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(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 20 de abril de 2021

MPF denuncia Mouhamad Moustafa por sonegar mais de R$ 10 milhões em contribuições previdenciárias e sociais no AM

Terça, 20 de abril de 2021

Ação penal inclui ainda como alvos Karina Moustafa e Priscila Marcolino, também administradoras da empresa Simea

Imagem: Stockphotos

Do MPF

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia à Justiça Federal contra os irmãos Mouhamad Moustafa e Karina Moustafa, médicos e empresários, e também contra a advogada Priscila Marcolino, por sonegarem mais de R$ 10 milhões em contribuição previdenciária e outras contribuições sociais referentes aos funcionários da Sociedade Integrada Médica do Amazonas (Simea).

Na denúncia, o MPF aponta que Mouhamad, Karina e Priscila cooptaram profissionais das áreas médica e odontológica para trabalharem como sócios da empresa, em vez de serem contratados como funcionários assalariados e segurados da Previdência Social. Os supostos sócios detinham participação individual no capital social da Simea entre 0,10% e 0,30%.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

OSs são isso aí, guerreiro! Maus Caminhos dos recursos públicos. Operação Eminência Parda: MPF denuncia quatro pessoas por lavagem de R$ 26 milhões no AM

Terça, 10 de dezembro de 2019
Do MPF
Ação aponta que Mouhamad Moustafa entregou valores mensais ao empresário José Lopes, para ocultar origem ilegal
A Justiça Federal recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas contra Mouhamad Moustafa, José Lopes, Priscila Marcolino Coutinho e Edite Hosoda Monteiro por lavagem de dinheiro. A denúncia faz parte dos desdobramentos da Operação Eminência Parda, quinta fase da Operação Maus Caminhos.
No documento, o MPF aponta que, entre março de 2014 e julho de 2016, o empresário José Lopes recebeu de Mouhamad Moustafa, com a finalidade de ocultação, 25 parcelas mensais de R$ 1,04 milhão, totalizando R$ 26 milhões, valores estes provenientes dos crimes de peculato já denunciados em outras fases da Maus Caminhos. Na denúncia, o órgão relata que os pagamentos eram feitos quase sempre pessoalmente, na casa do empresário, escolhido para operar a lavagem de dinheiro em razão de possuir parte de seus negócios relacionados à pecuária e, por isso, lidar com grandes quantias em espécie de forma corriqueira, facilitando a inclusão dos valores no mercado.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

OSs, máfia na saúde: Justiça condena réus da Operação Maus Caminhos por peculato em pagamentos superfaturados

Quinta, 15 de agosto de 2019
Do MPF
Valores pagos por serviço de lavanderia superavam em mais de 900% os valores de mercado; mais de R$ 630 mil foram desviados entre 2015 e 2016
Arte retangular com fundo marrom e a palavra Condenação escrita em letras claras.
Arte: Secom/PGR
A Justiça Federal condenou também a advogada Priscila Marcolino Coutinho a oito anos e quatro meses de prisão, a enfermeira Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Corrêa da Silva a dois anos e dois meses de prisão e o empresário Erhard Lange a cinco anos e dez meses de prisão. Os quatro réus foram condenados pelo crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal.O médico e empresário Mouhamad Moustafa foi condenado a 11 anos e oito meses de prisão por pagamentos superfaturados a empresa Ita Serviços, por serviços de lavanderia prestados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Maternidade Tabatinga, no valor de R$ 630 mil. A sentença condenatória foi proferida pela Justiça Federal em ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, em decorrência da Operação Maus Caminhos.
Os pagamentos superfaturados foram realizados em contrato mantido pelo Instituto Novos Caminhos (INC) com a empresa Ita Serviços. Apesar de o contrato não prever o preço do quilo da roupa lavada, ao se considerar a média de roupa efetivamente lavada e o valor de R$ 50 mil pago mensalmente, ficou constatado que o preço pago por quilo, de R$ 27,77, superava em mais de 900% o valor do mercado. Por serviços semelhantes, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) pagava R$ 2,77 a cada quilo de roupa lavada.
Apuração do MPF indicou que foram emitidas 14 notas fiscais de serviços pelo INC para a Ita Serviços, entre os anos de 2015 e 2016. Do total de R$ 700 mil pagos à empresa, com recursos federais, R$ 630 mil correspondem ao superfaturamento.
A sentença judicial aponta que Mouhamad Moustafa era o principal receptor dos valores desviados dos fornecedores do INC, seja por superfaturamento ou pelo pagamento de serviços não prestados efetivamente. O médico, considerado o controlador de fato do INC, que recebia de volta uma parte dos valores pagos aos fornecedores, foi condenado pelo crime de peculato, assim como ao pagamento de multa de mais de R$ 1 milhão.
Priscila Marcolino Coutinho era responsável pela gestão financeira da organização criminosa e autorizava a transferência dos valores superfaturados à empresa Ita Serviços. Além da pena de prisão, a advogada foi condenada ao pagamento de multa superior a R$ 130 mil.
Já Jennifer Naiyara da Silva era a presidente do INC e assinou o contrato do instituto com a Ita Serviços. Como supervisora operacional dos contratos celebrados, tinha ciência dos pagamentos superfaturados e procurava manter o funcionamento da engrenagem criminosa. A enfermeira teve a pena reduzida em decorrência de acordo de colaboração premiada.
O empresário Erhard Lange era o proprietário e representante legal da Ita Serviços, responsável pela assinatura do contrato com o INC. Lange deverá também pagar multa de mais de R$ 230 mil.
Os réus foram condenados ainda ao ressarcimento dos danos causados ao patrimônio público de R$ 630 mil, corrigidos monetariamente.
A ação penal tramita na 4ª Vara Federal no Amazonas, sob o nº 8140-65.2017.4.01.3200. Da sentença, cabe recurso.
Operação Maus Caminhos – Em 2016, a Operação Maus Caminhos desarticulou um grupo que desviava recursos públicos por meio de contratos firmados com o governo do estado para a gestão de três unidades de saúde em Manaus, Rio Preto da Eva e Tabatinga, feita pelo Instituto Novos Caminhos (INC), instituição qualificada como organização social.
As investigações que deram origem à operação demonstraram que, dos quase R$ 900 milhões repassados, entre 2014 e 2015, pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES), mais de R$ 250 milhões teriam sido destinados ao INC. A apuração indicou o desvio de recursos públicos, além de pagamentos a fornecedores sem contraprestação ou por serviços e produtos superfaturados, movimentação de grande volume de recursos via saques em espécie e lavagem de dinheiro pelos líderes da organização criminosa.
As operações Custo Político, Estado de Emergência, Cashback, Vertex e Eminência Parda, desdobramentos da Operação Maus Caminhos, mostraram, ainda, o envolvimento de agentes públicos, de políticos da alta cúpula do Executivo estadual, entre eles o ex-governador José Melo, e de pessoas ligadas a agentes públicos em um esquema de propina criado para acobertar e colaborar com os desvios feitos pelo grupo que geria as unidades de saúde, liderado pelo médico Mouhamad Moustafa.
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O Gama Livre recomenda a leitura:

A máfia das OSs e a privataria na saúde pública. Nova fase da Operação Maus Caminhos cumpre mandados de prisão e buscas. Alvo da operação é o grupo do senador e ex-governador do Amazonas Omar Aziz (PSD). Mulher dele foi presa hoje

OSs — Maus Caminhos: superfaturamento, propina e pagamentos sem serviço motivam novas ações do MPF; superfaturamento chegava a 100%

segunda-feira, 23 de julho de 2018

OS é o Cão. Maus Caminhos: MPF denuncia médico e empresário Mouhamad Moustafa e outros oito por crime de tortura

Segunda, 23 de julho de 2018
Do MPF
Crime teria sido cometido para obter das vítimas, funcionários da empresa Salvare, a confissão por supostos desvios de dinheiro
Segundo as investigações, em junho de 2016, Mouhamad Moustafa, auxiliado por policias que faziam parte de sua equipe de segurança, cometeram tortura contra Gilmar Fernandes Correa e André Paz Dantas, mediante o emprego de violência e grave ameaça, com o intuito de obter confissão dos desvios, em tese, cometidos por eles na empresa de Mouhamad, Salvare Serviços Médicos Ltda. O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal o médico e empresário Mouhamad Moustafa, a empresária Priscila Marcolino Coutinho, a enfermeira Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva e outros seis policiais civis e militares pelo crime de tortura contra Gilmar Fernandes Correa e André Paz Dantas, então funcionários da empresa Salvare, envolvida em uma organização criminosa que desviava milhões de reais da saúde pública do estado do Amazonas, desarticulada na Operação Maus Caminhos. As vítimas foram acusadas pelos autores do crime de desvios de dinheiro dentro do próprio esquema de corrupção.
Conforme apuração do MPF, Priscila Coutinho havia alertado Mouhamad que Gilmar e André, à época empregados no setor de contabilidade da Salvare, teriam desviado recursos da folha de pagamento da empresa para benefício próprio. Mouhamad então determinou que a chefe do núcleo operacional da organização criminosa, Jennifer Silva, marcasse uma reunião mais reservada com Gilmar e André, usando a desculpa de que haveria necessidade de um serviço contábil na sede da Salvare e que, de lá, iriam para a sede da empresa Total Saúde, que também fazia parte do grupo empresarial.
Após deixar a Salvare, Gilmar e André seguiram de carro com Jennifer, que alegou a necessidade de passar na casa dela para buscar um documento antes de seguirem para a sede da Total. Já na casa de Jennifer, as vítimas foram convidadas a entrar no imóvel, onde Aroldo da Silva Ribeiro, o Coronel Aroldo, com arma em punho, ordenou que Gilmar e André fossem algemados. Depois disso, Mouhamad chegou ao local e colocou sobre a mesa um revólver, falando para Gilmar e André que “a casa tinha caído”, referindo-se à descoberta dos desvios na empresa. O médico então disse que ambos deviam confessar, além de indicar se alguém mais estava envolvido no esquema de desvio.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Trambiques de OSs na saúde: Na Operação Custo Político, o MPF denuncia ex-secretário da Casa Civil por corrupção

Terça, 26 de junho de 2018
Do MPF
Texto escrito DENÚNCIA
Arte: Secom PGR
Esquema revelado a partir da operação Maus Caminhos incluía propina paga a agentes políticos por meio de “mesada” e outras vantagens
A participação de Raul Zaidan no esquema de corrupção foi revelada com a deflagração, em dezembro de 2017, da Operação Custo Político, desdobramento da Operação Maus Caminhos. Entre setembro e dezembro de 2015, ele recebeu de Mouhamad um veículo de luxo modelo Dodge Journey, avaliado em R$ 195 mil, a blindagem do veículo, no valor de R$ 47 mil, e o seguro do carro, que custou R$ 5.850,00.O Ministério Público Federal denunciou o ex-secretário da Casa Civil do Estado do Amazonas, Raul Zaidan, e os empresários Mouhamad Moustafa e Priscila Coutinho por corrupção. Raul Zaidan recebeu de Mouhamad, com a participação de Priscila, mais de R$ 249 mil em propina, paga com dinheiro público, para favorecer o esquema de desvio de recursos públicos da saúde revelado pela Operação Maus Caminhos.