Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Bomba! Bomba! Bomba!. Sarney fará delação premiada para entregar seus contemporâneas

Sexta, 10 de junho de 2016
BOMBA: Sarney acaba de fazer acordo de delação premiada e afirma que tem provas robustas e gravação de D. Pedro I falando que recebeu propina para abdicar ao trono no ano 1831. Esse é só o início da delação bombástica. O conteúdo integral não foi divulgado para a imprensa, mas há rumores que a delação também cita Tiradentes, Duque de Caxias, Rui Barbosa,  Lampião e Padre Cícero.

                      
Vazamentos dão conta que o primeiro que Sarney delatou foi Adão, que deixou Eva e foi comer a maçã, para cumprir a palavra quando recebeu a propina da serpente.

Sarney entregou o rascunho de sua delação numa velha folha de papiro, que sobrou quando se estava fazendo o rascunho da Bíblia.

A força-tarefa do MP está querendo, para aceitar a delação, que o ex-presidente relate como foram suas relações com o Pai de Jesus, com Moisés, Matusalém e seus outros contemporâneos.

Fonte: WhatsApp

terça-feira, 7 de junho de 2016

Sarney se diz revoltado com pedido de prisão contra ele. Quem mesmo está 'perplexo, indignado e revoltado'?

Terça, 7 de junho de 2016
Karine Melo – Repórter da Agência Brasil
O ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) disse hoje (7), por meio de nota, que está "perplexo, indignado e revoltado" com a informação de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, teria pedido a prisão dele ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Lava Jato: Teori Zavascki homologa delação de Sérgio Machado

Quarta, 25 de maio de 2016
Do Jornal do Brasil
Ex-presidente da Transpetro cita Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou na noite desta terça-feira (24) a delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, responsável pela queda do senador Romero Jucá do Ministério do Planejamento nesta segunda-feira (23), após divulgação de conversa na qual Jucá planeja interromper as investigações da operação Lava Jato.

A partir de agora, a delação de Machado passa a ter valor jurídico e pode provocar desdobramentos que resultem em novos inquéritos abertos pela Procuradoria-geral da República com a autorização do STF.
A delação de Machado passa a ter valor jurídico e pode provocar desdobramentos que resultem em novos inquéritos abertos pela Procuradoria-geral da República com a autorização do STF.
A delação de Machado passa a ter valor jurídico e pode provocar desdobramentos que resultem em novos inquéritos abertos pela Procuradoria-geral da República com a autorização do STF.
Na cúpula do PMDB, o receio é que se confirmem as informações que vêm circulando no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional: a de que Machado gravou José Sarney e o presidente do Senado, Renan Calheiros, em tentativas de se estancar a Lava Jato. Quem teve acesso aos áudios, gravados pelo ex-presidente da Transpetro em conversas separadas com os peemedebistas, afirma que o caso Jucá "não é nada" comparado ao que Renan e Sarney disseram.

As gravações foram feitas no âmbito da delação premiada que Sérgio Machado fechou com a Procuradoria, negociada desde março, quando a conversa com Jucá foi gravada. O acordo com a PGR foi selado na semana passada. Nas gravações, Machado compromete, ainda, os senadores Jader Barbalho e Edison Lobão.

domingo, 15 de março de 2015

Redemocratização pela metade e o inqualificável governo de Sarney foram os legados de Tancredo Neves

Domingo, 15 de março de 2015
Do Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti

"Algo deve mudar, para que tudo continue como está"
(Lampedusa)

Não, não serei eu a tecer loas à transição manipulada que deu fim à ditadura militar sem mudança real na composição do poder (só nos métodos...) e sem que deixassem o povo decidir quem ele queria colocar no lugar do último general ditador.
Nem endeusarei --jamais!-- o político conservador com carisma zero que preferiu ver os brasileiros derrotados mais uma vez, desde que isto lhe permitisse apropriar-se da faixa presidencial sem passar pelo teste das urnas

Foi de arrepiar a campanha das diretas-já, desenvolvida pela cidadania para convencer o Congresso Nacional a aprovar a emenda Dante de Oliveira, que restabelecia imediatamente as eleições diretas para presidente da República.

Houve uma série de grandes comícios nas nossas principais capitais, alguns deles reunindo até 1 milhão de brasileiros que não suportavam mais a bestialidade & boçalidade impostas pelos golpistas de 1964.
As minhas melhores lembranças são:
Nas urnas, Tancredo não daria para a saída contra Lula.
  • o mar de camisas amarelas sinalizando a volta da esperança; 
  • o incrível tour-de-force de Leonel Brizola que, em função da mesquinha disputa de espaço político no campo da esquerda, começou sob vaias seu discurso numa manifestação das diretas-já na Praça da Sé (SP) e, com sua fala empolgante, conseguiu colocar o público a seu favor, terminando sob aplausos generalizados; 
  • e a promessa do craque Sócrates num comício-monstro do Anhangabaú (SP), de que, caso fosse restituído ao povo brasileiro o direito de escolher seu presidente, ele ficaria aqui para contribuir na redemocratização, recusando a proposta astronômica da Fiorentina.
Infelizmente, o Congresso rejeitou em abril/2004 a Dante de Oliveira e a eleição acabou sendo, mais uma vez, indireta. 

Aí, parte dos parlamentares que haviam frustrado a vontade popular abandonou o partido da ditadura (PDS) e formou uma nova agremiação (o PFL, depois DEM) que, unida ao PMDB, assegurou a vitória do peemedebista Tancredo Neves no colégio eleitoral.
Nas urnas, o carismático teria atropelado o apático.

Os vira-casacas de última hora receberam as recompensas de sempre.
Um dos piores deles era José Sarney,  que presidia o PDS e estimulou a dissidência que viraria PFL... mas ele próprio se filiou ao PMDB, provavelmente para tornar mais digerível sua indicação para vice na chapa de Tancredo, que, evidentemente, já teria sido articulada nos bastidores.

A Presidência acabou lhe caindo no colo: como Tancredo, vitimado por uma infecção generalizada, nem sequer pôde assumir (Deus castiga!), o primeiro presidente pós-ditadura acabou sendo alguém que, meses antes, era um dos mais servis porta-falácias e lambe-coturnos dos militares.

E as perguntas que não querem calar:
  1. quando, exatamente, esses congressistas de origem  arenosa  decidiram desembarcar da canoa furada da ditadura?
  2. foi só depois de eles terem assegurado, com seus votos, a rejeição da emenda Dante de Oliveira?
  3. ou já tinham esse projeto em mente, tendo voltado as costas ao povo para depois obterem bom preço nas barganhas com o PMDB?
Sua herança foi maldita
Nunca tive a menor dúvida de que o jogo foi de cartas marcadas e terminou como o carteador queria.
O certo é que, pelo voto popular, daria Brizola ou Lula; pela via indireta, no infame tapetão, deu Tancredo.

A grande imprensa, sob a batuta da Rede Globo, tudo fez para vender o conceito de que tal saída da ditadura pela porta dos fundos era o coroamento das diretas-já. Fomos poucos os que percebemos o embuste e, em meio à euforia orquestrada, denunciamos que tinha sido, isto sim, o resultado da traição às diretas-já.

O auê saudando a Nova República foi poeira colorida atirada nos olhos dos brasileiros, que acabaram engolindo gato por lebre: uma redemocratização pela metade, com expressiva participação de cúmplices da ditadura, ao invés da verdadeira ruptura com o totalitarismo que a aprovação da emenda Dante de Oliveira teria propiciado.
Vai daí que não se investigaram as atrocidades cometidas pelo regime militar, nem se julgaram os criminosos (que haviam anistiado preventivamente a si próprios).

E, por se ter deixado passar o momento ideal para a apuração e punição dos responsáveis por tais episódios infames, hoje salta aos olhos que isto jamais virá a ocorrer.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Inquérito em que Sarney é acusado de crime financeiro chega ao STF

Sexta, 23 de maio de 2014
Senador teria recebido informação privilegiada do Banco Santos 
Luiz Orlando Carneiro
A Justiça Federal de São Paulo enviou ao Supremo Tribunal Federal os quatro volumes e 72 apensos, no total de 841 folhas do inquérito - autuado no tribunal na última segunda feira (Inq 3.858) - em que há suspeitas de que o senador José Sarney (PMDB-AP) teria recebido informação privilegiada ao resgatar mais de R$ 2 milhões aplicados em fundos do Banco Santos, um dia antes de o Banco Central decretar intervenção na instituição financeira, em novembro de 2004.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Sarney, não

Sexta, 19 de abril de 2013
Prédio do TRT no Maranhão não pode se chamar “José Sarney”, decide TRF1

Do MPF
Em parecer, procurador destacou ser ilegal nomear prédios públicos com nome de pessoas vivas

O Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), em julgamento na última quarta-feira, 17 de abril, acatou parecer do Ministério Público Federal ao decidir que nome do senador José Sarney (PMDB-AP) não pode ocupar a fachada do edifício sede do Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão (TRT-16). A 5ª Turma do TRF1 negou recurso de apelação da União e confirmou a decisão de primeira instância que, em agosto de 2006, determinou a retirada do nome de Sarney. Atualmente, o letreiro não está no prédio.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ministério Público Federal move ação de improbidade contra Sarney e também contra a Fundação José Sarney e dirigentes

Quarta, 3 de abril de 2013
Fonte: ANPR
O ex-presidente e o diretor executivo da fundação aplicaram indevidamente recursos repassados pela Petrobrás para financiar projeto de incentivo à cultura
O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação de improbidade administrativa contra a Fundação José Sarney (FJS), José Carlos Sousa Silva e Fernando Nelmasio Silva Belfort, respectivamente ex-presidente e diretor executivo da fundação, por irregularidades na aplicação de recursos captados por meio do Programa Nacional de Cultura (Pronac) do Ministério da Cultura. A aplicação indevida ocasionou prejuízo de R$ 298 mil aos cofres públicos.
 
Os recursos foram repassados pela Petrobrás S/A para a Fundação José Sarney, em troca da dedução no imposto de renda da estatal, com a finalidade de desenvolver a documentação museológica e bibliográfica da fundação e montar a exposição permanente dos acervos documentais referentes ao período no qual o senador José Sarney foi presidente da República.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Estadão: Apadrinhado por Sarney, ex-chefe de agência ajudou grupo ligado a senador

Sábado, 5 de janeiro de 2013 
Fernando Fialho favoreceu negócios de empresário no Porto de Santos quando comandava a Antaq, órgão regulador dos transportes aquaviários do País que agora está na berlinda por causa da Operação Porto Seguro da Polícia Federal


Fábio Fabrini e Fausto Macedo - O Estado de S. Paulo
Apadrinhado político do presidente do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), e atual secretário do governo Roseana Sarney (PMDB) no Maranhão, o ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) Fernando Fialho favoreceu um empresário ligado ao senador com a extensão, por um ano e meio, de um contrato de exploração do Porto de Santos.

Resolução assinada por ele evitou que o Grupo Rodrimar disputasse licitação para se manter em área do terminal, cujo arrendamento venceria em 2011. O contrato prestes a caducar foi unificado a outro, com vencimento previsto para 2013, sem que nova concorrência fosse feita. Além disso, a área usada pela empresa para movimentação de cargas cresceu.

As investigações da Polícia Federal na Operação Porto Seguro desmantelaram um esquema que atuava em favor de empresários com interesses, entre outros, no Porto de Santos. Diretores de agências reguladoras, como Paulo Vieira (ex-Agência Nacional de Águas), foram denunciados. Fialho não está na lista.

O dono da Rodrimar é Antônio Celso Grecco, que tem ligações com o clã Sarney e é amigo pessoal de Fialho, que conheceu no mercado portuário. O grupo costuma se encontrar nos gabinetes de órgãos públicos e em festas em Brasília e no Maranhão.

Leia a íntegra

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Em grampo, Sarney tenta promover aliado de Cachoeira

Segunda, 21 de maio de 2012
Do Congresso em Foco
  Ex-porteiro da Presidência pedia, segundo a PF, interferência de Sarney para se tornar superintentende da Infraero
“O cara tá avisado, já”, responde o presidente do Senado a um ex-servidor do Palácio que tentava promoção na Infraero, de acordo com grampo da PF. O problema é que esse ex-servidor é acusado de facilitar a entrada de mercadorias contrabandeadas para a quadrilha do bicheiro

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), aparece em diálogos captados pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Em um deles, é ele mesmo quem fala. Em outros, ele é mencionado pelos interlocutores. No grampo em que aparece a voz de Sarney, ele atua em favor da promoção de um servidor da Empresa de Infra-Estrutura Aeoroportuária (Infraero), que estava cedido à Presidência da República quando o presidente era Sarney, para trabalhar na portaria. Ocorre que o servidor, Raimundo Costa Ferreira Neto, conhecido como Ferreirinha, segundo a investigação da Polícia Federal, facilitaria a entrada de produtos contrabandeados nos aeroportos para a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira. ...

Nas demais conversas em que Sarney é mencionado, outros membros da quadrilha de Cachoeira conversam sobre um método de incineração de lixo de tecnologia da Alemanha. E dizem que “o pessoal do Sarney” teria interesse em comprar a parte deles no negócio.


Em nota ao Congresso em Foco, o presidente do Senado disse que o pedido de promoção de Ferreirinha “não foi atendido” pela Infraero. Mesmo questionado especificamente sobre isso, a assessoria de Sarney não responde na nota se ele sabia das ligações de Ferreirinha com o grupo de Cachoeira, embora, em conversas com a reportagem, seus assessores neguem essa possibilidade. Além do próprio Sarney, são citados nos grampos o deputado federal Sarney Filho (PV-MA) e Adriano Sarney, neto do presidente do Senado. Eles aparecem nos grampos sobre sobre lixo. Sarney nega que sua família tenha negócios no setor de resíduos sólidos. Também negam qualquer envolvimento com as pessoas do grupo de Cachoeira que são flagradas nas conversas.

Leia a íntegra no Congresso em Foco ou no Blog do Sombra

segunda-feira, 12 de março de 2012

Deputados contratam firma ligada a neto de José Sarney

Segunda, 12 de março de 2012
Sócio diz que Gabriel Sarney cuida da 'inteligência política' da empresa
Jovem e seu pai, o deputado Sarney Filho, negam que tenha ocorrido qualquer influência política 

Leandro Colon
Uma empresa ligada a um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebeu verbas da Câmara dos Deputados nos últimos meses, driblando normas criadas para evitar que parentes de congressistas sejam beneficiados dessa maneira.

Gabriel Cordeiro Sarney, 24, é filho do deputado Sarney Filho (PV-MA) e é um dos três sócios da Ideaspread Participações, criada em agosto do ano passado.

A Metagov Comunicação, empresa controlada pelos dois sócios de Gabriel na Ideaspread, foi contratada por gabinetes de vários deputados, entre eles Sarney Filho, para dar consultoria política e criar sites e aplicativos.

Gabriel e Sarney Filho negaram que a contratação da Metagov tenha ocorrido por influência política.


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sarney ganha concurso "Algemas de Ouro". Zé Dirceu ficou com "Algemas de Prata" e Jaqueline Roriz com "Algemas de Bronze"


Sexta, 20 de janeiro de 2012
Do site Contas Abertas
Sarney ganha com folga concurso "Algemas de Ouro"
Deylle Menezes, do Contas Abertas

No final do ano passado, para lidar de maneira divertida com a impunidade no cenário político brasileiro, o Movimento 31 de Julho, que já levou milhares de cariocas às ruas em protestos contra a corrupção, lançou o concurso “Algemas de Ouro 2011”. A apuração dos votos foi feita a partir da meia noite de ontem (16). O primeiro lugar ficou com o presidente do Senado Federal e ex-presidente da República, José Sarney, que recebeu 59,5% dos votos, dos quase sete mil votos computados.

O “prêmio” será entregue na próxima quinta-feira (19), em meio ao baile de carnaval com o sugestivo nome de Pega Ladrão. A trilha sonora foi escolhida a dedo: marchinhas e sambas inspirados na corrupção e na impunidade da política brasileira, como “Se gritar pega ladrão!”, de Bezerra da Silva; ‘Lama’, de Mauro Duarte; ‘Homenagem ao malandro’, de Chico Buarque; e ‘Onde está a honestidade?’, de Noel Rosa, entre outras.
 












Na oportunidade também serão premiados o segundo e terceiro colocados no concurso. Os prêmios Algemas de Prata e de Bronze ficaram com José Dirceu, ex-ministro e réu no processo do mensalão, e Jaqueline Roriz, absolvida pela Câmara depois de flagrada em vídeo recebendo dinheiro, respectivamente.


Ao todo nove candidatos participaram da “eleição”, entre eles seis ministros que deixaram o governo da presidente Dilma Rousseff sob suspeitas de irregularidades. Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Orlando Silva e Carlos Lupi completaram a lista.


Segundo a organização, “como os malfeitos do poder continuam acontecendo e os corruptos não são presos nem devolvem o dinheiro acumulado com fraudes, desvios e consultorias heterodoxas, este prêmio é mais uma homenagem aos campeões da impunidade no Brasil”.


A integrante do Movimento, Ana Luiza Archer, afirma que a ideia surgiu por causa do frisson que se instala no final do ano e que deixa questões importantes esquecidas. “O concurso lembra os fatos políticos que mais marcaram o ano passado. Na base do deboche e com o espírito de brincadeira, nós não queremos deixar passar nenhum ato da política de 2011”, afirma.


Para Ana Luiza, além de deixar o assunto em evidência, o concurso tem intuito de gerar reflexão e consciência sobre o tema na população. “Nós sabemos que corrupção não é uma característica só do cenário brasileiro, mas a impunidade, infelizmente, é marca registrada do nosso País”.

Confira aqui mais detalhes sobre o Baile Pega Ladrão e conheça o blog do movimento no endereço: http://movimento31dejulho.blogspot.com/

terça-feira, 27 de setembro de 2011

MP avalia recurso contra anulação da Boi Barrica

Terça, 27 de setembro de 2011
Deu em "O Estado de S. Paulo"
Promotores estudam como recorrer contra decisão do STJ de anular todas as provas obtidas contra o empresário Fernando Sarney

Felipe Recondo - O Estado de S.Paulo

Um atropelo no regimento interno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no julgamento da operação Boi Barrica mobiliza setores do Ministério Público Federal a recorrer da decisão de anular todas as provas obtidas contra o empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP).

A escolha do ministro Marco Aurélio Bellizze para participar extraordinariamente do julgamento da 6ªTurma do STJ provocou estranhamento de alguns ministros. Eles argumentam que o regimento é expresso ao determinar a ordem de convocação dos ministros de uma turma para participar do julgamento em outra.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O jumento de Sarney


Quarta, 24 de agosto de 2011
Queria que o presidente fosse andar em jumento? (Magno Bacelar, deputado estadual do PV-MA, sobre o uso de helicóptero do governo do Maranhão pelo presidente do Senado, Sarney, em viagens de descanso. O aparelho é para uso exclusivo de atendimento a doentes)

Taí, o verde maranhense deu uma boa idéia. Jumentos não faltariam para servir a Sarney, inclusive para dar o lombo à chicotada no lugar do presidente do Senado. 
                                        Google Imagens
Só para refrescar a memória: "O Sarney tem história suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum", disse Lula em 2009.

Bem que Sarney poderia curtir sua ilha particular sem precisar usar indevidamente helicóptero do Estado, mas viajando nos "Maribondos de Fogo".

terça-feira, 26 de julho de 2011

A liberdade sacrificada


Terça, 26 de julho de 2011 
Por Ivan de Carvalho

Para quebrar a monotonia das denúncias e escândalos que vêm explodindo no Executivo nas últimas semanas, com tanta ou maior freqüência que os bueiros da Light no Rio de Janeiro, desta vez a coisa feita desloca-se para o Senador Federal.

            Ali, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal representou junto ao presidente do Senado, José Sarney, contra o senador Roberto Requião, do PMDB, também do PMDB, devido ao seu comportamento em relação ao jornalista Victor Boyadjian, da Rádio Bandeirantes.

O sindicato pediu que o Senado aplicasse, por falta de decoro parlamentar, advertência e censura pública ao ex-governador do Paraná, deixando de pedir, porém, a pena mais grave pela falta de decoro, que é a cassação do mandato.

A decisão de Sarney, baseada em parecer da Advocacia do Senado e sem levar o caso ao Conselho de Ética, foi tomada em 18 de maio, com o arquivamento e conseqüente extinção do processo, mas o Senado não divulgou oficialmente sua decisão nem a comunicou ao sindicato nem ao jornalista Victor Boyadjian. Os três advogados que assinam o parecer dizem que a representação não atende aos requisitos previstos para a punição do senador.

Um desses requisitos seria o de que a representação foi feita ao presidente da Casa e Sarney, que não tem poderes para aplicar as punições, “antes do devido processo legal”. De fato, não tem. Mas tem para encaminhar a representação ao corregedor ou ao Conselho de Ética. E não fez isto, preferiu acabar tudo com sua decisão monocrática, exclusiva. O sindicato afirma que poderá recorrer, mas antecipa sua descrença, considerando que a decisão de Sarney foi apenas política.

Mas não foi apenas política. Foi também perigosa, ato anti-democrático a sujar, lambuzar a biografia de quem cultiva uma imagem aparente e geralmente aceita de democrata convicto. Mas sobretudo ato a ameaçar o exercício do jornalismo e, portanto, da liberdade de imprensa e de expressão. Uma auto-punição infernal para quem, como presidente da República, tão bem se comportou na chamada “transição democrática” de um país que acabara de sair da ditadura. Agora, depois de velho...

Bem, para lembrar. O repórter perguntou ao senador Requião sobre a sua aposentadoria de R$ 24 mil de ex-governador do Paraná, revogada pelo governador Beto Richa e que não foi suspensa porque Requião recorreu. Requião mesmo contou parte de sua reação no Twitter: “Acabei de ficar com o gravador de um provocador (?!) engraçadinho. Numa boa, vou deletá-lo”. Embora a Advocacia do Senado, em seu parecer, afirme que a representação do sindicato não apresenta provas, elas estão no twitter do senador Requião. Áudio divulgado no site de Requião permite ouvir sua voz, no final da gravação, perguntando (ameaçando) ao repórter: “Você quer apanhar, rapaz?”.

Ora, no Conselho de Ética, onde Sarney deveria ter feito chegar a representação, as provas da acusação ficariam, curiosamente, a cargo do acusado. O que ele escreveu, agressivamente (engraçadinho) em seu twitter e o gravador e gravação roubados (roubo: apropriar-se de coisa alheia mediante uso de violência, já que o repórter não lhe iria entregar espontaneamente o gravador).

Mas nada disso, sustenta a Advocacia do Senado, quebra o decoro parlamentar. O caso foi tão grave que dispensaria qualquer representação externa – do sindicato, do jornalista. O próprio Senado, em defesa de seu bom nome, se o tem, deveria ter tomado a iniciativa sem vacilar. Daí a futilidade de alguns argumentos formalistas constantes do parecer da Advocacia do Senado, cabíveis em outras circunstâncias, mas não numa questão em que a punição leve (advertência e censura pública) ao senador eram o menos importante e a liberdade de informação e de expressão – além do direito de propriedade – eram os direitos e garantias maiores a serem preservados.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta terça.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Justiça penhora terreno que governo Roseana comprou por R$ 3 milhões

Segunda, 11 de julho de 2011
Deu no Jornal Pequeno

Por Jotônio Viana
No ano de 2009, o governo Roseana Sarney comprou, por R$ 3 milhões, da Sociedade Educacional Caxiense (Soeduca), um terreno de 5 hectares (50 mil metros quadrados), às margens da BR-316. A compra do imóvel foi justificada na época como necessária para que se construísse no local um hospital estadual de referência no município de Caxias.

Na época, ao se tornar pública a transação comercial entre o Governo do Estado e a Soeduca, o caso virou escândalo porque o imóvel havia sido adquirido, no ano de 2005, pelo casal de ex-prefeitos Paulo/Márcia Marinho (proprietários da Soeduca), por R$ 32 mil.

Leia mais no site do "Jornal Pequeno".

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Do sigilo eterno

Segunda, 27 de junho de 2011  
Por Ivan de Carvalho
Os ex-presidentes da República Fernando Collor e José Sarney, este atualmente presidente do Senado, se opõem à proposta de acabar com a possibilidade de sigilo eterno dos documentos oficiais no país. E expuseram seus argumentos – que não foram revelados ao público, pois talvez sejam também secretos – à presidente Dilma Rousseff. Mas soube-se, pelo menos, que eles disseram estar preocupados com documentos relacionados com as relações exteriores, incluindo fronteiras e guerras das quais o Brasil participara.

            A presidente, segundo o noticiário, por isto teria mudado de posição, ela que era a favor do fim do sigilo para os documentos classificados como ultra-secretos. Pretendia que tais documentos ficassem sob sigilo durante 25 anos, prorrogáveis por mais 25 e fim. Nenhum sigilo além desse período.

            Ontem, a Folha de S. Paulo, na coluna Painel, conta uma história diferente ou, pelo menos, colateral. Dilma teria mudado de opinião e aceito a tese da possibilidade de prorrogações do sigilo por vezes ilimitadas (o sigilo eterno) por influência do ministro das Relações Exteriores, o diplomata Antônio Patriota.

            Então a mudança de posição da presidente sobre o assunto foi tornada pública, mas ela instruiu o ministro a determinar uma verificação nos documentos do Itamaraty. Baseado nessa pesquisa, o ministro disse à presidente que nada havia que exigisse sigilo eterno. Ora, se não estão nas relações exteriores, fronteiras e guerras os problemas, talvez estejam nas biografias dos dois ex-presidentes, embora isto haja sido o que eles haviam se apressado a negar em primeiro lugar.

            Agora, diante da conclusão da pesquisa nos alfarrábios do Itamaraty, a presidente voltou a defender o fim do sigilo eterno e o prazo máximo de 50 anos de segredo – 25 anos, prorrogáveis por mais 25. Para delícia ou vergonha dos brasileiros, coisas comparáveis à mensagem do Barão do Rio Branco em que pedia ao governo moças e cavalos para ajudar a resolver a questão do Acre poderão ser conhecidas.

Talvez este haja sido o mais importante caso de suborno da história brasileira. Aliado a uma das maiores mentiras, inaugurando a nossa tradição de grandes promessas não cumpridas. É que prometemos à Bolívia, como uma compensação pela perda territorial que o país vizinho ia sofrer, a construção de uma ferrovia que ligaria o atlântico ao pacífico, passando pela Bolívia, um país que não tem saída para o mar. Para mar nenhum. Ganha a eleição, perdão, ganho o Acre, esquecemos solenemente a ferrovia.

Eu mesmo não entendo como é que o companheiro Evo Morales não chamou Lula, ou agora, Dilma, para dizer que mais vale esquecer essa história de trem bala (que era só entre Rio e São Paulo e ameaça, pelo menos nos planos, tornar-se uma epidemia) e cumprir a secular promessa da ferrovia prometida.

Mas, deixando o Acre, onde o barão alegou a posse como base do nosso direito (afinal, estava deserto de bolivianos e os brasileiros ocupavam o território), os documentos realmente secretos, aqueles que o governo não aceite mesmo divulgar, não serão atingidos pela legislação em elaboração. É que destes documentos o governo nunca reconhecerá a existência. E não se pode dar acesso ao que não existe.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta segunda.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano. 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sarney, o acidente na história do Brasil

Terça, 31 de maio de 2011
Sarney disse que o impeachment de Collor foi um acidente. Não seria Sarney um grande acidente? Acidente que não deveria ter ocorrido.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Desavergonhou de vez

Segunda, 30 de maio de 2011
De repente, mais do que de repente, como uma mágica que tão bem os senadores sabem fazer, o Senado apagou da história do país os lamentáveis acontecimentos que resultaram no impeachment de Fernando Collor de Mello. Ao ser reinaugurada hoje (30/5) a galeria do chamado “túnel do tempo” não é que foi jogado para debaixo do tapete o processo de impedimento de Collor? Sumiu! Ninguém viu! Escafedeu-se, como diria Luiz Gonzaga.

Para suas Excelências, aquelas fotos de passeatas, protestos e caras pintadas na rua e em cima da cúpula do Senado, não existiram. Se existiram, não deveriam ser mostradas. Se mostradas teriam que desaparecer. Desapareceram.

Desse jeito, talvez heróis como Tiradentes gostariam que lhe poupassem de tamanha vergonha.

E o presidente da Casa, senador José Sarney, ainda justifica a “borrachada” na história. Tinha que ser ele. Ou alguém igual a ele.

É o que faz essa lambança que é a política no Brasil. Onde inimigos ideológicos e éticos de ontem trocam hoje beijos, abraços, juras de amor, fidelidade, favores...e governam juntos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Duas declarações


Sexta, 6 de abril de 2011
Por Ivan de Carvalho
1. O Dalai Lama, líder espiritual e político do Tibet no exílio (em março, ele anunciou sua intenção de ceder sua liderança política a um líder “livremente eleito”, o que ainda não aconteceu), entrou ontem de corpo e alma no debate sobre a morte do terrorista Osama bin Laden.

            O Dalai Lama é o chefe espiritual do budismo tibetano e também governava o Tibet até que, forçado pela invasão e ocupação de seu país pela China comunista, que colocou sua vida perigosamente em risco, deixou o país clandestinamente em 1959, à frente de uma grande caravana de tibetanos, asilando-se na Índia. Mas viaja pelo mundo, já veio ao Brasil e ontem estava na Califórnia, Estados Unidos. Tenzin Gyatso, atualmente com 75 anos, é a 14ª encarnação do bodhysatva da Compaixão. Deu uma declaração que a muitos – inclusive a mim – terá parecido inesperada.


            Eis a declaração, respondendo a uma pergunta sobre a morte do líder da organização terrorista Al-Qaeda: “Como ser humano, Bin Laden pode ter merecido compaixão e inclusive o perdão por seus atos. Perdoar não significa esquecer o que aconteceu. Caso se trate de algo sério e for necessário tomar medidas, deve-se então tomar estas medidas”, disse.


            Não tenho a presunção de analisar nem avaliar as palavras do Dalai Lama. Se o leitor quiser arriscar, que o faça.


            2. Mas ontem foi um dia de declarações inesperadas. Se é difícil, ou pelo menos a mim parece, alcançar a profundidade do que disse o Dalai Lama, levando em conta sua responsabilidade e seu estágio de evolução espiritual, não é tão complicado entender o espantoso trançado declaratório do presidente do Senado e do Congresso Nacional o senador José Sarney, ex-presidente da República.


            Observe o leitor com atenção o que ele disse ontem, em seminário do PMDB realizado para discutir estratégias de comunicação política. Ele ensinou que a mídia enfraquece os poderes dos partidos políticos no Brasil (foi isso mesmo, pode acreditar, os repórteres registraram com clareza e exatidão). Por causa dessa maldade da mídia, os partidos, segundo Sarney, precisam criar mecanismos para que não percam sua “legitimidade” diante da atuação da imprensa.


            Houvesse ele dito somente o que se acaba de relatar, até que se poderia, pedindo emprestada um pouco da compaixão do Dalai Lama, atribuir tudo a problemas de sua avançada idade e dar o caso por encerrado, sem maiores considerações. Mas não. O presidente do Senado resolveu falar mais coisas. E que coisas. Leiam, é textual:


            “O Congresso depois de um mês, dois, três, começa a ser contestado. Os deputados não sabem porque foram eleitos e o eleitor não sabe mais que elegeu o deputado. A partir daí, a mídia e seus instrumentos entram e dizem: não, nós passamos a representar o povo. Esse é o grande desafio do mundo atual, da classe política”.


            Ora, o presidente do Congresso diz que com três meses de mandato os deputados esquecem as razões pelas quais foram eleitos e assim, claro, embora implícito, os compromissos que assumiram e que levaram os eleitores a votarem neles. E o eleitor, que já anda muito aborrecido e enjoado com a política e os políticos, já “não sabe mais que elegeu o deputado”, até porque o deputado o esquece ou abandona. Muitos esquecem realmente em quem votaram para deputado, às vezes até mesmo para senador, este é um fenômeno comum. Outros são atingidos por uma espécie de amnésia que elimina o fato de que foram eles que elegeram os deputados e senadores, razão porque passam a “não estar nem aí” para eles.


            A natureza detesta o vazio. E é aí nesse vazio, senador, que a mídia entra. Ao invés de “criar estratégias”, como quer Sarney, os congressistas melhor farão se cumprirem seus deveres e compromissos com o povo, representando-o e defendendo-lhes os interesses, não outros interesses.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia desta sexta.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.