“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Stiglitz: “Custa mais a Portugal ficar do que sair do euro”

Segunda, 5 de setembro de 2016
Do Esquerda.Net
Em entrevista à Antena 1, o Nobel da Economia defende um “divórcio amigável” por parte de alguns países do euro, entre os quais Portugal. Se continuar na moeda única, o nosso país “está condenado”, prevê o economista.
5 de Setembro, 2016
Joseph Stiglitz. Foto Unido/Flickr
 
“Acho que a Europa, como um todo, devia começar a pensar num divórcio amigável com alguns países, para estes pensarem em formas para lidar com a saída. Não será um processo imune a dificuldades (…). Custa mais a Portugal ficar do que sair do euro”, afirmou Joseph Stiglitz à Antena 1, numa entrevista em que faz um balanço negativo da resposta europeia à crise: “Os benefícios da Alemanha têm sido em parte a custo dos países do Sul europeu”, defende.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Stiglitz, Nobel da Economia: “Austeridade foi um fracasso para Portugal e todos os outros países”

Segunda, 18 de abril de 2016
O Nobel da Economia, afirmou que a austeridade fiscal foi um fracasso para a economia portuguesa e que a recuperação do país dependerá de uma mudança de políticas da zona euro.
18 de Abril, 2016
Foto de Peter Klaunzer/Lusa
 
Em declarações prestadas hoje à agência Lusa, Joseph Stiglitz afirmou que a austeridade fiscal foi um fracasso para a economia portuguesa, assim como “para todos os outros países em que se tentou esta mesma política”. Stieglitz acrescentou que “a questão agora é se a zona do euro será capaz de mudar as suas políticas. Se não conseguir mudar, a recuperação econômica de Portugal levará bastante tempo, poderia ser até uma década”.

Para o economista norte americano laureado com o prêmio Nobel, Portugal está a viver um momento de calma “antes da tempestade", "não acredito que os problemas da zona do euro tenham sido resolvidos”, acrescentou. Stiglitz prestou declarações após participar no Fórum Fiscal, um evento na sede do Fundo Monetário Internacional, em Washington, onde se discutiu o sistema tributário internacional.

“Se olharmos para os indicadores macroeconômicos como a dívida pública, eles estão pior agora do que antes”, concluiu Stiglitz sobre Portugal.

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Stiglitz: como evitar “a grande queda livre”

Quinta, 7 de janeiro de 2016
Do site outraspalavras.net
160101-Depressão
Desempregados fazem fila para sopa, nos EUA, durante a depressão dos anos 1930. Para Siglitz, políticas hoje hegemônicas podem repetir tragédia de então, porque baseiam-se na mesma lógica elitista

Na virada do ano, Nobel de Economia adverte de novo sobre risco de colapso global semelhante ao dos anos 1930. Para escapar, diz, será preciso derrotar políticas como o “ajuste fiscal” brasileiro

Por Antonio Martins
No início de 2010, menos de dois anos após o início da crise econômica global que persiste até hoje, Joseph Stiglitz, Nobel da Economia, publicou O Mundo em Queda Livre (“Freefall”). Ao analisar as respostas políticas adotadas até então contra a crise, ele observou que elas ameaçavam conduzir o planeta a uma depressão semelhante à que foi aberta em 1929. O poder das elites financeiras estava levando os governos a adotar medidas que concentravam ainda mais a riqueza e desmantelavam, em favor da “liberdade dos mercados”, o poder de planejamento e regulação dos Estados. No entanto, tais ações conduziriam a uma redução geral da demanda por bens e serviços que terminaria por levar as economias ao colapso. Stiglitz chamou este fenômeno de “O Grande Mal-Estar” (“The Great Malaise”). Nesta virada de ano, ele acaba de reforçar o vaticínio, num artigo alarmante porém não desesperançado. “Os remédios estão à disposição”, diz. O que falta, ainda, é reunir força política para vencer a hegemonia da aristocracia financeira e implementá-los.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Nobel de Economia Stiglitz: política de austeridade levará a mais desemprego e desigualdade

Terça, 10 de novembro de 2015
Wellton Máximo — Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O Prêmio Nobel de Economia de 2001 e professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, Joseph Stiglitz, é o entrevistado do Espaço Público (Reprodução TV Brasil)
Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Columbia, Joseph Stiglitz diz que a política de austeridade e de juros altos ameaçam o combate às desigualdades —Reprodução/TV Brasil
O combate às desigualdades no Brasil está ameaçado pela política de austeridade e de juros altos que ampliará o desemprego e sufocará a economia. A avaliação é do Prêmio Nobel de Economia de 2001, Joseph Stiglitz, entrevistado desta semana do Espaço Público, da TV Brasil.
Professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, Stiglitz citou o Brasil como referência na diminuição das desigualdades. Ele defendeu a continuidade dos investimentos em educação, dos programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, e da criação de empregos, mas disse que os ganhos obtidos nos últimos anos estão em risco devido aos cortes de gastos públicos praticados atualmente.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia: Estados Unidos são o obstáculo ao desenvolvimento mundial

Quarta, 2 de setembro de 2015
Do site ESQUERDA.NET
Apple, Google e General Electric demonstraram que são muito mais geniais na hora de encontrar maneiras para fugir aos impostos do que para desenvolver produtos inovadores, escreve o Prémio Nobel da economia Joseph Stiglitz.
2 de Setembro, 2015
Estados Unidos também estão a bloquear o caminho para estabelecer um direito internacional direcionado para as dívidas e as finanças

Recentemente realizou-se a Terceira Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, na capital da Etiópia, Addis Abeba. A reunião aconteceu num momento em que os países em desenvolvimento e os mercados emergentes têm vindo a demonstrar a sua capacidade de absorver grandes quantidades de dinheiro de forma produtiva. Aliás, os esforços que esses países vêm empreendendo – como os investimentos em infraestruturas (estradas, eletricidade, portos e muito mais), a construção de cidades que um dia chegarão a ser o lar de biliões de pessoas e a mudança, ou as mudanças visando uma economia verde – são realmente enormes.

Por outro lado, não falta dinheiro à espera de encontrar um uso produtivo. Há quatro anos atrás, Ben Bernanke, então presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, afirmou que o mundo vivia num excesso de poupança. Todavia, os projetos de investimento com alta rentabilidade social não avançavam, muitas vezes por falta de fundos. Algo que continua a acontecer hoje em dia. O problema, tanto antes como agora, é que os mercados financeiros globais, em vez de cumprir com o seu objetivo de realizar uma intermediação eficiente entre a necessidade de poupar e as oportunidades de investimento, administram mal o capital, o que acaba por gerar riscos.

Não é a única ironia. A maioria dos projetos de investimento que o mundo emergente necessita são de longo prazo, assim como grande parte das poupanças disponíveis – ou seja, os milhares de milhões de dólares ou euros que estão em fundos de reformas ou de pensões, ou fundos soberanos. Porém, os nossos mercados financeiros, cada vez mais míopes, interpõem-se.

Stiglitz, Prêmio Nobel da Economia, diz que “A União Europeia está a destruir o seu futuro”

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Quarta, 2 de setembro de 2015
Do site esquerda.net
Em entrevista ao Le Monde, o Prêmio Nobel da Economia defendeu que “a obsessão com a austeridade e a fobia da dívida” têm como objetivo atacar o Estado Social. Para Joseph Stiglitz, as “desigualdades são o resultado de escolhas políticas e não uma fatalidade”.
2 de Setembro, 2015
Por ocasião da apresentação da edição francesa do livro The Great Divide, Joseph Stiglitz afirmou que uma das causas da “estagnação secular” é a “anemia na procura global”, causada, particularmente, pelas políticas de austeridade impostas na Europa.
Para o economista norte americano, o terceiro pacote de assistência à Grécia “é a garantia de que o país se vai afundar numa depressão longa e dolorosa”.
“A dívida é encarada como um travão ao crescimento, quando, pelo contrário, é o garante da prosperidade futura, quando utilizada para financiar investimentos essenciais”, advogou o Prêmio Nobel da Economia em entrevista ao Le Monde.
Segundo Stiglitz, “uma parte da direita do Velho Continente alimenta esta histeria em torno da dívida, por forma a atingir o Estado Social. O seu objetivo é simples: reduzir o escopo dos Estados”.
“É muito preocupante. Alimentando essa visão de mundo, a obsessão com a austeridade e a fobia da dívida, a UE está a destruir o seu futuro”, alerta.
“Desigualdades são o resultado de escolhas políticas e não uma fatalidade”
O economista norte americano defendeu que as desigualdades, que, segundo alega, estão na origem da crise do subprime de 2007, “são incompatíveis com o crescimento saudável”.
“As desigualdades são o resultado de escolhas políticas e não uma fatalidade”, referiu o Nobel da Economia.
Defendendo que os países industrializados, e em concreto os EUA, devem investir em inovação, infraestruturas e educação, Stiglitz assinalou que “o endividamento para construir o futuro não é um travão ao crescimento”, sendo que “não fazê-lo é que é um presente envenenado para as gerações futuras”.
O economista lembrou ainda que, “nos EUA, as taxas de juro reais são negativas, e as mesmas são muito baixas na Europa”. “O momento nunca foi tão propício ao investimento”, frisou.
Sobre a suposta “recuperação dos EUA”, Joseph Stiglitz apontou que não passa de “uma miragem”, sendo unicamente sustentada pela queda do dólar e a bolha do mercado de ações.

domingo, 12 de julho de 2015

Stiglitz: É “inconcebível” exigir mais austeridade à Grécia

Domingo, 12 de julho de 2015
Deu em ESQUERDA.NET
O destacado economista e Prémio Nobel, Joseph Stiglitz, criticou este domingo a Alemanha por demonstrar “falta de humanidade” com um país tão endividado como a Grécia e alerta que expulsão do país da zona euro provocará “danos muito muito profundos”.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

O ataque da Europa à democracia grega, por Joseph Stiglitz (Prêmio Nobel de Economia)

Segunda, 29 de junho de 2015
Devemos ser claros: quase nenhum do enorme manancial de dinheiro emprestado à Grécia foi verdadeiramente para lá. Foi canalizado para pagar aos credores do setor privado – incluindo bancos alemães e franceses. O que a Grécia obteve foi uma ninharia, mas pagou um elevado preço para preservar os sistemas bancários desses países. Artigo de Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia.
O crescimento exponencial de disputa e conflitualidade no seio da Europa pode parecer a quem está de fora como sendo o resultado inevitável do amargo fim do jogo entre a Grécia e os seus credores. Na verdade, os líderes europeus estão finalmente a revelar a verdadeira natureza da disputa da dívida em curso, e a resposta não é agradável: é sobre poder e democracia muito mais do que dinheiro e economia.
Claro, a política econômica por detrás do programa que a troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) tem impingido à Grécia há cinco anos tem sido abismal, resultando num declínio de 25% do PIB do país. Não consigo pensar em nenhuma depressão que alguma vez tenha sido tão deliberada e que tenha tido tais consequências catastróficas: a taxa de desemprego entre os jovens da Grécia, por exemplo, já ultrapassa os 60%.