Quinta, 16 de março de 2012
Do jornal "O Estado de S. Paulo"
Procurador do DF terá 30 dias para avaliar se vale abrir inquérito sobre supostas propinas pagas por laboratórios
A Anvisa informou ontem que sua procuradoria decidirá, possivelmente
hoje, se abre uma terceira sindicância, desde o ano passado, para apurar
se houve irregularidade nas concessões. O órgão recebeu ontem pedido do
deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), autor de outras denúncias
contra Agnelo, para que investigue o caso.
Ele também pedirá à Comissão de Fiscalização e Controle que convide o
presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, para prestar explicações à
Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara sobre suposto esquema de
liberação de licenças a indústrias farmacêuticas. "Essa agenda indica
que há uma tabela de propina de Agnelo para liberar certificados na
Anvisa", acusou o tucano.
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), afirmou que os dados da
Operação Panaceia a respeito de Agnelo comprovam que as agências estão
"aparelhadas politicamente". Um vídeo que está sendo examinado pela
Procuradoria-Geral da República mostra Daniel Almeida Tavares, lobista
de outra indústria farmacêutica, a União Química, acusando o governador
de receber propina de R$ 50 mil, quando diretor da Anvisa, para liberar
licenças para a empresa.
