Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador política pública hemofílicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política pública hemofílicos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Audiência discute no dia 27 de setembro política que dificulta tratamento da hemofilia

Quarta, 13 de setembro de 2017 
A Audiência Pública será sobre Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados

Audiência discute política que dificulta tratamento da hemofilia
Do MPF
Encontro, a ser realizado no dia 27, avaliará impactos do protocolo adotado pela União, que fraciona a distribuição de medicamentos, sem levar em conta perfil do paciente ou grau da doença.

A mudança na política de distribuição de medicamentos do Ministério da Saúde (MS) que dificulta o acesso a doses para tratamento da hemofilia estará no centro das discussões da audiência pública realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), no próximo dia 27, na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília. Na pauta, o assunto principal será o polêmico protocolo adotado pela União, que estabelece o limite semanal de três unidades de medicação per capita, sem levar em conta o perfil do paciente ou a gravidade da doença. O resultado tem sido a piora na qualidade de vida dos hemofílicos, maior número de internações e, em alguns casos, mortes, além do prejuízo aos cofres públicos. A hemofilia é um distúrbio genético e hereditário que impede a coagulação sanguínea.

Para o procurador regional da República Ronaldo Albo, da Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização dos Atos Administrativos do MPF (1CCR/MPF), a audiência será um momento crucial para avaliar se o governo está disposto a rever o protocolo. Como a União detém o monopólio da produção, aquisição e distribuição de hemoderivados, os pacientes dependem exclusivamente da política para o tratamento. “É um grupo de risco diferente, por exemplo, do dos diabéticos, que podem comprar remédios nas farmácias. O hemofílico não tem outra opção. Não se encontra medicação em nenhuma farmácia. São reféns do Estado. Ou eles recebem do Estado ou morrem”, alerta o procurador.