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terça-feira, 24 de setembro de 2024

HISTÓRIA DO ANIVERSÁRIO DO GAMA (1980-1989). A transição de uma festa popular local para uma grande festa regional

Terça, 24 de setembro de 2024

Juan Ricthelly Vieira da Silva

HISTÓRIA DO ANIVERSÁRIO DO GAMA (1980-1989)


A transição de uma festa popular local para uma grande festa regional





Por Juan Ricthelly

Algo visível até essa altura da nossa história é a participação da comunidade na organização da festa de aniversário do Gama, como se pode verificar no Correio Braziliense do dia 27 agosto de 1980:

Prosseguem os contatos entre a Administração Regional e as lideranças comunitárias, visando festejar o aniversário da cidade de acordo com os anseios da comunidade. Segundo o Administrador Walmir Campelo Bezerra. “por isso é que a própria comunidade está elaborando o calendário das festividades, que se iniciarão no dia 12 de outubro e se estenderão por uma semana, quando diversas obras públicas serão entregues pelo governador Lamaison à cidade, além de outros eventos comemorativos.”

Ao longo do texto é possível verificar com base em relatos de matérias jornalísticas da época, que embora houvesse um caráter privado na FAGAMA, representado pelos empresários, comerciantes e produtores rurais, ela havia adquirido um viés comunitário e popular, se misturando com as melhorias levadas pelo Governo aos moradores.

Aqui acho importante mencionar um personagem fundamental na história não só do aniversário da nossa cidade, mas da história geral do Gama, em razão do seu protagonismo como produtor cultural que ultrapassou às fronteiras do Gama, fazendo com que outras comunidades desejassem ter uma festa parecida com a nossa.

O mineiro de nascimento e gamense de coração Geraldinho Gonçalves merece um lugar de destaque na nossa história, em razão disso optei por tratar dele em um texto a parte que comecei a escrever, por hora vou me ater mais aos fatos históricos, que são públicos e registrados que às pessoas.

Os anos 80 seriam marcantes para o Brasil e para o Gama, mudanças importantes aconteceriam na política, na economia e na sociedade, que teriam impacto na nossa cidade e consequentemente na nossa festa de aniversário.


DÉCADA DE 80


VIII FAGAMA (1980)

O Gama iria completar 20 anos, como de costume a programação cultural havia sido elaborada numa parceria entre a comunidade e Administração Regional. Uma inovação era a central de rádio amador que manteria contato com outras rádios do Brasil, transmitindo os acontecimentos.

O stand da Associação Comercial e Industrial do Gama (ACIG) na FAGAMA homenagearia o Governador com uma exposição fotográfica sobre as principais indústrias e comércio da cidade.

Uma das atrações mais esperadas era a barraca da Administração Regional que sempre oferecia novidades que chamavam a atenção dos presentes, com uma frequência diária de aproximadamente 5 mil pessoas.

Naquela edição o stand teria dados informativos sobre a cidade e um painel luminoso com interruptores que respondiam perguntas como: a data para se apresentar ao exército, as datas de vacinação e os tipos a serem tomadas, totalizando 32 indagações e suas respectivas respostas.

Havia ainda uma fonte d’água luminosa e uma homenagem ao DETRAN com informações sobre as sinalizações e obrigações no trânsito e espaço para os estudantes do SENAI apresentarem suas confecções.

O Administrador não perdia a oportunidade ressaltar o caráter comunitário da FAGAMA, dizendo naquela ocasião:

“A FAGAMA tem a finalidade de integrar a comunidade durante uma semana numa praça pública, melhorando o relacionamento do dia a dia entre as famílias e amigos.”

As festividades teriam início na madrugada do dia 12 de outubro às 5h da manhã com uma ALVORADA FESTIVA, que consistia num cortejo com carro de som pelas ruas da cidade com fogos de artifício e falas anunciando o aniversário.

Às 7h da manhã teve a missa de inauguração da IGREJA NOSSA SENHORA APARECIDA celebrada pelo Arcebispo Dom Geraldo Espírito Santo D’Ávila no Setor Oeste.

Em seguida o Governador Aime Lamaison foi recepcionado por 10 mil crianças. E às 9h30 aconteceu um dos momentos mais esperados, a abertura da VIII Feira de Amostra do Gama – FAGAMA que costumava durar uma semana após as solenidades oficiais.

Houve o IV FESTIVAL DE CHOPP do Lions Club do Gama em sua sede que estava em construção.

As inaugurações de obras públicas naquele ano, que costumavam ocorrer como um presente do Governo à cidade, foram a segunda etapa da Rodoviária do Gama, o Parque de Serviços da Administração Regional no Setor de Indústrias, a Praça de Esportes e Recreação do Setor Sul na Quadra 5 que recebeu o nome do músico Waldir Azevedo e o Centro de Formação Profissional do SENAI.

Praça em homenagem ao cantor Waldir Azevedo foi construída na Quadra 5 do Setor Sul

Como atração esportiva havia a expectativa de um jogo amistoso entre Gama e Vasco que não se concretizou em razão da agenda do clube carioca. No lugar houve a disputa do Troféu Governador Aime Lamaison – GAMA 20 ANOS entre Gama e Anápolis

O Estádio Municipal do Gama já havia adquirido o apelido de “Bezerrão”, contou uma apresentação de aeromodelismo com show especial do campeão brasileiro Comandante Atílio que representaria o Brasil no torneio Sul-Americano no Chile e a participação de 20 representantes de São Paulo, Bauru, Goiânia, Anápolis e Brasília.

A noite foi aberta com um show artístico na FAGAMA que acontecia Praça da Administração Regional com destaque para os músicos João Só e Claudio Fontana, seguido da semifinal do II FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR DO GAMA (FMPG) no auditório do Colégio do Gama (CG).



As festividades ocorreram ao longo da semana até o dia 19 de outubro contando com shows na FAGAMA, no Ginásio Coberto do Gama aconteceram o torneio de futebol de salão PERNA DE PAU e a Feira de Arte e Ciências com participação de estudantes da cidade.

Cabe mencionar o Recital de Violão regido pelo Professor de Música José Edson de Souza Lima no auditório Administração Regional, morador da cidade há 19 anos, o recital foi dividido em duas partes, a primeira sendo dedicada à Música Popular Brasileira com peças de Pixinguinha, Dilermando Reis, E. Souto, João Pernambuco e J. Canhoto. A segunda parte com música clássica e erudita de Sávio, N. Coste, A. Barros e outros.