“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador Operação Monte Carlo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Operação Monte Carlo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Dadá, a arapongagem, a Câmara Legislativa e a verdade que todos querem saber

Segunda, 25 de fevereiro de 2013

O mundo político do Distrito Federal calou diante das revelações feitas por Idalberto Matias em entrevista ao "jornal Folha de São Paulo” na edição da última sexta- feira

Por Edson Sombra
Após ler e reler por  inúmeras vezes o conteúdo da entrevista, constatamos algumas inverdades reveladas pelo hoje réu confesso, conhecido como Dadá,  já condenado pela Justiça   Federal a 19 anos e seis meses de cadeia pelo envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira na Operação Monte Carlo.
 

Diante das respostas dadas por Idalberto ao repórter Rubens Valente lhe fizemos um desafio, e hoje  voltamos a reiterá-lo, que Dadá exponha toda a verdade, mas  o faça com provas, caso contrário, passará a impressão de que há a tentativa de extorquir alguém que  protegeu durante o tempo que esteve preso. ...
 

Que ele foi pago pra quebrar os sigilos do titular deste blog, isso não é novidade,  está provado nas gravações realizadas pela Policia Federal, isso está muito bem explicado.
 

Muitos comentaram a postura do blog diante das revelações do réu confesso na entrevista à Folha, alguns com posicionamentos contrários, outros com elogios.
 

Na entrevista, Dadá faz algumas acusações ao secretário Claudio Monteiro, outras revelações são sabidamente inverídicas. Sem provas, não há verdade, isso diz a lei.
 

O blog adotou a postura que há muito norteia a prática de nossa conduta "o que vale para nós, também deve valer para os outros", por esse motivo não entendemos quais os critérios que adotaram alguns integrantes do GDF para diante do nosso posicionamento postado publicamente, fazerem juízo de valor tentando diminuir a importância do conteúdo da matéria da Folha de São Paulo.
 

Tentar induzir, como se estivéssemos condenando o já condenado, que agora confessou outros crimes que cometeu Idalberto Matias, e absolver das acusações feitas por Dadá o secretario Cláudio Monteiro não nos cabe. Se Dadá tem provas da verdade, que as apresente, não cabe aqui acreditar em suas palavras lançadas ao vento, pois delas o titular deste blog já foi vítima.
 

Este blog não se vale, e muito menos dá o direito  a qualquer pessoa de forma imprópria e leviana, se socorrer de nossas postagens para com isso tentar constranger a quem quer que seja, e muito menos traduzir a seu bel prazer o nosso pensamento.
 

Durante esses anos praticamos a máxima de que nem tudo que se sabe se fala. Se falado, tem que ser provado, e o que não é provado torna-se crime, é a Lei, e ela é dura com os caluniadores e difamadores.
 

E para os que gostam de se aproveitar por conveniência, principalmente pelo momento político que passa o Distrito Federal, onde segundo algumas pesquisas dão conta que a maioria da população se mostra insatisfeita com a forma como todos estamos sendo governados, faço um alerta, que antes de qualquer ilação pejorativa ao nosso posicionamento profissional, criem coragem, disposição e pesquisem, leiam e ouçam os conteúdos da Operação Monte Carlo, para que  saibam tudo o que a bisbilhotice criminosa causou patrocinada pelo crime, e o que é mais estarrecedor, com insinuações, difamações e mentiras envolvendo o  titular do blog,  tudo registrado na voz dos próprios criminosos, capitadas em grampos realizados pela Policia Federal, com autorização da Justiça Federal.
 

E aqui fazemos um outro apelo público: já que Idalberto Matias, o Dadá, está disposto e seguro de contar e provar tudo que fala na entrevista a Folha de São Paulo; já que o secretario Cláudio Monteiro diz-se seguro e desmente as acusações de Dada; já que é dado como certa a quebra de sigilos telefônicos de diversas autoridades do GDF, e conforme o Jornal Folha de São Paulo publicou, a deputada distrital Celina Leão está disposta a reapresentar o pedido de instalação de uma CPI com a finalidade de descobrir tudo sobre o tema arapongagem, e confirmou a este blog que conta com o número suficiente de assinaturas para apresentar o requerimento;  porque não unir forças, Executivo e Legislativo, ambos deixando de fora as paixões políticas para pedir auxílio a Policia Federal, Ministério Publico Federal, Policia Civil do Distrito Federal e Ministério Público do Distrito Federal  e instalar a CPI trazendo a verdade à tona, limpa e cristalina?
Só assim nos livraremos dessa indústria criminosa que torna também toda sociedade alvo de bandidos sem cara, financiados pelo dinheiro publico?
 

Se isso não acontecer, os bandidos continuarão livres para nos roubar a privacidade, caluniando, difamando, financiados por empresários e servidores públicos inescrupulosos ávidos pelo poder.
 

É sabido que o material coletado na Operação Monte Carlo tem muito ainda a ser divulgado, e que com suporte das Policias Civil, Federal e Ministérios Públicos já seria suficiente para colocar na cadeia financiadores, operadores, arapongas e quem se privilegia desse esgoto criminoso que é a arapongagem.
 

Que se faça isso sem as emoções dos holofotes.
 

Está fácil, é só querer...
Fonte: Blog do  Sombra - 25/02/2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Contador de Carlinhos Cachoeira entrega-se depois de quase um ano foragido

Segunda, 14 de janeiro de 2013
Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

O contador Geovani Pereira da Silva, braço direito do bicheiro Carlinhos Cachoeira, entregou-se hoje (14) à Polícia Federal (PF), depois de quase um ano foragido. Por volta das 9h, ele se apresentou espontaneamente na Delegacia da PF em Anápolis (GO), acompanhado de seu advogado.

De acordo com o delegado regional da PF em Anápolis, Angelino Alves de Oliveira, o contador da quadrilha chefiada por Carlinhos Cachoeira assinou o mandado de prisão e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Em seguida, foi conduzido à Superintendência da Polícia Federal, em Goiânia.

Silva teve a prisão decretada em fevereiro do ano passado depois de deflagrada a Operação Monte Carlo, que revelou o esquema criminoso comandado por Carlinhos Cachoeira e a ligação do bicheiro com políticos e agentes públicos.

Em dezembro, o contador Geovani Pereira da Silva foi condenado a 13 anos e 4 meses de prisão por corrupção e formação de quadrilha.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

MPF/GO quer regime fechado e confisco de bens dos condenados no caso Cachoeira

Terça, 11 de dezembro de 2012
Do MPF
São pedidas três correções na sentença: prisão em regime fechado, multa proporcional aos danos causados e perdimento dos bens

Os condenados deverão pagar a “conta” dos gastos que o Estado teve para coibir a criminalidade. Essa sempre foi uma das principais linhas de trabalho do Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) desde a apresentação da primeira denúncia, resultado da Operação Monte Carlo, em março deste ano. Porém, na sentença proferida na semana passada pela Justiça Federal houve, na visão do MPF/GO, uma omissão quanto a essa questão. Diante dessa e de outras omissões, os procuradores da República Lea Batista de Oliveira e Daniel de Resende Salgado decidiram apresentar um recurso (chamado neste momento processual de embargos de declaração) para pedir a correção da decisão judicial.

Os embargos de declaração vão para o mesmo juiz que proferiu a sentença, pois trata-se de um recurso para correção de possíveis omissões e contradições. Só em outra fase do processo é que o recurso irá para a segunda instância (chamado de apelação), ou seja, para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Pedidos - O MPF/GO quer que a sentença da Justiça Federal de Goiás contemple a condenação de Carlinhos Cachoeira e Gleyb Ferreira pela reparação proporcional do dano causado na Operação Apate. Para tanto, na denúncia, o MPF requereu que fosse oficiada à Direção Geral da Polícia Federal para que informasse os custos para a União dispendeu para tal operação.

Durante os trabalhos, foi necessário reforçar o efetivo policial, com aumento de custos, e para viabilizar a deflagração da operação foram pagos um total de R$ 156.985,50 em diárias e em servidores.

Outro ponto omisso, para o MPF/GO, é o pedido de perdimento dos bens sequestrados. Os procuradores da República Daniel Salgado e Lea Batista querem que sejam decretados o perdimento dos bens até agora identificados e confiscados no processo que tenham relação com os condenados Carlinhos Cachoeira, Lenine Araújo, Geovani Pereira, Wladimir Garcez, José Olímpio de Queiroga, Raimundo Washington, Idalberto Matias e Gleyb Ferreira.

Regime fechado - De acordo com o MPF/GO, há uma contradição na sentença quanto à definição de regime para cumprimento da pena para os sentenciados Wladimir Garcez Henrique e Gleyb Ferreira. Eles foram condenados a cumprir a pena privativa de liberdade em regime, inicialmente, semiaberto. Segundo os procuradores da República Lea Batista e Daniel Salgado, levando a lógica da condenação dos demais sentenciados, eles devem cumprir a pena em regime fechado.

“No momento da aplicação da pena em face dos demais condenados, todos reconhecidamente membros da mesma organização criminosa, a sentença, acertadamente, foi expressa em ressaltar a presença do artigo 10 da Lei 9.034/95 (que prevê que os condenados por crimes decorrentes de organização criminosa iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado), a fundamentar o regime inicial de cumprimento da pena. Entretanto, quanto a Wladimir Garcez e Gleyb Ferreira, apesar de também reconhecidamente membros da mesma quadrilha com contornos de organização criminosa, no momento da aplicação da pena, contraditoriamente, não aplicou o regime fechado”, argumentam os procuradores da República.

Os crimes cometidos pelos oito condenados nesta primeira denúncia são formação de quadrilha armada, corrupção ativa, peculato e violação de sigilo perpetrado por servidores públicos federais, estaduais e municipais. As maiores penas aplicadas foram contra Carlinhos Cachoeira (39 anos e 8 meses), Lenine Araújo (24 anos e 4 meses), José Olímpio Queiroga (23 anos e 4 meses) e Idalberto Araújo, o Dadá (19 anos e 3 meses). Os sete condenados fazem parte da lista de 80 pessoas denunciadas pelo MPF/GO no começo do ano.

Esses sete também estão entre os 16 processados na segunda denúncia do MPF/GO, apresentada no fim do mês passado, também resultado da Operação Monte Carlo. Nessa segunda acusação, eles responderão pelo crime de depósito e exploração comercial de caça-níqueis compostas por equipamentos eletrônicos sabidamente contrabandeados (artigo 334, § 1º, alínea “c”, do Código Penal)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

CPI do Cachoeira pede sequestro de bens de pessoas envolvidas com os negócios do empresário

Terça, 18 de setembro de 2012
Mariana Jungmann, repórter da Agência Brasil
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira vai enviar aos procuradores responsáveis pela Operação Monte Carlos ofício solicitando o sequestro de bens do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e das pessoas envolvidas com os negócios do empresário. Cachoeira, que está preso, é acusado de explorar jogos ilegais, em Goiás, e de subornar agentes públicos.

A medida foi tomada após reportagem publicada na edição de domingo (16) do jornal Correio Braziliense denunciar a tentativa de membros da organização criminosa de venderem bens a fim de deixar o país. “Estamos enviando ofício aos procuradores Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira e para o juiz Alderico Rocha solicitando o sequestro dos bens e o confisco dos passaportes de todos eles”, explicou o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

O ofício inclui ainda um pedido de liminar para que os bens sejam imediatamente bloqueados. Para o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), a medida é importante para evitar que pessoas de boa-fé acabem “comprando terreno na Lua”, uma vez que os bens são fruto de crime e podem ser confiscados pelo Estado. “Além disso, precisamos ter senso de oportunidade. Se nós não formos céleres, pode ser que quando nós chegarmos a esses bens a organização já tenha se defeito deles”, declarou o relator.

Além do sequestro dos bens, os parlamentares pedem ao Ministério Público em Goiás que interceda na Justiça para que os denunciados na ação penal resultante da Operação Monte Carlo depositem seus passaportes em juízo, sob pena de decretação de prisão preventiva.

“A organização criminosa continua operante mesmo após a prisão de seu líder e mentor, Carlos Cachoeira, desrespeitando os poderes constituídos, assolando a paz social e, sobretudo, articulando contra o sucesso e continuidade das investigações”, alegam os parlamentares para justificar o pedido. Assina o documento, além de Vital do Rêgo e de Odair Cunha, o vice-presidente da CPMI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Eles esperam que a solicitação tenha resultado até a próxima semana.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Suspenso processo que envolve Carlinhos Cachoeira

Sexta, 31 de agosto de 2012 
Desembargador Tourinho Neto determina suspensão de processo envolvendo Carlinhos Cachoeira

Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
O desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, determinou a suspensão do processo que envolve o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, referente às investigações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF).

O tribunal informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o desembargador determinou a suspensão do processo até que as companhias telefônicas, responsáveis por linhas que foram grampeadas pela PF para a investigação, forneçam informações solicitadas por Tourinho Neto.

Ainda de acordo com o tribunal, as companhias devem fornecer extratos telefônicos e identificação de quando e quais dados foram acessados a partir da senha fornecida aos policiais federais para o grampeamento das chamadas.

Enquanto essas informações não forem incluídas nos autos, o processo ficará suspenso, ou seja, nenhuma outra decisão pode ser tomada por parte do juiz responsável pelo caso, Alderico Santos.

Carlos Cachoeira é acusado de comandar uma quadrilha que explorava jogos ilegais no estado de Goiás e de ser dono de diversas empresas fantasmas que fraudavam licitações públicas e lavavam dinheiro proveniente de corrupção. Ele está preso desde 29 de fevereiro quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo e já teve diversos habeas corpus negados pela Justiça.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Gravações em vídeo apreendidas pela Polícia Federal são entregues à CPMI do Cachoeira

Sexta, 24 de agosto de 2012

Ivan Richard e Iolando Lourenço
Repórteres da Agência Brasil
Uma coletânea de gravações em vídeo apreendida durante a Operação Monte Carlo, em 29 de fevereiro, pela Polícia Federal (PF) na casa do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de explorar jogos de azar, foi entregue hoje (24) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira.

A operação resultou na prisão de Cachoeira e integrantes da organização criminosa que comandava casas de jogos em vários municípios de Goiás. O material entregue hoje contém 270 CDs, um DVD. Entre as gravações, está a que aparece o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), negociando com o contraventor.
Na semana passada, um grupo de parlamentares que integram a CPMI esteve com diretores da Polícia Federal, em Brasília, solicitando o envio das gravações apreendidas na casa de Cachoeira e em imóveis pertencentes a outros integrantes da quadrilha.

Os vídeos foram liberados com um ofício, assinado pela delegada Silvana Helena Viera Borges, informando que consta entre os documentos relatórios de análise do material apreendido, laudos periciais e cópias das mídias.

A secretaria da CPMI informou que o material ficará em um cofre e que, a partir da próxima semana, estará disponível para consulta dos membros da comissão. Uma equipe de técnicos do Senado atualizará os 12 computadores da sala do cofre da CPMI para permitir aos parlamentares o
acesso aos dados.

Na próxima terça-feira (28) a CPMI se reunirá para ouvir o depoimento do ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot e do empresário Adir Assad, acusado de ser o dono de empresas de fachada. Na quarta-feira (29), serão ouvidos o ex-dono da Delta Fernando Cavendish e do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ligado ao PSDB de São Paulo.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cachoeira: ministro mantém mandado de prisão da Operação Saint-Michel

Quarta, 27 de junho de 2012

Débora Zampier, repórter da Agência Brasil
O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou hoje (27) pedido da defesa de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para suspender mandado de prisão da Operação Saint-Michel contra o empresário. A investigação foi um desdobramento da Operação Monte Carlo e apurou fraude no sistema de transporte público do Distrito Federal.

A defesa de Cachoeira tentava reverter decisão unânime do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que manteve o mandado de prisão da Saint-Michel na última quinta-feira (21). A decisão de Dipp está registrada no andamento do processo, mas o STJ não divulgou o teor do voto.

Cachoeira está preso desde 29 de fevereiro como resultado da Operação Monte Carlo. Ele é acusado de liderar esquema de corrupção, tráfico de influência e exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste. A prisão chegou a ser revogada, mas foi restabelecida por Dipp na última quinta-feira (21).
Edição: Fábio Massalli

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Turma Criminal do TJDFT nega habeas corpus a Carlinhos Cachoeira

Quinta, 21 de junho de 2012
Por 3 votos a zero, a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, negou habeas corpus impetrado pelos advogados do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Os desembargadores rejeitaram a tese da defesa de que o Tribunal de Justiça do DF seria incompetente para processar o bicheiro, uma vez que há outro processo semelhante correndo na Justiça Federal.

Para os desembargadores, a tramitação de outro processo na esfera federal, não retira a competência da Justiça do DF para processar Carlinhos Cachoeira, já que se trata de assunto diverso. Na Justiça federal corre processo que diz respeito a exploração de jogos de azar e tráfico de influência. No DF o processo diz respeito à fraude em licitação para operar o sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília e entorno.


A advogada de Cachoeira ainda argumentou que os demais integrantes do grupo investigado conseguiram sair da prisão para responder ao processo em liberdade. Mas, os desembargadores entenderam ser temerária a soltura do chefe do grupo organizado, pois diante da forte poder econômico do grupo, e da capacidade de relacionamento com agentes públicos de diversas esferas, poderia haver a supressão e destruição de provas importantes e coerção de testemunhas.


Ele se encontra preso no complexo penitenciário da Papuda, por causa de investigações promovidas pela polícia civil do DF, na operação que se denominou "St. Michel". Ele é acusado no inquérito de comandar uma organização criminosa que atuava com o objetivo de fraudar licitação para operar o sistema de bilhetagem do transporte público de Brasília.


Os advogados informaram que irão recorrer ao STJ.

CPMI do Cachoeira recebe novos áudios da Operação Monte Carlo

Quinta, 21 de junho de 2012
Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) informou que até o fim da tarde de hoje (21) a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira deve receber 57 novos áudios gravados com autorização da Justiça e que integram o inquérito resultante da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. A comissão investiga o esquema de corrupção e exploração de jogos ilegais que seria comandado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, além do envolvimento dele com agentes públicos e privados.

O presidente da CPMI disse ter solicitado ao relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), que fosse a Goiânia acelerar a liberação desses documentos. Segundo o senador, o processo enviado à comissão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) "contém inconsistências" quando as informações são comparadas com matérias veiculadas pela imprensa. Ele acrescentou que existem trechos que estão incompletos ou simplesmente não existem, por isso a necessidade da íntegra dos áudios.

Vital do Rêgo já determinou aos técnicos da CPMI que amanhã (22) os novos áudios estejam disponibilizados nos computadores instalados na sala-cofre da comissão para a consulta dos parlamentares.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

TRF1 considera legais as escutas telefônicas que levaram Carlinhos Cachoeira à prisão

Segunda, 18 de junho de 2012
Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) rejeitou hoje (18), por 2 votos a 1, a anulação das escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo, que investigaram esquemas de corrupção e exploração ilegal de jogos na Região Centro-Oeste.
 
A maioria dos magistrados entendeu que não houve ilegalidade no fato de a Polícia Federal iniciar as investigações por meio de denúncia anônima, pois o esquema era muito sofisticado e tinha a participação de policiais e agentes públicos.

A Terceira Turma do TRF1 analisou recurso da defesa do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado pela Polícia Federal como líder do esquema. Os advogados queriam anular as escutas porque partiram de denúncia anônima e porque a decisão do juiz de primeira instância, que permitiu as interceptações, não teria sido bem fundamentada.

O julgamento começou na terça-feira da semana passada (12), quando o relator Fernando Tourinho Neto acatou a tese da defesa de Cachoeira e votou pela anulação das escutas como prova. Mas a análise do habeas corpus foi suspensa por pedido de vista do desembargador Cândido Ribeiro.

Ao devolver o processo para julgamento, esta tarde, o desembargador argumentou que denúncias anônimas podem dar início a investigações criminais, conforme tese já consolidada nos tribunais superiores, especialmente quando a suposta teia criminosa é de grande extensão e envolve agentes de segurança pública. O voto foi seguido pelo juiz convocado Marcos Sousa.

sábado, 16 de junho de 2012

Ministério Público quer garantir legalidade de escutas telefônicas para incriminar grupo de Cachoeira

Sábado, 16 de junho de 2012
Débora Zampier Repórter da Agência Brasil
Enquanto a Justiça dá uma série de decisões favoráveis ao suposto grupo criminoso chefiado por Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o Ministério Público Federal (MPF) vem estudando estratégias para impedir que a Operação Monte Carlo perca fôlego. Hoje o principal foco dos acusadores é garantir na Justiça a legalidade das escutas telefônicas colhidas durante a operação da Polícia Federal, que apurou esquema de corrupção e exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste.

O MPF considera que a validade das interceptações telefônicas é até mais importante que manter os suspeitos na cadeia neste momento, pois a anulação dessas provas esvaziaria a Monte Carlo, minando inquéritos e ações penais contra o grupo de Cachoeira. Além disso, as prisões são temporárias e seriam mesmo revogadas em algum momento.

Para convencer magistrados sobre a legalidade das escutas, os procuradores Daniel Salgado e Léa de Oliveira (GO) e Carlos Vilhena (DF) editaram um memorial com 30 páginas de informações sobre o caso. O documento foi encaminhado nesta sexta-feira (15) ao desembargador federal Cândido Ribeiro e ao juiz convocado Marcos Augusto de Sousa, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1).  Na próxima semana, ambos devem dar votos decisivos no habeas corpus que pede a nulidade das interceptações telefônicas da Operação Monte Carlo.

O pedido para descartar as escutas já foi aceito pelo relator do processo, desembargador Fernando Tourinho Neto. Segundo os advogados de Cachoeira, as escutas são ilegais porque vieram de denúncia anônima e porque as decisões do juiz de Valparaíso de Goiás, que autorizaram a medida, não estão bem fundamentadas.

Os procuradores do caso rebatem os argumentos, destacando que as denúncias anônimas foram comprovadas em investigações anteriores à quebra de sigilo telefônico. Também alegam que a opção do juiz por decisões enxutas não implica em falta de justificativa, citando vários precedentes de tribunais superiores. O memorial ainda tenta convencer os desembargadores da importância de manter a prisão de Cachoeira, considerado o “capo [chefe] do grupo criminoso organizado”.

O MPF não decidiu como batalhar pela retomada das prisões preventivas de Cachoeira e de pessoas ligadas a ele, pois estuda os argumentos das liminares que chegam aos poucos. Os procuradores do caso também não recorreram contra a decisão que suspendeu a audiência de Cachoeira e de outros réus na Justiça Federal em Goiás, marcadas para o final de maio passado. Eles acreditam que a medida seria inócua, caso a legalidade das escutas não fosse mantida. 

Caso o TRF1 decida anular as escutas, o Ministério Público pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para decidir a questão.

Veja: Cavendish ameaça levar outras empreiteiras à CPI

Sábado, 16 de junho de 2012
Da Veja.com

No mesmo dia em que a Delta foi punida pela CGU, empresário mandou recado a um parlamentar: a maioria das grandes empreiteiras paga propina a servidores públicos e políticos – e usa os mesmos laranjas

Fernando Cavendish, dono da Delta: o recado foi entendido
Fernando Cavendish, dono da Delta: o recado foi entendido (Eduardo Knapp/Folhapress)

Na terça-feira, a Controladoria-Geral da União (CGU) declarou inidônea a Delta Construções, a empreiteira de Fernando Cavendish que está no centro do caso Cachoeira. Dois dias depois, a CPI que investiga o escândalo negou-se a ouvir o empresário. Pareceu um tremendo contrassenso. E é. Mas tem explicação. Reportagem de VEJA desta semana revela que Cavendish tem ameaçado revelar segredos que comprometem outras empreiteiras. Leia mais

O polêmico juiz que mandou soltar Cachoeira

Sábado, 16 de junho de 2012
Do site "Brasil247"

Desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Tourinho Neto tem sido um dos poucos magistrados sensíveis às demandas do advogado Marcio Thomaz Bastos, contratado por R$ 15 milhões, no caso do bicheiro Carlos Cachoeira; conheça algumas de suas decisões

247 – Preso desde o dia 29 de fevereiro deste ano, o bicheiro Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, obteve pouquíssimas vitórias na Justiça até agora, embora tenha contratado um dos advogados mais caros do País: o criminalista Marcio Thomaz Bastos, ao custo de R$ 15 milhões. Em praticamente todas as decisões favoráveis, a assinatura nos despachos foi do desembargador Tourinho Neto. Leia a íntegra no site Brasil247

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Demóstenes impetrou mandado de segurança no STF pedindo suspensão do processo no Conselho de Ética do Senado

Quinta, 14 de junho de 20121
STF recebe pedido de suspensão de processo disciplinar contra senador

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) impetrou Mandado de Segurança (MS 31404), com pedido de liminar, no Supremo Tribunal Federal (STF), para que seja determinada à Presidência da Mesa e/ou à Presidência do Conselho de Ética, ambas do Senado Federal, a suspensão de processo disciplinar [Representação nº 01/2012] contra ele, atualmente em tramitação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar daquela Casa Legislativa, até o julgamento definitivo do mérito do MS. A defesa pretende impedir que o prazo de alegações finais termine sem que o senador garanta o direito de produzir provas técnicas contrárias a diálogos telefônicos que integram a acusação.

No Mandado de Segurança, a defesa alega que o parlamentar tem sofrido constrangimento ilegal praticado pela Presidência do Conselho de Ética e pela Presidência da Mesa do Senado Federal, ao impor ao senador “inequívoco cerceamento do direito de defesa”. Isso porque teriam sido negados os requerimentos de produção de prova técnica, com vício de fundamentação e procedimento, além da não observação dos prazos regimentais previstos no Código de Ética do Senado Federal.

Conforme a ação, o senador busca exercer amplamente seu direito de defesa e pretende demonstrar que as interceptações telefônicas produzidas a partir das Operações Vegas e Monte Carlo “são absolutamente ilícitas”. Os advogados sustentam ainda que houve usurpação de competência do STF.

Liminar

A defesa destaca a máxima urgência com que os senadores têm analisado o processo de cassação do parlamentar que deverá ser submetido à votação do Plenário do Senado. Explica que em sessão realizada no dia 12 de junho, o Plenário do Conselho de Ética, ao mesmo tempo em que determinou a abertura de prazo para apresentação de alegações finais pelo senador [3 dias úteis] – que termina nesta sexta-feira (15) – designou para a segunda-feira seguinte (18) a apresentação e votação do relatório final. Assim, a defesa pede a concessão de liminar para suspender a sessão.

Mérito

No mérito, a defesa pede que seja reconhecido o cerceamento de defesa, determinando à Presidência da Mesa e/ou à Presidência do Conselho de Ética do Senado Federal que atenda ao pedido de realização de perícia técnica, devolvendo-se o prazo de alegações finais.

Subsidiariamente, no mérito, os advogados solicitam que seja reconhecido o vício de fundamentação da decisão do Conselho que negou o requerimento apresentado pela defesa, para anulação do ato, designando-se sessão para apresentação e apreciação do requerimento e, da mesma forma, devolvendo-se o prazo de alegações finais. Ainda no mérito e subsidiariamente, pedem que seja reconhecido o vício de procedimento na votação do requerimento da defesa na sessão realizada no dia 12 de junho de 2012 – em razão da não observância do quórum exigido por lei – para que o ato seja anulado, designando-se nova sessão para apresentação e apreciação do requerimento.

A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha é a relatora do mandado de segurança.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Tribunal rejeita substituição de juiz do caso Cachoeira

Terça, 12 de junho de 2012

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

A tentativa de substituir o juiz federal Paulo Lima do processo que apura os desdobramentos da Operação Monte Carlo fracassou. Por unanimidade, os integrantes da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) rejeitaram, hoje (11), a demanda dos advogados de três réus do caso, sem analisar o mérito, porque havia uma falha técnica no pedido.

A substituição do juiz, que atua na 11ª Vara Federal em Goiás, foi requerida no final de abril pelos advogados dos réus Lenine Araújo de Souza, Rogério Diniz e Wladimir Garcez Henrique, presos desde 29 de fevereiro. A Operação Monte Carlo apurou esquemas de corrupção montados pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a partir da exploração ilegal de jogos no Centro-Oeste.

Para o relator dos recursos, desembargador Fernando Tourinho Neto, o pedido devia ser rejeitado sem uma análise mais detalhada porque os três advogados se esqueceram de anexar procurações especiais usadas para pedir a troca do juiz. Os outros dois integrantes da TRF1 concordaram com o argumento e decidiram arquivar os requerimentos .

No último dia 31 de maio, o advogado Ney Moura Teles, que representa o ex-vereador goiano Wladimir Garcez, reclamou de suposta “parcialidade” do magistrado na condução do processo."Ele já prejulgou ao decretar a prisão preventiva. Já antecipou todo o juízo condenatório. Do jeito que as coisas iam caminhando, eles já estavam previamente condenados”, disse. Teles deu a declaração logo após a suspensão de audiências dos réus, que iria ocorrer em Goiânia

O juiz Paulo Lima é responsável por dois processos que correm em Goiás como resultado da Operação Monte Carlo. Um deles reúne apenas os sete acusados que estão presos e o foragido Giovani Pereira da Silva. O outro processo apura as responsabilidades dos 73 réus que estão soltos. O juiz optou pela separação do processo para dar mais agilidade ao julgamento, mas a medida também está sendo questionada pelos advogados.

O senador Demóstenes Torres (sem partido-Goiás) e os deputados Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO), Sandes Junior (PP-GO) e Stepan Nercessian (licenciado do PPS-RJ) respondem a processo no Supremo Tribunal Federal (STF), porque têm prerrogativa de foro. Eles respondem como acusados e não como réus, porque o processo, que também teve origem na investigação da Operação Monte Carlo, está na fase de inquérito.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Justiça manda soltar Dadá, acusado de ser um dos espiões de Cachoeira

Segunda, 4 de junho de 2012
A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu hoje (4), por unanimidade, conceder habeas corpus para soltar o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá.

O militar é apontado como um dos integrantes de organização liderada pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e participaria das atividades de espionagem do grupo.

Com a decisão, Dadá poderá responder à Justiça Federal em Goiânia em liberdade, desde que compareça a todos os atos do processo e que não haja outra ordem de prisão contra si. Ele também está proibido de manter contato com outros denunciados e de viajar sem autorização judicial.

Desde a deflagração da Operação Monte Carlo, no dia 29 de fevereiro, Dadá estava detido no 6º Comando Aéreo Regional (Comar), na Base Aérea de Brasília. Ele deixou o cárcere no dia 24 de maio para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira, mas se manteve calado no interrogatório e voltou para a prisão em seguida.

Dadá foi preso com mais 34 pessoas como resultado da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que apurou esquema de corrupção e exploração de jogos ilegais no Centro-Oeste. Segundo as investigações policiais, o militar é um dos espiões do grupo chefiado por Cachoeira e teria atuado para corromper policiais e servidores em favor da organização criminosa.

Fonte: Agência Brasil — Débora Zampier

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Procurador defende legalidade das provas da Monte Carlo

Quarta, 30 de maio de 2012
ALANA RIZZO - Agência Estado
A Procuradoria Regional da República defendeu em parecer enviado nesta terça ao Tribunal Regional Federal (TRF-1) a legalidade das provas obtidas na Operação Monte Carlo. Os advogados de Carlinhos Cachoeira entraram com habeas corpus pedindo a suspensão da ação penal e a nulidade das interceptações telefônicas e de qualquer outra prova derivada dos diálogos. A defesa argumenta que a operação baseou-se em denúncia anônima e em escutas deferidas e prorrogadas acima do prazo legal. Leia a íntegra no jornal "O Estado de S. Paulo"

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O jogo é bruto

Quinta, 10 de maio de 2012 
Por Ivan de Carvalho
Como diz o apresentador de televisão Uziel Bueno no seu programa Brasil Urgente [Bahia], “o jogo é bruto”.
             
             O procurador geral da República, Roberto Gurgel, precisou afastar-se ontem da natural posição discreta que lhe cabe para defender-se de um insistente ataque de setores governistas do Congresso Nacional, liderados, no caso, pelo senador e ex-presidente Fernando Collor, que quer porque quer que Gurgel seja convocado para depor na CPI do Cachoeira. Setores governistas de fora do Congresso também participam das hostilidades.

            Collor – e alguns governistas com ele – alega que Gurgel deve explicar porque nada fez quando recebeu, ainda em 2009, os autos do inquérito sobre a Operação Vegas da Polícia Federal, que já continha elementos do envolvimento do senador Demóstenes Torres. Gurgel denunciou Demóstenes e Carlinhos Cachoeira ao STF recentemente, ao receber os autos da investigação Monte Carlo, da PF.

            O procurador geral deu uma resposta dura aos que o criticam e querem levá-lo a depor na CPI mista do Cachoeira. Segundo ele, essas críticas foram feitas por “pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do Mensalão”. Sem citar nomes, Gurgel disse ser “compreensível” que “pessoas ligadas a mensaleiros” queiram atacar o procurador geral e também atacar ministros do STF que vão julgar o processo do Mensalão “com aquela afirmação falsa de que eu estaria investigando quatro ministros do Supremo Tribunal Federal”.

            Gurgel afirmou que tais ataques seriam uma “tentativa de imobilizar o procurador-geral da República para que ele não possa atuar como se deve, seja no caso que envolve o senador Demóstenes e todos os seus desdobramentos, seja preparando-se para o julgamento do Mensalão, caso que, repito, classifiquei nas alegações finais como talvez o mais grave atentado à democracia brasileira”.

            O procurador geral acrescentou que os mentores das críticas são, “se não réus, protetores de réus”, além de pessoas que foram alvo da ação do Ministério Público e agora querem retaliar. Collor foi um alvo do MP. Questionado se haveria alguém, especificamente, por trás das críticas, Gurgel foi discreto: “São fatos notórios, que independem de prova”.

           “Agora” – afirmou também – “minha preocupação é de continuar trabalhando, continuar investigando e de continuar a levantar o véu e revelar cada vez mais fatos extremamente graves que estão submetidos também à Comissão Parlamentar, mas que parece mais preocupada com o julgamento do Mensalão”.

            Essa acusação à CPMI, de parecer mais preocupada com o julgamento do Mensalão do que com a investigação relacionada com a Operação Monte Carlo, para o que foi criada, é extremamente grave e significativa, partindo do procurador geral da República. E tal entendimento vai ao encontro de uma percepção notoriamente generalizada na mídia brasileira e no meio político, como em grande parte da sociedade. Gurgel disse ainda que se ele houvesse tomado qualquer atitude em 2009, ante a Operação Vegas, não teria existido a Operação Monte Carlo “e todos os fatos relacionados a autoridades envolvidas não teriam vindo à tona agora”.

            As declarações de ontem do procurador geral da República sem dúvida lancetaram um tumor que crescia e tentava instrumentalizá-lo nas múltiplas ações jurídicas e políticas em curso para tentar frustrar o julgamento do maior escândalo de corrupção do Brasil desde que um português da esquadra de Cabral gritou “terra à vista”.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta quinta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Denúncias de envolvimento de Agnelo com Cachoeira fazem PPS deixar governo do DF

Terça, 8 de maio de 2012
O governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz (PT), sofreu hoje (8) uma baixa na sua base aliada – formada pelo PT, PMDB, PSB, PSL e PCdoB. A Executiva Nacional do PPS decidiu, por unanimidade, deixar de integrar a base de apoio ao governo. A decisão inclui a entrega de todos os cargos ocupados pelo partido nas várias áreas do governo do DF.

A medida foi tomada pelo PPS como reação às denúncias de envolvimento de Agnelo com o empresário de jogos ilegais, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, conforme investigações da Polícia Federal.

A decisão foi definida em uma longa reunião nesta manhã, na qual estava presente o presidente nacional do PPS, o deputado federal Roberto Freire (PE). A decisão recebeu 16 votos favoráveis e nenhum contrário. Há cerca de duas semanas, o PPS distrital havia decidido manter-se na base aliada do governo do DF. Na esfera nacional, o PPS é um dos partidos que fazem oposição ao governo Dilma Rousseff (PT).

Na reunião de hoje, Freire alertou sobre a necessidade de defender o que chamou de “decência” por meio de exemplos e não só palavras. Segundo ele, as denúncias envolvendo Carlinhos Cachoeira e Agnelo se “avolumaram”, agravando a situação.

Para o presidente do PPS, manter o partido na base é assumir o que classificou de ônus desnecessário. O deputado federal Augusto Carvalho (DF) acrescentou que é necessário que a legenda reveja sua posição em todos os estados nos quais há indícios de ligações dos governadores com Cachoeira, como Goiás e Rio de Janeiro.

No começo de abril, 19 dos 24 deputados distritais do DF divulgaram um comunicado em apoio a Agnelo. Em nota oficial, os parlamentares disseram acreditar que o Distrito Federal passou por “problemas profundos” e que o governador representa uma “ruptura com esse passado”.

Fonte: Agência Brasil
Renata Giraldi, repórter

Exclusivo: Dadá e seus recados intrigantes

Terça, 8 de maio de 2012
A pedido do blog, Dadá autorizou publicação de uma breve conversa que manteve com um de seus interlocutores e, entre alguns pontos polêmicos, fez questão de manifestar revolta sobre a postura de ex-aliados: "a ingratidão alimenta a raiva", disse
Dadá:  hora da revelação?

O sargento da Aeronáutica, Idalberto Matias, o Dadá, acompanha de dentro da prisão todos os acontecimentos inerentes ao caso Cachoeira. Informa-se de tudo. Ele está preso provisoriamente por 90 dias. O prazo termina no próximo dia 29, quando Dadá deve resolver se falará ou se permanecerá calado. Tudo dependerá dos próximos capítulos. Leia mais no Blog do Sombra