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(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Stiglitz: “Custa mais a Portugal ficar do que sair do euro”

Segunda, 5 de setembro de 2016
Do Esquerda.Net
Em entrevista à Antena 1, o Nobel da Economia defende um “divórcio amigável” por parte de alguns países do euro, entre os quais Portugal. Se continuar na moeda única, o nosso país “está condenado”, prevê o economista.
5 de Setembro, 2016
Joseph Stiglitz. Foto Unido/Flickr
 
“Acho que a Europa, como um todo, devia começar a pensar num divórcio amigável com alguns países, para estes pensarem em formas para lidar com a saída. Não será um processo imune a dificuldades (…). Custa mais a Portugal ficar do que sair do euro”, afirmou Joseph Stiglitz à Antena 1, numa entrevista em que faz um balanço negativo da resposta europeia à crise: “Os benefícios da Alemanha têm sido em parte a custo dos países do Sul europeu”, defende.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Alemanha novamente no labirinto da espionagem

Quinta, 12 de novembro de 2015
Os serviços secretos da Alemanha (BND) espiaram, entre outros, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o FBI e também o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, revelaram diversos órgãos de informação daquele país.
Foto de Moritz Hager/ Flickr

Estas informações, deverão acentuar a polêmica na Alemanha sobre a vigilância de cidadãos e instituições feita pelos serviços secretos e que foram desencadeadas pelas revelações do analista informático norte-americano Edward Snowden, atualmente a residir em local secreto na Rússia.

As alegações são particularmente embaraçosas para a chanceler alemã, Angela Merkel, cujo gabinete supervisiona a ação dos serviços secretos, depois de, em 2013, ter vindo a público que a Agência Nacional de Segurança norte-amerciana (NSA) teve o seu telemóvel sob escuta. Na altura, Merkel  afirmou que "a espionagem entre amigos não é aceitável".

domingo, 8 de novembro de 2015

Alemanha espiou ONG's e países aliados


Domingo, 8 de novembro de 2015
Serviços secretos alemães “espiaram sistematicamente” países aliados, incluindo Portugal, e várias organizações não governamentais (ONG's) em todo o mundo. A notícia é da Der Spiegel.
8 de Novembro, 2015
A revista alemã noticiou neste sábado que a Alemanha espiou em todo o mundo países aliados, incluindo Portugal, organizações não-governamentais e até o Vaticano.


"O BND (Bundesnachrichtendienst) [serviços secretos alemães] espiou sistematicamente 'amigos' em todo o mundo, incluindo os Ministérios do Interior dos Estados Unidos, Polónia, Áustria, Dinamarca e Croácia", refere a revista sem apresentar fontes, segundo destaca a Lusa.
Segundo a revista alemã, o BND espiou a delegação norte-americana na União Europeia em Bruxelas e na ONU em Nova Iorque, o ministério das Finanças dos Estados Unidos e várias embaixadas na Alemanha.
A embaixada de Portugal na Alemanha foi uma das espiadas, tal como as dos EUA, França, Reino Unido, Suécia, Grécia, Espanha, Itália, Áustria, Suíça e Vaticano.
Os serviços secretos alemães espiaram também ONG's em todo o mundo, nomeadamente a Oxfam e o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Genebra.
Nos últimos meses já tinha sido denunciado, pelos media alemães, que o BND espiou países aliados por iniciativa própria e a pedido da agência de segurança dos EUA (NSA). O BND tinha sido acusado de ter colocado sob escuta telefónica responsáveis da Comissão Europeia e do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Presidência da França, a pedido da NSA.
Em 2013, foi conhecido que o telemóvel de Angela Merkel foi espiado pela NSA. A chanceler alemã afirmou então: "Espiar amigos não é correto".
Na Alemanha, é a chancelaria que controla as atividades dos serviços secretos.
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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Alemanha lucrou mais de 100 mil milhões de euros com crise grega

Terça, 11 de agosto de 2015
Do site esquerda.net
Segundo o Instituto de Investigação Económica Halle, "mesmo que a Grécia não devolva nem um cêntimo” do dinheiro investido pela Alemanha nos planos de assistência financeira, “a bolsa pública alemã beneficiou financeiramente da crise".

Foto PPE/Flickr
A Alemanha "beneficiou claramente com a crise grega", em mais de 100 mil milhões de euros, refere o Instituto de Investigação Econômica Halle, membro da Associação Leibniz em comunicado.


“O orçamento equilibrado na Alemanha resulta em grande parte do pagamento de juros mais baixos devido à crise da dívida europeia”, lê-se no documento, no qual é sublinhado que a redução das taxas de ‘bund’ de cerca de 300 pontos base traduziu-se numa poupança de “mais de mil milhões de euros mais 100 (ou de 3% do produto interno bruto, PIB) durante o período de 2010 a 2015”.
“Uma parte significativa desta redução é diretamente imputável à crise grega”, esclarece o Instituto.
“Quando confrontados com uma crise, os investidores procuram investimentos seguros. Durante a crise da dívida na zona euro, a Alemanha beneficiou desproporcionalmente deste efeito: sempre que surgiam notícias más sobre a Grécia, as taxas de juro sobre as obrigações do governo alemão caíram, e cada vez que as notícias foram boas, estas subiram", explicam os investigadores.
“Ao discutir os custos para o contribuinte alemão de salvar a Grécia, estes benefícios não devem ser negligenciados, já que tendem a ser maiores do que as despesas, mesmo num cenário em que a Grécia não pague qualquer uma das suas dívidas”, destacam, lembrando que a Alemanha investiu cerca de 90 mil milhões de euros nos planos de assistência financeira, incluindo o que está agora a ser negociado.
“Mesmo que a Grécia não devolva nem um cêntimo, a bolsa pública alemã beneficiou financeiramente da crise", reforçam.

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segunda-feira, 2 de março de 2015

O problema da Europa é a Alemanha de Merkel

Segunda, 2 de março de 2015
Do ESQUERDA.NET
Tsipras tem portanto quatro meses para fazer crescer a capacidade do povo grego para aguentar o choque e para encontrar aliados, inclusive fora da União Europeia. Da nossa parte, temos quatro meses para fazer crescer a solidariedade com o povo e o governo da Grécia.
"Proclamar o governo alemão como responsável pelo estrangulamento da Grécia é não apenas coerente com a realidade", afirma Jean-Luc Mélenchon.

Começa agora a batalha de propaganda contra a Grécia de Tsipras. Uma trupe composta por direitistas espumando de raiva, esquerdistas sempre prontos a excomungar quem não se curva perante os seus mantras abstratos, e antigos esquerdistas para quem o fracasso dos outros serve de justificação para a sua própria mutação liberal-libertária, coligam-se para bater insistentemente na tecla da «capitulação de Tsipras». Que digo eu: «a primeira capitulação» como no título escolhido pela «Médiapart». Porque, é claro, haverá mais! É um dado adquirido! É tempo de desmoralizar completamente! Ele acabou de entrar em casa, de preparar as bandeiras para fazer de lenços, de apagar as luzes e cobrir a cabeça com cinza fria.

Jean Michel Aphatie [1] ditou de imediato o diagnóstico: Tsipras prometeu tudo e mais alguma coisa, e agora, como todos os outros, tem de «se inclinar perante a realidade». Esta realidade é a política dos interesses alemães com os quais somos chamados a colaborar no nosso próprio interesse! Esta visão da realidade não é factual. Ela é somente uma peça no jogo dos nossos inimigos. O objetivo da nossa luta é a vitória. O jogo desenrola-se num período que não é de apenas oito dias. Há que conciliar dois ritmos. Em primeiro lugar, o ritmo da opinião pública grega porque é dela que depende a sobrevivência do governo do Syriza. Em segundo lugar as eleições nos países da Europa onde a brecha pode aumentar: Espanha, Irlanda e nós, nas regionais francesas do final de 2015. Podemos imaginar o que aconteceria se colapsasse o país que é suposto iniciar o nosso ciclo na Europa?