeação para cargos e funções de confiança, designações para comissões e concessões de gratificações, estão parentes de senadores e dos próprios acusados. Essas pessoas só serão responsabilizadas judicialmente e obrigadas a devolver os valores recebidos se ficar comprovado que agiram de má-fé.

Já Agaciel, Zoghbi e Franklim, caso sejam condenados pela Justiça, terão de devolver aos cofres públicos o dinheiro pago indevidamente pelo Senado em razão da implementação de atos secretos. Poderão, ainda, ter os direitos políticos suspensos, perder o cargo ou função pública, ficar proibidos de contratar com o Poder Público e ter de pagar multa.

As ações foram entregues hoje à Justiça Federal no DF e autuados sob os números 41930-66.2010.4.01.3400 e 41931-51.2010.4.01.3400.