Domingo, 28 de julho de 2013
Escrito por Mário Maestri
historiador e professor do PPGH da UPF
Por além das avaliações triunfalistas ─ burocráticas, oportunistas ou piedosas ─, a greve de 11 de julho foi estrondoso fracasso que superou as expectativas mais pessimistas. Mobilização de ares governistas, sem os entraves de praxe, caracterizou-se pela ausência quase total dos trabalhadores sindicalizados, na paralisação do trabalho e nas desmilinguidas manifestações. Entretanto, esperava-se que os trabalhadores fossem os protagonistas do evento.
É certo que se tratava de greve de mentirinha, chamada pela burocracia cutista, humilhada no âmago da empáfia funcional pelas estrondosas mobilizações de junho, que conseguiram, em dias, fazer o poder balançar, o que a CUT não faz, há anos! Greve marcada para quando aquelas mobilizações refluíam, para exibir sem contraponto a força operária que a burocracia cutista diz representar. Proposta abraçada pelas demais centrais, muitas de faz-de-conta, pelo MST, pela UNE e pelo próprio PT.
Sobretudo, esperava-se demonstração de força que não revivesse o fôlego das mobilizações populares, armando-as de direção operária e de pauta de exigências ambiciosa e exequível. Por precaução, propôs-se, não uma Greve Geral, mas um Dia Nacional de Luta, decretado desde arriba, sem consulta e mobilização dos de abajo.
Ajudando a Presidenta
