Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 29 de março de 2026

Como Ricardo Nunes desmonta o SUS em São Paulo

Domingo, 29 de março de 2026

Como Ricardo Nunes desmonta o SUS em São Paulo

Moradores do centro da cidade estão sem hospitais e com a atenção básica desmantelada. Prefeitura tenta abafar escândalo com OSS ao mesmo tempo em que promove ataque aos movimentos sociais que a questionam. Manifestação está marcada para a próxima segunda

No dia 10 de março, a prefeitura de São Paulo publicou o Decreto 64.999, que trata da reorganização administrativa do SUS na cidade. Dividida em cinco zonas administrativas, a nova medida faz a chamada Supervisão Técnica da Sé ser absorvida pelo seu equivalente da zona norte. A medida causou indignação e tem sua própria legalidade questionada pelo movimento social de saúde.

A iniciativa da prefeitura de Ricardo Nunes se dá em razão do estouro de mais um escândalo de corrupção em sua gestão. No caso, veio à tona denúncia de que a Associação Filantrópica Nova Esperança (AFNE), organização social (OS) que administra Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) do centro, tem uma folha de pagamentos de funcionários fantasmas, o que levou à suspensão do contrato.

quinta-feira, 20 de maio de 2021

FUABC DEVE R$ 109 MILHÕES PARA A PREVIDÊNCIA

Quinta, 20 de maio de 2021
Organização social integra a lista das 500 maiores devedoras do INSS

Do Site Ataque aos Cofres Públicos
Com informações do Diário do Grande ABC

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Reportagem do Diário do Grande ABC mostra que a organização social Fundação do ABC está na lista dos 500  maiores devedores do País da Previdência Social. A empresa que toma conta de boa parte das principais unidades de saúde e hospitais públicos nas redes estaduais e municipais de Saúde do Estado não é um bom exemplo no que tange ao cumprimento das regras tributárias.

Atualmente, conforme a matéria, o passivo da Fundação é de R$ 109,5 milhões junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O valor consta inclusive da relação oficial da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional com empresas públicas, privadas, governos estaduais e prefeituras.

terça-feira, 21 de julho de 2020

DIRETOR DE OS INVESTIGADA FOI O QUINTO MAIOR DOADOR DE CAMPANHA DE WITZEL

Terça, 21 de julho de 2020
Segundo dados do TSE, diretor médico transferiu R$ 75 mil para o então candidato ao Governo do Estado


Fonte: Yahoo, G1, Blog do Berta e Jornal O Globo

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A imprensa do Rio de Janeiro traz em destaque no noticiário político uma informação que não chega a ser novidade, mas que é sempre bom relembrar para que os adeptos da terceirização da Saúde entendam do que se trata entregar para empresas privadas o comando de áreas públicas consideradas essenciais.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

OS, terceirização, quarteirização da saúde é isso aí: PF cumpre 5 mandados de prisão por fraudes na saúde

Quinta, 14 de maio de 2020
Investigação apura desvios de R$ 3,95 milhões em recursos para a saúde

Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro
Policiais federais cumprem hoje (14) cinco mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em uma investigação sobre desvios de R$ 3,95 milhões em recursos públicos na área da saúde, no Rio de Janeiro.

A operação é feita em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Segundo o MPRJ, os valores foram repassados a uma organização social (OS) pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio, para a administração de unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

terça-feira, 28 de abril de 2020

Isso é OS, isso é Instituto, animal! Força-Tarefa Maus Caminhos do MPF apresenta balanço de um ano de atuação no Amazonas

Terça, 28 de abril de 2020
Do MPF
Órgão atuou em mais de 200 processos a partir do grupo de trabalho; atuação do MPF no caso ficará a cargo de um novo membro, após o fim da força-tarefa
Em destaque no centro da imagem se lê a palavra Resultado na cor azul.
Arte: Secom/PGR
Entre os meses de fevereiro de 2019 e fevereiro de 2020, a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) criada para conduzir as atuações referentes à Operação Maus Caminhos, no Amazonas, atuou diretamente em 204 processos judiciais. Os dados foram divulgados pelo grupo de trabalho, que foi constituído para atuar pelo prazo de um ano, e apresentados em documento encaminhado à Corregedoria-Geral do MPF.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

OSs na saúde: Justiça condena 11 réus da Operação Maus Caminhos por organização criminosa no Amazonas

Quinta, 27 de fevereiro de 2020
Do MPF
Grupo foi denunciado pelo MPF em 2016 por envolvimento no esquema de desvio de recursos do sistema público de saúde estadual; multas ultrapassam R$ 3,2 milhões
Imagem com fundo marrom onde está escrito em letras brancas a palavra "Condenação"
Arte: Secom PGR


A Justiça Federal condenou 11 réus em ação penal decorrente da Operação Maus Caminhos por organização criminosa, sendo três deles também condenados por obstrução de investigação. O grupo foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2016, por envolvimento em um extenso esquema de desvio de recursos públicos destinados à pasta de saúde no Amazonas. Somadas, as multas aplicadas aos réus na sentença ultrapassam R$ 3,2 milhões.
Além das multas individuais em dinheiro, as penas de prisão aplicadas variam de quatro a nove anos e quatro meses. Com exceção de Gilberto de Souza Aguiar, preso por ter violado as medidas cautelares impostas para concessão de liberdade provisória, os demais réus poderão recorrer da sentença em liberdade.
Na sentença, a Justiça ressalta diversas situações e diálogos entre os réus que comprovam a associação e atuação coordenada entre eles para superfaturar contratos e desviar recursos públicos que deveriam ser aplicados em unidades de saúde, destruir e adulterar provas e atrapalhar os trabalhos de fiscalização dos órgãos de controle. Entre os condenados nessa nova sentença estão empresários, gestores do Instituto Novos Caminhos (INC) e de unidades de saúde envolvidas no esquema.
Ao expor, em diversos trechos da sentença de condenação, a extravagância ostentada pelos membros da cúpula da organização no uso do dinheiro desviado dos cofres públicos, a Justiça destaca duas situações em especial, reveladas durante as investigações, que demonstram na prática tal comportamento. Em uma delas, o médico e empresário Mouhamad Moustafa, apontado pelo Ministério Público como o principal articulador da organização criminosa, conta por telefone que distribuiu aleatoriamente R$ 100 mil na rua, em pacotes de mil reais, durante o Natal de 2015. Na outra, o médico narra os gastos milionários que tem para sustentar seus familiares e com bens de alto valor como apartamentos, lancha e automóveis de luxo.
Além da condenação por organização criminosa, os réus Rodrigo Aroli, Dilson de Jesus e Pauline Campos também foram condenados por obstrução de investigação, já que omitiram informações ou deram declarações falsas para atrapalhar as investigações da Controladoria-Geral da União (CGU). A Justiça definiu a pena de Aroli em oito anos de prisão e pagamento; a de Dilson, em cinco anos, nove meses e dez dias de prisão; já Pauline foi condenada a nove anos e quatro meses de prisão.
Os demais réus – Euler Baumgratz, Paulo Roberto Galácio, Gilmar da Silva, Davi Flores, Gilberto Aguiar, Erhard Lange, Pablo Pereira e Márcia Alessandra do Nascimento – foram condenados a penas que variam de quatro a oito anos de prisão.
A ação penal segue tramitando na 4ª Vara Federal do Amazonas, sob o número 5463-62.2017.4.01.3200 e cabe recurso da sentença.
Organização em três núcleos – De acordo com o MPF, entre 2014 e 2016, a organização criminosa, por meio do Instituto Novos Caminhos (INC) e de seus fornecedores, cometeu crimes de licitação, peculato e lavagem de dinheiro, provocando prejuízo aos cofres públicos de, no mínimo, R$ 50 milhões. Mouhamad Moustafa e outros três réus que faziam parte do núcleo principal do esquema criminoso foram condenados pela Justiça em maio de 2018, também por organização criminosa, em ação à parte que foi desmembrada do processo agora sentenciado.
Durante as investigações, o MPF identificou três núcleos da organização: o núcleo financeiro, o operacional e o empresarial. O núcleo financeiro era comandado por Priscila Marcolino, condenada em 2018 e apontada como responsável pelo fluxo de dinheiro e pagamentos realizados pelo INC aos seus fornecedores, dentre estes Salvare, Total Saúde e Simea. Além de Priscila, também faziam parte do núcleo financeiro, auxiliando na prática dos delitos, o contador das três empresas, Gilmar Fernandes Corrêa da Silva, e o diretor executivo da Salvare, Dilson Maciel de Jesus.
Presidente do INC a partir de dezembro de 2014 e também condenada na sentença de 2018, Jennifer Naiyara Silva era chefe do núcleo operacional e responsável pelas contratações de pessoal e fornecedores do instituto. Segundo a denúncia do MPF, este núcleo contava ainda com a participação dos gestores do INC Paulo Roberto Bernardi Galácio, Euler de Paula Baumgratz e Rodrigo Fernandes Aroli, e de gestores de unidades hospitalares administradas pelo grupo: a diretora executiva da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, em Manaus, Márcia Alessandra Silva do Nascimento; o diretor do Centro de Reabilitação em Dependência Química (CRDQ) do Estado do Amazonas, em Rio Preto da Eva (AM), Pablo Gnutzmann Pereira; e a diretora executiva da UPA 24h e Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga (AM), Pauline Azevedo Sá Campos.
Já o núcleo empresarial era composto pelos sócios das empresas que forneciam serviços e produtos ao INC. O núcleo era formado pelo administrador da Amazônia Gestão Hospitalar e condenado em 2018, Alessandro Viriato Pacheco, pelo administrador da D’Flores, Davi de Azevedo Flores, pelo administrador da Medimagem, Gilberto de Souza Aguiar, e pelo administrador da Ita – Serviços de Construção e Manutenção Civil em Geral, Erhard Lange. Segundo o MPF, eles emitiam notas fiscais relativas a serviços não prestados ou produtos não entregues ou superfaturados, comprometendo-se a devolver à organização criminosa os valores excedentes.
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O Gama Livre recomenda a leitura de:

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Ministério do Trabalho investiga quarteirização de médicos por OSs em Nova Iguaçu. Profissionais não são enquadrados nas regras da CLT, que dariam direito, por exemplo, a férias e 13º salário.

Quinta, 6 de fevereiro de 2020
Do Ataque aos Cofres Públicos
A quarteirização da força de trabalho, inclusive dos postos que atuam diretamente na principal atividade das unidades (atividade-fim), é uma marca das organizações sociais contratadas para gerir serviços públicos.
Assim, médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem vinculados a empresas contratadas por OSs são cada vez mais comuns nos hospitais, unidades de pronto atendimento e ambulatórios públicos. Esses profissionais recebem salários mais baixos e não contam com todas as garantias trabalhistas. Muitos são direcionados a atuar como pessoas jurídicas para empresas contratadas por OSs, que por sua vez são contratadas pelo poder público.
Essa realidade tem precarizado os serviços médicos no âmbito do SUS e constituem um risco cada vez mais perigoso aos pacientes por razões óbvias. Quanto mais barata e explorada é a força de trabalho, menor a qualidade das atividades prestadas.
O Blog do Berta, do jornalista Rubem Berta, fez uma matéria bastante ilustrativa de como tem se expandido esse método de barateamento dos serviços para obtenção de maiores taxas de lucro pelas empresas que orbitam nessa nova realidade do SUS.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

OS ficha suja IPCEP tem R$ 5,2 milhões bloqueados pela Justiça

Domingo, 2 de fevereiro de 2020
Do site
Ataque aos Cofres Públicos

Governo do Estado rompeu unilateralmente os contratos após tomar conhecimento de irregularidades praticadas pelo IPCEP


A Organização social Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP), que teve os contratos de gestão dos hospitais Metropolitano e Geral de Mamanguape, na Paraíba, rescindidos pela Administração Estadual, sofreu um bloqueio de R$ 5.191.665,89 em suas contas.

sábado, 28 de dezembro de 2019

Médicos de Hospital podem parar atividades a partir deste sábado

Sábado, 28 de dezembro de 2019
Terceirizados temem ser demitidos sem todos os direitos

Do site Ataque aos Cofres Públicos
Médicos do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, na Paraíba, podem parar as atividades a partir deste sábado (28).
A informação foi apurada com exclusividade pela repórter Pollyana Sorrentino, no programa Tambaú da Gente, da TV Tambaú. Segundo Magliano a decisão aconteceu após o fim do contrato com a Organização Social , Instituto Acqua, que gerenciava a unidade hospitalar.
Nesta semana, o governador João Azevêdo (sem partido) determinou o fim dos contratos com todas as Organizações Sociais em hospitais da Paraíba. A deliberação foi um efeito
das investigações da Operação Calvário, que apuram o desvio de verbas públicas na área da saúde por meios de OSs e empresas por elas quarteirizadas.

Geralmente, quando polêmicas e escândalos envolvendo OSs emergem nas administrações públicas, os primeiros a sentirem os efeitos são os profissionais por elas contratados, que muitas vezes ficam com salários atrasados ou são demitidos sem receber as verbas rescisórias.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, os representantes do Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba (SIMED-PB) e o CRM conversa com o secretario de Saúde, onde esclareceram que todos os trabalhadores do Hospital de Trauma estão cientes de como será mudança administrativa.
A secretaria ainda informou que os funcionários ficam na gestão direta até abril de 2020, quando a fundação PB Saúde assume as atividades de administração. Os novos contratos de trabalho serão feitos por meio da administração pública.
Nesta sexta-feira (27), João Azevêdo nomeou Leonardo de Lima Leite para administração do Hospital de Trauma.
Fim das OS
Os contratos com as organizações sociais devem ser encerrados entre o mês de dezembro e de fevereiro, prazo final do último contrato com OS.

No caso do Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, a gestão está sob responsabilidade do Instituto Acqua até este sábado (28). A administração do Ipcep no Hospital Geral de Mamanguape também se encerra neste sábado.
Inicialmente, todas as unidades voltam para a administração da Secretaria de Saúde, mas depois serão incorporadas à Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde). A criação dessa autarquia está tramitando na Assembleia Legislativa da Paraíba.
A expectativa do governador é a de que a PB Saúde possa ser aprovada em fevereiro. Com isso, o decreto de criação sairia em março e já em abril os hospitais comecem a ser incorporados.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

OSs é isso aí, animal! MPF abre inquérito sobre irregularidades na saúde de Pernambuco

Quarta, 23 de outubro de 2019
Dentre as irregularidades, um possível superfaturamento de 62% e casos de fala de economicidade em contratos firmados pelas OSs com fornecedores que atuam em unidades médicas


Do
Ataque aos Cofres Públicos, com informações do Blog do Jamildo

O Ministério Público Federal de Pernambuco decidiu abrir um inquérito para apurar as irregularidades cometidas por organizações sociais no Estado. O documento foi remetido para análise do MPF pelo Ministério Público de Contas (MPCO), vinculado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
De acordo com o MPCO, houve um aumento crescente das despesas nos contratos entre o Estado e as organizações sociais de saúde (OS), desde 2009, quando teve início este modelo de gestão.
Matéria do site Blog do Jamildo, mostra que o MPF se apoia em dados comparativos entre os anos de 2011 e 2016. Nesse período houve aumento de 145% nos recursos repassados às organizações do terceiro setor. Para o TCE, é preciso ter mais transparência efetiva e detalhamento do emprego desse dinheiro público.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Organização Social é apontada por suposto desvio de recursos em Hospital Regional

Quarta, 21 de agosto de 2019
Indícios de desvios são decorrentes especialmente de contratos relacionados à terceirização ou “quarteirização” dentro do Hospital

Do site Ataque aos Cofres Públicos*

OS Instituto Gerir é apontado por suposto desvio de recursos em Hospital Regional

Mais irregularidades envolvendo organizações sociais (OSs) seguem engrossando as páginas dos dossiês de investigações e dos processos na Justiça.

sábado, 17 de agosto de 2019

UPA terceirizada custa o mesmo que Hospital Regional gerido pelo Estado

Sábado, 17 de agosto de 2019
“Como pode”, questiona deputada sobre suposta economia com Organizações Sociais, que os governos adeptos da terceirização gostam repetir ao justificar a mudança no modelo de gestão

Do
Ataque aos Cofres Públicos
Com Fonte: Portal Mídia  

terça-feira, 30 de julho de 2019

São as OSs, animal! Que são maus caminhos. Operação Eminência Parda: mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos no AM

Terça, 30 de julho de 2019
Do MPF
Sexta fase da Operação Maus Caminhos indica participação de empresário pecuarista em lavagem de dinheiro e peculato com recursos públicos desviados da saúde do Estado
A Justiça Federal determinou a prisão preventiva de dois empresários e a prisão temporária da assessora de um deles, após pedido do Ministério Público Federal (MPF), na sexta fase da Operação Maus Caminhos, intitulada Operação Eminência Parda. São investigados crimes de lavagem de dinheiro e peculato envolvendo organização criminosa que comandava esquema de desvios de recursos públicos da saúde do Amazonas.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

De novo os Maus Caminhos das OSs: Desvio milionário no Amazonas em contrato de alimentação para unidades de saúde é objeto de nova ação do MPF

Segunda, 22 de julho de 2019
Do MPF
Quatro pessoas são acusadas de desviar, de diferentes maneiras, R$ 1,9 milhão de recursos federais em benefício de empresa que prestava serviços para o Instituto Novos Caminhos (INC)
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou quatro réus da Operação Maus Caminhos pelo crime de peculato e pediu o ressarcimento de R$ 1.993.263,14, em valores não atualizados, como forma de reparar os danos causados. Segundo a nova denúncia, Mouhamad Mustafa, Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva, Edson Tadeu Ignácio e Pablo Gnutzmann Pereira desviaram e se apropriaram de recursos públicos federais em benefício da empresa M. L. Comercial Alimentos, prestadora de serviços para o Instituto Novos Caminhos (INC).
Em 2015, o INC contratou a M. L. Comercial para fornecer refeições à Unidade de Pronto Atendimento Campos Salles (UPA/CSL) e ao Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz (CRDQ). Ainda que os contratos tenham sido firmados oficialmente em agosto de 2015, as investigações identificaram que a empresa começou a emitir notas fiscais por serviços supostamente prestados ao INC em dezembro de 2014. Emitidas até fevereiro de 2016, as notas somam o valor total de R$ 4.386.072,20, entretanto, os pagamentos realizados alcançam o valor de R$ 4.504.028,70.

domingo, 7 de abril de 2019

Organização Social é isso: Tribunal de Contas julga irregular a terceirização de exames; veja nota da Pró-Saúde contestando informações da postagem

Domingo, 7 de abril de 2019
Ao final dessa postagem foi incluída agora, 11h15 do dia 8 de abril de 2019, Nota da Pró-Saúde, recebida  hoje às 9h51 no e-mail do Gama Livre, lamentando o que chama de equívocos da matéria. Leia a nota ao final.
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Do Ataque aos Cofres Públicos, com informações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo

Contrato, firmado com a Pró-Saúde, não teve transparência na prestação de contas
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) manteve decisão anterior e julgou irregulares as prestações de contas relativas ao contrato de gestão que a Prefeitura de São Vicente firmou com a organização social Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social Hospitalar.

sábado, 9 de março de 2019

Nós já sabíamos: OS Pró-Saúde protagoniza esquema de corrupção com direito a padre envolvido em fraudes

Sábado, 9 de março de 2019
Delação de um ex-padre e depoimentos oficiais do próprio ex-governador fluminense Sérgio Cabral revelam os desvios gigantescos da Saúde

Do
Ataque aos Cofres Públicos

Wagner Portugal
Durante o desenrolar dos preparativos para o Carnaval mais um escândalo envolvendo organizações sociais de saúde, terceirização dos serviços públicos, corrupção e até membros da Igreja Católica veio à tona.
Os detalhes, divulgados a partir de uma delação de um ex-padre que foi braço direito do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro de 1997 até aos últimos anos, expõem o tamanho do fosso de corrupção por onde escorrem milhões do SUS.
Wagner Augusto Portugal foi o ex-religioso que confessou à Operação SOS, um desdobramento da Operação Lava-Jato, a sua própria participação num desvio milionário através da organização social ligada Pró-Saúde, ligada à Arquidiocese Fluminense. Com essa delação, pela primeira vez a Lava-Jato aproxima-se das cúpulas da Igreja Católica.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

PF apreende R$ 55 mil em escritório de OS suspeita de desviar R$ 7 milhões; método usual nas terceirizações, após vencer as licitações, a OS passava a contratar de forma direta, sem concorrência, empresas ligadas a seus gestores

Segunda, 28 de janeiro de 2019
Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH) é investigado por diversas irregularidades na Saúde

Fonte: Ataque aos Cofres Públicos com informações de Surgiu.com

A Polícia Federal apreendeu R$ 55 mil no escritório de uma organização social de Goiás durante uma operação que investiga desvio de R$ 7 milhões da Secretaria da Saúde de Araguaína, no Tocantins.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

OSs na Saúde: Hospitais terceirizados gastam mais e acumulam problemas

Terça, 18 de dezembro de 2018
Segundo levantamento, Hospital Infantil de Vila Velha e HEUE, no Espírito Santo, recebem cada vez mais recursos públicos sem melhorias concretas

Fonte: Século Diário

O jornal Século Diário, do Espírito Santo, trouxe no último dia 16 uma reportagem bastante ilustrativa sobre o potencial de desperdício de dinheiro público e de riscos à saúde que a gestão por meio das organizações sociais de Saúde em hospitais e demais unidades públicas podem acarretar.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

OSs — Maus Caminhos: superfaturamento, propina e pagamentos sem serviço motivam novas ações do MPF; superfaturamento chegava a 100%

Terça, 23 de outubro de 2018
O empresário e médico Mouhamad Moustafa e a empresária Priscila Marcolino Coutinho, que integravam a cúpula da organização criminosa que articulou os desvios, são réus em todas as ações de improbidade e nas ações criminais
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Do MPF
Superfaturamento chegava a 100% do valor real do serviço; pagamentos por fornecimento de serviços assistenciais e de software hospitalar foram feitos sem o devido serviço prestado
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal nove novas ações de improbidade administrativa e três ações criminais contra empresários, servidores públicos, ex-secretários de Estado e empresas envolvidas em desvios milionários de recursos da saúde no estado do Amazonas, revelados a partir da Operação Maus Caminhos. Superfaturamento em serviços prestados, pagamentos efetivados sem a contraprestação do serviço e pagamento de propina a agentes públicos estão entre as condutas que levaram o MPF a ajuizar as ações.
O empresário e médico Mouhamad Moustafa e a empresária Priscila Marcolino Coutinho, que integravam a cúpula da organização criminosa que articulou os desvios, são réus em todas as ações de improbidade e nas ações criminais.
Entre os réus nas ações de improbidade administrativa estão também as empresas Salvare, D de Azevedo Flores, Alessandro Viriato Pacheco e Amazônia Serviços e Comércio – fornecedoras do Instituto Novos Caminhos (INC) – e que receberam pagamentos superfaturados por serviços prestados a unidades de saúde administradas pelo INC: Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, em Manaus; Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz (CRDQ), em Rio Preto da Eva; e Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Organização Social também é tortura. Maus Caminhos: MPF processa Mouhamad Moustafa e mais oito por improbidade administrativa pela prática de tortura

Quinta, 13 de setembro de 2018
Do MPF
Dentre os envolvidos no crime estavam policiais militares, um policial civil e os líderes da organização criminosa
Médico examinando hematoma em uma pessoa
Foto: iStock
Segundo as investigações, em junho de 2016, Mouhamad Moustafa, auxiliado por policiais que faziam parte de sua equipe de segurança, praticou tortura contra Gilmar Fernandes Correa e André Paz Dantas, mediante o emprego de violência e grave ameaça, com o intuito de obter confissão de desvios, em tese, cometidos por eles na empresa de Mouhamad, Salvare Serviços Médicos Ltda. Priscila Marcolino Coutinho e Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva também participaram do ato criminoso.O Ministério Público Federal (MPF) ingressou, na Justiça Federal, com uma ação de improbidade administrativa contra o médico e empresário Mouhamad Moustafa, a empresária Priscila Marcolino Coutinho, a enfermeira Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Correa da Silva e outros seis policiais civis e militares pela prática de tortura.