Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Brasil desmatou uma Fernando de Noronha por dia para expansão do agro em 2025, apesar de redução de 20% na destruição de florestas

Quinta, 28 de maio de 2026

DESERTOS VERDES
Brasil desmatou uma Fernando de Noronha por dia para expansão do agro em 2025, apesar de redução de 20% na destruição de florestas

País registrou queda pelo segundo ano seguido, mas ainda perdeu quase 985 mil hectares de vegetação nativa

Brasil de Fato — São Paulo (SP)
Rodrigo Chagas

Expansão agropecuária responde por quase a totalidade da área desmatada no Brasil

O agronegócio derrubou, em média, uma área equivalente ao arquipélago de Fernando de Noronha por dia em 2025. Embora o país tenha registrado redução de 20,6% no desmatamento em relação ao ano anterior, a perda de vegetação nativa seguiu em escala expressiva: foram 984.794 hectares devastados ao longo do ano, o equivalente a cerca de 2.698 hectares por dia, o equivalente a quase 27 km². Noronha tem 26 km².

Do total de vegetação nativa destruída, 99% se deu por conta da expansão agropecuária.

Os dados fazem parte do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2025), da rede MapBiomas, divulgado nesta quarta-feira (27). Pela primeira vez desde o início da série histórica do levantamento, em 2019, a área total desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares em um único ano.

domingo, 30 de janeiro de 2022

RETROCESSO —Agronegócio quer derrubar proibição do paraquate, agrotóxico que pode causar Parkinson e câncer

Domingo, 30 de janeiro de 2022

Lançado em 1962, o paraquate foi proibido em 2007 na União Europeia e começou a ser reavaliado no Brasil em 2008 - Foto: Bruno Kelly/Greenpeace

Entidades de combate ao uso de venenos agrícolas e defesa da saúde apontam riscos no lobby de produtores de soja

Nara Lacerda
Brasil de Fato | São Paulo (SP) | 30 de Janeiro de 2022

Pouco mais de um ano após o início da proibição da venda do agrotóxico paraquate no Brasil, produtores de soja buscam artifícios para reverter a decisão. O movimento é visto com preocupação por entidades que atuam na defesa da saúde e no combate aos venenos agrícolas.

O veto à presença do produto foi definido em 2017 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), quase dez anos depois do início das discussões sobre o tema. Na ocasião, a Anvisa deu prazo até 2020 para adequação do setor. Posteriormente, ainda concedeu mais uma ano para que produtores pudessem usar estoques já adquiridos.

Agora, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) pede ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento "liberação emergencial" do produto "seguida de revisão da decisão da Anvisa."