Os sete ex-diretores terão que cumprir penas que variam de 5 a 12 anos de prisão, além de multa
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A Justiça Federal condenou sete ex-diretores do Banco Panamericano por gestão fraudulenta e apropriação indébita financeira, cometidas entre 2007 e 2010 na administração da instituição. Os atos criminosos causaram um rombo bilionário no banco, que acabou sendo vendido por seu controlador, Silvio Santos, à Caixa Econômica Federal em 2011. Segundo a ordem judicial, os condenados terão que cumprir penas de prisão que variam de 5 a 12 anos, além de pagarem multas que somam R$ 970,5 mil.
Michel Temer teve um jantar na noite
desta quinta-feira, 20, com o empresário e apresentador, dono do SBT,
Silvio Santos. O encontro foi, principalmente, para que Temer acertasse
com o homem do baú, que é amplamente conhecido nas classes populares,
uma ajuda ao governo para divulgar suas mentiras a respeito da reforma
da Previdência.
Iaci Maria Belo Horizonte
O encontro foi acertado na semana passada, quando Temer
esteve em São Paulo e quem mediou foi o amigo em comum, também
apresentador do SBT, ninguém menos do que o reacionário Ratinho, aquele
que não tem nenhum pudor em exibir uma mulher sendo agredida em seu
palco.
A ideia de Temer é apelar para o poder de comunicação de Silvio
Santos para que ele possa usar seu controle da mídia, seu alcance e
popularidade para fazer propaganda positiva da reforma da previdência,
para tentar ganhar o apoio de trabalhadoras e trabalhadores ao seu
projeto de ataques e retirada de direitos. A intenção de Temer é que o
próprio Silvio Santos – e, consequentemente, toda sua emissora, que é
uma das principais do país – faça defesa da reforma em seu programa.
Temer não quer ele mesmo ir ao programa defender seu projeto porque sabe
que seu apoio na população é de apenas um dígito,
ou seja, ele é cada vez mais rejeitado à medida que trabalhadores e
juventude questionam suas reformas que apenas descarregam a crise nas
costas dos trabalhadores.
A Agência Estado revela que o Ministério Público Federal informou que
protocolou na 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, em São Paulo,
denúncia contra 14 ex-diretores e 3 ex-funcionários do Banco
Panamericano, por supostos crimes contra o sistema financeiro nacional.
Entre os denunciados estão o ex-presidente do Conselho de Administração
do banco, Luiz Sebastião Sandoval, e o ex-diretor superintendente,
Rafael Palladino. Todos foram denunciados com base na lei nº 7.492/86,
que trata dos crimes contra o sistema financeiro nacional.
Entre 2007 e 2010, período em que se concentraram as investigações,
eles são acusados pelo MPF de fraudar a contabilidade do Banco
Panamericano, melhorando o resultado dos balanços em pelo menos R$ 3,8
bilhões (em valores não atualizados). Segundo o MPF, nesse mesmo período
eles receberam mais de R$ 100 milhões da instituição financeira, na
forma de “bônus”, e outros pagamentos considerados irregulares pelo
Ministério Público.
Silvio e Lula: livres, leves e soltos
De acordo com o MPF, a ação não trata da possível fraude na venda do
Panamericano para a Caixa Econômica Federal, que está sendo investigada
pelo Ministério Público do Distrito Federal. Mas, segundo afirma em nota
o procurador da República Rodrigo Fraga Leandro de Figueiredo, autor da
denúncia, haveria “indícios fortes no sentido de que os ‘vendedores’
agiram com dolo, ocultando fraudulenta e conscientemente os problemas da
instituição financeira durante a negociação da participação acionária”.
Os milhões que a Caixa Econômica Federal deu por
ações do quebrado Banco PanAmericano foram usados para pagar dívidas de
empresas do apresentador
ANGELA PINHO
Em janeiro deste ano, logo depois de concluir a venda de sua parte no
Banco PanAmericano, o apresentador Silvio Santos fez seu resumo
particular do caso: disse que não teve “nem lucro nem prejuízo” com o
escândalo que revelou um rombo de R$ 4,3 bilhões escondido em balanços
maquiados. O desfecho neutro do caso certamente não se aplica à Caixa
Econômica Federal, banco público que meses antes de o escândalo vir à
tona pagou R$ 739 milhões por 36% das ações do PanAmericano, com base em
uma contabilidade que não informava o prejuízo bilionário.
Quanto a Silvio Santos, se não lucrou com o episódio, certamente foi
beneficiado, ao aproveitar o negócio com a Caixa para pagar dívidas
milionárias de suas empresas. Essa é a conclusão que se pode extrair de
documentos a que ÉPOCA teve acesso e que constam das apurações sobre o
caso feitas pela Polícia Federal, pelo Banco Central e por uma auditoria
interna do PanAmericano.
Até pouco tempo atrás não se sabia o destino da bolada paga pela Caixa
ao banco de Silvio Santos. Em setembro, ele foi indagado pela Polícia
Federal se os recursos foram para o PanAmericano. “Respondeu que
acredita que sim”, registrou o escrivão. Três dias depois, a mesma
pergunta foi repetida a seu irmão, Henrique Abravanel, sócio minoritário
da holding e ex-integrante do Conselho de Administração do
PanAmericano. A resposta: “Tem certeza que os valores foram aportados no
banco”.
As declarações dos irmãos estão tão erradas quanto os demonstrativos de
contabilidade maquiados. Elas foram desmentidas em depoimento prestado
no início de outubro por um personagem-chave das tratativas com a Caixa.
Trata-se de Wadico Waldir Bucchi, presidente do Banco Central entre
1989 e 1990 e representante oficial de Silvio Santos na negociação. Ele
afirmou ao delegado Milton Fornazari Júnior que a holding do empresário
não transferiu ao PanAmericano o dinheiro recebido no negócio. A maior
parte dos valores, disse ele, foi usada para pagar dívidas do Baú da
Felicidade e da construtora Sisan, que na época faziam parte do Grupo
Silvio Santos – o Baú foi vendido em junho deste ano para o Magazine
Luiza. Alberto Toron, advogado de Silvio e de seu irmão, diz que o uso
do pagamento da Caixa foi feito de forma transparente e negou qualquer
ilegalidade no uso dos recursos para saldar dívidas do grupo.
Com autorização, Caixa teria depositado a última parcela do pagamento do negócio, no valor de R$ 232 milhões
David Friedlander, Fausto Macedo e Leandro Modé
O Banco Central (BC) já tinha indícios de irregularidades no
Panamericano quando aprovou a venda de parte do banco para a Caixa
Econômica Federal, em julho de 2010. Com a autorização, a Caixa pôde
depositar a segunda e última parcela do pagamento do negócio, no valor
de R$ 232 milhões, segundo depoimento do vice-presidente de Finanças do
banco, Márcio Percival, à Polícia Federal. O BC diz que a autorização
final só foi dada em novembro daquele ano.
Documentos internos do BC anexados aos processos que apuram as
fraudes de R$ 4,3 bilhões no então banco de Silvio Santos mostram que os
técnicos da instituição começaram a desconfiar do Panamericano em maio.
Em julho, os inspetores investigavam uma diferença de R$ 3,9 bilhões na
contabilização de carteiras de crédito cedidas para outras instituições
financeiras. Foi justamente nesse tipo de operação que se concentraram
as fraudes que quebraram o banco.
No auge da crise de 2008, instituição descartou maior parte dos ativos oferecidos pelo banco
Um ano antes de a Caixa Econômica Federal
tornar-se sócia do Panamericano, o Banco do Brasil rejeitou a maior
parte das carteiras de crédito oferecidas pelo banco que, então,
pertencia a Silvio Santos. As negociações ocorreram entre outubro e
novembro de 2008, auge da crise global. Naquele momento, bancos de
pequeno e médio porte, como o Panamericano, bateram às portas dos
grandes, como o BB, para vender essas carteiras e colocar dinheiro em
caixa.
As informações são de executivos que participaram das negociações.
Segundo esses profissionais, a qualidade das carteiras do Panamericano
era sofrível. Havia, entre outros, problemas na chamada originação dos
créditos. Um exemplo eram os financiamentos a motos de baixa cilindrada,
área em que a inadimplência costuma ser elevada.
"A Caixa Econômica e o Banco do Brasil estão envolvidos em escândalos memoráveis, infindáveis, inexplicáveis. A Caixa entrou no banco de Silvio Santos, quando ele já estava falido, e Dona Dilma longe de ser presidente."
"O Banco do Brasil podia (era uma ordem presidencial) ter feito, não da forma vergonhosa como fizeram. Ermírio de Moraes RECEBEU NA HORA 19 bilhões. E o Banco do Brasil “comprou” 49 por cento das ações desse “banquinho”."
"Se pagasse 19 bilhões por todo o “banquinho”, ainda seria caro, burro e escandaloso. Mas deixando Ermírio de Moraes no controle, como justificar? Nesse caso, Lula foi o responsável pela negociata e o desperdício de 19 bilhões, sem contrapartida para o Banco do Brasil."
"Dona Dilma só assistiu, não participou. Mas podia ter interferido. Agora, tinha a obrigação de COBRAR os 19 bilhões."
(Trechos do artigo de hoje de Helio Fernandes, na Tribuna da Imprensa, criticando a "compra" dos bancos de Sílvio Santo e de Ermírio de Moraes)
O escândalo do Banco PanAmericano, aquele que era de Sílvio Santos, volta a ser hoje (1/4) discutido na coluna do jornalista Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa. Ele critica a “compra” de 36% do PanAmericano pela Caixa Econômica Federal, tornando-se assim sócia de um prejuízo superior a R$700 milhões.
Afirmando que o escândalo justificaria uma CPI, mas que esta "não haverá de jeito algum”, o jornalista afirma: “Bom negociador, o controlador do Pactual receberá recursos para “ir tocando” o PanAmericano. E a Caixa, para que comprou 36 por cento de SS? Só para imitar o BB, que comprou 49 por cento do banquinho falido de Ermírio de Moraes?"
Da Agência Brasil Polícia Federal faz varredura na casa de ex-diretores do Banco PanAmericano
Marli Moreira - Repórter
Agentes da Polícia Federal (PF) iniciaram hoje (16) uma operação para cumprir nove mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto de Sanctis, para esclarecer a fraude no Banco PanAmericano.
Por meio de nota, a Polícia Federal informou que as investigações do caso entraram em uma nova etapa após o órgão ter recebido documentos do Banco Central. Com base nos dados analisados foi solicitada a autorização da Justiça para realizar buscas e apreensões nas casas dos principais ex-diretores estatutários do Banco PanAmericano.
“Acredita-se que ainda possam ser encontrados indícios dos crimes financeiros apontados pelo Banco Central, provas da autoria e, também, documentos que levem ao rastreamento da quantia bilionária supostamente desviada do banco”, assinala a nota da PF.
Ainda de acordo com o comunicado, os principais crimes investigados são gestão fraudulenta, indução de investidor ao erro, inserção de elemento falso em demonstrativos contábeis, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. As penas somadas podem chegar a 37 anos de prisão. Os nomes dos suspeitos não foram mencionados.
O Banco PanAmericano, pertencente ao Grupo Silvio Santos, recebeu um aporte de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir um rombo na contabilidade de operações de crédito. O banco havia vendido carteiras de crédito a instituições financeiras de grande porte, mas continuava a registrar essas operações como ativos, como se a venda nunca tivesse ocorrido. A fraude aumentava os lucros do PanAmericano.
Esta fase das irregularidades não tem número, são tantas e tão inexplicáveis, que é impossível numerá-las, contabilizá-las, identificá-las, com nomes, sobrenomes, cargos e responsabilidades. A Caixa Econômica tinha 49 por cento do PanAmericano. Responsáveis pela Caixa, disseram publicamente: “Essas irregularidades aconteceram ANTES de comprarmos parte do PanAmericano”.
Nunca vi ou soube de uma CONFISSÃO TÃO GRANDE DE CULPA. Se os próprios responsáveis (?) pela Caixa afirmam que, quando compraram parte do PanAmericano, as irregularidades já existiam, POR QUE COMPRARAM? Passaram a CÚMPLICES, deviam ter denunciado tudo ao Banco Central. (Provavelmente não fizerem por saber que o BC era conivente).
Além de cúmplices ou coniventes com as irregularidades “anteriores”, vá lá, tinham 49 por cento do PanAmericano e não tomavam conhecimento do que se passava lá dentro? (Qualquer membro do Ministério Público, vai brigar para participar dessa investigação).
Não dá nem para esmiuçar ou detalhar o que se tramava no interior do PanAmericano, com a aprovação e comprovação antecipada dos 49 por cento dos “representantes” da Caixa.
(Trecho do artigo de Hélio Fernandes na Tribuna da Imprensa de hoje (12/11), onde comenta o problema do Banco PanAmericano, de Sílvio Santos. Leia a íntegra do artigo)