Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Jean Wyllys sobre postagem do filho de Bolsonaro

Quarta, 26 de setembro de 2018
Do Faceboock de 

Jean Wyllys 5005
1 h

Carlos Bolsonaro, filho do fascista, acabou de publicar uma imagem espeluznante nos stories do Instagram. É a foto de um homem amarrado, torturado, morto, com uma sacola de plástico na cabeça, sangue no rosto e a hashtag #EleNão pintada no peito. Pensei muito se deveria reproduzir essa merda, que Carlos Bolsonaro reproduziu de um site de ultradireita que apoia a candidatura do pai dele, e finalmente decidi usar um efeito para desfocar a imagem, porque é muito chocante, mas você pode conferir no Instagram desse ser abominável. Não estamos brincando, isto é muito grave! A imagem usada, além de repugnante, é uma ameaça de morte explícita contra aqueles que nos colocamos contra o fascista — uma ameaça de morte, pública, feita por um verador que é filho de um deputado federal e candidato à presidência da República! Junto à foto do homem torturado, amarrado e assassinado, com o rosto coberto de sangue, Bolsonaro escreveu “Sobre pais que choram no chuveiro”. A expressão, no linguajar desses fascistas de merda, faz referência a pais de filhos gays, lésbicas, bi ou trans. Não fica claro se esse psicopata está insinuando que nós somos capazes de matar nossos próprios pais, ou se ele está querendo dizer que nossos pais deveriam ser mortos. Seja como for, a perversidade da família Bolsonaro é monstruosa. Minha assessoria jurídica vai tomar providências para denunciar esse crime à justiça. Precisamos parar essa gente insana! O fascismo não pode tomar conta do Brasil! Ele não! Ele nunca!
#EleNão

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Nota: "Postura de Jean Wyllys vai contra a história do PSOL"

Quinta, 11 de maio de 2017

O grande fato do dia 10/05/2017 foi o depoimento de Lula perante o Juiz Sérgio Moro em Curitiba. Os ex-governistas estiveram em alvoroço idolatrando seu líder, Lula. Os movimentos sociais controlados pelo PT, como o MST, fizeram atos na capital paranaense em defesa do ex-presidente e defendendo abertamente a sua volta ao Palácio do Planalto. Contaram com o apoio de centrais sindicais como a CUT e a CTB. Essas, ao invés de prepararem uma nova greve geral contra a retirada de direitos e o governo Temer, parecem mais preocupadas na defesa de Lula. De nossa parte, não estivemos e não apoiamos a manifestação pró-Lula em Curitiba. Seguimos de acordo com o programa e os princípios pelos quais o PSOL foi fundado, exigindo a punição de todos os envolvidos em corrupção e que o dinheiro roubado seja devolvido aos cofres públicos.

Porém, o apoio a Lula não parou por aí. O que motiva essa breve nota, foi a postura do deputado federal do PSOL do RJ, Jean Wyllys, que alterou sua foto de perfil pessoal para a foto de Lula, uma atitude que vai de encontro à história e às bases fundacionais de nosso partido, dessa forma completamente desrespeitosa com a nossa história. Jean já tem um histórico de relação com o petismo. Os abraços à Dilma na campanha de 2014 em plena televisão, também jogaram contra nossa história.

Vale lembrar, o PSOL foi fundado justamente porque não aceitamos fazer parte do jogo da governabilidade lulista, cuja relação espúria com a Odebrecht era uma das expressões. O favorecimento de diversas empresas, que comandaram as obras públicas em troca de multimilionários apoios eleitorais ao PT, foi uma das grandes marcas de Lula no governo. Ao não aceitarmos esse jogo e nem votarmos pela retirada de direitos históricos da classe trabalhadora por parte do governo de Lula, ele mesmo comandou, junto com a cúpula petista, a punição de parlamentares, inclusive, a expulsão de Luciana Genro, Babá, Heloísa Helena e João Fontes do PT. Assim, nasceu o PSOL.

Temos certeza de que não podemos vincular o nosso partido à figura do ex-presidente, que governou para as elites nacionais e internacionais e já está em campanha eleitoral para voltar ao comando do país em 2018. O PSOL já votou corretamente que terá candidatura própria e não apoia o projeto Lula 2018.

Desde já rejeitamos a postura pró-Lula de Jean Wyllys e reafirmamos nosso compromisso de construção de uma alternativa política para as trabalhadoras, trabalhadores e população brasileira em geral, o que para nós significa derrotar o atual governo Temer e suas medidas, mas também derrotar Lula e a volta de seu projeto ao poder.
                    
Corrente Socialista dos Trabalhadores – CST  (Psol)
Liberdade e Revolução Popular - LRP 
(Psol)

Fonte: https://pt-br.facebook.com/cstpsol/
 

sábado, 4 de março de 2017

Jean Wyllys (Psol) é nomeado “herói LGBT” pelo The Guardian

Sábado, 4 de março de 2017
Do Psol
Jean Wyllys é nomeado “herói LGBT” pelo The Guardian
Crédito da foto: Mídia Ninja
O deputado federal do PSOL Jean Wyllys foi nomeado um dos ativistas pelos direitos LGBT com influência positiva em todo o mundo, chamados de “heróis LGBT”. A homenagem foi feita pelo jornal britânico The Guardian, em publicação na última semana.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

“Tacanha, limitada, burra”, diz Jean Wyllys sobre a deputada distrital Sandra Faraj

Quarta, 8 de fevereiro de 2017

"Não promove o crescimento intelecutal, espiritual, moral e ético dos eleitores dela. Ela só reforça preconceitos”


Por Correio Braziliense Foto: Divulgação/Reprodução e Blog do Sombra



O deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) foi o entrevistado desta quarta-feira (08/02) no programa CB.Poder. Durante a conversa, transmitida ao vivo pela TV Brasília e pelo Facebook do Correio Braziliense, o parlamentar falou sobre o processo de cassação de seu mandato, que tramita no Conselho de Ética da Câmara. Wyllys foi acusado de quebra de decoro parlamentar por ter cuspido no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), na sessão de votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, na Câmara. Nos últimos dias, o parlamentar do PSol tem recebido dezenas de manifestações de defesa de seu mandato. Ele obteve apoio público dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff, e do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia, pai do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Jean Wyllys. Cuspida: Você quer saber o que realmente aconteceu? "Desmontando a farsa da família Bolsonaro"

Quarta, 20 de abril de 2016

Do Facebook do deputado federal Jean Wyllys (Psol/RJ)

Publicado em 19 de abr de 2016
CUSPIDA: VOCÊ QUER SABER O QUE REALMENTE ACONTECEU?
(Leia o texto e não deixe de assistir ao vídeo abaixo!)

A internet é perigosa para os incautos. Muita gente está presumindo que o deputado Jean Wyllys "premeditou" a cuspida que deu na cara de Jair Bolsonaro, que na verdade foi uma reação indignada, já que o defensor da ditadura não parava de insultar e ofender o parlamentar do PSOL. O filho de Bolsonaro, Eduardo, publicou nas redes sociais um vídeo toscamente editado em que é possível perceber, por leitura labial, que Jean está dizendo para o deputado Chico Alencar: “Eu CUSPI na cara de Bolsonaro”. A fraude da edição consiste em colocar esta imagem, que é posterior ao episódio, antes da cuspida, e sugerir, colocando uma legenda mal feita, que a leitura correta seria “Eu VOU CUSPIR na cara de Bolsonaro” (por isso, o nosso mandato vai solicitar uma perícia do vídeo). Isso já seria o suficiente para esclarecer a forma criminosa como essa família conduz suas atuações parlamentares, mas a hipocrisia, má-fé e desonestidade vão além: o filho de Bolsonaro tenta passar para seus eleitores a imagem de bom-moço e MENTE ao afirmar que, durante aquela farsa que todos vocês assistiram no último domingo, ele não cuspiu em alguém. Pode-se concordar ou não com a atitude do deputado Jean Wyllys em reagir desta forma após o Jean tolerar todos os tipos de insultos e provocações orquestradas e premeditadas ao longo desses anos, mas Wyllys é gay o suficiente para não atacar pelas costas e nem negar os fatos: ele assume publicamente os seus atos e arca com as consequências. (Aliás, eles manipulam imagens para induzir que o deputado Jean teria premeditado sua reação, mas quem está com um celular na mão e filmando a reação do Jean às provocações do seu pai é Eduardo Bolsonaro. Ele aprendeu tais métodos com aquele que anda no corredor do avião até a sua poltrona com a filmadora do celular ligada).

Você quer saber qual foi a verdadeira cronologia dos fatos?




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1 – Jean Wyllys se posiciona na Tribuna, anuncia seu voto pelo NÃO ao impeachment e retorna. Durante a fala e depois dela, ele é reiteradamente interrompido e insultado por Bolsonaro e outros parlamentares de direita. Não se trata de um fato novo ou surpreendente: Bolsonaro costuma fazer isso tanto nas sessões da Câmara quanto nas reuniões das comissões permanentes. Ele sempre se aproxima do Jean e começa a insultá-lo com termos homofóbicos e palavras de calão. Também não é apenas com o deputado Jean Wyllys que Bolsonaro faz isso: já empurrou e chamou a deputada Maria do Rosário de "vagabunda" e, em outra ocasião, disse que não a estupraria "porque é feia"; tentou agredir fisicamente o senador Randolfe; ofendeu com expressões machistas e homofóbicas a Presidenta da República; convidou para estar ao lado dele no depoimento de José Genoíno o militar que o torturou na ditadura, para tentar desestabilizá-lo, etc. A violência, o xingamento, a agressão e a injúria são práticas permanentes e sistemáticas desse defensor da ditadura, da tortura e da pena de morte. No mesmo dia da votação do impeachment, Bolsonaro "homenageou" o torturador Brilhante Ustra, que foi chefe de um dos mais horríveis campos de concentração da ditadura. Foi vergonhoso!

2 – Na saída, depois de falar na Tribuna, o deputado Jean Wyllys ESTAVA SOZINHO. Os xingamentos não paravam. Alguém pegou em seu braço, o que infelizmente não está no campo de visão de nenhuma câmera (mas o fato foi registrado e noticiado pela Folha de São Paulo no dia de hoje), enquanto Jair Bolsonaro, que antes o tinha chamado de "veado", "queima-rosca" e outros termos semelhantes, gritava para ele: "Tchau, querida!". Essa última frase (que foi registrada em vídeo), na qual ele se refere ao deputado Jean no feminino, é um claro exemplo da conduta quotidiana de Bolsonaro: tratar um homossexual no feminino de forma debochada e irônica é uma conduta clássica de todos os homofóbicos e machistas! Qualquer homem gay sabe o que é aguentar esse tipo de tratamento desde a infância, que continua durante a vida adulta. Eles pretendem que ninguém reaja, que as pessoas fiquem quietas, caladas e, de preferência, escondidas no armário, mas não ficaremos!

3 – Jean se vira imediatamente e cospe, indignado, na cara de Bolsonaro. O filho do fascista, também deputado, responde cuspindo no Jean (fato que ele negou depois, mas também está filmado), mas não acerta: a saliva do filho do fascista parece ter caído na cara do deputado Leonardo Picciani, que não participava dessa situação. Para não ser agredido pelos que cercavam o fascista, Jean se afastou. E, ainda visivelmente agitado pela provocação sofrida, explicou ao colega de bancada, deputado Chico Alencar: “Eu CUSPI em Bolsonaro”. FOI DEPOIS, E NÃO ANTES DA CUSPIDA, QUE ESSA FALA ACONTECEU.

É esta a ordem dos fatos que o vídeo produzido por Eduardo Bolsonaro tenta fraudar. O que, aliás, não é uma novidade, já que é na fraude e na desonestidade que esses parlamentares atuam diuturnamente na sua campanha contra Jean Wyllys, que é na verdade uma campanha contra a população LGBT, os negros jovens de periferia, as mulheres e todas as minorias da sociedade brasileira.
ASCOM (Assessoria de Comunicação) 
https://www.facebook.com/jean.wyllys/...


Estudantes da UnB promovem “cuspe ao alvo” com foto de Jair Bolsonaro

Quarta, 20 de abril de 2016
Do Jornal Opção
Dezenas de pessoas que passaram pelo local repetiram o ato do deputado Jean Wyllys, que cuspiu em direção a Bolsonaro depois de ser insultado no plenário da Câmara

Estudantes promoveram "Cuspe ao alvo" com foto do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), no pátio da UnB | Foto: reprodução/Facebook
Estudantes promoveram “Cuspe ao alvo”
com foto do deputado federal Jair
Bolsonaro (PSC-RJ), no pátio da UnB
Foto: reprodução/Facebook

Um grupo de alunos do Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA) da Universidade de Brasília (UnB) decidiram “homenagear” o discurso que deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) proferiu no último domingo (17/4) durante sessão de votação da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff com um Cuspe ao Alvo, organizado em frente ao Restaurante Universitário na tarde da última terça-feira (19/4).

Os estudantes colocaram uma foto do deputado impressa em um papel A3 colado na parede e ao lado, uma caixa de som que repetia o discurso proferido por Bolsonaro, no qual fez elogios ao presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e exaltou a ditadura militar e a memória do coronel Carlos Brilhante Ustra, que foi torturador e chefe do DOI-Codi em São Paulo.

Dezenas de pessoas que passaram pelo local repetiram o ato do deputado Jean Wyllys (PSol-RJ), que cuspiu em direção a Bolsonaro no plenário da Câmara no último domingo. “Jean fez o que todos aqueles que lutam pela consolidação dos direitos humanos gostariam de ter feito: humilhou à quem chacota da liberdade”, diz o texto da organização estudantil em seu perfil oficial no Facebook. Confira a galeria de fotos.

Entenda a polêmica

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Jean Wyllys é eleito pela 'Economist' uma das 50 personalidades que defende a diversidade

Sexta, 6 de novembro de 2015

sábado, 31 de outubro de 2015

Jean Wyllys responde ataques do deputado João Rodrigues (PSD-SC)

Sábado, 31 de outubro de 2015
Fonte: site do Psol

Jean Wyllys responde ataques do deputado João Rodrigues (PSD-SC)

Novíssima crônica do absurdo (absurdo mesmo!)

Há pouco, no plenário da Câmara, a Deputada Federal Jô Moraes me chamou para mostrar o boletim da Comissão de Relações Exteriores, da qual fazemos parte. Estávamos aí, analisando a publicação, quando o deputado João Rodrigues (PSD-SC) chegou bem próximo de mim e me abordou [pra quem ainda não sabe quem ele é, eu informo que é aquele cujas falas em favor da morte de “bandidos”, chamando-a de “faxina”, eu critiquei em postagens anteriores; e também aquele que foi flagrado, em plena sessão, assistindo a um filme pornô]. O breve “diálogo” que se seguiu foi mais ou menos o seguinte:

domingo, 6 de setembro de 2015

Internauta é condenado por compartilhar ofensas e ameaça de morte contra Jean Wyllys, deputado do Psol

Domingo, 6 de setembro de 2015

O deputado reafirma o seu compromisso com a liberdade de expressão, mas não aceitará em silêncio as atitudes criminosas e fascistas que estão tomando conta da internet. Falar mal e criticar é direito de todos. Criar ou compartilhar crimes não



Uma decisão exemplar da justiça de Natal-RN condenou o internauta Márcio Gleyson Damasceno por compartilhar ofensas e ameaça de morte contra o deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ) nas redes sociais. A decisão foi homologada pela 2ª Vara Federal de Natal/RN em audiência ocorrida nesta sexta-feira, 4 de setembro.
Fonte: Mandato deputado Jean Wyllys

domingo, 16 de agosto de 2015

Jeans Wyllys: "O governo está numa encruzilhada"

Domingo, 16 de agosto de 2015
O Congresso Atual reflete muito a sociedade
Jean Wyllys parece cada vez mais confortável no Congresso. Um dos principais defensores das bandeiras sociais, especialmente ligadas à causa LGBT, o deputado eleito pelo Rio de Janeiro mostra-se seguro e certeiro a cada confronto, seja com parlamentares ligados a causas conservadoras, seja quando as críticas são direcionadas ao governo da presidente Dilma Rousseff...
Durante entrevista de mais de uma hora, na tarde da última quinta-feira, numa sala da liderança do PSol na Câmara, Wyllys criticou os cortes orçamentários nas áreas de Educação e Saúde, atribuiu parte da insatisfação popular com Dilma às medidas do ajuste fiscal e disse que a luta por direitos das minorias não está entre as prioridades do governo. “Não era o que eu esperava. Não foi o compromisso que ela e a equipe de campanha fizeram informalmente comigo quando eu decidi apoiá-la no segundo turno”, afirmou.
O deputado destacou ainda que a capacidade crítica de movimentos sociais em relação ao governo foi prejudicada à medida que os governos petistas, especialmente durante a gestão Lula, levaram representantes de entidades para dentro da administração pública.
Sobre o momento atual, Wyllys acredita que houve um recuo das críticas à gestão Dilma devido ao medo do mercado financeiro e dos grandes empresários de que se chegasse a um cenário irreversível de instabilidade política. Ele também avaliou a atual força do conservadorismo no Congresso, a atuação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e as manifestações marcadas para hoje.
Em que o Congresso atual reflete a sociedade?
Acho que o Congresso atual reflete muito a sociedade. E reflete, sobretudo, um modelo eleitoral. Reflete como se dão as eleições no Brasil. Vence quem tem dinheiro.
O Congresso mais conservador significa que a sociedade está mais conservadora?
O Congresso mais conservador não quer dizer, necessariamente, que a sociedade esteja mais conservadora. A novidade deste Congresso é a ampliação de pessoas ligadas às igrejas neopentecostais, às forças de segurança e aos grandes negócios.
O papel do parlamentar deve atender às demandas do povo ou tomar atitudes adequadas ao país?
Você precisa de alguma popularidade para se eleger, mas, se quiser governar, tem que ser impopular. Para mim, política é isso: discernimento. Você nunca vai me ouvir dizendo aquilo que as maiorias querem ouvir, apenas para agradá-las ou para garantir meu próximo mandato. Estou deputado, não quero me perpetuar aqui.
A proximidade dos movimentos sociais com os governos do PT atrapalhou a atuação desses setores?
A relação dos movimentos sociais com o PT era esperada. O problema é quando o presidente Lula coopta as lideranças desses movimentos e os torna gestores públicos. Isso tira a capacidade crítica dos próprios movimentos em relação ao governo. Se continuassem independentes, a pressão sobre o governo poderia ser muito maior, e poderíamos ter tido mais avanços nessa área.
Houve estelionato eleitoral no tocante aos direitos sociais?
No caso de Dilma, especificamente, ela fez, no segundo turno (de 2014), um compromisso textual, com cinco pontos para que nós, da esquerda, nos engajássemos na campanha dela: casamento igualitário; lei de identidade de gênero; direitos sexuais das mulheres; dos povos indígenas; e revisão da política de drogas. Esses cinco pontos, até agora, não foram implantados.
Como as mídias sociais influenciam o debate público do país?
O impacto é profundo, mas nem todo mundo que está na internet tem as habilidades e as competências para distinguir entre notícia falsa, verdadeira ou difamação. Também tem poucas habilidades para lidar com a explosão de diversidades que esses meios expressam. O ódio, o xingamento e o diálogo de surdos são, em grande parte, frutos da falta de convivência com uma realidade com que, até então, essas pessoas não lidavam.
Por que houve uma exclusão das questões de gênero no Plano Nacional de Educação, inclusive nas propostas regionais? Houve falta de entendimento?
Existe falta de entendimento, mas existe muita má-fé. Tem pessoas instrumentalizadas — que são aquelas que não têm entendimento —, mas aquelas que instrumentalizam têm bastante entendimento.
Há, na Câmara, dificuldade para que parlamentares defendam determinadas causas sociais e direitos individuais?
A tradição política sempre estabeleceu o que é a grande política, aquilo que são os temas nobres da política. O que é prioridade? Os temas da economia, das relações internacionais e as próprias relações políticas, o processo eleitoral, os acordos. Mas, enquanto a “inteligência” e esses meios de representação operam dessa maneira, há um movimento nessa sociedade que esteve deslocada da política. O que ocorre é que muitos deputados não entenderam isso. Quando você levanta esses temas, existe um custo muito grande.
Qual é a expectativa do senhor em relação às manifestações de domingo?
Acredito que há um segmento da população que não se conforma com o resultado das eleições. Foi um resultado apertado em que a presidente Dilma ganhou com uma margem de votos não muito grande. E isso estendeu o terceiro turno, que não acaba nunca. Acho que esses segmentos estarão nas ruas.
A presidente Dilma está desgastada, há uma insatisfação...
Ela apresentou um pacote de ajuste fiscal que afetou a vida das pessoas. E não há como a popularidade dela se manter sendo bombardeada diuturnamente por uma cobertura jornalística que tem a intenção de tirar a popularidade dela. Com isso, não estou defendendo o governo do PT — ao qual tenho muitas críticas. Eu faço uma oposição a esse governo.
Mas houve falhas da presidente.
O governo da Dilma é do PT, porque ele é o capitão do navio. Mas há outros tantos partidos que agora estão abandonando o navio, claramente ante o risco de naufrágio. Aliás, esse é o comportamento dos ratos. Esse governo é um governo do PMDB, do PP, foi até ontem o governo do PDT, é o governo do PSD, é o governo do PTB.
O fato de a presidente não defender abertamente algumas pautas de direitos humanos faz com que ela perca apoio?
O governo está numa encruzilhada justamente por isso. Ele fez uma opção de agradar ao mercado, às forças que são antipetistas. E não fez nenhuma sinalização do lado de quem fez a diferença no segundo turno das eleições, que foram os movimentos sociais de esquerda e as figuras públicas de esquerda. Nós esperávamos um mínimo de aceno. E a presidente Dilma não fez. Agora, uma coisa é a gente criticar a Agenda Brasil, do (presidente do Senado) Renan Calheiros (PMDB-AL), acatada pela presidente Dilma, e o pacote de ajuste fiscal apresentado pelo (ministro da Fazenda) Joaquim Levy. Outra coisa é aderir ao golpismo.
O PSol teve, há pouco tempo, uma saia justa com um deputado eleito, o Cabo Daciolo (RJ), que se mostrou contrário às bandeiras do partido...
Sim, mas não sei se foi estelionato eleitoral, porque deconheço o que ele prometeu na campanha. Entretanto, no momento em que ele foi eleito e começou a contrariar o programa do partido nas suas colocações legislativas, automaticamente, a gente reagiu para evitar o estelionato eleitoral no Legislativo, e o expulsamos.
Qual o peso do programa Big Brother Brasil na sua eleição?
É óbvio que o Big Brother tem um significado enorme na minha vida, mas não para a minha eleição. Eu tive 13.300 votos na primeira eleição (em 2010). E tive 50 milhões de votos na final do Big Brother (em 2005). Quando me filiei ao partido, já estava, deliberadamente, afastado do circo midiático das celebridades. As pessoas souberam que eu era candidato quando eu estava eleito, e voltaram a associar uma coisa à outra.
Por que o senhor decidiu participar do programa?
Porque eu tinha curiosidade acadêmica. Fui para o programa porque era o meu objeto de estudo de doutorado. O Big Brother era o tema do doutorado que nunca consegui terminar. Ele está trancado por causa da legislatura.
Esse tema ainda lhe interessa?
A cultura de massas sempre me interessou. Eu fui criado nessa cultura, mas nunca me emburreci por causa disso. A televisão nunca me afastou da literatura, por exemplo. Quero mostrar que o consumo cultural dos pobres não leva, necessariamente, ao emburrecimento.
Como é a sua rotina em Brasília fora do Congresso?
Eu conheço pouco a cidade. Saio daqui (Câmara), vou para meu apartamento e tenho muita coisa para ler. Como eu escrevo e dou aulas, tenho que preparar essas coisas. Quando eu saio, vou ao cinema. Eu tenho bicicleta aqui. Quando posso, passeio na ciclovia. Mesmo no Rio de Janeiro, que é a minha cidade, eu saio mais para o teatro com amigos. Não nos transformamos ao ponto de um parlamentar assumidamente gay poder ser, tranquilamente, gay. Não posso me expor, porque qualquer coisa que sirva à minha difamação não vai apenas me difamar, vai difamar toda a comunidade a que eu pertenço.
Quanto a Câmara perde com Eduardo Cunha na presidência?
O Congresso perde na medida em que Eduardo Cunha é um cara com uma ficha corrida preocupante, que prejudica a relação da pessoa com a política. Como é que você, um cidadão, reage ao saber que o presidente da Câmara federal tem um histórico de acusações de escândalos de corrupção?
O senhor esperava que outros partidos, além do PSol, pedissem o afastamento dele?
Esperava. Para nós, foi uma surpresa, foi frustrante saber que só nós pedimos o afastamento. E o que ele tem colocado como agenda legislativa é um horror para a ampliação de direitos e da cidadania. Eduardo Cunha é um movimento contrário à Constituição de 1988.
Um episódio em que ficaram muito claros os ataques ao senhor foi aquele envolvendo o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Como se deu aquilo?
Muita gente me odeia. Ponto. E me odeia porque eu rasuro o lugar em que ela coloca os homossexuais no imaginário dela. No imaginário dela, ser homossexual é estar condenado a um destino imperfeito. Os homossexuais, no máximo, podem ser artistas ou esticar o cabelo das mulheres no fim de semana em salão de beleza. Para essas pessoas, homossexuais não podem ocupar cargos executivos. Não podem ser editores de grandes jornais. Não podem ser executivos de grandes bancos nem tampouco parlamentares. Se ele chegar a ser parlamentar, que fique no exotismo, como o (ex-deputado) Clodovil (PTC-SP) ficou, que sirva a esse estereótipo. Então, as pessoas viram no episódio do Bolsonaro a chance de extravasar esse ódio, com a justificativa de que fui intolerante. Esse canalha deu uma entrevista numa emissora de televisão dizendo que se mudaria da rua caso ele tivesse como vizinho um casal homossexual, disse que ser homossexual é falta de porrada, desrespeitou os familiares de presos políticos desaparecidos durante a ditadura militar. As pessoas não poderiam achar que eu ficaria do lado desse homem, que não é um amador, numa viagem em que ele aparece do nada, me filmando. Prontamente me retirei (da poltrona em uma aeronave comercial) e não disse uma palavra.
Teria outro parlamentar do qual o senhor não se sentaria ao lado?
Não.
Eduardo Cunha?
Sentaria. Não sairia do lado dele.
Fonte: Leonardo Cavalcanti, Marcella Fernandes e Paulo de Tarso Lyra com foto de Minervino Junior/CB/D.A Press

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Reforma Política: Esperteza, quando é muita, come o dono

Segunda, 1º de junho de 2015
Deu em Carta Capital
por Jean Wyllys publicado em Carta Capital em 31/05/2015
 
Do que é que Cunha e Russomano se esqueceram na hora de fazer a manobra ilegal do financiamento?
 
Reprodução
Jean Wyllys protesta contra a manobra de Cunha
Mandado de Segurança contra a manobra golpista do Eduardo Cunha para aprovar essa emenda já foi protocolado no Supremo Tribunal Federal

Vocês que acompanharam a tramitação da (contra) "reforma política" na House of Cunha sabem que, um dia depois de o presidente da Casa ter perdido a votação em que tentou incluir na Constituição, mediante emenda, o financiamento empresarial de campanha, ele fez uma manobra ilegal para votar novamente e, dessa vez, obteve a maioria necessária.

Vocês que acompanharam sabem, também, que a "emenda aglutinativa" rejeitada permitia a doação de empresas a partidos e candidatos, e o artifício usado por Cunha na segunda votação foi pedir ao deputado Celso Russomano, do PRB, que apresentasse (fora do tempo, quando a matéria já tinha sido rejeitada) uma nova "emenda aglutinativa" que permite a doação de empresas (pessoas jurídicas) apenas a partidos, mas não a candidatos, que só poderão receber dinheiro ou bens estimáveis em dinheiro de pessoas físicas. Certo?

Pois bem, leiam com muita atenção o que o texto ilegalmente votado diz:

«Dê-se ao artigo 17 da Constituição Federal, constante da redação do artigo 2º do Substitutivo apresentado pelo Relator, a seguinte redação:

"Art. 17 

§5º É permitido aos partidos políticos receber doações de recursos financeiros ou de bens estimáveis em dinheiro de pessoas físicas ou jurídicas.

§6º É permitido aos candidatos receber doações de recursos financeiros ou de bens estimáveis em dinheiro de pessoas físicas.
(...)».
Vamos repetir: os partidos poderão receber dinheiro ou bens de pessoas físicas ou jurídicas, mas os candidatos só poderão receber dinheiro de pessoas físicas.

Do que é que Cunha e Russomano se esqueceram? 
Os partidos são pessoas jurídicas!
 
Ou seja, os partidos, com essa emenda, não poderão repassar um tostão aos candidatos, mesmo que recebam milhões das empreiteiras amigas! Quer dizer: esse dinheiro poderá ser usado pelo partido para qualquer coisa, menos para financiar as campanhas dos seus candidatos.


Não é engraçado? Tantas manobras, tanto atropelo, e eles mesmos atiraram no pé. Desesperados e com pressa por redigir uma emenda para ser votada (mesmo que isso atropelasse a Constituição Federal), Cunha et caterva criaram uma aberração jurídica que pode fazer com que os partidos que se submeterem a essa prática arrecadem milhões de reais, mas não possam repassar nada aos seus candidatos! Um verdadeiro Frankenstein!

Sem prejuízo a essa burra malandragem, o Mandado de Segurança contra a manobra golpista do Eduardo Cunha para aprovar essa emenda — iniciativa do meu mandato e do PSOL que conquistou o apoio de dezenas de parlamentares de diferentes bancadas — já foi protocolado no Supremo Tribunal Federal.

Quem quiser acompanhar a tramitação desse recurso, é só clicar aqui.
 

sábado, 8 de março de 2014

Para Alex, com carinho

Sábado, 8 de março de 2014 
Semelhante a Alex, que morreu espancado pelo próprio pai, quando criança eu também não tinha "jeito de homem"; gostava de brincar com as meninas, gostava de cantar e dançar

por Jean Wyllys 
publicado originariamente em Carta Capital em 06/03/2014


jean.jpg
O parlamentar e a foto de seu arquivo pessoal, ao lado de sua mãe, que usou para ilustrar este texto

Quem me acompanha por aqui sabe que não tenho, por hábito, tratar de minha vida privada nem de minha intimidade. Concentro-me em debater idéias e fatos, sobretudo os ligados ao meu trabalho ou ao meu consumo cultural. Mas hoje vou abrir uma exceção...

Talvez seja a proximidade do aniversário de 40 anos, talvez seja o acúmulo de sentimentos não processados devido ao trabalho árduo dos últimos três anos, mas a verdade é que ando à flor da pele...

Hoje tive uma crise de choro ao ouvir, vinda da lanchonete da esquina, a música "No dia em que eu saí de casa". A letra descreve quase que em detalhes um episódio de minha vida (e, por isso mesmo, as lembranças de minha mãe foram tão inevitáveis quanto as lágrimas):

"No dia em que saí de casa, minha mãe me disse 'filho, vem cá'; passou a mão em meus cabelos; olhou em meus olhos e começou falar: 'por onde você for, eu sigo com meu pensamento sempre, onde estiver; em minhas orações, eu vou pedir a Deus que ilumine os passos seus'.

Eu sei que ela nunca compreendeu os meus motivos de sair de lá, mas ela sabe que, depois que cresce, o filho vira passarinho e quer voar. Eu bem queria continuar ali, mas o destino quis me contrariar... E o olhar de minha mãe na porta, eu deixei chorando a me abençoar! A minha mãe, naquele dia, me falou do mundo como ele é; parece que ela conhecia cada pedra que eu iria por o pé. E sempre ao lado do meu pai, da pequena cidade, ela jamais saiu... Ela me disse assim: 'meu filho, vá com Deus que este mundo inteiro é seu!".

Depois de ouvir essa música, ainda sentado ao computador para concluir uns textos, li a matéria de O Globo com a história completa do garotinho Alex, morto a pancadas pelo próprio pai para que "tomasse jeito de homem". Alex, natural de Mossoró, RN, fora enviado, pela mãe, ao Rio de Janeiro para viver com o pai, desempregado e envolvido com o tráfico de drogas, porque ela, mãe de outros três filhos (também criados por terceiros), poderia perder a guarda de Alex por não enviá-lo à escola, já que não tinha meios para tal.

Olhei a foto do enterro de Alex e meu coração se apertou ao perceber que não havia quase ninguém lá... Sozinha, aquela semente indefesa esmagada violentamente por sua natural exuberância, não tinha ninguém por ela na despedida dessa vida que lhe foi tão injusta.

Meu coração se partiu e não pude controlar os soluços de choro. Por um instante, vi-me naquele caixão, sem futuro...

Semelhante a Alex, quando criança, eu também não tinha "jeito de homem"; gostava de brincar com as meninas, de roda; de desenhar no chão com palitos de fósforo riscados e pegava, escondido, as bonecas de plástico baratas de minhas primas; semelhante a Alex, eu gostava de cantar e dançar e essa minha diferença me tornava alvo de injúrias e insultos desde que me entendo por gente. Cresci sob apelidos grosseiros e arremedos feitos pelos de fora. Naquela miséria em que eu vivia na infância, trabalhando desde os dez anos de idade nas ruas, o meu "jeitinho" me fazia vulnerável... e eu sabia disso ou, ao menos, intuía; por isso, dediquei-me aos estudos e ao exercício da minha inteligência. Busquei ser um menino admirável na escola e na Igreja para que meus pais não tivessem desculpas para me bater por aquilo que eu não podia mudar em mim. Nem minha mãe amada nem meu pai que já se foi me espancaram por eu ser diferente, mas, ante os insultos e as injúrias de que eu era vítima, ambos me pressionavam com olhares e cobranças e meu pai, em particular, com um distanciamento.

Minha estratégia de sobrevivência deu certo, em casa e na escola. Transformei-me num adolescente inteligente e admirado. No movimento pastoral, aprendi a me levantar contra as injustiças (inclusive contra aquelas de que eu era vítima); aprendi o que era a homossexualidade e que havia outros iguais a mim, o que me levou a passar da vergonha para o orgulho do que era. Cursei, depois de um disputado vestibular, um dos mais cobiçados colégios técnicos da Bahia. E virei orgulho de meus pais, irmãos e de todos os meus familiares e vizinhos que me insultaram.

Tanto que, no dia em que saí de casa de vez, rumo a Salvador, os olhos de minha mãe amada diziam: "Meu filho, vá com Deus que esse mundo inteiro é seu". E é!

Mas eu e outros poucos que escapamos dos destinos imperfeitos ainda somos exceções. A regra é ser expulso de casa ou fugir como meio de sobreviver; é descer ao inferno da exclusão social e da falta de oportunidades; ou ter o futuro abortado pela violência doméstica, como aconteceu com o pequeno Alex...

Hoje eu quis, do fundo de meu coração, ter encontrado Alex antes de sua morte violenta e trazê-lo para perto de mim; quis voltar o tempo e livrá-lo da miséria em Mossoró e das mãos de seu algoz; de chamá-lo de "filho"; olhar em seus olhos e dizer "Por onde você for, eu te seguirei com meu pensamento pra te proteger"; quis apresentá-lo à minha mãe para que ela dissesse, a ele, "seu pai era igual a você quando criança e hoje eu tenho muito orgulho dele"...

Não deu, Alex. O destino nos contrariou: não nos quis juntos. Mas, em minhas orações, eu vou pedir a Deus, se é que ele existe mesmo, que ilumine sua alma...

domingo, 21 de julho de 2013

“Prêmio vai além do reconhecimento de nossas obrigações”, diz Jean Wyllys


Em vídeo, deputado explica por que Prêmio Congresso em Foco é importante no país e diz que ter sido eleito o melhor deputado no ano passado fez com que pessoas passassem a perceber seu trabalho de outra forma

por Mariana Haubert | 21/07/2013 12:30 

Paulo Negreiros/ Congemfoco
Eleito melhor deputado em 2012, Jean Wyllys acredita que prêmio ajuda população a identificar aqueles que têm compromisso com país

Quando o assunto gira em torno de política, um sem número de chavões são citados, todos com a intenção de denegrir o trabalho dos políticos em nosso país. Mas para o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), essa mentalidade está entronizada na cabeça dos brasileiros porque há muito tempo as pessoas se afastaram do sistema político do país. No entanto, ele acredita que o Prêmio Congresso em Foco é um importante instrumento para aproximar o trabalho daqueles que realmente honram o posto de parlamentares dos cidadãos comuns.

“O prêmio Congresso em Foco vai mais além do que reconhecer a obrigação de um deputado que é trabalhar, cumprir seu programa, seu plano eleitoral. O Congresso em Foco quer estimular o interesse das pessoas pela política, premiando os deputados que vão além do cumprimento da sua obrigação e que se dedicam verdadeiramente à causas de interesses populares”, afirma.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Jean Wyllys (Psol) elogia eficiência da PF na captura dos responsáveis por site racista

Sexta, 23 de março de 2012
O deputado Jean Wyllys parabeniza a eficiência da Polícia Federal (PF) e do seu Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, responsáveis pela Operação Intolerância, na captura dos criminosos responsáveis pelo site racista que funcionava sob o domínio www.silviokoerich.com.

O deputado congratula também a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Ministério da Justiça, a Safernet Brasil e todas as pessoas que fizeram boletins em delegacias e denúncias no Ministério Público, tornando-se também responsáveis por essa vitória. “Este é um triunfo da sociedade civil, pois muita gente se mobilizou contra o site”, diz o deputado, lembrando que fez duas representações contra o site na PF, além de mobilizar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, e a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

“Me mobilizei contra o site criminoso não só porque ele planejava me matar, mas sobretudo porque ofendia a dignidade de minorias”, disse Wyllys. “Quando o site me fez as primeiras ameaças de morte e eu conheci seu conteúdo, eu levantei a hipótese de conexão entre eles e Realengo e cheguei até a colocar essa suspeita no dossiê que entreguei à PF. Parece, infelizmente, que eu tinha razão. Mas o importante é que os criminosos estão presos”.

Operação Intolerância

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) cobra de Dilma coerência na defesa dos direitos humanos

Quarta, 25 de maio de 2011
                             Google Imagem
Jean Wyllys (Psol-RJ) cobra coerência de Dilma

Logo após a divulgação de que Dilma Rousseff determinou a suspensão da produção e distribuição do kit anti-homofobia do Ministério da Educação o deputado federal Jean Wyllys (Psol do Rio de Janeiro), ex-BBB, divulgou nota em que cobra da presidente a defesa dos direitos humanos. Cedendo à pressão da bancada religiosa no Congresso, Dilma determinou que o material não fosse mais distribuído as seis mil escolas de ensino médio.

De acordo com a nota de Jean Wyllys, a presidente, cobrada pelo apoio que recebeu da bancada religiosa a sua eleição em 2010, cedeu, pagou com a medida tomada hoje.

Veja a seguir a íntegra da nota de Jean Wyllys:

A pergunta que fica à presidenta Dilma, após sua decisão de suspender o kit anti-homofobia que estava sendo elaborado pelo Ministério da Educação para distribuição nas escolas, é apenas uma: onde está a "defesa intransigente dos Direitos Humanos" que a senhora prometeu quando levou sua mensagem ao Congresso?

Não basta ser sensível à violação de Direitos Humanos em terras estrangeiras, essa proteção precisa ser feita, antes, aqui.

Os representantes do fundamentalismo religioso no Congresso decidiram apresentar, à presidenta, a conta do "apoio" dado na última eleição. O preço por terem "barrado" a campanha subterrânea de difamação à então candidata é a suspensão do Escola Sem Homofobia. E Dilma pagou!

A presidenta é inteligente e sabe que os assassinatos brutais de homossexuais, que chegam a mais de 200 por ano, estão diretamente ligados aos discursos de ódio. A comunidade LGBT e pessoas de bom senso esperavam da presidenta, um pouco mais de sensibilidade a esses dados, além de um mínimo de espírito republicano e vontade de proteger a TODOS e TODAS.

Apesar das inúmeras informações corretas sobre o kit anti-homofobia divulgadas inclusive por mim, há quem insista em mentiras e equívocos. Tirando as pessoas que falam sem conhecimento de causa, baseadas em preconceitos gerados pela desinformação, o que resta é má fé e cinismo.

A presidenta Dilma sentiu na pele, o que é ser difamada e insultada por discursos de ódio, alimentados por interesses espúrios. Tenho esperança de que a presidenta volte atrás, afinal, votei nela porque acreditava que só uma mulher poderia estender a cidadania aos LGBTs e mulheres em geral.

Se a presidenta optar por ceder à chantagem - não há outro nome - dos inimigos da cidadania plena fazendo de seu mandato um lamentável estelionato eleitoral, só me resta esperar que, na próxima eleição, os LGBTs e pessoas de bom senso despertem sua consciência política e lhe apresentem também sua fatura: não voto!