Terça, 14 de junho de 2016
Da Tribuna da Imprensa
Por TEREZA CRUVINEL - Via blog da autora
O
capitalismo brasileiro tem aversão ao risco e adora uma boquinha.
Segundo publicou a Folha de S. Paulo, os cinco principais programas de
estímulo à indústria brasileira vão consumir, em isenções fiscais, R$ 52
bilhões até o final do ano. E tudo indica que os beneficiários não
cumpriram as contrapartidas, tais como investimentos, atualização
tecnológica e inovação. Simplesmente embolsaram o que deixaram de pagar
em impostos. Já os cerca de R$ 500 milhões destinados à EBC para fazer
comunicação pública e governamental, o governo provisório acha um
absurdo e ameaça fechar a empresa para evitar “gasto supérfluo”.
Estes
programas de incentivo industrial foram implantados por Dilma e é claro
que não deram os resultados esperados. Nestes, nem a desoneração da
folha de pagamento, que custava R$ 25 bilhões/ano e a própria Dilma, no
ajuste de Levy, tratou de reduzir, embora a bondade, agora menor,
continue existindo, apesar do alegado déficit previdenciário. Se não dão
resultados, o governo que alardeia estar colocando ordem na economia
devia auditá-los e, se for o caso, revisá-los.

